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Jovem Socialista - Órgão Oficial de Comunicação da Juventude Socialista

Jovem Socialista - Órgão Oficial de Comunicação da Juventude Socialista

30
Jun09

Computadores nas salas de aula

David Erlich

Muitos de nós devemos ter cometido as traquinices próprias dos miúdos, durante as aulas (pelo menos eu cometi): usar o papel para fazer pequenas bolinhas e mandar aos colegas, às vezes com o auxílio de uma zarabatana improvisada, feita com a parte de fora de uma caneta; utilizar um papel e uma caneta não para copiar a lição mas sim para jogar ao jogo do galo; utilizar as tampas das canetas para simular, com uma bola de papel, um jogo de futebol no tampo da mesa; folhear os manuais escolares - especialmente os de história - não para estudar ou consultar, mas para pintar óculos escuros e barba nos indivíduos neles retratados. Isto é: mesmo na era da inexistência de tecnologia informática nas salas de aula, havia material didáctico a ser utilizado com outros fins.

 

Obviamente, tal como todos os materiais didácticos que citei acima, alguns miúdos, durante as aulas, estarão a jogar com o Magalhães/PC portátil sem o Professor reparar. Mas essa utilização puramente lúdica de um objecto que se quer pedagógico não é uma lacuna originada pelos Magalhães/PC's portáteis, ao contrário do que alguns parecem sugerir; é, ao invés, algo que acontece com os mesmos tal como antes acontecia com os papéis que eram bolinhas, as canetas que eram zarabatanas, o papel que era terreno de um jogo do galo, as tampas que eram jogadores de futebol, os livros que eram fonte de caricaturas. Atacar, por este lado, o programa de generalização da tecnologia no espaço escolar é ignorar que aquilo que se ataca sempre existiu, mesmo sem tecnologia. E é ignorar que, ao contrário do que se quer fazer crer, com o Magalhães/PC portátil o Professor poderá, como não podia antes, ver, em tempo real, dentro da sala de aula, o que cada estudante está a fazer com o seu próprio equipamento.

29
Jun09

António Costa à conversa com as redes sociais vai fazer o balanço do mandato do executivo socialista na CML

Luís Pereira

 

Dia 2 de Julho, na sala do Arquivo nos Paços do Concelho da CML, pelas 18 horas, António Costa vai fazer o balanço do mandato do executivo do Partido Socialista à conversa com as redes sociais (twitters, bloggers, etc). Numa iniciativa inédita, o Partido Socialista dá mais um importante passo na comunicação, naquela que se pretende uma política de proximidade, com importantes e modernas formas de comunicação.

 

Aparece!

29
Jun09

Espírito democrático

David Erlich

A última sessão "Novas Fronteiras", dedicada à Juventude, foi um grande sucesso. Sobretudo porque permitiu um diálogo sincero, aberto, transparente e democrático entre José Sócrates e os jovens presentes. Durante o próprio decorrer da iniciativa, foram abertas inscrições - que consistiam apenas em levantar o braço e esperar pelo microfone - para se poder fazer perguntas directamente ao Secretário-Geral do PS; perguntas sem qualquer tipo de apreciação prévia ou selecção, e que poderiam vir tanto de militantes da JS / PS como de pessoas não filiadas, que estavam presentes também. Quando se fala da falta de democracia nos partidos, julgo que é um grande exemplo que o Secretário-Geral do PS, simultaneamente Primeiro-Ministro, responda, na presença da comunicação social, a questões difíceis, algumas delas críticas, colocadas livremente por jovens militantes e também independentes. Assim se funciona segundo o espírito democrático que, ao contrário do que muitos dizem, é ainda um dos valores essenciais pelos quais se pauta o Partido Socialista.

27
Jun09

Tenham medo, muito medo!

Luís Pereira

Manuela Ferreira Leite, dirigindo-se à bancada parlamentar escolhida numa noite de nevoeiro, afirmou que, se chegar ao Governo, pretende “rasgar e romper com todas as soluções que têm estado a ser adoptadas em termos de política económica e social”.

Significa isto — portanto — que o PSD pretende “rasgar e romper”, por exemplo, com:

    • O Complemento Solidário para Idosos;
    • As escolas do 1.º ciclo do básico a funcionarem a tempo inteiro, até às 17:30, com inglês e refeições escolares;
    • O abono pré-natal;
    • A majoração do abono de família;
    • O apoio público à procriação medicamente assistida para casais com problemas de fertilidade;
    • O programa PARES, que tem financiado a criação de centenas de novos equipamentos sociais, nomeadamente assegurando um investimento sem precedentes na expansão do pré-escolar;
    • O cheque-dentista para grávidas e crianças e jovens;
    • As unidades de cuidados continuados integrados para idosos acamados e outros doentes prolongados;
    • O programa de cirurgia oftalmológica, que permitiu no último ano operar — no sistema nacional de saúde — milhares de pessoas que há anos esperavam por uma simples operação às cataratas;
    • O aumento da acção social escolar e o alargamento dos respectivos beneficiários;
    • Os programas e-escolas e e-escolinhas;
    • A reforma da segurança social, que assegurou a sua sustentabilidade e retirou Portugal do grupo de países de alto risco;
    • O investimento nas energias renováveis, que tornou Portugal um caso de sucesso e um exemplo elogiado a nível internacional;
    • A redução do IRC para empresas do interior e a criação de dois escalões (em que os primeiros 12.500 euros de matéria colectável são taxados a metade);
    • O incentivo fiscal à actividade empresarial de Investigação & Desenvolvimento.

É isto que Manuela Ferreira Leite pretende “rasgar”? Tenham medo, muito medo...

Via Corporações.

25
Jun09

Sobre notícias que em nada interessam à oposição - Note to President Obama: Want to Fix the Schools? Look to Portugal!

Luís Pereira

    To show the way, I suggest the president take a look at a modest country across the Atlantic that's turning into the world leader in rethinking education for the 21st century.

    That country is Portugal. Its economy in early 2005 was sagging, and it was running out of the usual economic fixes. It also scored some of the lowest educational achievement results in western Europe.

    So President Jose Socrates took a courageous step. He decided to invest heavily in a "technological shock" to jolt his country into the 21st century. This meant, among other things, that he'd make sure everyone in the workforce could handle a computer and use the Internet effectively.

    This could transform Portuguese society by giving people immediate access to world. It would open up huge opportunities that could make Portugal a richer and more competitive place. But it wouldn't happen unless people had a computer in their hands.

    In 2005, only 31% of the Portuguese households had access to the Internet. To improve this penetration, the logical place to start was in school, where there was only one computer for five kids. The aim was to have one computer for every two students by 2010.

    So Portugal launched the biggest program in the world to equip every child in the country with a laptop and access to the web and the world of collaborative learning. To pay for it, Portugal tapped into both government funds and money from mobile operators who were granted 3G licenses. That subsidized the sale of one million ultra-cheap laptops to teachers, school children, and adult learners.

    Here's how it works: If you're a teacher or a student, you can buy a laptop for 150 euros (U.S. $207). You also get a discounted rate for broadband Internet access, wired or wireless. Low income students get an even bigger discount, and connected laptops are free or virtually free for the poorest kids. For the youngest students in Grades 1 to 4, the laptop/Internet access deal is even cheaper -- 50 euros for those who can pay; free for those who can't.

    That's only the start: Portugal has invested 400 million euros to makes sure each classroom has access to the Internet. Just about every classroom in the public system now has an interactive smart board, instead of the old fashioned blackboard.

    This means that nearly nine out of 10 students in Grades 1 to 4 have a laptop on their desk. The impact on the classroom is tremendous, as I saw this spring when I toured a classroom of seven-year-olds in a public school in Lisbon. It was the most exciting, noisy, collaborative classroom I have seen in the world.

     

    via Câmara Corporativa

25
Jun09

Governo anuncia medidas de apoio aos estudantes do ensino superior

Luís Pereira

- aumento em 10% das bolsas para estudantes, o que irá ajudar um em cada cinco num universo de 73 mil.

 

- aumento em 15% para as bolsas dos estudantes deslocados

 

- apoio no passe escolar para estudantes até 23 anos, que se traduz numa diminuição de 50 por cento no custo

 

- para os estudantes bolseiros da acção social que se encontrem em mobilidade internacional ao abrigo do programa Erasmus, o aumento será de 50 por cento.

 

- não vai haver qualquer aumento do preço mínimo das refeições e do preço de alojamento, para além da criação de um programa de reforço do investimento, em regime de concessão, em residências universitárias.

 

24
Jun09

Da minha esquina - À Esquerda da Indiferença

Jovem Socialista

Francisco CésarDecorreu no passado fim-de-semana, na ilha Terceira, o IX Congresso Regional da Juventude da Juventude Socialista/Açores. Terminei, por limite de idade, de 30 anos, todas as funções que exercia na organização regional que servi durante mais de 16 anos.

Numa altura em que o alheamento dos jovens da política está no centro das atenções dos media e em que alguns pseudo-intelectuais defendem o fim das juventudes partidárias, tenho reflectido com algum cuidado o papel da Juventude Socialista na sociedade portuguesa.

A história da Juventude Socialista está intimamente ligada à da Democracia portuguesa. A JS esteve presente nas lutas pela liberdade em 1975, foi líder na defesa de um ensino superior universal e gratuito, participou no combate por um sistema nacional de saúde universal e gratuito, foi a primeira a sair em defesa das mulheres que optassem por interromper as suas gravidezes, de uma forma voluntária, defendendo que elas não deviam ir para a cadeia. Foi a JS que propôs programas de mobilidade dos jovens como o cartão jovem ou o cartão interjovem, foi proponente da criação do estatuto trabalhador-estudante, defendeu nos anos 80 a aposta na formação profissional, propôs a criação da primeira lei do associativismo juvenil e estudantil, defendeu o credito à habitação bonificado e o arrendamento jovem, tem defendido o fim dos estágios remunerados, foi proponente do fim do serviço militar obrigatório, propôs que os toxicodependentes fossem tratados como doentes e não como criminosos e foi a primeira organização de índole partidária a propor a legalização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

São estas algumas das propostas da JS, em quase 35 anos de história. Nunca esta organização se propôs falar apenas de medidas específicas para juventude. O seu propósito foi e é sempre dar uma visão jovem e ideológica sobre todos os aspectos da nossa sociedade, quer estejamos a falar de emprego, de ambiente, de habitação ou de direitos humanos.

A JS esteve sempre presente em todos os grandes desafios da democracia portuguesa, nunca foi indiferente, nunca foi abstencionista, foi sempre irreverente, foi sempre de esquerda.

Nota: Parabéns ao Berto Messias e a todos os novos eleitos para os órgãos regionais da Juventude Socialista. Faço votos de que desenvolvam um bom trabalho nos próximos dois anos.

Por Francisco César, presidente da Comissão Nacional da JS, no Diário dos Açores de 18 de Junho.

22
Jun09

Quotidiano (2)

David Erlich

A verdadeira política não é o poder pelo poder, é o poder para mudar. E a mudança reflecte-se sempre na vida das pessoas. Anteontem, na minha primeira aula de condução, falando com o instrutor, ele disse-me que agora, com as Novas Oportunidades, ia fazer o que nunca antes pensara fazer, já que, trabalhando, não consguiria frequentar a escolaridade normal: terminar o 12º ano (só tem o 9º ano) de forma a poder concorrer, futuramente, para examinador, o que era um salto qualitativo, com consequência a nível remuneratório, na sua carreira. Para uns são puro facilitismo, mera propaganda, um vácuo educativo. Para outros as Novas Oportunidades são isto mesmo: a oportunidade para que os cidadãos não vejam nas habilitações académicas um entrave inultrapassável, mas sim uma meta alcançável através do mérito.

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