Segunda-feira, 24.05.10

Craig Venter e a sua equipa conseguiram reprogramar pela primeira vez uma célula de forma artificial.

Utilizaram a informação genética da bactéria “M. mycloides” e a partir de um computador redefiniram o seu código genético injectando-o numa célula de uma bactéria parecida, a quem tinham retirado toda a informação genética.

Criaram assim uma nova bactéria capaz de limpar a água, capturar dióxido de carbono ou mesmo acelerar a produção de vacinas.

Os cientistas divergem sobre se foi realmente criada a primeira célula sintética que permite a criação de vida artificial, do nada.

Em 15 anos Craig Venter conseguiu um financiamento de 40 milhões de euros, que permitiu a criação desta bactéria que promete revolucionar a ciência com as suas múltiplas capacidades de aplicação. Algumas delas estão previstas para daqui a cinco, dez anos, e passam pela possibilidade de reduzir o tempo de produção de vacinas, e até mesmo encontrar uma vacina para a sida.

Apesar do cientista frisar que não criou vida do zero, e que a célula que recebeu o ADN tinha a sua própria estrutura, muitos já o consideram um deus da nova geração.

Este pode, de facto, ser um passo na criação de seres vivos com capacidades extraordinárias e abre as portas a muitos avanços científicos.

Porém, tal como já anunciou o Vaticano, é preciso ter cautela no modo como se trata estas descobertas, também Barack Obama já manifestou as suas dúvidas, pedindo a investigação dos potenciais riscos futuros que esta bactéria, denominada “Cynthia”, pode trazer.

Por vezes o progresso científico surge antes do homem estar preparado para o receber, é por isso que não devemos ser demasiado ambiciosos, e é necessário ponderar não só os benefícios, como também as possíveis consequências que estas descobertas podem provocar.

É neste âmbito que a bioética ganha cada vez mais importância, pois muitas vezes podem estar em causa problemas tão graves como o terrorismo biológico.



Inês Mendes às 11:40 | link do post | comentar

Quarta-feira, 28.04.10

A propósito das comemorações do 25 de Abril, é de notar que este é dos feriados que o povo recebe com mais carinho e orgulho.

 

Com o fim da ditadura a população pode finalmente exprimir-se e democratizar o pais. 36 anos depois, podemos afirmar que vivemos em democracia e o Estado assegura os direitos mínimos aos cidadãos.

 

Mas ser cidadão não é só ter direitos e exigir medidas. É também cumprir obrigações como pagar os impostos, e viver de forma cívica, educando o próximo.

 

Comportamentos como os que se verificaram este fim de semana, em que se vandalizaram monumentos em praças tão carismáticas como a dos Restauradores e da Figueira, são inadmissíveis para um povo que se afirma cívico e culto. As pessoas têm de perceber que os maiores prejudicados são os cidadãos e que o poder político em nada é atingido com este tipo de vandalismo. O mesmo acontece com quem foge aos impostos ou não cumpre as suas obrigações, os prejudicados são os próprios, que no fim se deparam com a diminuição do poder de compra e com um Estado que não tem rendimentos para fazer face às despesas.

 

Tem de haver mais confiança na política e no Estado, mas para isso não se pode encarar os mesmos como adversários. O Estado serve a população e não o contrário. Por isso é tão importante o incentivo à participação política dos jovens, que devem ter desde logo formação escolar no modo de funcionamento das instituições.

 

O poder local deve tornar-se um meio de aproximação da população à política, porque a política e o Estado, mais do que compostos por partidos, são compostos por pessoas. A sociedade tem de se rever na política e assumir compromissos, cumprindo a sua parte, esperando que os outros cumpram a deles, não vale a pena esperar que o exemplo venha de cima, porque o exemplo nunca será perfeito e nunca todos irão concordar que aquele exemplo é o melhor.

 

Além da importância da política interna, é também essencial tomar posição relativamente à política internacional, que cada vez mais influencia e dirige a política interna.

 

A democracia deve então ser aproveitada para exigir mais e melhor dos governos e dos políticos. Para isso a população, hoje muito mais culta e instruída que outrora, deve participar activamente e educar os outros no sentido dessa participação.

 

Inês Mendes



Inês Mendes às 23:16 | link do post | comentar

Quarta-feira, 10.03.10

A 3ª edição do salão de oferta educativa, formação e emprego começa hoje, na FIL.

 

É uma iniciativa que se dirige essencialmente ao público jovem e conta com a apresentação de mais de 5000 ofertas de emprego, a nível nacional e internacional.

 

Nesta feira os visitantes têm acesso a propostas de formação, estágios, voluntariado, propostas de intercâmbio e encontram-se representadas grande parte das instituições educativas desde o 9º ano ao ensino pós-graduado.

 

Além de servir de exposição das faculdades e outros locais de ensino, a futurália é uma óptima oportunidade para todos os jovens que procuram trabalho, ou estágios.

 

Apesar de recente, a feira tem vindo a ser melhorada todos os anos e conta com uma participação activa do público-alvo. Este ano esperam-se cerca de 40 mil visitantes.


Também o Ministério da Educação está representado em seis espaços temáticos, que incluem recursos educativos digitais e informação sobre os seus serviços.

Serão realizados workshops com especialistas, que ajudam os visitantes a escolher as melhores soluções para os seus futuros, o que muitas vezes complementa a orientação dada aos alunos do 9.º ano e secundário.

Estas iniciativas são extremamente úteis para que todos possamos estar mais informados e são também uma óptima oportunidade de divulgação de cursos e oportunidades de emprego.

 

Para todos os estudantes que se confrontam com novas escolhas, ou com a entrada no mercado de trabalho: se a informação e as oportunidades não vêm até ti, procura-as.

 

 

 



Inês Mendes às 20:42 | link do post | comentar

Segunda-feira, 01.03.10

Pode consultar, clicando aqui, todas as edições impressas do Jovem Socialista.



Inês Mendes às 16:40 | link do post | comentar

Pode acompanhar todas as notícias da JS no respectivo site institucional ou na versão impressa do Jovem Socialista.

 


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Inês Mendes às 16:30 | link do post | comentar

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Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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