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Jovem Socialista - Órgão Oficial de Comunicação da Juventude Socialista

Jovem Socialista - Órgão Oficial de Comunicação da Juventude Socialista

03
Jun09

Come a papa, come a papa...

Luís Pereira

"Frase interessante, mas, já agora, onde é que o PSD defendeu sistemas mistos, caro Professor Vital? É que eu, que até simpatizo com estas soluções, ainda não vi ninguém do PSD a subscrever nos seus programas a liberdade de escolha no acesso à Saúde ou à Educação (embora me esforce bastante a pregar nesse sentido), e muito menos a privatização da segurança social. "

 

Paulo Rangel e o sistema misto na Saúde e na Educação.

 

Discussão na AR:

 

 

4. Uma reforma estrutural responsável, que preserve o modelo social e a solidariedade entre gerações

Mas, enquanto as contas não chegam, o pouco que se sabe já merece resposta, já precisa de debate - e deixar claro porque é que a proposta do PSD não é a reforma estrutural responsável de que o nosso modelo social precisa. Das declarações dos responsáveis do PSD fica-se a saber que defendem um modelo obrigatório - repito obrigatório - de transferência de um terço ou mais das contribuições para um sistema de contas individuais de capitalização a ser gerido por instituições públicas ou privadas e válido não apenas para os futuros contribuintes mas também para os que já estão hoje no mercado de trabalho, a partir de uma certa idade.

 

Falemos claro. Chama-se a isso uma privatização parcial das pensões de velhice. E não há que ter vergonha das palavras: a proposta é mesmo privatizar parcialmente a segurança social. É assim que se classifica em qualquer sítio do mundo. Desde logo, porque se trata de contas individuais, privativas; depois, porque podem ser geridas por privados e, finalmente, porque o seu rendimento ficará dependente, em boa parte, do resultado de aplicações na Bolsa que como se sabe é o paradigma do mercado privado. Se isto não é privatizar, senhores deputados, então digam-me o que é privatizar? Mas uma coisa garanto nacionalizar é que não é, concerteza. Aliás a única parte pública desta proposta está em usar o poder do Estado para obrigar os cidadãos a entrarem neste jogo, mesmo contra a sua vontade - e o que é espantoso é que o proponham, sem pestanejar, em nome da apregoada liberdade individual.

 

Em suma, a proposta do PSD não é boa para o Estado, não é boa para os cidadãos e não é boa para a justiça social. Só é verdadeiramente boa para quem tem interesses nela. Ou, para citar Paul Krugman, a propósito de debate semelhante nos Estados Unidos: «esta é uma forma de toda a gente ficar em pior situação, excepto as firmas de cobrança de comissões de Wall Street».

 

03
Jun09

Não seja assim, PPM!

Luís Pereira

Alguém nega que a luta pela igualdade de direitos seja muito querida aos socialistas? Que mal vem ao mundo de uma socialista se juntar à luta de tantos outros? Militantes do Bloco, do PS, ou simples cidadãos sem partido, juntos por uma causa.

 

Instrumentalização quer o PPM fazer, manipulando o sentimento das pessoas fazendo crer que o PS  se quer aproveitar destas. Deixava-lhe uma questão: se Manuela Ferreira Leite não fosse tão conservadora, dona de uma visão tão retrograda, mantinha a mesma posição? 

 

Ou então: quer isto dizer que Pedro Marques Lopes estava lá para tirar proveitos pelo PSD ou o Daniel Oliveira pelo Bloco de Esquerda?

31
Mai09

Nós, europeus vs União Nacional

Luís Pereira

O “pelo interesse nacional assino por baixo”, já me incomodava o suficiente. A ideia de que, no combate político, se pode distinguir entre os depositários do “interesse nacional” e os outros, supõe-se que “traidores à Pátria”, sempre me pareceu pouco democrática. Mas quando, em novo cartaz, Paulo Rangel proclama a primazia das famílias portuguesas sobre as famílias políticas já sinto mais do que incómodo. Agora, sem equívocos, estamos mesmo perante proclamação anti-democrática pura e dura, a roçar o populismo nacionalista mais perigoso. É porque há diferentes perspectivas políticas sobre o melhor modo de defender os interesses das “famílias portuguesas” que, em democracia, há diferentes famílias políticas em lugar da (única) União Nacional. Chega!

31
Mai09

"País de tanga"

Luís Pereira

Desde de Durão Barroso, na altura primeiro-ministro, que se usa a expressão: o país está de "tanga". Hoje, de novo na moda pelo discurso de Manuela Ferreira Leite, isso é justificação até para não se discutir questões importantes como o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Que "país de tanga" deste pessoal que pensa que as pessoas são tão limitadas que só podem pensar ou debater sobre uma, e apenas uma, questão da actualidade.

 

Que PPM quer agradar a Manuela Ferreira Leite, ninguém dúvida (também ela uma conservadora, que se opõe a uma questão de igualdade como esta). Ao ponto de até Paulo Rangel fazer uma pausa durante um discurso de Sócrates, em resposta a uma intervenção do mesmo, para ler o ABC do PPM. Ainda por cima sobre uma questão tão pouco importante ou nada criticada pelo mesmo: a educação. Será que a razão das criticas se prende com um défice de atenção?

 

Sobre uma coisa "abaixo de cão", aconselhava ao PPM uma leitura bastante interessante, sobre um suposto receio de perder eleições: aqui.

 

É sobre esta estratégia, "abaixo de cão" e "boçal", de que se falava? Pelo menos respeitem quem pode/consegue pensar em mais do que uma coisa e não os acusem de serem meros instrumentos. Afinal de contas, não vejo Pedro Marques Lopes ou Daniel Oliveira a serem instrumentos de Sócrates. Ou são?

30
Mai09

Uma questão de postura

Luís Pereira

Ao contrário de muita blogosfera, não vou fazer acusações do género: os dirigentes do PSD promovem a corrupção. É inegável que vários antigos dirigentes estiveram envolvidos directamente ou indirectamente no caso BPN. O PSD terá culpa? Não me parece que se possa culpabilizar directamente o PSD. Obviamente. Agora, como diz Vital Moreira, a imagem do "banco do PSD" está lá. Alguns esclarecimentos seriam importantes.

 

Deixaria aqui textos interessantes:

 

O que confere uma gravidade estrema ao caso BPN não é somente a dimensão da negociata, que ensombra a credibilidade interna e externa do nosso sistema financeiro, nem a extensão das perdas que vão ser registadas pelas instituições que têm crédito sobre o banco e pelos contribuintes portugueses.
Não se trata, porém, de um simples caso financeiro, dada a responsabilidade de ex-dirigentes partidários e de ex-membros do Governo do mesmo partido, o que o transforma numa questão política que mancha as instituições democráticas. Não está em causa obviamente responsabilizar o próprio PSD pelas vigarices vindas a público, mas sim de exigir que o partido condene politicamente e se demarque de uma situação que compromete o seu bom nome.
Manuela Ferreira Leite bem pode tentar desviar-se da questão, mas não vai poder fugir-lhe durante muito mais tempo. O caso do "banco do PSD" não vai morrer tão cedo.

 

por Vital Moreira

 

Associo-me já aqui à revolta de Manuela Ferreira Leite. Nem houve qualquer roubalheira no BPN, nem no caso estão envolvidas figuras gradas do PSD. Na realidade, houve apenas alguns incidentes numa instituição bancária onde, por acaso, quase todas os envolvidos tinham uma determinada orientação política. O que, bem vistas as coisas, é irrelevante, já que para lá foram pela sua indiscutível qualidade profissional e não graças às relações políticas que tinham mantido entre si.

 

por Daniel Oliveira

 

Ganhar com compra e venda de acções não é crime. O que tem de ser esclarecido é a ligação per se.

Bem sei que à participação em empresas não se segue responsabilidade na gestão. Afinal, os fundos de investimento em que investíamos incluíam imensas empresas e dificilmente nos poderiam responsabilizar por questões de gestão. Ainda assim, seria salutar que o Presidente da República prestasse algum esclarecimento. Afinal, ele não é um «gajo qualquer».

 

por Tiago Moreira Ramalho

30
Mai09

Não fique espantado...

Luís Pereira

...se chegar à conclusão que não, nem todos os jovens sabem o sarilho em que se metem se fizerem "amor sem camisinha". E nem todos serão conscientes ao ponto de se dirigirem a um Centro de Saúde, para ir buscar a solução para o problema. Se o problema é da escola ou dos pais? Pouco interessa neste momento encontrar responsáveis ou fazer acusações, importa mais saber como o solucionar. E aí, se de forma responsável se distribuir os preservativos na escola, atacar o problema de frente, se procure informar e consciencializar, com uma educação sexual efectiva, acho que teremos dado um passo importante para a educação sexual dos mais jovens!

 

E não se esqueça: se em Portugal houvesse tanto conhecimento assim do problema, certamente não seria onde o problema da SIDA mais "dores de cabeça" tem provocado em termos europeus.

28
Mai09

Lendo outros - Salário minimo nacional

Luís Pereira

“…Garantir a correcção dos desequilíbrios sociais e económicos, melhorando os níveis de vida muito baixo…”. Era este o texto que se podia ler há 35 anos aquando da publicação do Decreto-Lei que instituiu o Salário Mínimo Nacional (SMN) o qual tinha o valor de 3.300$00.
Se o SMN tivesse acompanhado a inflação ao longo dos últimos 35 anos, o valor desta retribuição deveria ser hoje de €584. Actualmente, este é de €450 e é o segundo SMN mais baixo da Zona Euro.
 

Este facto demonstra bem a necessidade de se prosseguir com o compromisso da evolução e crescimento, acima da taxa de inflação, que o Governo assumiu neste mandato. É um imperativo corrigir esta perda de poder de compra e assegurar a tal “correcção dos desequilíbrios” já prevista há 35 anos.

 

Retirado do Maiactual, um blog de camaradas de Maia

28
Mai09

Lendo outros

Luís Pereira

Hoje vou debruçar-me mais sobre as alternativas que (aparentemente) existem à direita do nosso partido.

Para o maior partido da oposição (que não significa que tenha o LÍDER da oposição), a questão europeia cinge-se a problemas nacionais e nada mais.

Aliás, é intenção desse partido apresentar logo uma proposta para que todas as famílias portuguesas recebam à cabeça 5 milhões de euros no sentido de usar os fundos europeus para pagar a crise. É que ter slogans vagos, isentos de propostas apenas vem comprovar a política irresponsável de desinformação que tem vindo a transmitir.

Será que algum partido, no seu perfeito juízo não vai para Estrasburgo defender o interesse nacional? E como podemos consubstanciar esse interesse nacional? O que é afinal? Defender Portugal? Sim…mas como? Com que propostas? Com que objectivos? Com que ideias? Só dizer que se vai defender o interesse nacional é como um presidente de um clube de futebol dizer, no início da época, que querem ser a melhor equipa, mas esquecer-se de referir que isso para por ganhar o campeonato ou a Taça. É evasivo, incompatível com os ideais generosos europeus e acima de tudo pleno de irresponsabilidade.

Não contente com isso, ainda somos confrontados com mais um cartaz para a história: As famílias Portuguesas acima das famílias políticas.

Só quem não quer que se saiba como funciona o parlamento europeu, pode pensar que este cartaz, para além de apelar a um nacionalismo xenófobo, comprova uma ideia que só a defesa das famílias portuguesas interessa aos futuros deputados do PSD. Então e se os deputados alemães e franceses decidirem o mesmo? Se os Polacos e Irlandeses se recusarem a construir uma nova ideia de Europa, o que vai acontecer? O que está VERDADEIRAMENTE em causa é a eleição dos representantes portugueses para um órgão que vai, cada vez mais, ser importante nas suas vidas e como é que as nossas empresas e as nossas famílias possam lucrar com a persecução de ideais de paz, democracia e progresso sustentável no nosso continente. Como tornarmos esta uma Europa mais justa, mais solidária, mais competitiva. E isso não se faz com o neo-nacionalismo, a não ser que se procure seguir as ideias do Sr. Jean-Marie LePen.

Não há dúvidas, nestas eleições o PSD perdeu a máscara! (...)
 

Já para o CDS-PP tudo é mais claro: não existe União Europeia! Não há qualquer construção, não há problemas europeus nem sequer soluções europeias. Só existem questões nacionais e a obrigatoriedade de questionar e penalizar o governo e o Partido Socialista por aquilo que tem feito no nosso país.
Sobre temas europeus o PP faz o pleno: zero conclusões, zero propostas, zero objectivos... zero candidatos a deputados que tenham feito parte do último parlamento. Aliás, esta questão não deixa de ser curiosa pois se os deputados trabalham tanto como tentam publicitar, porque é que nenhum deles é de novo candidato? Este tipo de questões não me sai da cabeça.....com que credibilidade solicitam um voto depois de terem indirectamente admitido que nestes 5 anos o trabalho não foi o melhor?

E já agora, por quanto tempo ficará Nuno Melo e seus pares no Parlamento Europeu, deixando o PP sem um dos seus poucos militantes verdadeiramente activos?

Vida difícil tem este partido, depois de temos tido a confirmação que o PSD encostou à direita.

Um voto em qualquer um destes partidos é a continuação de políticas liberais que levaram à crise internacional, onde hoje procuramos fazer o melhor para sobreviver..

É preciso novas políticas, novas propostas, novas discussões para que a União Europeia volte a ser o farol de todos os que nela coabitam e a esperança daqueles que a avistam.

 

Retirado do blog da JS/FAUL

 

26
Mai09

nós, somos europeus!

Luís Pereira

E gostaríamos de perguntar o seguinte: se Miguel Portas e Ilda Figueiredo deviam estar coligados, isto não se aplicaria a Paulo Rangel tornando-se o novo melhor amigo de Nuno Melo devendo fazer campanha juntos? Isto esquecendo que a campanha tem sido em tudo semelhante: ataque ao governo, Europa em segundo lugar.

 

 

Afinal de contas, também pertencem à mesma família política.

 

A mesma que há bem pouco tempo, como já aqui disse, criminalizou a imigração, que não aprovou um directiva que conferia mais direitos de maternidade ou paternidade ou que queria aprovar uma directiva que limitava o acesso à internet.

 

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