Quinta-feira, 22.04.10

 

Começo este post por um apontamento negativo: Manuela Ferreira Leite saiu, mas ninguém vai esquecer muitas das suas declarações irresponsáveis. Acho uma certa piada aos seus apoiantes, que dizem que "mulher séria, competente, certa para liderar o país". Ferreira Leite não foi só má ministra. Foi má líder do PSD. Não disse apenas que gostaria de "suspender a democracia 6 meses", disse também de forma muito grave há bem pouco tempo que a situação económica Portuguesa era semelhante à Grega. Se a primeira afirmação é grave, mas poucas consequências poderia trazer à equação nacional, a segunda é gravíssima pois tem consequências imediatas a líder do maior partido da oposição fazer uma declaração deste tipo, quando os mercados estão instáveis e tão atentos a tudo o que se diz, sendo naturalmente prejudicial para o país e para a sua recuperação económica.

 

Ferreira Leite já saiu. Não deixou no entanto de manchar mais uma vez a pintura. Felizmente Pedro Passos Coelho, apesar de discordar completamente do modelo por ele sugerido, mostrou-se mais comedido e disse que à semelhança de Cavaco Silva não considera que Portugal caminhe para a bancarrota ou esteja numa situação igual à da Grécia. Está certo, mas para além disso manteve uma boa postura de Estado, coisa que, por exemplo, não teve o presidente da República Checa que teve mais uma declaração escandalosa e demonstrativa que à União Europeia às vezes falta um pouco mais de união e...solidariedade. Não podemos arrancar com o motor europeu se continuarmos a ter chefes de estado que se dão ao luxo de lançar dúvidas e o pânico nos mercados de outros países.

 

Vamos então desmontar esta história: Será Portugal igual à Grécia?

 

Comecemos pelo risco na zona euro na sustentabilidade das finanças públicas. O Wall Street Journal, com base em dados da Comissão Europeia, atribui a Portugal um “risco médio”. O nosso país aparece de mãos dadas com países como a Alemanha, a França, a Itália...colocados no grupo de países de “risco elevado” aparece curiosamente, ou talvez não, a Grécia.

 

Mesmo assim, uma agência de rating bastante reconhecida, a Moody's promoveu a ideia: os portugueses afinal eram gregos. No dia a seguir a notícia nos media era: “Os mercados apostam no incumprimento grego". As consequências não foram assim tão gravosas como se poderia temer.

 

Em Portugal, começam os media a acordar para o assunto:

 

 

Manuela Ferreira Leite entrava em jogo. Manuela Ferreira Leite: “Estamos rigorosamente no mesmo caminho [da Grécia]”. Cavaco Silva:“Portugal y España no son Grecia; ha habido error y mala fe en algunas tribunas”. A resposta era a esperada do Presidente da República.

 

Mais notícias vinham a público sobre a situação Grega: sabia-se agora que a Grécia brincava e falseava os números das contas públicas. Situação semelhante em Portugal, talvez só com Manuela Ferreira Leite, que apesar de não ter bem falseado, andou a brincar com o défice público apresentando um resultado desastroso. Seriam memórias antigas, perguntavam-se alguns. Outras diferenças entre as duas situações:  A Grécia não fez as necessárias reformas da administração pública e da segurança social. Uma despesa pública fora de controlo, uma vez que, nos últimos 6 anos a despesa da administração central crescera 87 por cento, enquanto a receita fiscal apenas cresceu 31 por cento; Pouco fez para melhorar a eficácia fiscal e combater a fraude e a fuga aos impostos, estratégia agora tida como muito importante no PEC grego para aumentar as receitas.

 

Os dias iam passando e os mercados insistiam em desmentir estes arautos da desgraça: Grécia paga mais 60% que Portugal para vender dívida. Outros países davam sinais semelhantes: Portugal é injustamente inscrito na lista injuriosa dos PIGS (porcos) (Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha) pelos operadores do mercado. Philippe Marini, relator-geral da Comissão de Finanças do Senado francês.

 

Em Portugal, tal como na Grécia, criava-se o PEC, Plano de Estabilidade e Crescimento. A notícia era: PEC: OCDE diz que Portugal está na «direcção certa». A OCDE felicitava a estratégia de consolidação orçamental de Portugal, que considera estar na direcção para assegurar a confiança dos mercados e suportar o crescimento da economia.

 

As notícias não paravam de chegar para desespero da linha política do PSD:  As exportações aumentaram 7,6 por cento entre Dezembro de 2009 e Fevereiro de 2010 face ao trimestre homólogo.

 

As notícias eram como se pode ver mais uma vez animadoras: A produção industrial na Zona Euro registou um incremento de 0,9%, em Fevereiro, com Portugal a inverter o recuo de Janeiro para crescer 1,6% no mês analisado, indicam estimativas do Eurostat divulgadas esta quarta-feira.

 

Apesar de tudo isto continuavam os arautos da desgraça: a compararem o défice dos dois países. A dizerem que o FMI estava a apertar Portugal. A Alemanha estava farta de pagar e não ia tolerar muito mais.

 

Comecemos pelo défice.

 

 

 

Curioso. Portugal aparecia à frente com um défice bem menor que países como Japão, França, Espanha, EUA, Irlanda e imaginem só...Grécia.

 

Passemos então ao FMI. O Fundo Monetário Internacional (FMI) desvalorizou hoje as preocupações dos economistas internacionais de que os problemas da Grécia possam replicar-se em outros países da zona euro, como Portugal e Espanha:

"Estes países [Portugal e Espanha] têm instituições orçamentais sólidas e não têm as incertezas que a Grécia tem."


O argumentário continuava a complicar-se. Até que o Ministro das Finanças Alemão dá o seu contributo: "A situação da Grécia não pode ser comparada de todo com nenhum outro país". Segundo o Ministro, ao compararem a Grécia a outros países europeus, o que “esses economistas ainda não perceberam [é] que estão a alimentar os negócios de especuladores com intenções duvidosas”.

 

A opinião parece geral.

 

    “[Vive-se] uma batalha pela sobrevivência da união monetária europeia (...). Há interesses e forças, quer especulativas, quer políticas, e grupos de interesse do mundo anglo-saxónico interessados em testar até ao limite a resistência do euro (...). É certo que algumas economias mais periféricas, como a portuguesa, têm debilidades, mas isto é um ataque ao euro através da concentração nos elos mais fracos da cadeia”.

João Costa Pinto, presidente da Caixa de Crédito Agrícola e ex-vice-governador do Banco de Portugal, "Jornal de Negócios".

 

Voltamos ao inicio. Agências de rating. Especulação. Subprime. Inicio da crise. E curiosamente voltamos também à incoerência do PSD: O subprime é “uma das melhores inovações dos últimos anos”. António Borges, ex-vice-presidente da Goldman Sachs e ex-vice-presidente da Dr.ª Manuela

 

Goldman Sachs processado por fraude no subprime.

 

Felizmente para uns, infelizmente ao que parece para outros, as notícias parecem ser de esperança. E os leitores, continuam a achar que a situação de Portugal é igual à da Grécia? E o PSD, será uma oposição séria?

 

Por fim, continuam a achar Manuela Ferreira Leite uma senhora séria? Acredito. Para os outros que têm dúvidas não se esqueçam que a culpa não morrer solteira e há outros senhores que partilham a irresponsabilidade da senhora. Como, por exemplo, Paulo Rangel, fazendo campanha contra o país: a situação de Portugal é agora «semelhante à da Grécia» disse o "nunca abandonarei o parlamento europeu", eurodeputado e derrotado nas eleições internas do PSD. Com Manuela Ferreira Leite já pouco ou nada nos temos que preocupar. Com Paulo Rangel e toda uma linhagem política, a história já é diferente.



Luís Pereira às 02:40 | link do post | comentar

Sábado, 20.02.10

Quando pensamos no porquê de se proibir qualquer tipo de escuta à figura do primeiro ministro não é dificil perceber o fundamento. Desde logo por ser das figuras mais altas da República, da Democracia. Depois, e face ao que assistimos todos os dias, por falta de moral e ética de quem pode usar meios judiciais para proveitos políticos.

 

Estará a democracia em perigo? O Estado de Direito? Não me parece. Pelo menos, não da forma que alguns querem passar. Estará sim, na medida em que temos políticos que utilizam escutas, fugas ao segredo de justiça, meios criminosos, para fazer política, mesmo num palco como o Parlamento Europeu.

 

Se um dia gostava de voltar a ver Paulo Rangel no Parlamento Europeu de novo?

 

Sim. Para pedir desculpa. Ao povo português. À instituição europeia.

 

Se isto ( DESPACHO DE PINTO MONTEIRO QUE ILIBA JOSÉ SÓCRATES ) alguma vez vai fazer capa do SOL?

 

Não acredito. E não é por ser racista, salazarento ou colonialista.

 

Simplesmente, cada vez mais acredito que muita gente se diverte a enganar o povo português, a utilizarem qualquer que seja o meio para passar por cima de um Governo democraticamente eleito, em que os portugueses confiaram o voto.

 

Falo de Rangel, poderia falar de Aguiar Branco, o seu enorme amigo. De Manuela Ferreira Leite que faz insinuações gravíssimas sobre o Primeiro Ministro. Enfim, é só escolher...

 

Azar dos azares. Esses continuam a perder eleições...



Luís Pereira às 21:43 | link do post | comentar

Paulo Rangel vai voltar ao Parlamento Europeu. Dizem as más línguas que é para ler este texto:

 

"De que grau na escala de Richter seria o terramoto na capital se Sócrates ameaçasse expropriar um jornal? Foi o que Jardim fez relativamente ao Diário, aliás com todo o País a ouvir.
José António Saraiva do 'Sol' e a 'Sábado' atribuiram aos desígnios de Sócrates a interferência governamental nos jornais, através da redução de publicidade institucional nos órgãos incómodos e do aumento nos mais 'amigos'. A ERC, e muito bem, logo chamou os autores da denúncia para saber o que se estava a congeminar. Então... e se, mais do que a tentativa de usar a publicidade como castigo ou prémio, o governo de Sócrates tivesse mesmo cortado há mais de dez anos os anúncios oficiais a um órgão para os canalizar todos ao jornal da sua cor, tal como faz na Madeira o dr. Jardim? Que, além de negar publicidade ao Diário para a entregar ao JM, e ainda intimidar nos discursos públicos os empresários que anunciam no Diário, mandou que todos os órgãos públicos cortassem a assinatura do DN, incluindo escolas".
"Sócrates foi criticado por atacar Manuela Moura Guedes (...) E se Sócrates fizesse como o sr. Jardim, que calunia, insulta e enxovalha diariamente os jornalistas com epítetos de corruptos, traidores, comunas, súcias, fascistas, tolos, incapazes, incultos, vingativos, desonestos, gente reles, mentes recalcadas, bastardos, exóticos, incumpridores de estatutos editoriais, ralé que não toma banho? E as jornalistas de vendidas, descompensadas, sovaqueiras...? Que seria de um Sócrates cavalgando tal paradigma?"
"Pois. Cá para a parvónia é que não há Constituição a cumprir. O Presidente da República tem a queixa do Diário nas mãos e, quando veio cá, elogiou a "obra" de Jardim. (...) ERC, Jaime Gama, Almeida Santos, Manuela Ferreira Leite, Paulo Rangel, PS e oposição nacional, todos têm conhecimento do estado da comunicação social insular. Mas vivem entretidos com o 'polvinho' que brinca no Mar da Palha".

Solidarizemo-nos com as vítimas continentais das escandalosas suspeições"."Aquilo vai tão mal por lá em matéria de atentados ao jornalismo que o próprio Jardim desabafou à porta do Conselho Nacional PSD, escandalizado com a falta de respeito pela liberdade de imprensa no Continente: "Num País com a tradição democrática como a Inglaterra, Sócrates já não era primeiro-ministro." Ninguém nos contou esta declaração. Ouvimo-la na rádio".

 

Esta é a coerência moral do PSD.

 

A mesma que diz sobre Marques Mendes antigo líder do PSD e bastante amigo de Manuela Ferreira Leite:

 

(…) foi com um sorriso de alguma repulsa que vi há dias um companheiro de partido, que tinha uma particular propensão para conduzir o Telejornal das 20 horas directamente de S. Bento, sair a terreiro como o grande libertador da comunicação social oprimida.

      Luís Filipe Menezes, no DN

       



Luís Pereira às 21:37 | link do post | comentar

Sexta-feira, 19.02.10

A frase realmente surpreendente é de Paulo Rangel, candidato a Presidente do PSD.

 

Curiosamente não se lembrava de ter sido militante do CDS/PP.

Curiosamente não se lembrava de ter mudado de opinião em relação ao imposto europeu durante a campanha para as Europeias.

Curiosamente não se lembrava de ter dito que do Parlamento Europeu só saia em caso de morte.

Curiosamente não se lembrava da conversa que teve com Aguiar Branco.

Curiosamente não se lembrava de ter dito que não se candidataria à presidência do PSD.

 

Mas são coisas da vida. Lembra-se, por outro lado, de ter vivido com intensidade o 25 de Abril aos 6 anos.

 

Foi uma juventude fértil, intensa. Depois gastou a memória toda e foi por aí, no zigue-zague da opinião e das posições políticas, conforme os ventos do populismo.

 

Sobre Credibilidade? Ética? Seriedade? Quid iuris...?



Luís Pereira às 23:28 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sexta-feira, 15.01.10

Depois de muitos delirarem com o anuncio que Portugal correria o risco de entrar numa rota descendente rumo à bancarrota, à semelhança da Grécia, eis que chega o resultado e a resposta dos mercados à notícia, que me parece mais do que positiva e bem mais optimista.

 

‘Depois da Moody’s ter vindo ontem colocar Portugal e Grécia num mesmo saco – o dos países que terão uma morte lenta -, os mercados reagiram de forma muito diferente, salienta a Bloomberg que diz que, em reacção à avaliação da agência de notação de risco, o preço dos seguros contra risco de incumprimento (os CDS) aumentou 49 pontos base para 328 no caso grego, tendo permanecido quase inalterados nos 105 pontos no caso português. E por isso titula o seu artigo com um “Os mercados apostam no incumprimento grego”.’

 

[e.conomia.info ]

 

Notícia positiva, mas é como dizia o outro, não se pode agradar a Gregos e a Troianos.

 

Esta notícia já não criou grandes delírios...mas ainda mais há a dizer. A agência que hoje diz isto,  foi também notícia em Julho do ano passado:

 

"A Calpers, maior fundo de pensão público dos Estados Unidos, processou as três maiores agências de rating [Moody's, Standard & Poor''s e Fitch] por dar notas perfeitas a ativos que mais tarde sofreram grandes perdas com hipotecas subprimes."

 

Uma notícia que vá, não abona a favor da credibilidade desta agência.



Luís Pereira às 00:47 | link do post | comentar

A consultora Deloitte diz que a rede portuguesa de Alta Velocidade ferroviária dará um contributo favorável ao turismo nacional e defende que a promoção de Portugal e Espanha deve ser feita conjuntamente em mercados longínquos. Leia mais no link.

 

 



Luís Pereira às 00:43 | link do post | comentar

Quinta-feira, 14.01.10

Começar por dizer que sou fã de Jon Stewart, também ele um exemplo, mas vamos ao que interessa. Já aqui se falou da aposta/investimento do executivo norte-americano nas infra-estruturas, como a alta-velocidade, como parte do plano de recuperação da crise económica. Fica aqui uma entrevista que o comprova, um exemplo pela boa disposição e conteúdo, de um político que curiosamente é ... republicano.

 

 

 

 

The Daily Show With Jon Stewart Mon - Thurs 11p / 10c
Ray LaHood
www.thedailyshow.com
Daily Show
Full Episodes
Political Humor Health Care Crisis


Luís Pereira às 03:07 | link do post | comentar

Quarta-feira, 13.01.10

Hoje sabemos que a recessão não foi "tão profunda e prolongada" como se esperava. Resultado, porventura, de uma governação atenta e activa, um executivo que muito fez para contrariar as piores expectativas. Sabemos ainda que Portugal pode voltar a crescer este ano, 0,7%, acelerando no próximo ano para 1,4%.

 

Dados que têm por base "uma recuperação gradual e moderada da actividade à escala global". Sabendo isto, também devemos ter em mente que muito há a fazer. Os sinais são positivos. Como já têm sido há algum tempo. Não podemos é ignorar uma taxa de desemprego elevada. As dificuldades sociais que se mantêm. É, alias, neste ponto, que é um pouco chocante ler que o aumento do salário mínimo foi um dos maiores ataques aos direitos sociais já feito. Não sei como qualificar tal afirmação. Deixo-a aqui, para tirarem as vossas conclusões sobre o pensamento e responsabilidade social da direita portuguesa:

 

    'A subida do salário mínimo constitui o maior atentado das últimas décadas às classes desfavorecidas.'

João César das Neves, no Diário de Notícias (11.01.10)

 

Se isto fosse um jogo de futebol diria que estamos no intervalo de um jogo complicado, em condições adversas, mas que nos propomos a conquistar sem direito a descanso.



Luís Pereira às 16:31 | link do post | comentar

Terça-feira, 12.01.10

 

Não sei a que título João Salgueiro foi recebido em Belém, não deve ter sido por ter deixado a Associação de Bancos pois esta é uma mera instituição privada, também não deve ter sido por ser um velho amigo de Cavaco pois se assim fosse entrava e saia pela porta dos fundos. Pela forma como se expressou à saída fiquei a perceber que só lá foi para dar entrevistas à comunicação social para lançar alarme e dizer o que Cavaco quer que se ouça.

Só que a Presidência da República não é nem pode ser tratada como uma mera concelhia do PSD, mas foi assim que João Salgueiro tratou a Presidência da República, mais parecia um Paulo Rangel a falar num dos seus almoços do que um político reformado. Não vejo mal que Cavaco convide velhos amigos para beber um copo, só que seria desejável que os seus amigos se comportassem com menos arrogância.

 



Luís Pereira às 11:32 | link do post | comentar

Domingo, 10.01.10

O que se diz de um país onde, há 3 meses, houve eleições que o nosso partido perdeu? Diz-se que "atravessa uma crise política". Rangel. Um fail. by Paulo Querido.



Luís Pereira às 20:50 | link do post | comentar

Um site que se dedica a sugerir os melhores locais para viver, coloca Portugal em 21.º lugar, numa lista de 194 países. O ranking socorre-se dos habitais indicadores para estas matéria, mas também de outros menos convencionais. Essa é, de resto, a sua mais-valia:

 

We know from experience that there are a host of places around the world that are cheaper...healthier...safer...freer... than you ever thought possible. Our job is to help you discover those places, and then to help you take advantage of the opportunities they offer—opportunities to improve your quality of life...to lower your cost of living...to invest for profitable return—before the rest of the world catches on.

 

De salientar que, na classificação de Portugal, avultam os excelentes resultados para a segurança e liberdade (nota máxima!), enquanto que a pior nota vai para a falta de infra-estruturas. Interessante, não é?



Luís Pereira às 20:47 | link do post | comentar

Sexta-feira, 08.01.10



Luís Pereira às 16:01 | link do post | comentar

Quarta-feira, 06.01.10

Para se desejar feliz ano novo, nunca é tarde demais. Podemos pensar um pouco no que nos espera. Não será, de certeza, um ano de facilidades. O auge da crise internacional já passou, mas ainda se sente de forma efectiva em vários país. Vide a desilusão de Barack Obama face à dificuldade em combater o desemprego. Curiosamente, neste sentido, assumiu como uma das suas maiores prioridades a aposta nas energias renováveis, um campo em que Portugal brilha a nível internacional face a uma estratégia bem delineada de investimento pelo anterior executivo e pelo ex-Ministro Manuel Pinho.

 

Se a crise ainda se faz sentir, este é também um ano de expectativa: vão dar resultado ou não os apoios estatais, os pacotes anti-crise. Se é um facto que, comparativamente, os estados-membros da União Europeia despenderam uma menor percentagem do seu PIB em planos de recuperação do que EUA e China, alguns falam já hoje em diminuir esse investimento e apoio dos estados. Uma decisão que se pode revelar precipitada e me parece algo insensível às dificuldades que a sociedade atravessa.

 

Em Portugal, o Governo abriu caminho à participação dos partidos na elaboração do próximo Orçamento de Estado. Porta aberta ao dialogo....não é a primeira vez, mas até agora não teve grande receptividade da parte da oposição. Chamados à responsabilidade, estes têm fugido. Não podem depois querer mudar as regras do jogo a meio, como o fizeram bem recentemente.

 

A forma de encarar tudo isto só pode ser com optimismo, se "nunca se viu um pessimista a criar um posto de trabalho", a economia também precisa de confiança, de um ambiente propício à recuperação.



Luís Pereira às 11:09 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Terça-feira, 15.12.09

A situação contínua a ser má. Negá-lo seria não ter qualquer tipo de contacto com a realidade. No entanto, há factos que nos permitem olhar para a economia portuguesa e estabelecer algumas comparações que parecem positivas e que nos permitem olhar com alguma confiança ou espirito positivo para os próximos tempos.

 

Sobre a sustentatibilidade das finanças públicas, um relatório recente ( este ) coloca pontos interessantes à discussão: Portugal passa de risco "high" em 2006, para um risco médio actualmente, sendo a grande diferença a reforma realizada pelo executivo socialista na segurança social, que o transformou num dos sistemas mais sustentáveis da Europa.


Neste gráfico, podemos constatar que Portugal se encontra bem acompanhado na resposta à crise e nas consequências desta, estando mesmo à frente de países como a Irlanda, o exemplo mais dado pela direita portuguesa. De facto, as previsões internacionais têm mesmo falhado invariavelmente em relação à situação portuguesa, porventura não contando com a determinação e competência do executivo socialista na resposta à crise. Veja-se este e este gráfico, que nos demonstra a diferença de projecções, de valores que não corresponderam à verdade mas prontamente utilizados pela oposição ao Governo liderado por José Sócrates. Há até quem diga que não é só no futebol que somos melhores que Inglaterra, por exemplo...

 

O problema contínua na produtividade nacional, na competitividade em relação aos parceiros europeus. Neste ponto, parece-me evidente que aposta tem invariavelmente de passar pela qualificação. Este é um problema antigo, aliás ouvi ainda há bem pouco tempo uma frase que reti: "...vem desde Cavaco Silva, ele que pouco investiu na educação, na qualificação e inovação os dinheiros vindos da União Europeia, preferindo coisas mais materiais". O que não evitou este atraso de Portugal. Aliás, este é uma opinião que é partilhada por muitos, como este, este e este senhor, que ao que parecem não se sentem enganados pelo executivo socialista como muitas vezes a oposição acusa.

 

Aqui entram medidas como o ensino obrigatório até ao 12º ano. No apoio a esta qualificação, com o PS existem hoje mais 13% de alunos bolseiros para terem capacidade de estudarem, tendo ainda assistido a um aumento global de 10% nas bolsas aos alunos. Foi criado o passe até aos 23 anos. Tudo isto, para além do número de vagas no ensino superior que cresceu 37%, levam a que hoje haja mais 15% de jovens a estudar, sendo que 1 em cada 3 jovens portugueses hoje frequentam o ensino superior.

 

Não só nos mais jovens temos resultados bastante positivos. O número de pessoas com mais de 23 anos a frequentar o ensino superior aumentou 13 vezes. Tudo isto se resume em mais 20% de licenciados em Portugal durante a governação socialista. São motivos de orgulho. A qualificação é de todo essencial, qualquer pessoa com grau superior de formação tem hoje menos dificuldade em encontrar ou garantir emprego, para além de um maior estabilidade social.

 

Mas nem tudo são rosas. É preciso fazer mais na acção social. Reforçar. É preciso aumentar o número de vagas no ensino nocturno. Apostar nas residências. É preciso garantir que os jovens se conseguem emancipar. É esta a luta da Juventude Socialista.



Luís Pereira às 19:30 | link do post | comentar

Terça-feira, 24.11.09

...ouvíssemos todos os dias o Presidente da República? Nas suas conversas mais privadas. Com a mulher. Com os amigos. Com os assessores. E se a ele acrescentássemos Paulo Portas, Francisco Louçã, ou Manuela Ferreira Leite? E chegávamos à conclusão que, no que à justiça diz respeito, nada de relevante era escutado. No entanto, tenho a certeza que algum ponto de interesse político ia aparecer e que a sociedade teria todo o gosto em ter conhecimento disso.

 

O que temos que reflectir é: estamos dispostos a abdicar dos princípios democráticos? Do direito à vida privada? Queremos mesmo transformar-nos num país de bufos? Suspender a democracia e instituir as escutas obrigatórias aos titulares de cargos públicos?

 

Quem defende que as escutas ao Primeiro-Ministro devem ser reveladas, defende isso. Defende que se deve atropelar mesmo dos mais fundamentais princípios democráticos pela necessidade mórbida de "cuscar". Defende as escutas e espionagem ao PR que tanta preocupação lhe causou. Eu partilho da preocupação do PR. Eu defendo que, independentemente do lugar que ocupamos, não nos podem ser negados direitos que me parecem fundamentais. Por muito que não gostem de nós...

 

...por muito ressentimento que tenham por continuarem a perder eleições.

 

O aproveitamento político destes casos é cada vez mais vergonhoso. Manuela Ferreira Leite levar este caso para a Assembleia da República, é sinal do populismo e de uma especialização na demagogia que atravessa a classe política. Cada vez mais se vive à custa de casos na actualidade política. Louçã cresceu assim.

 

Não sei de quem são os interesses que estas histórias defendem. O interesse da justiça e do povo português não me parece ser....



Luís Pereira às 01:31 | link do post | comentar

Domingo, 08.11.09

BE e PCP defendem a nacionalização do Sporting como fim de todo e qualquer problema. PSD quer reduzir ainda mais o investimento, controlar as contas e vender o melhor activo, o Moutinho, a preço acessível, nem que para isso vá jogar para a 3ª divisão. PP diz que a culpa é da lavoura, o mau estado dos campos inclinados para a baliza do SCP. Capa d'Abola - SCP iguala em golos Cardozo (Delegado da LPF apanhado em escuta). Marcelo diz que a culpa é das facções, os que queriam e os que não queria Paulo Bento. Pedro Passos Coelho assume-se 100% a favor da liberalização e privatização e quem sabe ir jogar para a Liga Inglesa.



Luís Pereira às 22:26 | link do post | comentar

Terça-feira, 03.11.09

         Parte do fax da investigação sobre o freeport, curiosamente abafado pela comunicação social

 

É incrível como em Portugal se vive da violação do segredo de justiça. Não se trata de investigação jornalística. As informações são servidas de bandeja, para quem quiser aproveitar, o que normalmente é quase toda a gente. Comunicação social e partidos na linha da frente. Uma não olha a meios para obter o fim de descredibilização da classe política, os partidos servem-se deste trabalho para obter ganhos em relação a outros partidos, não compreendendo que estão da mesma forma a prejudicar-se e, pior, a diminuir as instituições democráticas. E que tal os líderes partidários virem a público defender o tão ferido segredo de justiça? A vindicta privada acabou, mas o linchamento em praça pública fundamentado em casos de justiça, é uma actividade cada vez mais comum.



Luís Pereira às 00:39 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Domingo, 01.11.09

Marcelo Rebelo de Sousa vai ser vacinado contra a Gripe A.

 

Pedro Passos Coelho, que nem deputado é, não vai ser vacinado.

 

A culpa de Pedro Passos Coelho não ser deputado é de Manuela Ferreira Leite.

 

Manuela Ferreira Leite é a priori apoiante de Marcelo Rebelo de Sousa.

 

Pedro Passos Coelho corre o risco de constipar. Jogo sujo.

 

Enquanto isso uns dizem que Marcelo Rebelo de Sousa, entretanto em reflexão se vai

reflectir, não dá o passo em frente em direcção à liderança.

 

Outros dizem que Pedro Passos Coelho vai dar um passo maior que a perna.

 

Pacheco Pereira contínua situacionista e acusar tudo e todos.

 

Miguel Relvas diz que está parvo com isto tudo e que os causadores da derrota são os mesmos que agora apoiam Marcelo.

 

O "aparelho" começa a partir.

 

Uns preferem o poker e dizem que apoiam Marcelo Rebelo de Sousa. São os barrosistas.

Vamos ver se o "all in" não sai furado por ser um bluff arriscado.

 

Pacheco Pereira coça a barba e diz que promete uma nova "interpretação especial" para isto tudo para não causar grandes danos à imagem do PSD na opinião pública.

 

O Presidente da República mais uma vez não comenta.

 

E a barca afunda-se...

 

Nada muda, tudo se mantém igual. Mal, mas igual.



Luís Pereira às 22:01 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Segunda-feira, 19.10.09

Cavaco Silva recebe chumbo histórico dos portugueses em Outubro

Pela primeira vez em muitos anos, a actuação de um Presidente da República é avaliada negativamente pelos portugueses. Talvez tivessémos que recuar ao período pós-revolucionário para eventualmente encontrarmos uma avaliação igual.



Luís Pereira às 19:40 | link do post | comentar

Desde logo, algo não cheirava bem à partida da barca. A campanha começou asfixiada de ideias, mas, acima de tudo, a imagem que se queria passar para os portugueses era uma suposta "asfixia democrática" conjugada com a "verdadeira" política de verdade, verdade verdadinha pensaram alguns. Os portugueses, povo sereno, perguntaram-se: "Mas eu sinto-me asfixiado? Esperemos para ver onde é que isto vai dar". E não foi dar a lado nenhum. Pelo menos de jeito.

Tudo começou com o caso "Preto". A suposta "Política de Verdade" sofria um golpe quase mortal com a notícia que candidatos a deputados tinham processos a decorrer em tribunal. Candidatos do PSD, sim! O Partido que propunha que ninguém com um processo em tribunal se pudesse candidatar a um cargo público.

A barca continuou e não parou sem antes também o "Presidente de todos os portugueses" meter a colherada. Como se costuma dizer, entre marido e mulher não se deve meter a colher, Cavaco Silva saiu meio escaldado quando se intrometeu entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite. O caso "Fernando Lima Gate", das escutas, publicado pelo senhor que manda no jornal do frete, José Manuel Fernandes e o seu Público, deu um coice enorme e ao que parece Cavaco Silva aleijou-se. Para provar a teoria da "asfixia democrática", o staff presidencial mandou colocar uma notícia na comunicação social que sugeria que o Governo escutava a Presidência. Azar dos azares, o Público foi desmascarado, Fernando Lima e restante staff de Cavaco Silva também. Tudo isto depois de uma polémica lançada pelo simples facto de o PS saber que membros do staff de Cavaco participavam na elaboração do programa do governo do PSD. Notícia confirmada, imagine-se (!!!), pelo próprio site oficial do PSD e de Manuela Ferreira Leite. Realmente, vá-se lá perceber o porquê da suspeita.

Não satisfeita em provar a falência da mensagem da "asfixia democrática", Manuela Ferreira Leite vai à Madeira. E, perguntam vocês, o que é que ela se lembra de dizer? A Madeira é um exemplo democrático. "AHAHAHHAAHAHHAHA" ouviu-se, alto e a bom som, por todo o país. Era o povo à gargalhada. Falava a Dra, daquilo sítio que proíbe a entrada de deputados de outros partidos em inaugurações públicas. Daquele sítio em que se ouve o Chefe de Governo a dizer: "Ouviu, senhor guarda, eu estou mandando!!!".

Algo estava mal. Muito mal. O povo, mais uma vez, sereno, votou. E elegeu o Partido Socialista. Provavelmente, sentiu-se asfixiado por tamanha falta de consideração pela sua inteligência por parte da oposição portuguesa.

A barca, tal e qual o jogo da batalha naval, começava a meter água depois de tamanho tiro certeiro. Muita água. Manuela Ferreira Leite diz que os portugueses a escolheram. Para quê? Ser oposição, sem dúvida. Esqueceu-se que é suposto ser uma oposição responsável, não do estilo de ainda antes do tiro de partida já estar a prometer chumbar orçamentos ou aprovar moções de censura. Responsabilidade, uma característica já algo asfixiada, diria eu.

A culpa da derrota? Alguns lançam a teoria que a culpa é dos portugueses. Não diria melhor, bem-haja portugueses.

A barca contínua, e o Presidente decide falar. O que disse? Os sistemas informáticos têm falhas. A NASA aplaudiu, a CIA riu-se, os hackers mundiais disseram: "wasn't me". Realmente, nunca alguém ousou pensar ou se quer se lembrou de imaginar que um sistema informático possa ter uma falha. Era algo inédito. Tal como o é um Presidente da República lançar assim suspeitas sobre as instituições públicas. A esta altura, a asfixia da palavra responsabilidade já era tanta, que já estava verde da cor da bandeira nacional.

Portugal riu-se. De embaraço. Todos, sem excepções, criticaram. Até que chega a altura de indigitar José Sócrates. Este, de coração limpo, decide ouvir o que tem a senhora a dizer. "Não estou disponível", diz ela. Abertamente, não podia ter dado melhor resposta. Na altura de assumir responsabilidades, o PSD "chutou para canto" e fugiu como quem não quer a coisa. A esta altura, a responsabilidade ficava amarela como na bandeira nacional.

Entretanto, já assumia Manuela Ferreira Leite que não se recandidatava. Uns ponderam, que poderão ponderar, que já ponderaram em vir a ponderar, mas ainda estão a pensar se vão ponderar. Saem dois candidatos. Aliás, um e meio. Pedro Passos Coelho. Marcelo Rebelo Sousa, apenas a part-time. Rangel diz que ainda está a aprender com Marcelo a ponderar. Típico de uma barca a afundar-se em que todos se atiram fora...

O país volta às urnas. PSD reclama vitória. Resultado: PS conquista 132 Câmaras, número histórico e só não ultrapassa PSD devido às coligações com o CDS. O PS conquista mais de 2 milhões de votos. A culpa mais uma vez será dos portugueses, mas com culpas destas, acho que vivemos todos bem.

Chega a tomada de posse da Assembleia da República. Preto suspende mandato. Deus Pinheiro, meia hora depois, vai jogar golfe. Razões? Saúde. Sim...coitada da saúde tão má da política de verdade.

Novo golpe palaciano no PSD. Aguiar Branco avança para Presidente do Grupo Parlamentar e nem havia prestado contas a Manuela Ferreira Leite. Esta, já com alguma experiência no caso, lá arranja mais uma fonte secreta para ir dizer aos jornais que até apoia o, outrora amigalhaço. E imagine-se: Pacheco Pereira, que antes se queixava do PSD, durante a campanha queixou-se dos jornais e da TV, depois queixou-se dos portugueses, depois da Assembleia da República, e, ao que parece, está prestes a queixar-se do PSD de novo, apoia o golpe palaciano desde o inicio. Pedro Passos Coelho pede a palavra: "Política de Verdade: não há facadas nas costas no PSD".

A esta hora a cor de tudo isto já é vermelho da bandeira nacional. Vermelho de uma vergonha imensa, da extrema asfixia de sentido de estado destas pessoas. Vermelho de stop e pára o baile: esperam-se novas cenas da novela! Uns acham que o barco já foi ao fundo. Outros preferem esperar.

Uma coisa é certa: Portugal merecia melhor!
 



Luís Pereira às 01:51 | link do post | comentar

Terça-feira, 13.10.09

Ontem, a 11 de Outubro, deu-se por terminado o período eleitoral de um ano que promete ficar para a história. O ano começou atribulado, com uma derrota pesada nas Europeias, a contrastar com uma enorme campanha, quer do partido quer da JS, mas que serviu de aviso.

Vieram as legislativas e os portugueses tomaram consciência de que mais do que tudo, era uma escolha entre posturas. Uma postura empreendedora, positiva e de trabalho para o futuro, Avançar Portugal, ou uma postura derrotista, do bota-abaixo, sem uma orientação global ou sentido de Estado. Perante isto, o povo português escolheu mais uma vez coligar-se com o Partido Socialista, que se assumiu de novo como o partido mais popular de Portugal, o verdadeiro partido do povo. A este desafio a JS respondeu mais uma vez em massa, como se comprovou, por exemplo, com o JS Summer Fest. Por outro lado, Manuela Ferreira Leite supera o resultado de Santana Lopes apenas por 240 votos, o que comprova a pouca fé que o povo português deposita na direita portuguesa.

Este crescendo de optimismo só poderia terminar da melhor forma: uma vitória nas eleições autárquicas. Em 2005, o PSD ganhou sozinho 138 presidências de Câmara (o PS tinha ganho 109), às quais somou 18 outras presidências de Câmara com o apoio do eleitorado do CDS. Em 2009, o PSD ganhou sozinho 117 presidências de Câmara (o PS ganhou mais do que o PSD, tendo ganho 131), às quais somou 19 outras presidências de Câmara com o apoio do eleitorado do CDS. O Partido Socialista assumiu-se, de novo, como o partido mais votado, com mais de 2 milhões de votos (37,66%, 2.083.833 votos), isto mesmo face a uma ampla coligação de partidos e movimentos de direita.

Agora há que pôr mãos ao trabalho, renovar confiança que os portugueses depositaram nos eleitos e conquistar aqueles que não votaram no Partido Socialista. A todos jovens socialistas eleitos fica um desejo de boa sorte e bom trabalho, que defendam bem os interesses dos jovens particularmente e da população em geral.

É preciso encarar os mandatos com confiança e dedicação. É preciso encarar as derrotas como motivação para da próxima fazer melhor, o que parece bem possível.

 

Também publicado aqui - www.blogjsfaul.blogspot.com



Luís Pereira às 16:08 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sexta-feira, 11.09.09


Luís Pereira às 14:41 | link do post | comentar

Quarta-feira, 19.08.09

JS-Summer Fest 2009. Muita animação, praia, concertos, etc.

Dia 27 de Agosto
00h - Zé Pedro (Xutos e Pontapés)
(Discoteca Faraó)

Dia 28 de Agosto
14h - 18h - Debates
(Azenha)
00h - Fernando Alvim
(Discoteca Faraó)

Dia 29 de Agosto
14h - 18h - Debates
(Azenha)
Parque Municipal:
17h30 - The Plus
18h30 - Luís Represas
21h30 - Wray Gunn
22h30 - GNR

Discoteca Faraó:
00h - Miguel Quintão (Antena 3)
 

 



Luís Pereira às 13:11 | link do post | comentar

Quinta-feira, 13.08.09
O PS lançou hoje o primeiro número do jornal “Vencer Portugal”, que faz manchete com uma entrevista a António Vitorino. Este conta com contríbutos de dois elementos do Jovem Socialista, Tiago Gonçalves e Luís Pereira.
 
 

Ascenso Simões, o director deste novo jornal, lembra que este projecto foi pensado para ser “simples e de fácil leitura” que “serve para o avô e serve para a criança” e pretende ser “um instrumento” para divulgar o programa eleitoral do PS bem como fazer o “balanço dos quatro anos de governação”.

No primeiro número são divulgados os projectos executados nas áreas sociais, no plano tecnológico e no desporto, conta ainda com artigos de opinião e uma secção com passatempos.

O Director do Jornal disse ainda que os 200 mil exemplares deste jornal serão distribuídos nas cidades à saída das praias para as pessoas “levarem para casa” e que a elaboração contou com “a participação de muita gente do PS mas também de muitos independentes”.

 

 

Veja aqui o primeiro número do Jornal “Vencer Portugal”



Luís Pereira às 14:37 | link do post | comentar

No Dia Internacional da Juventude, a JS apresentou as propostas para a juventude incluídas no programa do Governo "Avançar Portugal" e anunciou o Festival de Verão com o comício de rentrée de José Sócrates no dia 29 de Agosto na praia de Santa Cruz, Torres Vedras.



Luís Pereira às 14:30 | link do post | comentar

Segunda-feira, 27.07.09

Já a seguir, a partir das 17:30 com muitos blogs conhecidos, aqui.

 

Lista de participantes:

  1. Certamente! (Paulo Querido) http://pauloquerido.pt
  2. Blasfémias (a confirmar) http://blasfemias.net
  3. Tiago Moreira Ramalho http://oafilhado.blogs.sapo.pt
  4. País Relativo (João Jesus Caetano) http://paisrelativo.net
  5. O Valor das Ideias (Carlos Santos) http://ovalordasideias.blogspot.com
  6. Ad confessionem (João Ribeiro) http://adconfessionem.blogspot.com
  7. Rua Direita (Tomás Belchior) http://ruadireita.blogs.sapo.pt
  8. Câmara dos comuns (João Maria Condeixa) http://camaradecomuns.blogs.sapo.pt
  9. A Linha (Carlos Leone) http://clube-a-linha.blogspot.com
  10. Politiqueiro (Cláudia Köver) http://politiqueiro.wordpress.com
  11. Loja de Ideias (José Reis Santos) http://lojadeideias.blogspot.com
  12. A barbearia do senhor Luís (Luís Novaes Tito) http://barbearialnt.blogspot.com
  13. Miúdos Seguros na Net (Tito de Morais) http://miudossegurosnanet.blogs.sapo.pt
  14. Portugal dos pequeninos (João Gonçalves) http://portugaldospequeninos.blogspot.com
  15. Simplex (Tomás Vasques) http://simplex.blogs.sapo.pt
  16. Crónicas para mais tarde recordar (Raquel Silva) http://cronicasparamaistarderecordar.blogspot.com
  17. Bibliotecário de Babel (José Mário Silva) http://bibliotecariodebabel.com

Suplentes

  1. Estado Sentido (Samuel de Paiva Pires) http://estadosentido.blogs.sapo.pt
  2. Jamais (blogger a confirmar) http://jamais.blogs.sapo.pt
  3. Pinguins Magicos (Paulo Trezentos) http://pinguinsmagicos.blogs.sapo.pt
  4. Designerferro http://www.ferro.cc
  5. Bonae Fidei (Filipe Nascimento Lopes), http://bonaefidei.blogspot.com
  6. A Minha Gazeta (João Carlos Correia), http://www.joaoferreiracorreia.net
     
  7. Fliscorno (Jorge do Fliscorno), http://fliscorno.blogspot.com
     
  8. Interactic 2.0 escola com tic social (José Paulo Santos), http://interactic.ning.com

 



Luís Pereira às 17:12 | link do post | comentar

 

Um blog a seguir - www.simplex.blogs.sapo.pt



Luís Pereira às 12:55 | link do post | comentar

Sexta-feira, 24.07.09

A campanha eleitoral está aí. As hostes do PS mobilizam-se na captação dos votos perdidos à esquerda. A tarefa é simples. Afinal, não defende Manuela Ferreira Leite a redução do Estado às suas funções de soberania (justiça, defesa, segurança pública)? Bem, a tarefa é mais complicada. MFL não vai fazer campanha apoiada na revolucionária privatização total dos serviços públicos. Seguirá uma estratégia mais «reformista». Ainda assim, é fácil prever o que será o seu neoliberal hipotético governo:

 

- Na economia, voltará a obsessão do défice e a defesa cega da ortodoxia monetarista do BCE. As ruinosas parcerias público-privadas serão promovidas como forma de desorçamentação e, ainda assim, o mais provável é o investimento estagnar (com um ligeiro aumento em período pré-eleitoral). As sobrantes participações públicas em indústrias estratégicas, onde a competição é impossível, como a energia, serão privatizadas. A legislação laboral será «flexibilizada» e o governo fechará os olhos aos abusos e ilegalidades (ex. recibos verdes) que proliferam no nosso mercado de trabalho.

 

- Na protecção social, um governo PSD promoverá o modelo assistencialista. A protecção dos desempregados será reduzida em nome do incentivo à busca de trabalho. As prestações sociais serão condicionadas ao entorno familiar dos potenciais beneficiários. A segurança social transferirá competências e recursos para o “terceiro sector”, numa espécie de «outsourcing social», promotor da concorrência entre prestadores, resultando na degradação de serviços e aumento da precariedade laboral.

 

- Na educação, a democracia será eliminada das escolas. Escolas municipalizadas, geridas como empresas por um director todo poderoso, competirão entre si e o sector privado, cada vez mais subsidiado pelo Estado. No ensino superior, o mais provável é a introdução de um modelo de gestão privada das universidades ao mesmo tempo que se reduzem as transferências do orçamento e se aumentam as propinas.

 

- Na saúde, um governo do PSD introduzirá preços em todos os serviços e promoverá a empresarialisação dos hospitais. Num gesto ousado, poderia mesmo introduzir vouchers neste sector para serviços actualmente inexistentes no SNS. O sector privado florescerá, com a consequente sangria de recursos humanos do sector público.

 

Em suma, MFL procurará mimetizar ou introduzir tout court o funcionamento de mercado nos serviços públicos. O núcleo neoliberal. Como certamente o PSD argumentará em sua defesa, a despesa social não diminuirá. No entanto, esta servirá sobretudo para encher os bolsos de uns tantos grupos económicos.

 

Face a este cenário, não será difícil ao PS captar o voto útil. Ninguém de esquerda quer um governo assim, pois não?...



Luís Pereira às 14:35 | link do post | comentar

Segunda-feira, 20.07.09

O novo estudo da RAVE mostra que o TGV Lisboa--Porto vai dar um prejuízo de dois mil milhões. Mas os benefícios para a economia suplantam os prejuízos.

 

A linha ferroviária de alta velocidade entre Lisboa e o Porto deverá gerar um benefício líquido para a economia nacional entre 5,4 e 5,8 mil milhões de euros ao longo dos 40 anos do prazo de concessão prevista para o projecto. Esta é a principal conclusão da última análise custo-benefício a esta linha do TGV, a que o Diário Económico teve acesso.

 

"Esta análise custo-benefício concluiu que a linha de alta velocidade Lisboa-Madrid proporciona uma TIR [taxa interna de rentabilidade] de 10,8% e um VAL [valor actualizado líquido] económico, isto é a diferença entre custos e receitas de cerca de três mil milhões de euros, descontado a uma taxa de 5% ao ano, como obriga a União Europeia, apenas para os 40 anos previstos da concessão, e não para o prazo de vida da infra-estrutura, que será muito superior", revela Carlos Fernandes, administrador da RAVE, ao Diário Económico.

 

A nova ponte para comboios e carros entre Chelas e o Barreiro deverá gerar benefícios económicos de quase 10 mil milhões de euros, segundo a RAVE.

 

Com a divulgação do estudo sobre a linha Lisboa-Porto, o conjunto das análises custo-benefício do projecto de alta velocidade ferroviária em Portugal está agora totalmente disponível ao público, sendo o grande destaque o projecto da TTT - Terceira Travessia do Tejo, analisada nas vertente ferroviária (convencional e alta velocidade) e rodoviária.



Luís Pereira às 11:29 | link do post | comentar

Domingo, 19.07.09



Luís Pereira às 22:32 | link do post | comentar

Sexta-feira, 17.07.09


Luís Pereira às 14:40 | link do post | comentar

Finalmente Manuel Alegre veio a público defender um acordo entre Helena Roseta e António Costa e esse bom sinal concluiu-se com um acordo quase histórico. Afinal, ainda há soluções de governo à esquerda, pelo menos em Lisboa, pessoas que colocam os interesses da cidade acima dos pessoais.

 

António Costa conseguiu juntar num projecto duas importantes figuras de esquerda da cidade, José Sá Fernandes e Helena Roseta. Um facto político importante, quando do outro lado temos uma direita que se juntou com único objectivo de voltar a levar Santana Lopes ao poder.

 

Um senhor tão interessado e comprometido com Lisboa, que quando perder a primeira coisa que vai fazer é ir embora...nem assume a responsabilidade pessoal e política de ficar como vereador.



Luís Pereira às 13:40 | link do post | comentar

...impressionante do Presidente da República sobre esta questão da Madeira. Mais uma vez, afecta o PSD, Cavaco Silva mantém-se em silêncio.



Luís Pereira às 13:39 | link do post | comentar

Pacheco Pereira diz que não se deve levar as palavras de Manuela Ferreira Leite a sério, que se deve interpretar o que a senhora diz com cautela.

 

PSD a promover novos dicionários: Manuela Ferreira Leite, publicações Pacheco Pereira



Luís Pereira às 13:36 | link do post | comentar

Portugal encontra-se entre os melhor classificados no ranking dos estados mais viáveis do mundo, ficando à frente de países como Estados Unidos, França e Reino Unido. Os resultados são apresentados por duas instituições internacionais, uma norte-americana e outra turca.

 

Portugal encontra-se no 24º lugar no ranking dos estados mais viáveis do mundo, depois de já ter ocupado uma posição bem mais baixa, estando agora à frente de muitos países desenvolvidos, como França, Alemanha, Espanha e Reino Unido.

 

O Estado português não regista conflitos étnicos ou religiosos, oferece um vasto leque de serviços aos cidadãos, destacando-se também o respeito dos direitos humanos e a legitimidade das forças da ordem.

 

Portugal poderia ter ficado melhor classificado se não fosse a forte quebra da economia portuguesa, as desigualdades sociais e a baixa taxa de natalidade.

Noruega, Finlândia, Suécia, Suíça, Irlanda, Dinamarca Nova Zelândia e Austrália encontram-se entre os países mais funcionais.

 

Por outro lado, o índice dos estados mais falhados do mundo é liderado pela Somália, onde nada funciona devido a dissolução do estado e onde impera a insegurança. Zimbabué, Sudão, Chade, Congo, Iraque e Paquistão são outros países que estão no topo desta lista.



Luís Pereira às 13:35 | link do post | comentar

Quarta-feira, 15.07.09



A BBC mostra-se rendida aos esforços feitos pelo país nas energias renováveis: "Portugal is investing heavily in renewable energy sources. This wind farm is expected to become Europe's biggest when work is complete."

[via Manuel Cintra]



Luís Pereira às 18:55 | link do post | comentar | ver comentários (1)

...se o PSD chegasse ao governo e viabilizasse o TGV só por engano...



Luís Pereira às 18:54 | link do post | comentar | ver comentários (2)



 

    Finanças: Governo decidiu terminar a operação no final de 2008

    Citigroup ganhou 290 milhões

    O Citigroup vai ganhar com a cedência de créditos fiscais e da segurança social , efectuada quando Manuela Ferreira Leite era ministra das Finanças do Governo PSD/CDS, quase 290 milhões de euros. O valor, referente a juros e encargos com a montagem da operação, representa 16,4 por cento do preço inicial pago pelo Citigroup, de 1,76 mil milhões de euros, que permitiu cumprir o défice público de três por cento exigido no Pacto de Estabilidade e Crescimento .

    Ao que o CM apurou, o Ministério das Finanças, na sequência do diagnóstico da Direcção-Geral de Contribuições e Impostos (DGCI), já informou o Citigroup p que, do total de 11,4 mil milhões de euros cedidos em 2003, o Estado pagará os 1,76 milhões de euros, acrescidos dos encargos e juros. Ao todo, a operação irá custar ao erário público cerca de 2,1 mil milhões de euros.

    Para já, o Estado já entregou ao Citigroup 1,9 mil milhões de euros. E tudo indica que os restantes cerca de 150 milhões de euros, correspondentes a juros e encargos, serão pagos, "previsivelmente, até ao primeiro semestre de 2010".

    A portaria 1375-A, de 18 de Dezembro de 2003, estabelece que "os créditos do Estado e da segurança social são cedidos mediante o pagamento de um preço inicial, no montante de 17,6 milhões de euros, e de um eventual preço diferido, cujo montante é determinado após o pagamento integral das quantias devidas aos titulares das obrigações titularizadas, deduzidas as despesas e os custos da operação de titularização".

    Por causa de dúvidas na interpretação desta norma, o Ministério das Finanças decidiu, no final de 2008, terminar o contrato com o Citigroup. A operação foi polémica desde o início, dado que o Governo de então comprometeu o direito dos governos seguintes àquelas receitas fiscais. O CM tentou obter um comentário de Manuela Ferreira Leite mas, até ao fecho desta edição, tal não foi possível.

    CRÉDITOS TOTALIZARAM 15 MIL MILHÕES

    O total de créditos do Estado cedidos ao Citigroup ascendeu a 15,1 mil milhões de euros. No contrato está prevista a cedência de 11,44 mil milhões de euros mas, como os serviços públicos não conseguiram cobrar uma parte dos créditos cedidos, foi necessário substituir os créditos incobráveis por outros de igual montante, no valor de 3,74 mil milhões de euros.

    Os créditos foram substituídos em quatro anos: 534 milhões de euros, em 2004; 1,31 mil milhões de euros, em 2005; 695 milhões de euros, em 2006; e 1,19 mil milhões de euros, em 2007.

    O parecer do Tribunal de Contas à conta do Estado de 2004 detectou, entre outras falhas, "a integração de dívidas que já se encontravam pagas, anuladas ou prescritas na mesma data". A maior fatia dos créditos cedidos eram fiscais.

    TRIBUNAL DIRIGIU FORTES CRÍTICAS À OPERAÇÃO

    O Tribunal de Contas (TC) não poupou críticas à venda de créditos ao Citigroup. No essencial, depois da crítica feita em 2003, o parecer do Tribunal de Contas à Conta Geral do Estado de 2004 frisa que "a operação de cessão de créditos para efeitos de titularização teve, em termos líquidos, um efeito positivo sobre as receitas em 2003, mas tem um efeito negativo sobre as receitas de 2004 e anos seguintes".

    A portaria 1375-A diz que os créditos referem-se "à cobrança coerciva de processos de execução instaurados entre 1 de Janeiro de 1993 e 30 de Setembro de 2003", mas o TC detectou falhas.

    PORMENORES

    CESSÃO DE CRÉDITOS
    Os créditos foram cedidos à Sagres - Sociedade de Titularização de Créditos (Citigroup).

    OBRIGAÇÕES
    Após a compra dos créditos, foram emitidas seis classes de obrigações: cinco indexadas à Euribor a 6 meses, mais spread, e uma com taxa de juro de 7%.

    RECEITA EXTRAORDINÁRIA
    Sendo a titularização uma venda, foi registada como receita. Por isso, os 1,76 mil milhões de euros puderam ser usados na redução do défice orçamental.


Luís Pereira às 18:50 | link do post | comentar

Sobre matéria de política social. Manuela Ferreira Leite, 68 anos. Preocupada, desde que sabe que vai ser candidata.



Luís Pereira às 00:24 | link do post | comentar

Vejam isto e perguntem-se: até quando vamos permitir que nos enganem a nós?



Luís Pereira às 00:10 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Segunda-feira, 13.07.09

...vejamos se vem a público comentar esta notícia sobre Fernando Ruas. E o que dirá o PSD e os outros partidos...



Luís Pereira às 17:20 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Manuel Alegre mostrou-se muito rápido a comentar e a criticar a situação de Elisa Ferreira no Porto e de Ana Gomes em Sintra. Comentário aliás que nada acrescentou ao debate político, para além de mais uma vez prejudicar o Partido Socialista ao fazer manchetes com assuntos que neste momento deveriam ser secundários.

 

A campanha nestes dois concelhos do Partido Socialista de certeza que dispensaria este tipo de atenção e comentário de um ilustre e histórico camarada. Este tipo de pensamento só beneficiará a campanha demagógica e de ataque pessoal que outras forças políticas têm conduzido às duas candidatas, preferindo o ataque «ad-hominem» à discussão das ideias e políticas por si só.

 

Se este comentário é legítimo, afinal nunca no PS se proibiram opiniões contrárias ou divergentes, em contraste por exemplo a um PSD que riscou Pedro Passos Coelho das suas listas apenas por não seguir a linha de Manuela Ferreira Leite, em mais uma amostra de um tique ditatorial, era necessário e urgente que Manuel Alegre tivesse a coragem e a limpeza de alma para esclarecer e assumir a sua opinião noutra questão.

 

Em Lisboa, a esquerda vai dividindo votos. Continuam a preferir atacar outro Partido de esquerda, como o PS, abrindo o flanco para a direita. É esta a esquerda curiosa que temos em Portugal e que nunca foi responsabilizada - preferem o combate ao PS e abrir caminho à direita. Este facto até tem uma fácil e óbvia explicação. Tanto Bloco de Esquerda como Partido Comunista fogem à responsabilidade governativa. Não querem assumir responsabilidades de reformas que normalmente e bem mais facilmente são bem mais criticáveis pela sociedade. Ao invés disso sentem-se confortáveis como partidos de protesto, cuja única função é "mandar vir".

 

Hoje, mais do que nunca, urge propor e procurar soluções de esquerda. Em Lisboa, particularmente, precisamente até pela abertura que António Costa tem demonstrado para com estes partidos de esquerda, ou extrema-esquerda, como a muitos dá a entender.

 

Posto isto, temos em Lisboa uma candidatura especial. Helena Roseta. Representativa, na esquerda, de uma ex-militante do Partido Socialista e especial seguidora de Manuel Alegre. Nas sondagens até este momento, tem tido uma expressão residual, de apenas 6%, mas bem importante, já que pode significar o futuro da Câmara Municipal de Lisboa, podendo desequilibrar à esquerda dando uma vitória injustificável e incompreensível a uma direita demagógica e populista de Lisboa.

 

Face a isto, devia também Manuel Alegre prestar declarações sobre a situação em Lisboa e assumir-se perante o eleitorado. Apoia uma candidatura independente e que poderá retirar o poder à esquerda lisboeta, ou apoia o seu Partido, o Partido Socialista e outro ilustre e histórico camarada como António Costa?

 

É uma questão de coerência e em tudo importante, que até poderá ser demonstrativo de como encara Manuel Alegre os combates políticos que se seguem proximamente e se está, como assumiu à pouco tempo, efectivamente solidário com o Partido Socialista.

 

Seria de todo desejável que se conseguisse um acordo e um sentido de apoio político de esquerda para Lisboa ( até mesmo para o país com situação quase idêntica ). Helena Roseta pode ter aqui um papel essencial. Se quer continuar com esta cavalgada sem sentido e entregar o poder à direita e Pedro Santana Lopes, ou arranjar uma solução governativa de esquerda para Lisboa.

 

Também postado em www.blogjsfaul.blogspot.com



Luís Pereira às 16:51 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Domingo, 12.07.09

Num debate recente, proporcionado pela minha condição de comentador do programa Vice-Versa na RTPN, o Deputado Jorge Neto (PSD), meu opositor de ocasião, comentou com grande seriedade o episódio que levou à demissão de Manuel Pinho, chamando à atenção para o “Big Brother” permanente em que se transformou a política nacional nos dias de hoje e para a crueldade que daí resulta.

De facto, um gesto irreflectido de Manuel Pinho marcou o debate do Estado da Nação. Por muito que me custe constatar esse facto, sei que é essa a percepção imediata dos portugueses. Uma percepção que se acalmará com o tempo.

O debate do Estado da Nação foi um confronto entre políticas e propostas do Governo, discutíveis mas concretas, com um apagão táctico das oposições, temendo que qualquer ideia lhe perturbe a acumulação de descontentamentos difusos com que planeiam vencer as eleições que se aproximam.

Tirando o incidente que marcou o debate, a essência da discussão marcou o fim do Estado de Graça de Paulo Rangel e do PSD, conseguidos com o resultado das eleições europeias. Além do mais a situação criada pelo momento infeliz de Manuel Pinho foi debelada com dignidade por todos os intervenientes e resolvida com rapidez e ponderação por José Sócrates.

Mas mais importante do que tudo isso é sublinhar que a forma não pode esconder a substância. Manuel Pinho pode ter tido momentos de menos auto controlo na comunicação e na expressão, mas fez obra meritória no desempenho do seu cargo. Foi visionário na forma como colocou, com a sua equipa, Portugal na fronteira tecnológica em sectores chave, de que as energias renováveis são o melhor exemplo. Foi pragmático na maneira como traduziu essa visão em oportunidades de negócio para as empresas portuguesas e em âncoras para a internacionalização da nossa economia.

No dia a seguir à demissão de Manuel Pinho muitas foram as vozes que não se coibiram de afirmar que o legado deste Ministro da Economia vai muito para além da imagem caricata que a parafernália mediática espalhou pelo mundo. É também essa a minha opinião.

Mas a análise deste episódio conduz-nos a reflexões mais profundas. Qual é a hoje a fronteira entre o público e o privado na vida política. Qual o peso relativo entre o que se faz e o que se aparenta. Será a política um palco e uma encenação onde só sobrevivem os bons actores. Quais as consequências deste contexto de exposição permanente para o exercício da politica como acção persistente de mudança?

Tenho sobre isto uma opinião clara. Os políticos hoje não podem ignorar que a casa da democracia é escrutinada sem fronteiras entre a transparência pública e o direito à privacidade. Não podem ignorar isso, mas têm que actuar como se não fosse assim e fazer as mudanças estruturais que forem necessárias, confrontando interesses e fazendo escolhas. Só assim marcarão a sua passagem pela “casa” com dignidade, independentemente da forma como dela forem levados a sair.



Luís Pereira às 01:03 | link do post | comentar | ver comentários (2)

 

 

Para quando um cartaz com um nariz de mentirosa que dá a volta ao mundo de Manuela Ferreira Leite?

 

Ou Oliveira e Costa...ou mesmo Dias Loureiro. Fica a sugestão.



Luís Pereira às 00:57 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sábado, 11.07.09

 

O PSD enquanto governo viu a taxa de desemprego subir enquanto a média europeia descia. Curiosamente, com o PS no poder, foi descendo até à crise internacional chegar, para valores perto da média europeia.



Luís Pereira às 23:07 | link do post | comentar

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Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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