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Jovem Socialista - Órgão Oficial de Comunicação da Juventude Socialista

Jovem Socialista - Órgão Oficial de Comunicação da Juventude Socialista

31
Mai09

Nós, europeus vs União Nacional

Luís Pereira

O “pelo interesse nacional assino por baixo”, já me incomodava o suficiente. A ideia de que, no combate político, se pode distinguir entre os depositários do “interesse nacional” e os outros, supõe-se que “traidores à Pátria”, sempre me pareceu pouco democrática. Mas quando, em novo cartaz, Paulo Rangel proclama a primazia das famílias portuguesas sobre as famílias políticas já sinto mais do que incómodo. Agora, sem equívocos, estamos mesmo perante proclamação anti-democrática pura e dura, a roçar o populismo nacionalista mais perigoso. É porque há diferentes perspectivas políticas sobre o melhor modo de defender os interesses das “famílias portuguesas” que, em democracia, há diferentes famílias políticas em lugar da (única) União Nacional. Chega!

31
Mai09

"País de tanga"

Luís Pereira

Desde de Durão Barroso, na altura primeiro-ministro, que se usa a expressão: o país está de "tanga". Hoje, de novo na moda pelo discurso de Manuela Ferreira Leite, isso é justificação até para não se discutir questões importantes como o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Que "país de tanga" deste pessoal que pensa que as pessoas são tão limitadas que só podem pensar ou debater sobre uma, e apenas uma, questão da actualidade.

 

Que PPM quer agradar a Manuela Ferreira Leite, ninguém dúvida (também ela uma conservadora, que se opõe a uma questão de igualdade como esta). Ao ponto de até Paulo Rangel fazer uma pausa durante um discurso de Sócrates, em resposta a uma intervenção do mesmo, para ler o ABC do PPM. Ainda por cima sobre uma questão tão pouco importante ou nada criticada pelo mesmo: a educação. Será que a razão das criticas se prende com um défice de atenção?

 

Sobre uma coisa "abaixo de cão", aconselhava ao PPM uma leitura bastante interessante, sobre um suposto receio de perder eleições: aqui.

 

É sobre esta estratégia, "abaixo de cão" e "boçal", de que se falava? Pelo menos respeitem quem pode/consegue pensar em mais do que uma coisa e não os acusem de serem meros instrumentos. Afinal de contas, não vejo Pedro Marques Lopes ou Daniel Oliveira a serem instrumentos de Sócrates. Ou são?

30
Mai09

Uma questão de postura

Luís Pereira

Ao contrário de muita blogosfera, não vou fazer acusações do género: os dirigentes do PSD promovem a corrupção. É inegável que vários antigos dirigentes estiveram envolvidos directamente ou indirectamente no caso BPN. O PSD terá culpa? Não me parece que se possa culpabilizar directamente o PSD. Obviamente. Agora, como diz Vital Moreira, a imagem do "banco do PSD" está lá. Alguns esclarecimentos seriam importantes.

 

Deixaria aqui textos interessantes:

 

O que confere uma gravidade estrema ao caso BPN não é somente a dimensão da negociata, que ensombra a credibilidade interna e externa do nosso sistema financeiro, nem a extensão das perdas que vão ser registadas pelas instituições que têm crédito sobre o banco e pelos contribuintes portugueses.
Não se trata, porém, de um simples caso financeiro, dada a responsabilidade de ex-dirigentes partidários e de ex-membros do Governo do mesmo partido, o que o transforma numa questão política que mancha as instituições democráticas. Não está em causa obviamente responsabilizar o próprio PSD pelas vigarices vindas a público, mas sim de exigir que o partido condene politicamente e se demarque de uma situação que compromete o seu bom nome.
Manuela Ferreira Leite bem pode tentar desviar-se da questão, mas não vai poder fugir-lhe durante muito mais tempo. O caso do "banco do PSD" não vai morrer tão cedo.

 

por Vital Moreira

 

Associo-me já aqui à revolta de Manuela Ferreira Leite. Nem houve qualquer roubalheira no BPN, nem no caso estão envolvidas figuras gradas do PSD. Na realidade, houve apenas alguns incidentes numa instituição bancária onde, por acaso, quase todas os envolvidos tinham uma determinada orientação política. O que, bem vistas as coisas, é irrelevante, já que para lá foram pela sua indiscutível qualidade profissional e não graças às relações políticas que tinham mantido entre si.

 

por Daniel Oliveira

 

Ganhar com compra e venda de acções não é crime. O que tem de ser esclarecido é a ligação per se.

Bem sei que à participação em empresas não se segue responsabilidade na gestão. Afinal, os fundos de investimento em que investíamos incluíam imensas empresas e dificilmente nos poderiam responsabilizar por questões de gestão. Ainda assim, seria salutar que o Presidente da República prestasse algum esclarecimento. Afinal, ele não é um «gajo qualquer».

 

por Tiago Moreira Ramalho

30
Mai09

Movimento pela igualdado no acesso ao casamento civil

Luís Pereira

10

 

 

Nasceu um movimento a exigir a mais simples e básica das coisas: igualdade perante lei. No caso, igualdade no acesso ao casamento civil. O seu lançamento público será no amanhã, 31 de Maio, às 16h, no Cinema S. Jorge (Lisboa). O Movimento Pela Igualdade tem um documento fundador, assinado por dezenas de pessoas, como o camarada Duarte Cordeiro, o Pedro Nuno Santos ou o Prof. Vital Moreira.

 

Deixaria aqui o texto de apresentação do movimento:

 

A igualdade no acesso ao casamento civil é uma questão de justiça que merece o apoio de todas as pessoas que se opõem à homofobia e à discriminação. Partindo da sociedade civil, a luta pelo acesso ao casamento para casais de pessoas do mesmo sexo em Portugal conta neste momento com um crescente apoio político e social. Nós, cidadãos e cidadãs que acreditamos na igualdade de direitos, de dignidade e reconhecimento para todas e todos nós, para as/os nossas/os familiares, amigas/os, e colegas, juntamos as nossas vozes para manifestarmos o nosso apoio à igualdade.

Exigimos esta mudança necessária, justa e urgente porque sabemos que a actual situação de desigualdade fractura a sociedade entre pessoas incluídas e pessoas excluídas, entre pessoas privilegiadas e pessoas marginalizadas; Porque sabemos que esta alteração legal é uma questão de direitos fundamentais e humanos, e de respeito pela dignidade de todas as pessoas; Porque sabemos que é no reconhecimento pleno da vida conjugal e familiar dos casais do mesmo sexo que se joga o respeito colectivo por todas as pessoas, independentemente da orientação sexual, e pelas famílias com mães e pais LGBT, que já são hoje parte da diversidade da nossa sociedade; Porque sabemos que a igualdade no acesso ao casamento civil por casais do mesmo sexo não afectará nem a liberdade religiosa nem o acesso ao casamento civil por parte de casais de sexo diferente; Porque sabemos que a igualdade nada retira a ninguém, mas antes alarga os mesmos direitos a mais pessoas, acrescentando dignidade, respeito, reconhecimento e liberdade.

Em 2009 celebra-se o 40º aniversário da revolta de Stonewall, data simbólica do início do movimento dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros. O movimento LGBT trouxe para as democracias - e como antes o haviam feito os movimentos das mulheres e dos/as negros/as - o imperativo da luta contra a discriminação e, especificamente, do reconhecimento da orientação sexual e da identidade de género como categorias segundo as quais ninguém pode ser privilegiado ou discriminado. Hoje esta luta é de toda a cidadania, de todos e todas nós, homens e mulheres que recusamos o preconceito e que desejamos reparar séculos de repressão, violência, sofrimento e dor. O reconhecimento da plena igualdade foi já assegurado em várias democracias, como os Países Baixos, a Bélgica, o Canadá, a Espanha, a África do Sul, a Noruega, a Suécia e em vários estados dos EUA. Entre nós, temos agora uma oportunidade para pôr fim a uma das últimas discriminações injustificadas inscritas na nossa lei. Cabe-nos garantir que Portugal se coloque na linha da frente da luta pelos direitos fundamentais e pela igualdade.

O acesso ao casamento civil por parte de casais do mesmo sexo, em condições de plena igualdade com os casais de sexo diferente, não trará apenas justiça, igualdade e dignidade às vidas de mulheres e de homens LGBT. Dignificará também a nossa democracia e cada um e cada uma de nós enquanto cidadãos e cidadãs solidários/as – e será um passo fundamental na luta contra a discriminação e em direcção à igualdade.

 

30
Mai09

Não fique espantado...

Luís Pereira

...se chegar à conclusão que não, nem todos os jovens sabem o sarilho em que se metem se fizerem "amor sem camisinha". E nem todos serão conscientes ao ponto de se dirigirem a um Centro de Saúde, para ir buscar a solução para o problema. Se o problema é da escola ou dos pais? Pouco interessa neste momento encontrar responsáveis ou fazer acusações, importa mais saber como o solucionar. E aí, se de forma responsável se distribuir os preservativos na escola, atacar o problema de frente, se procure informar e consciencializar, com uma educação sexual efectiva, acho que teremos dado um passo importante para a educação sexual dos mais jovens!

 

E não se esqueça: se em Portugal houvesse tanto conhecimento assim do problema, certamente não seria onde o problema da SIDA mais "dores de cabeça" tem provocado em termos europeus.

28
Mai09

Da série: notícias que não vão ser de abertura às 20h de sexta

Luís Pereira
Apresentado por Manuela Moura Guedes
 
(...)A deliberação divulgada hoje toma posição sobre um conjunto de queixas apresentadas contra aquele canal de televisão, em concreto contra o jornal televisivo semanal que Manuela Moura Guedes apresenta à sexta-feira.

Todas as queixas versam o tratamento dado ao Governo e, sobretudo, à figura do primeiro-ministro, José Sócrates(...)
28
Mai09

Um candidanto que assina, pelo interesse nacional, por baixo...

Luís Pereira

Tenho também uma pergunta para Paulo Rangel, o cabeça de lista do PSD. Foi notícia ele ter suspendido o mandato em 2007 e 2008, durante meses (tendo continuado a trabalhar como jurista), mas ter voltado sempre na véspera das férias, para receber o ordenado quando o Parlamento estava parado. Evidentemente, isto é legal. Como o Jaguar, Sintra e Porto. Como era legal aquele deputado inglês fazer-se reembolsar pelo combate às doninhas no seu quintal... Mas legal não é suficiente. A pergunta que tenho para Rangel: "É correcto?"

 

...diria que não, não é correcto!

 

Problemas de quem tem telhados de vidro...

 

 

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