Terça-feira, 07.07.09

A tónica do investimento público e o ataque ao mesmo tem sido a tónica desta pré-campanha das legislativas. O PSD parece “cego” na sua busca de poder. Quer “rasgar tudo” esquecendo o desenvolvimento do país, mas a História Económica Contemporânea demonstra que foi com investimento público que as crises económicas e sociais foram combatidas no mundo. Mas ao PSD o combate à mesma crise parece não interessar, entretidos que estão na demagogia “conservadora” de uma ideologia que condenou o mundo à crise com as suas teses anti-estado.

Vamos começar pelo ponto talvez mais polémico. O transporte ferroviário de alta velocidade vulgarmente conhecido pela sua sigla francófona de TGV. Num mundo em que vivemos as comunicações globais são de extrema importância e para um país periférico como o nosso tudo o que nos aproxime do centro são mais-valias. Não será importante colocarmos pessoas e bens rapidamente em Madrid, Berlim, Paris ou Bruxelas? Não é importante competirmos com o resto da Europa?

Não duvido que o TGV é um traço de modernidade para um país periférico e acredito que se o Investimento não for feito agora, o atraso estrutural de Portugal irá continuar. Que acontecia quando no Século 19 aquando da primeira ligação ferroviária tivéssemos ficado parados no passado ouvido as vozes “dos velhos do Restelo” que eram contra os comboios? Mas aqui a posição do PSD é ridícula. Durante a sua governação foram lançados cinco troços do TGV, agora são dois. Não é que a Ministra das Finanças que assinou tal coisa era Ferreira Leite? O PSD desta forma ataca o que defendeu na sua ânsia de “rasgar” tudo e não se preocupa minimamente com os acordos assinados com Espanha sobre a matéria, pensado que acordos internacionais são como “papel higiénico”.

Outro assunto muitas vezes badalado é do novo Aeroporto de Lisboa. Toda a gente sabe da importância do mesmo para o futuro do país. Mas que faz o PSD? Ataca o que anteriormente defendia. Com que critério? Somente eleitoral! A nível de estradas, como já disse em anteriores artigos o ataque baseia-se na suposta terceira auto-estrada Lisboa - Porto. Alguém já viu o circuito da mesma? E como vai servir inúmeras zonas do país mal servidas do ponto viário. E auto-estrada para Bragança também não é importante?

Mas nem só de investimentos públicos em grandes obras estamos a falar. E os grandes investimentos na educação através da recuperação e construção de Escolas também são para deitar para o lixo?

Ainda faltam alguns meses para as eleições e estes quase três meses são essenciais para explicar a demagogia barata que existe no PSD. Rasgar políticas não é o futuro. Rasgar acordos é irresponsabilidade. Rasgar posições passadas é eleitoralismo. É isto que o PSD oferece, “rasgar tudo”.

 



Hugo Costa às 14:22 | link do post | comentar

Quinta-feira, 18.06.09

 

Ontem o Dr. Paulo Rangel não apareceu no debate parlamentar com o Primeiro-ministro. As justificações foram dadas, mas mesmo assim sentiu-se um incómodo na bancada do PSD. No próprio twitter algumas figuras ligadas ao PSD mostraram esse desconforto. Mas, quando não o meu espanto quando pelas 23 horas vejo o mesmo Paulo Rangel a entrar pela SIC Notícias dentro como comentador de uma entrevista ao mesmo Primeiro-ministro. Comentador onde? Num programa de cariz económico. Mas o senhor já é economista? Ou é um comentador político isento?
Devia justificar-se Dr. Paulo Rangel. Assim como alguém da SIC Notícias devia justificar a escolha. Ou a Entidade Reguladora é só uma arma de arremesso político quando interessa ao PSD?
 


Hugo Costa às 12:35 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Segunda-feira, 15.06.09
Parece que se prepara uma coligação das forças conservadoras do país. Primeiro vão ressuscitar o Santana Lopes ao seu “caixão” político e recandidatam o senhor à câmara que endividou. Agora vão reeditar a dupla fotocópias no mar e mãe do défice.
Portas e Ferreira Leite – Conservadorismo ao extremo para todos!


 



Hugo Costa às 21:22 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quinta-feira, 11.06.09

 

Esquecendo as particularidades das eleições em Portugal (não vou falar delas neste post).  O centro-esquerda e o Partido Socialista Europeu (PSE) tiveram resultados baixos nas Europeias dos 27 estados membros o que sublinha a necessidade de repensar políticas e ideologias.
Nunca fui um fã do New Labor e sempre acreditei que a Terceira Via de Giddens estaria condenada no médio prazo. A crise económica que atingiu gravemente o Reino Unido veio demonstrar a necessidade de termos um Partido Trabalhista diferente. Um partido mais social e menos agarrado aos dogmas do mercado. Brown não é Blair. O resultado de 15% entre escândalos e uma condução política deficitária era o esperado. Ergue-te Labor, a esquerda europeia precisa de ti!
Muitos nas últimas semanas falaram em Bloco Central. Os resultados eleitorais dos partidos do PSE na Europa demonstram que os eleitores não compreendem e não desejam ver progressistas com conservadores. O resultado nas Europeias do SPD Alemão e dos Trabalhistas Holandeses ambos muito fracos demonstram isso. Blocos centrais são incompreendidos pela população e mesmo no caso Austríaco onde os sociais-democratas (PSE) são maioritários o resultado eleitoral não foi positivo.
Na Espanha e na Hungria os governos foram castigados pela crise. No caso Húngaro a má gestão política colocou a derrota em números muito mais expressivos. Contudo e estranhamente a mesma crise deixa impunes Sarkozy, Merkel ou Berlusconi que representam a ideologia e os princípios que criaram a falência do sistema financeiro. Como isto é possível? Populismo?
As vitórias dos Sociais-democratas na Suécia e Dinamarca, dos Trabalhistas em Malta e do PASOK na Grécia são muito pouco para o PSE. Numa altura de crise e onde o neoliberalismo saiu como derrotado, o centro-esquerda tem de se mostrar como alternativa à política conservadora e liberal que conduziu o mundo ao estado em que está. Os partidos do PSE têm de ser afirmar como a solução para uma Europa mais social. Só assim pudemos ter o caminho do combate à crise na Europa.

 



Hugo Costa às 01:40 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Terça-feira, 09.06.09

Em democracia aceitar os resultados eleitorais é uma obrigação de todos. Mas tiro 7 tópicos sobre a noite eleitoral:

 

1 – O Bloco de Esquerda é o melhor aliado que o PSD e a direita podem ter. O PSD apenas ganhou esta eleição pelo facto de a esquerda vanguardista ter subido. Votar Bloco de Esquerda é votar PSD. Votar Bloco de Esquerda é ajudar a colocar a direita conservadora no poder.

 

2 – O PSD ganhou com a vitória eleitoral mais baixa que alguém obteve em Europeias (em 2004 o PS tinha obtido 44,53%, mais 13% que agora o PSD) e consegue mesmo vencendo quase o pior resultado eleitoral da História do partido em Europeias que se candidatou sozinho.

 

3 – Existe um estranho proteccionismo da comunicação social ao Bloco. Parece que obtiveram muito mais do que a realidade, mas a verdade é que ficaram apenas separados por 0,1% da CDU.

 

4 – A mentira e a manipulação do PSD, BE e CDU foram os vencedores. Todos eles apenas criaram populismo e mentiram na realidade para obter um bom resultado eleitoral.

 

5 – As sondagens eleitorais perderam aderência à realidade. Falharam demasiado. Tem de ser mudados métodos para obter maior fiabilidade. Será que ninguém ainda reparou que já não se utiliza telefone fixo? E não se vê que isso torna os resultados enviesados?

 

6 – Portugal é conhecido por ser um país conservador, mas a extrema-esquerda consegue obter 20% dos votos. Será que o populismo que leva as pessoas a votar na extrema-direita pela Europa não é o mesmo que leva a votar em partidos anti-poder em Portugal?

 

7 – Paulo Rangel fez o mesmo de sempre. Nem uma palavra sobre a Europa e a sua preocupação era se o A, o B ou C lhe tinham dados os parabéns. Sobre Europa? Nada!

 

artigo publicado no País Relativo



Hugo Costa às 14:32 | link do post | comentar | ver comentários (7)

Terça-feira, 26.05.09

Miguel Portas promete dar a voz a quem lhe der o voto. Pensei que a obrigação de qualquer eleito fosse defender o interesse global e não apenas de quem vota nele.

 

Nota: Esta notícia fala da ida do BE a uma fábrica no concelho de Tomar. Que solução o BE apresentou? Nenhuma! É apenas o aproveitamento político de uma situação



Hugo Costa às 00:05 | link do post | comentar

Terça-feira, 05.05.09

 

Nos últimos tempos temos assistido a uma utilização demagógica do investimento público como arma de arremesso político da parte do PSD. Este partido apresenta um discurso confrangedor e que nos leva para um Portugal que já acabou em 1974. Uma retórica onde isolacionismo e o “orgulhosamente sós” são regra. Uma visão onde a modernidade e o desenvolvimento de Portugal não tem lugar.
Começam por criticar as estradas. Sinceramente não compreendo. Pessoalmente conheço bem a ligação Tomar – Coimbra. Acho absolutamente fundamental uma ligação que reduza para metade a sinistralidade e o tempo. Será que o PSD não compreende isso? Ou prefere continuar atulhado aos dogmas do passado? Ou o Dr. Fala Barato e a Dra. Do Passado não têm conhecimentos sobre o interior do país? Outra estrada que me parece óbvia é a auto-estrada para Bragança. Será que o PSD vai continuar a condenar o único distrito sem uma rede de auto-estrada?
Depois criticam o TGV. Em primeiro lugar é bom referir que Manuela Ferreira Leite enquanto Ministra de Durão Barroso assinou e defendeu o TGV. Será que ninguém a lembra? É uma falta de responsabilidade e de sentido de estado ir contra acordos internacionais. Além do mais Portugal não pode continuar fora do mapa do desenvolvimento e fora da Europa do desenvolvimento.
Depois vem o Aeroporto. Numa primeira altura queriam Alcochete. Mas quando o governo decidiu abandonar a opção OTA, já são contra o Aeroporto. Alguém duvida que Portugal precisa de um novo aeroporto? Só mesmo o PSD…
Esta a visão que o PSD deixa. Um Portugal atrasado e que não caminhe para o futuro…


Hugo Costa às 16:02 | link do post | comentar

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Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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