Sábado, 20.02.10

Quando pensamos no porquê de se proibir qualquer tipo de escuta à figura do primeiro ministro não é dificil perceber o fundamento. Desde logo por ser das figuras mais altas da República, da Democracia. Depois, e face ao que assistimos todos os dias, por falta de moral e ética de quem pode usar meios judiciais para proveitos políticos.

 

Estará a democracia em perigo? O Estado de Direito? Não me parece. Pelo menos, não da forma que alguns querem passar. Estará sim, na medida em que temos políticos que utilizam escutas, fugas ao segredo de justiça, meios criminosos, para fazer política, mesmo num palco como o Parlamento Europeu.

 

Se um dia gostava de voltar a ver Paulo Rangel no Parlamento Europeu de novo?

 

Sim. Para pedir desculpa. Ao povo português. À instituição europeia.

 

Se isto ( DESPACHO DE PINTO MONTEIRO QUE ILIBA JOSÉ SÓCRATES ) alguma vez vai fazer capa do SOL?

 

Não acredito. E não é por ser racista, salazarento ou colonialista.

 

Simplesmente, cada vez mais acredito que muita gente se diverte a enganar o povo português, a utilizarem qualquer que seja o meio para passar por cima de um Governo democraticamente eleito, em que os portugueses confiaram o voto.

 

Falo de Rangel, poderia falar de Aguiar Branco, o seu enorme amigo. De Manuela Ferreira Leite que faz insinuações gravíssimas sobre o Primeiro Ministro. Enfim, é só escolher...

 

Azar dos azares. Esses continuam a perder eleições...



Luís Pereira às 21:43 | link do post | comentar

Paulo Rangel vai voltar ao Parlamento Europeu. Dizem as más línguas que é para ler este texto:

 

"De que grau na escala de Richter seria o terramoto na capital se Sócrates ameaçasse expropriar um jornal? Foi o que Jardim fez relativamente ao Diário, aliás com todo o País a ouvir.
José António Saraiva do 'Sol' e a 'Sábado' atribuiram aos desígnios de Sócrates a interferência governamental nos jornais, através da redução de publicidade institucional nos órgãos incómodos e do aumento nos mais 'amigos'. A ERC, e muito bem, logo chamou os autores da denúncia para saber o que se estava a congeminar. Então... e se, mais do que a tentativa de usar a publicidade como castigo ou prémio, o governo de Sócrates tivesse mesmo cortado há mais de dez anos os anúncios oficiais a um órgão para os canalizar todos ao jornal da sua cor, tal como faz na Madeira o dr. Jardim? Que, além de negar publicidade ao Diário para a entregar ao JM, e ainda intimidar nos discursos públicos os empresários que anunciam no Diário, mandou que todos os órgãos públicos cortassem a assinatura do DN, incluindo escolas".
"Sócrates foi criticado por atacar Manuela Moura Guedes (...) E se Sócrates fizesse como o sr. Jardim, que calunia, insulta e enxovalha diariamente os jornalistas com epítetos de corruptos, traidores, comunas, súcias, fascistas, tolos, incapazes, incultos, vingativos, desonestos, gente reles, mentes recalcadas, bastardos, exóticos, incumpridores de estatutos editoriais, ralé que não toma banho? E as jornalistas de vendidas, descompensadas, sovaqueiras...? Que seria de um Sócrates cavalgando tal paradigma?"
"Pois. Cá para a parvónia é que não há Constituição a cumprir. O Presidente da República tem a queixa do Diário nas mãos e, quando veio cá, elogiou a "obra" de Jardim. (...) ERC, Jaime Gama, Almeida Santos, Manuela Ferreira Leite, Paulo Rangel, PS e oposição nacional, todos têm conhecimento do estado da comunicação social insular. Mas vivem entretidos com o 'polvinho' que brinca no Mar da Palha".

Solidarizemo-nos com as vítimas continentais das escandalosas suspeições"."Aquilo vai tão mal por lá em matéria de atentados ao jornalismo que o próprio Jardim desabafou à porta do Conselho Nacional PSD, escandalizado com a falta de respeito pela liberdade de imprensa no Continente: "Num País com a tradição democrática como a Inglaterra, Sócrates já não era primeiro-ministro." Ninguém nos contou esta declaração. Ouvimo-la na rádio".

 

Esta é a coerência moral do PSD.

 

A mesma que diz sobre Marques Mendes antigo líder do PSD e bastante amigo de Manuela Ferreira Leite:

 

(…) foi com um sorriso de alguma repulsa que vi há dias um companheiro de partido, que tinha uma particular propensão para conduzir o Telejornal das 20 horas directamente de S. Bento, sair a terreiro como o grande libertador da comunicação social oprimida.

      Luís Filipe Menezes, no DN

       



Luís Pereira às 21:37 | link do post | comentar

Sexta-feira, 19.02.10

A frase realmente surpreendente é de Paulo Rangel, candidato a Presidente do PSD.

 

Curiosamente não se lembrava de ter sido militante do CDS/PP.

Curiosamente não se lembrava de ter mudado de opinião em relação ao imposto europeu durante a campanha para as Europeias.

Curiosamente não se lembrava de ter dito que do Parlamento Europeu só saia em caso de morte.

Curiosamente não se lembrava da conversa que teve com Aguiar Branco.

Curiosamente não se lembrava de ter dito que não se candidataria à presidência do PSD.

 

Mas são coisas da vida. Lembra-se, por outro lado, de ter vivido com intensidade o 25 de Abril aos 6 anos.

 

Foi uma juventude fértil, intensa. Depois gastou a memória toda e foi por aí, no zigue-zague da opinião e das posições políticas, conforme os ventos do populismo.

 

Sobre Credibilidade? Ética? Seriedade? Quid iuris...?



Luís Pereira às 23:28 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quarta-feira, 17.06.09

E se... O Shrek fosse Portas e o Burro o PSD?


sinto-me

João Correia às 18:53 | link do post | comentar

Terça-feira, 16.06.09

Afinal, de quem é a culpa da abstenção nos Açores? E no Continente? "Todos somos responsáveis por este nível de abstenção e temos de trabalhar no sentido de resolver essa situação", defendeu Hélder Silva.

 

Só o PSD/Açores é que não quer ver...


sinto-me

João Correia às 22:17 | link do post | comentar

Segunda-feira, 15.06.09

Perguntam no Blasfémias.

 

Vicent Kessler/Reuters

 

Durão Barroso espera que empresas, universidades e centros de inovação portugueses tirem o maior partido do TGV

 

 

Declarações do primeiro-ministro

Projecto TGV irá estimular economia em até 1,7 por cento do PIB

Por Lusa

12.01.2004

O primeiro-ministro afirmou hoje que os mais de dez mil milhões de euros a investir no projecto de ferrovia de alta velocidade, TGV, em Portugal vão estimular a economia em até 1,7 por cento do PIB (Produto Interno Bruto).

 

Durão Barroso, que falava no Porto, indicou que o projecto permitirá gerar um valor acrescentado bruto de 14.500 milhões e que cerca de 90 por cento será da responsabilidade da indústria portuguesa.

Para o primeiro-ministro, o TGV deverá aumentar a quota de mercado do modo ferroviário dos actuais quatro para 26 por cento em 2025 e diminuir os custos ambientais de transportes em mais de dois mil milhões de euros.

De acordo com o chefe de Governo, os estudos efectuados apontam também para a criação, pelo projecto, de cerca de 90 mil novos postos de trabalho directos e indirectos.

Os mesmos estudos referem ainda a participação dos subsistemas mais ricos em inovação e tecnologia na ordem dos 30 a 40 por cento.

Segundo salientou, a futura rede ferroviária de alta velocidade ligará os principais aglomerados populacionais portugueses, onde se concentra 87 por cento do produto interno bruto (PIB) e onde habita mais de 80 por cento da população.

Trata-se por isso, frisou, de um "projecto estruturante para o país" que "moldará o perfil e a estrutura do país e de toda a Península Ibérica", alterando a ocupação do território, a proximidade entre regiões e a mobilidade de pessoas e bens e corrigindo as assimetrias entre litoral e interior.

"É por isso que a concretização de uma Rede de Alta Velocidade para Portugal foi tratada como um desígnio nacional para as próximas duas décadas", acrescentou.

Para Durão Barroso, o acordo alcançado com Espanha sobre o traçado do TGV foi "bom para os dois países", já que "permite ligações rápidas entre as principais cidades portuguesas e entre estas e as mais relevantes cidades espanholas".

Um traçado definido com a condicionante das decisões já tomadas em Espanha e sem consensos absolutos, admitiu, mas que é "o ideal" por que o que "melhor defende os interesses portugueses".

"Parece que havia quem quisesse fazer uma ligação por terra à Europa que não passasse por Espanha, mas não apresentaram soluções concretas nesse sentido", gracejou Barroso.

Destacando a importância da inclusão do projecto nos chamados projectos prioritários da União Europeia, o primeiro-ministro sublinhou a importância de Portugal acompanhar o ritmo dos principais parceiros europeus, que "têm já construída, em construção ou em projecto mais de 50 por cento da sua rede de Alta Velocidade".

"Uma nova rede interoperável e integrada na rede ibérica e europeia é uma das peças-chave para o fortalecimento da competitividade do país, assegurando uma melhor integração da nossa economia no espaço europeu", considerou.

Segundo acrescentou, dará ainda "um contributo determinante para a sustentabilidade ambiental do sistema de transportes, através da enorme redução dos custos ambientais, e para o combate à sinistralidade rodoviária".

De acordo com Durão Barroso, caberá agora às empresas portuguesas "saber tirar partido" do projecto de Alta Velocidade que, acredita, "terá elevada aptidão para estimular fortemente o tecido empresarial nacional, universidades e centros de investigação".

É que, defendeu, o projecto do TGV "será um incubador e indutor de projectos de excelência com possibilidade exportadora de conhecimento e serviços a nível europeu e mundial" e poderá ser o ponto de partida para "aventuras empresariais fora de portas".

 



Luís Pereira às 21:46 | link do post | comentar

Domingo, 14.06.09

 ATT1478675.jpg image by teddie82


 

"São más notícias para o país e boas para o PSD."

 

Série inspirada por este post.



Luís Pereira às 20:40 | link do post | comentar

Sexta-feira, 12.06.09

Não, por favor, estava apenas a brincar. Depois de três anos no poder, deixaram trapalhadas para o equivalente de muitos mais. Governar por governar. Governar sem ideias, sem projecto. Governar. Não, a tudo isso. Quatro anos depois das trapalhadas, as mesmas caras, o mesmo populismo. É mau de mais para ser verdade. Manuela Ferreira Leite, Paulo Portas e Santana Lopes? Tenho uma ideia: e se convidassem um verdadeiro homem de direita para cabeça de lista? Um verdadeiro liberal! Tipo Oliveira e Costa.

 

 

PS: Paulo Portas, porque até já há quem fale numa nova Aliança Democrática. Com as mesmas caras de sempre...



Luís Pereira às 16:29 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Portugal vai finalmente entrar nos eixos. Acabaram-se as malfeitorias de Sócrates e iremos voltar a ter calma e tranquilidade. Para começar, em resultado das eleições e tal como exigiu Paulo Rangel, o Governo não deve fazer mais nada. Deve parar totalmente a sua actividade, pelo menos, até final do ano. Parece-me bem.

 

Pode ser que entretanto a crise passe e lá para o Natal os portugueses acordem cheios de prendas na respectiva árvore. Se não for assim, logo se verá.

Nessa lógica, e dado o notável crescimento do Bloco, fica também desde já proibido qualquer despedimento, sendo que a empresa que o faça será imediatamente encerrada pela polícia.

Na mesma linha doutrinária bloquista, os desempregados deverão ser admitidos, compulsivamente, pelas empresas com grandes lucros, mesmo que não tenham nada para fazer ou sem aptidões. Esta medida irá diminuir drasticamente a taxa de desemprego e salvar a segurança social. As empresas que se recusarem a fazê-lo serão igualmente encerradas.

As pequenas e médias empresas, principalmente as falidas e obsoletas, serão altamente financiadas pelo Estado. Pouco importando se o dinheiro vai para a modernização ou para comprar BMW's. Todos os economistas do PSD, PCP, Bloco e CDS garantem que é assim que se estimula a economia.

Serão distribuídos avultados subsídios aos pescadores, os quais poderão doravante pescar tudo o que quiserem sem qualquer restrição. Quando o peixe acabar logo se vê. A agricultura será também totalmente subsidiada protegendo-se assim os produtos nacionais, mesmo os de baixa qualidade ou sem consumidores. Esta medida será acompanhada da proibição da venda de produtos agrícolas e piscícolas oriundos de outros países.

Considerando também a expressiva votação nos partidos contra a Europa - Bloco, PCP e CDS -, e dada a pouca convicção do PSD actual sobre o assunto, deverá dar-se início às negociações para abandonarmos a Comunidade Europeia. Portugal ganhará deste modo a plena soberania, o que, entre tanta coisa extraordinária, dará toda a legitimidade para se reclamar o importante território de Olivença que nos foi vilmente roubado pelos espanhóis.

Todos os programas "na hora" e de desburocratização serão abandonados para se regressar às velhas e serenas rotinas. Pedir uma qualquer certidão terá forçosamente que demorar no mínimo três meses.

Os professores deixarão de ser avaliados. A progressão na carreira voltará a ser rigorosamente automática não distinguindo, sob nenhuma forma, a prestação individual que será sempre excelente. De forma a repor a autoridade dos docentes na sala de aula voltarão as reguadas.

Medida urgente será a apreensão de todos os computadores Magalhães e, em vez deles, distribuídos lápis e borrachas, o que muito estimulará estas importantes indústrias. A Internet será fortemente censurada e só poderá ser usada entre as 16 e as 18 horas aos sábados, sob estrito controlo parental, já que aos domingos as televisões passarão todo o dia futebol.

A ASAE será extinta.

Todos os projectos, como o TGV e o aeroporto, serão cancelados. Não será construído nem mais um centímetro de estradas. Isto trará de volta o famoso "orgulhosamente sós" de tão boa memória para muitos portugueses. As corridas com touros de morte serão legalizadas em todo o território nacional. Esta medida terá um enorme impacto no crescimento do turismo, atraindo bárbaros de todo o mundo para Portugal.

Os polícias terão ordem para disparar à vontade, bater nos presos e forjar provas, desde que garantam condenações. Será encomendado um estudo, ao grupo parlamentar do CDS, para reintrodução da pena de morte em Portugal.

Marinho Pinto será imediatamente destituído. Será também terminantemente proibida qualquer crítica às decisões de juízes e magistrados, considerando-se uma forma de pressão intolerável e fortemente punível, tudo o que não seja vénia e subserviência. Todos os estrangeiros serão expulsos do País, repondo-se deste modo a pureza da raça latina.

Só serão permitidos casais de um homem e uma mulher, os quais tendo em vista a doutrina desenvolvida por Manuela Ferreira Leite, terão obrigatoriamente que procriar. Também nesta linha de promoção da ordem na família os maridos poderão voltar a bater nas mulheres.

Por fim dada a consonância de posições entre os quatro partidos da actual oposição, PCP, Bloco, PSD e CDS irão juntos formar o próximo governo de Portugal. Assim temos futuro.
 

Leonel Moura


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Luís Pereira às 15:30 | link do post | comentar

Quinta-feira, 11.06.09

Elucidativo, votou a favor, mas era contra. Durante algum tempo, quando ouvia o Dr. Rangel, ficava sempre com uma dúvida: como é que tinha feito parte do Governo de Santana Lopes? Começa a perceber-se melhor e há uma coisa que fica claro: estamos perante alguém que vai longe. Não tenham dúvidas.



Luís Pereira às 15:19 | link do post | comentar

Tem piada ler o Insurgente. Onde já se conspira a vitória do PSD nas legislativas e o que fazer depois disso, vejam lá que, face ao actual estado do país, até já dizem que vão ter que criar descontentamento na população devido às reformas que vão ter que implementar e quem sabe aumentar os impostos. Ena, se calhar isto faz-me lembrar a situação em que o PS encontrou o país, depois de uma ruinosa administração PSD/PP, sendo precisamente essa a forma de actuação do Partido Socialista: pôr as contas em ordem e pôr em prática várias reformas. E, se bem se recordam, pensem lá quem é que se foi aproveitando de todas essas medidas para tirar proveito desse descontentamento?

 

O melhor ainda não chegou (agora na caixa dos comentários). Argumento contra a maioria absoluta de José Sócrates: não a pode pedir, tem é que respeitar a vontade do eleitorado. Argumento curioso, não fosse eu ler o que por lá escreve e que já chega a este ponto: se não obtiverem a maioria absoluta, têm que dramatizar e mandar o governo abaixo até a conseguirem. Contraditório? Não mais do que a postura de Rangel sobre o imposto europeu ou a lei do financiamento dos partidos... Pelo menos já sabemos o que esperar da direita portuguesa.

 

Continuando no Insurgente. É incrível como continuam a querer fazer entender que o PS domina a comunicação social. Acreditar que a TVI, o Público ou o Sol, por exemplo, são todos meios socialistas, só me leva a concluir que não devem viver no mesmo mundo que eu.

 

Esta conversa parece-me mais conversa de "mau pagador" do que outra coisa qualquer. Ainda nem lá chegaram, já estão a dar desculpas para uma possível saída. O único meio de comunicação que conheço ao PS, é o Acção Socialista. Está nos links, podem visitar.

 

PS: pensar em PSD e governo na mesma frase...a imagem que me vem à cabeça é má de mais.



Luís Pereira às 14:25 | link do post | comentar | ver comentários (4)

Quarta-feira, 10.06.09

Ontem vi Santana Lopes a representar o PSD no programa Prós & Contras. Hoje li uma notícia que ainda me deixou mais preocupado - Manuela Ferreira Leite já pensa em coligações com o CDS/PP de Paulo Portas para governar..

 

Preocupante, porque ainda me recordo no estado em que esta mesma coligação deixou o país quando saiu do governo. Preocupante porque lembro-me de Manuela Ferreira Leite enquanto ministra. Preocupante porque sei quais são as suas políticas de igualdade ou de juventude, ou melhor, a falta das mesmas. Preocupante, porque me recordo muito bem do respeito que estes senhores têm pela liberdade dos outros e pelos princípios democráticos, sendo o estado português ainda há bem pouco tempo condenado pela polémica proibição da entrada do barco do aborto em águas portuguesas, enfrentando pela frente vastos recursos da marinha portuguesa.

 

Destes momentos, recordo um mais marcante, da história de luta por ideais e de combate político, um grande momento da Juventude Socialista e do nosso camarada Pedro Nuno Santos:

 

 

Por isto e por muito mais, porque não quero viver num país a preto e branco de políticas do século XIX, espero que os portugueses ainda tenham memória viva.

 

 



Luís Pereira às 01:59 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Terça-feira, 09.06.09

...Segundo Paulo Rangel, o PSD «aceitou apenas isso em última instância, para garantir um consenso unânime, que achou que era uma coisa positiva, mas nunca foi a favor, pelo contrário, até foi contra isso».

 

Sobre o veto do PR à lei do financiamento dos partidos.

 

É como a criança que parte a loiça e quando o pai descobre rapidamente diz que quem partiu foi o amigo. Pior que isto, só a divergência doutrinária contra si próprio, sobre o imposto europeu.



Luís Pereira às 23:44 | link do post | comentar

via: tdias

 

É interessante como a blogosfera de direita reagiu à vitória do PSD nas eleições Europeias... Sempre muito caladinhos quanto ao PSD, à sua líder e às intervenções... Limitam-se a atacar o PS e o Governo, a mergulhar a pena no Freeport juntamente com a TVI. Agora que o eleitorado ainda virou mais à esquerda (e não à Direita...) eles lançam os foguetes e recolhem as canas!!!

Estes bloggers de Direita têm destas incongruências: Metem o rabo entre as pernas porque têm uma pessoa que não sabe o que faz à frente do partido; mal vêm um resultado eleitoral que os favorece, saltam da toca, gritam vitória e, como caducos, esquecem o passado! Nada de novo: o próprio Rangel esquece-se no Parlamento que já defendeu obras públicas, que até deu passos para a sua aprovação, que o PSD colocou o país “de tanga”. Nada de novo debaixo do Sol…

A verdade é que “A maior prova de coragem é suportar as derrotas sem perder o ânimo” (Ingersoll) e eu tenho-o aqui pronto para continuar a defender o país das políticas neo-liberais, dos esquecidos, dos demagogos e dos que só sabem remar…para trás!



João Correia às 19:59 | link do post | comentar | ver comentários (3)

 

As hostes vão animadas no sector laranja. Um bom momento para embandeirar em arco, os senhores da seriedade e muito desiludidos estão hoje nas sete quintas. Se os portugueses demonstraram vontade em mudar, certamente não foi para o PSD que manteve a percentagem de votos no seu número normal. Quem se pode gabar de ter crescido e ter ganho votos de protesto, esse é o caso do Bloco de Esquerda, o que não deve nenhum motivo de festejo para os lados dos "pro-liberais o PSD é que é"...

 

Os mesmos que acusam o PS de não ter aprendido, parece que não compreenderam a mensagem desta eleição. O PSD continua longe de ter percentagens de liderança de governo, se calhar porque os portugueses ainda não se esqueceram do que Manuela Ferreira Leite fez enquanto ministra.

 

Não fica nada bem também, acusar outros partidos de forjar sondagens, até porque se fosse o caso, as sondagens com certeza não iriam todas no mesmo sentido: Bloco de Esquerda 3ª força política e PSD com a percentagem de intenção de votos que se confirmou. Mas isto não lhes interessa, afinal é um escândalo dizer que pessoas que antes estavam ligadas ao PSD, estão envolvidas no caso BPN, mas acusar de forjar algo ou de utilização indevida de meios do estado, já é mais do que digno. É política à Manuela Ferreira Leite - não podem acusar de "roubalheira" no caso BPN, mas posso andar todos os dias a chamar mentiroso a José Sócrates.

 

As pessoas deram um sinal - de descontentamento em relação à situação de crise, mundial diga-se de passagem. A mensagem também foi clara - no PS tem de haver mais comunicação, melhor explicação daquilo que é feito e porque é feito, nomeadamente nas reformas.

 

O PSD ainda não o percebe. Ficou à frente, com algum mérito, mas não é um facto suficiente para tanto festejo. Devia antes preocupar-se com a esquerda do PS que cresce.

 

Afinal, que projecto ou ideias alternativas já apresentou o PSD ao país? Ontem, para representar o PSD, escolheu Santana Lopes. Que mensagem transmite essa escolha às pessoas? O PS tem um rumo, um projecto que tem apresentado resultados, isto apesar do descontentamento de alguns sectores.

 

Tem o PS a legitimidade dos votos que recebeu nas legislativas. Sim, não são os votos nas Europeias que legitimam o PSD a poder censurar um Governo ou aspirar a governar a partir de agora. As pequenas e médias empresas têm sido ajudadas e quando se fala em hipotecar as gerações futuras lembro-me de Manuela Ferreira Leite. Lembro-me de um negócio. Lembro-me de Citigroup. Diz alguma coisa? 

 

PS: Sócrates não foi candidato a nada. Deu os parabéns, públicos, ao PSD. Esse fait divers revela a enorme necessidade de "por tudo e por nada" criticar o Secretário-Geral do Partido Socialista. Devo dizer que também é normal esta confusão, afinal da boca do PSD não ouvimos uma ideia ou projecto para a Europa - lembrem-se, estas foram as europeias, não as legislativas. O candidato era Vital Moreira.

 

 



Luís Pereira às 19:36 | link do post | comentar

Quarta-feira, 03.06.09

"É evidente que o CDS tem todo o direito a existir, mas não seria mais profícuo que os bons quadros que tem fossem aliados das pessoas que dentro do PSD lutam pelos melhores do partido e que poderão pôr fim ao descalabro socialista? É que esta luta é urgente e deixa em segundo plano "afectividades" e sentimentos de pertença a grupos."

 

Conscientes da derrota, começam a pedir votos à direita.

E deixar a sigla PSD caír, não?



Luís Pereira às 20:52 | link do post | comentar

Há quem continue a insistir na teoria do arrependimento do PS no seu candidato às eleições europeias, Vital Moreira. Posição curiosa. O que tenho assistido são as sondagens de voto no PS a subirem. Tenho visto comícios cheios, ou perto disso, com muita animação e uma cada vez maior empatia entre candidatos e militantes, num fantástico ambiente muito dinamizador para enfrentar esta campanha eleitoral. Vital tem apresentado aos portugueses as suas ideias, o projecto socialista para a Europa.

 

Posto isto, Paulo Rangel tem declarações destas:

 

    Reconheço que surgiu um novo player no partido.
      Paulo Rangel, em declarações ao Expresso de 30 de Maio, referindo-se a si próprio

Quando este player que, já que vemos aqui um galo de Barcelos, poucos consegue mobilizar, em Barcelos esteve uma hora à espera de algumas pessoas para encher a sala, for para o Parlamento Europeu, o que será do PSD?  Não se irão arrepender? Afinal de contas, andaram tanto tempo à espera que ao menos se conseguisse, bem ou mal, ouvir no parlamento, para agora o perderem. Apesar de parecer mais um balão cheio de nada, que quando se espreme pouco "sumo" se retira, começa a ser a maior estrela do partido. E mais tarde, depois de tantas critica a Ana Gomes ou Elisa Ferreira, será que Paulo Rangel terá a mesma transparência para os portugueses e prometer que não abandonará o Parlamento para ser candidato com Manuela Ferreira Leite? 

 

Concluindo: Estando o PS tão arrependido, não deveria o PSD estar à frente nas intenções de voto?



Luís Pereira às 20:21 | link do post | comentar

... não será a lista de Paulo Rangel a lista fantasma? É que até agora admito que só o vi a fazer campanha. Os outros não terão também eles nada a dizer?

 

... se o trabalho do PSD é tão bom no parlamento europeu, porque razão apenas um dos candidatos repete a candidatura? Ou não deveriam estas eleições ser também um factor de avaliação do trabalho realizado?

 

...que andaram por lá a fazer os eurodeputados do PSD? Porque razão ou por que interesses mais altos saíram eles?



Luís Pereira às 20:14 | link do post | comentar

Tem sido a sua função nestas eleições. Deixava aqui uma afirmação:

 

- Detesto a expressão 'capital humano'. E, por maioria de razão, a frase "Apostamos no investimento no capital humano", usada pelo PSD neste programa tão vazio de ideias. As pessoas não são 'capital humano'. Nenhum social-democrata digno desta herança política devia pronunciar-se assim.

 

Há muito que se o diz, o PPD continua a enganar as pessoas com a sigla PSD. Não são sociais-democratas, como cada vez mais se afastam do centro e viram à direita. Fruto da falta de rumo, continuam a navegar ao sabor dos ventos eleitorais, na busca incessante do poder, a qualquer custo.



Luís Pereira às 20:00 | link do post | comentar

Desde logo, parece-me algo curioso um candidato ao Parlamento Europeu, assumidamente federalista, seja absolutamente contra um imposto federal. Não se trata de um aumento da carga fiscal, trata-se de dar à Europa os meio de que necessita para ajudar os Estados-Membros. Senão, de que forma poderia ser verdadeira a afirmação: Combater a crise com fundos europeus? Até aqui Rangel se contradiz. Pior do que isso, é ainda vir o PSD dizer que é impossível haver impostos europeus, quando o próprio PSD aprovou essa possibilidade no Parlamento Europeu.

 

Pronto. Aceitemos esta posição de Rangel sobre o imposto europeu. O que não pode acontecer é depois dar um entrevista, ao Jornal de Negócios, que o imposto não é necessariamente negativo e que até não estaria "fechado" a um. Depois do sim (parece que antes ainda houve um entrevista ao jornal Sol em que defendeu um imposto europeu, posição esquecida depois de tornada a posição de Vital Moreira), do não, do sim, com reticências, volta agora o NÃO!

 

Ao invés dos sound bytes, convinha que o sr. Dr. Paulo Rangel se preocupasse em ter um rumo, um projecto, uma ideia para a Europa. É inaceitável que se ande nesta confusão programática e populista. Faz-me lembrar a sua ideia para o sector da Saúde, à falta de uma orientação, o senhor defende...o modelo misto! É o nim, nem sim, nem não.

 

Mas nem só à direita as posições são curiosas...

 

Surpreende muito que a esquerda mais à esquerda venha agora aparentar espanto por se lançar esta discussão. Vejamos o que propõem os programas eleitorais apresentados em 2005:

    Bloco de Esquerda: “Controlo dos movimentos de capitais, obrigando a registo das operações transfronteiriças, e aplicando um imposto sobre as operações cambiais (Taxa Tobin)”.

    PCP: “penalização, por via fiscal ou outra, dos movimentos especulativos de capitais” e “o combate eficaz aos movimentos de capitais especulativos, nomeadamente pela sua tributação”.

Compare-se agora com o que o BE e o PCP disseram a propósito das declarações de Vital Moreira.

 

Perante isto, como se espera um debate sério de ideias? Paulo Rangel continua mais interessado em combater o Governo, em criticar os ministros. Ainda há bem pouco tempo li uma opinião curiosa: Rangel conseguiu cometer a proeza de num comício referir-se a todas as áreas de governação e nem uma palavra teve para as eleições Europeias. O CDS/PP, como se pode comprovar pelo seu site, nem programa ou manifesto para a Europa tem. À esquerda pouco há a dizer, na mesma medida do que o que têm a propor!



Luís Pereira às 19:23 | link do post | comentar

Domingo, 31.05.09

O “pelo interesse nacional assino por baixo”, já me incomodava o suficiente. A ideia de que, no combate político, se pode distinguir entre os depositários do “interesse nacional” e os outros, supõe-se que “traidores à Pátria”, sempre me pareceu pouco democrática. Mas quando, em novo cartaz, Paulo Rangel proclama a primazia das famílias portuguesas sobre as famílias políticas já sinto mais do que incómodo. Agora, sem equívocos, estamos mesmo perante proclamação anti-democrática pura e dura, a roçar o populismo nacionalista mais perigoso. É porque há diferentes perspectivas políticas sobre o melhor modo de defender os interesses das “famílias portuguesas” que, em democracia, há diferentes famílias políticas em lugar da (única) União Nacional. Chega!



Luís Pereira às 22:11 | link do post | comentar

Desde de Durão Barroso, na altura primeiro-ministro, que se usa a expressão: o país está de "tanga". Hoje, de novo na moda pelo discurso de Manuela Ferreira Leite, isso é justificação até para não se discutir questões importantes como o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Que "país de tanga" deste pessoal que pensa que as pessoas são tão limitadas que só podem pensar ou debater sobre uma, e apenas uma, questão da actualidade.

 

Que PPM quer agradar a Manuela Ferreira Leite, ninguém dúvida (também ela uma conservadora, que se opõe a uma questão de igualdade como esta). Ao ponto de até Paulo Rangel fazer uma pausa durante um discurso de Sócrates, em resposta a uma intervenção do mesmo, para ler o ABC do PPM. Ainda por cima sobre uma questão tão pouco importante ou nada criticada pelo mesmo: a educação. Será que a razão das criticas se prende com um défice de atenção?

 

Sobre uma coisa "abaixo de cão", aconselhava ao PPM uma leitura bastante interessante, sobre um suposto receio de perder eleições: aqui.

 

É sobre esta estratégia, "abaixo de cão" e "boçal", de que se falava? Pelo menos respeitem quem pode/consegue pensar em mais do que uma coisa e não os acusem de serem meros instrumentos. Afinal de contas, não vejo Pedro Marques Lopes ou Daniel Oliveira a serem instrumentos de Sócrates. Ou são?



Luís Pereira às 21:44 | link do post | comentar

Quinta-feira, 28.05.09

Tenho também uma pergunta para Paulo Rangel, o cabeça de lista do PSD. Foi notícia ele ter suspendido o mandato em 2007 e 2008, durante meses (tendo continuado a trabalhar como jurista), mas ter voltado sempre na véspera das férias, para receber o ordenado quando o Parlamento estava parado. Evidentemente, isto é legal. Como o Jaguar, Sintra e Porto. Como era legal aquele deputado inglês fazer-se reembolsar pelo combate às doninhas no seu quintal... Mas legal não é suficiente. A pergunta que tenho para Rangel: "É correcto?"

 

...diria que não, não é correcto!

 

Problemas de quem tem telhados de vidro...

 

 



Luís Pereira às 21:38 | link do post | comentar

Quarta-feira, 27.05.09

«Há uma regra que não é da política mas é da vida. Quem não tem jeito para pintar não pinta, quem não tem jeito para marcar golos não joga, quem não tem jeito para liderar um partido não lidera. E quem não tem jeito para liderar um partido não tem jeito para liderar o país»,

 

Pedro Silva Pereira

 



Luís Pereira às 22:55 | link do post | comentar

 

Aqui um vídeo sobre o futuro representante de Portugal na Europa..

 



Luís Pereira às 22:06 | link do post | comentar

 

 

Foi o PS que propôs e aprovou o actual regimento de presenças em debates do Primeiro-Ministro. Nunca um Primeiro-Ministro, como José Sócrates, apareceu tanto no Parlamento. Cavaco, Durão Barroso ou Santana Lopes, não o fizeram certamente.

 

Até agora José Sócrates apareceu sempre com resultados bastantes positivos, ganhando os debates, contra os vários líderes de bancada do PSD, e comprovando que pouco ou nada tem a oposição a dizer ao país.

 

De facto, é compreensível a importância do Primeiro-Ministro, sentida por todos. A agenda apertada dificulta a sua comparência na A.R. durante uns tempos. O próximo debate já ficou acordado em conferência de líderes, agora não contava é que sentissem tanta falta do Sr.. Primeiro Ministro, logo agora. A não ser que queiram admitir que é de facto um prazer ouvi-lo, uma obrigação de aprender com o que ele diz, um exemplo a seguir com as suas políticas. Ou isso, ou porque querem desviar as atenções das eleições europeias mais uma vez para fait-divers, não dando a importância que tem a estas eleições.

 

Duas hipóteses, mas não se preocupem. Ele volta.



Luís Pereira às 01:18 | link do post | comentar

Terça-feira, 26.05.09



Luís Pereira às 20:33 | link do post | comentar

Domingo, 17.05.09

A JSD anda de sem saber o que fazer... Em vez de tentar com que o seu partido seja uma oposição convincente, põe-se a mandar "bitaites"... Depois do Pinócrates, agora podem fazer uma Leitócrates para se entreterem!


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João Correia às 21:10 | link do post | comentar

Sábado, 16.05.09

Manuela Ferreira Leite e José Manuel Fernandes, do Público, juntos na RTP, o 'tal' canal do estado. Até acaba com uma jornalista, da RR, a fazer uma crítica a José Sócrates.

 

Estranha opressão e falta de democracia esta do PS ou do Governo, que dá tantas oportunidades para se expressar à oposição.



Luís Pereira às 00:17 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sexta-feira, 15.05.09

Falemos, então, da papa Maizena.

Não do novo blogue. Haverá tempo para isso.

Também não do soundbite e todos os faits-divers mediáticos em seu torno. Mas da questão de fundo que lhe estava subjacente: a proposta de criação de um Programa Erasmus para o 1.º emprego.

Faz sentido a existência de medidas europeias de incentivo à mobilidade profissional de recém-licenciados? Faz, claro que sim.

Devem os candidatos ao Parlamento Europeu apresentar propostas de medidas a adoptar pela União Europeia? Devem, indiscutivelmente devem.

A ideia de um Programa Erasmus para o 1.º emprego é um boa ideia? É.

O incentivo à mobilidade internacional de jovens trabalhadores é um ideia inovadora e inédita? Não, não é. Em Portugal já existem programas em vigor que visam, precisamente, atingir esse objectivo: o INOV Contacto e o INOV Vasco da Gama.

É aceitável que um candidato ao Parlamento Europeu formule propostas para medidas comunitárias, desconhecendo que, internamente, já existem programas em tudo semelhantes ou que visam atingir exactamente os mesmos objectivos? Não, não é.

Publicidades farináceas à parte, esta é que é a questão de fundo. Paulo Rangel, ao propor algo que já existia, demonstrou desconhecimento e impreparação.

E o soundbite só lhe veio dar jeito. Inteligentemente, Rangel fez-se de vítima, escusando-se a responder à questão de fundo para a qual, manifestamente, não tinha resposta. Conseguiu, assim, no meio da papa, passar pelos pingos da chuva e fazer com que ninguém reparasse que a sua proposta de um Programa Erasmus para o 1.º emprego não passava de improvisação política feita em cima do joelho. Ou, recorrendo à metáfora de JPP, Paulo Rangel apanhou o comboinho colorido para que não se visse o grande comboio negro.

Moral da história: Quanto ao fundo da questão - que é o que interessa discutir, embora a comunicação social se tenha interessado mais pela papa - Basílio Horta tinha razão em chamar a atenção para o carácter não-inovador das medidas apresentadas por Paulo Rangel. Fez uma crítica substantiva, bem fundamentada e certeira, sem ataques pessoais, antes salientando a importância de programas geridos pela instituição a que preside. Ao fazê-lo, tornou evidente a impreparação de Paulo Rangel - que é, no fundo, a ideia que está subjacente à “boca” alimentícia do ministro Manuel Pinho, a qual acabou por fazer ricochete ou virar-se contra o feiticeiro, beneficiando apenas o próprio Paulo Rangel, que assim conseguiu distrair as atenções, fazendo com que o seu erro passasse despercebido.



Luís Pereira às 23:26 | link do post | comentar

Há quem continue a insistir na mentira. Elisa Ferreira não disse que o dinheiro do Estado era do PS.

 

Vamos clarificar: aqui. Quanto ao resto, mais vale não comentar, esta obsessão, à la Paulo Rangel, demonstra nervosismo. Tranquilidade, é o que se precisa.



Luís Pereira às 13:52 | link do post | comentar

...O vice-presidente da bancada do PSD madeirense, Jorge Moreira, atacou esta manhã, no parlamento regional, o primeiro-ministro José Sócrates, atribuindo-lhe os epítetos de “mentiroso” e “caixeiro viajante”.

 

Ainda bem que existe falta de liberdade de expressão em Portugal, porque se isto é representativo disso mesmo, imaginem o contrário.

 

Jorge Moreira fez o trabalho sujo por Alberto João Jardim. O PSD continua o jogo da critica baixa, assumindo-se sempre como uma vitima, o que me causa algumas gargalhadas. A sra. Manuela Ferreira Leite continua com as acusações de opressão do PS, do Estado e mais precisamente do Governo e Cavaco continua na ilusão que os valores democráticos que se aplicam no Continente e nos Açores, também se aplicam na Madeira.

 

Tudo está bem, quando acaba bem. Ou na ilusão disso.



Luís Pereira às 13:28 | link do post | comentar

Quarta-feira, 13.05.09

O PSD, via Paulo Rangel, e a JSD fartam-se de criticar o TGV com um argumento que tem uma certa piada. As próximas gerações ficariam, segundo estes, "presas a este pesado investimento". É importante pensar numa coisa: são as gerações futuras que mais vão beneficiar deste investimento. Para além de ambientalmente sustentável, este importante investimento melhora a mobilidade e aproxima Portugal da Europa. Isto, sem nos esquecermos nos efeitos positivos que traz o investimento público à economia nacional. Por isso a JS adoptou o lema: Direito ao TGV!

 

Se a ligação a Madrid parece ser mais consensual, a do Porto-Lisboa tem sido a mais criticada. Deixaria aqui o contributo do sr. Ministro Pedro Silva Pereira:

 

"Quanto à ligação ao Porto, proponho que tenha em consideração três argumentos: primeiro, trata-se de um troço da ligação a Vigo, que é importante para as nossas empresas; segundo, desbloqueia o transporte de mercadorias, hoje saturado na linha tradicional Lisboa-Porto, onde é prejudicado pela articulação com o transporte de passageiros em linha única; terceiro, é rotundamente falso que se trate de uma redução de apenas 15 minutos: o ganho é de uma hora e meia! (de 2 horas e 45, hoje "gastas" na melhor ligação ferroviária, para apenas 1 hora e 15). Quem ganha, e muito, são as empresas que a preocupam. E boa parte do investimento é com fundos comunitários, que não podem ter outros destinos."

 

Esclarecido? Hoje, como há 5 anos quando Manuela Ferreira Leite estava no Governo e assinava um acordo internacional com Espanha, para cinco linhas, o TGV é uma prioridade. Para uma política de verdade, é importante não se esquecer dos acordos que estabelece, até porque isso prejudica a credibilidade portuguesa no estrangeiro.



Luís Pereira às 21:48 | link do post | comentar

Vale a pena comentar a intervenção do Paulo Rangel no(s) debate(s) mensal(ais)?

 

Intrigista, enervado, em suma, a visão de um deputado do Séc. XIX... Só lhe falta dar bengaladas!



João Correia às 16:24 | link do post | comentar

Terça-feira, 12.05.09

Enquanto Manuela Ferreira Leite fala sobre falta de democracia e o medo reinante em Portugal, saem notícias como esta:

 

Portugal entre os países mais democráticos do mundo

 

Só pode ser de propósito. Virem logo desmentir a dona absoluta da verdade. Será que, já que não consegue dizer nada que não seja verdade, a senhora vem pedir desculpas? Vou esperar pelo índice de situacionismo.

 



Luís Pereira às 01:49 | link do post | comentar

Domingo, 10.05.09

Ferreira Leite denuncia “intolerável clima de medo” e fala de uma “democracia doente”

 

Em 21 de Outubro de 1929, Salazar recebia uma manifestação dos municípios e insistia nos slogans de política de verdade, política de sacrifício, política nacional.



Luís Pereira às 12:42 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quarta-feira, 06.05.09

Manuela Ferreira Leite já disse que queria suspender a democracia por 6 meses, agora é mais modesta: quer só suspender o governo. Quanto à falta de postura de estado, não sei se a senhora se refere à sua mudança de opinião em relação ao TGV se das tristes figuras com ofensas pessoais que se ouvem da sua bancada parlamentar. Não sendo nada disto, pode sempre estar a referir-se à triste campanha para as eleições europeias, onde sobre a Europa do PSD nada se ouve, a não ser a promessa de medidas que já existem.

 

Uma coisa não entendo: acusa o PS de querer amordaçar o combate político, não se podendo discutir assuntos nacionais. Agora acusa ministros de um Governo PS de abrirem a boca sobre as eleições europeias. Contradições a que já estamos habituados, não sabendo nós que se não existe dinheiro no país, é pura coincidência o PSD ser o partido que mais vai gastar nesta campanha.

 

Isto de acusar o Governo de se confundir com o PS, faz-me rir. Sobre confusões, gostaria ainda de aconselhar um artigo. Não querendo insinuar nada.

 

Mais uma vez, política de verdade na sua versão instrumental. Recordaria aqui uma frase:

 

O PSD é mais uma imensa nota de rodapé na história e uma triste imagem do que poderia ter sido

 



Luís Pereira às 22:22 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Terça-feira, 05.05.09

 

 

Depois de Paulo Rangel ter respondido, audivelmente irritado a Basílio Horta com o discurso de "programinhas" e tal...e funcinário administrativo e tal... foi a vez de Manuel Pinho responder:

 

Paulo Rangel tem de

"comer muita papa Maizena"

 

Maizena não sei... Mas que precisa de pensar muito antes de falar, lá isso precisa! Dá-lhe!

Excelente post em fait-divers.


sinto-me

João Correia às 17:41 | link do post | comentar

Paulo Rangel, um profundo conhecedor dos assuntos europeus. Ou então não, limita-se a prometer o que já existe.



Luís Pereira às 01:39 |
editado por Jovem Socialista às 09:36link do post | comentar

Logo Paulo Portas, que nem gosta de coligações com o PSD nem nada. Lisboa que o diga!



Luís Pereira às 01:17 | link do post | comentar

Segunda-feira, 04.05.09

Recordo com um sorriso nos lábios muitas das opiniões que marcaram a opinião pública, quer na blogosfera, como na comunicação social, que acusavam José Sócrates de se apoderar da imagem do Partido Socialista, por criar um Movimento Sócrates 09 ou por ter feito um vídeo que o destacava mais do que a outros líderes.

 

Hoje temos um PSD que sobre Manuela Ferreira Leite mudou de nome, agora é PSDv, que tem um site com o nome da sua líder onde está todo o seu programa e a vida política do seu partido e que tem como endereço algo totalmente diferente da sua sigla, para além de ter alterado o seu simbolo.

 

Quantos comentaram estes factos? Quantos criticaram e acusaram Manuela Ferreira Leite de centrar o partido em si? Só tem uma resposta: situacionismo. Podem sempre telefonar-lhe e dar conta disto! À Manuela ou ao Pacheco!



Luís Pereira às 13:41 | link do post | comentar

Dizia Manuela Ferreira Leite, entre várias declarações bastante claras em relação ao seu conservadorismo, admitindo que as obras públicas poderiam criar emprego em Portugal, que este só beneficiaria o combate ao desemprego da Ucrânia, alimentando particularmente uma ideia negativa dos países da europa do leste. Demonstrativo de como encara a mobilidade ou a abertura das fronteiras na Europa, de como respeita os países da União Europeia e a sua integração. São estes os seus valores, é esta a sua verdade conservadora, é nisto que enquanto jovens socialistas não nos revemos.

 

 

Veio agora Paulo Rangel defender, porventura, a sua primeira ideia para a Europa - Paulo Rangel propõe Erasmus para emprego jovem. Uma ideia curiosa, uma que vez que até já existe um programa similar, e contraditória, senão populista, dentro do próprio PSD, a não ser que Paulo Rangel acredite que este erasmus jovem significaria apenas a saída de jovens portugueses a encontrar emprego noutros países e não a entrada de outros jovens, talvez ucranianos, ou cidadãos europeus como os romenos ou checos.

 

Uma coisa é certa, é a Juventude Socialista de novo a marcar a agenda política, já que foi a JS quem trouxe as suas preocupações em relação a um Erasmus universal para a discussão pública, defendendo condições de acesso para todos, uma vez que o actual programa é um factor discriminatório e acabava por beneficiar quem o frequenta no acesso ao emprego, para prejuízo daqueles que, sem condições financeiras, por exemplo, não conseguiam frequentar o Erasmus.

 

Uma medida que parece seguir a linha orientadora de integração e mobilidade e que vem no seguimento desta discussão sobre a diferenciação social na qual JS tem centrado atenções. Curiosamente, e sendo Paulo Rangel um "denunciador" semiprofissional das divergências de opinião entre Vital e Sócrates, gostaria de ver o que diria a Sra. Manuela sobre esta opinião do seu mais do que tudo protegido.



Luís Pereira às 12:54 | link do post | comentar

Domingo, 03.05.09

Manuela Ferreira Leite defende, em artigo no Expresso, que “o aumento de escolaridade para 12 anos ou até aos 18 anos é, infelizmente, mais fonte de preocupação do que regozijo”, implicando uma “preparação prévia” e “condições [que] estão longe de estar garantidas, se é que foram equacionadas”.

Não sei em que condição escreve Ferreira Leite no Expresso, mas parece-me estranho que venha agora defender que esta medida “só poderá agravar o sentimento de fracasso para os jovens e para a sociedade”. É que, antes de ser cronista no Expresso, Manuela Ferreira Leite foi ministra das Finanças e de Estado do Governo de Durão Barroso, tendo aprovado e assinado em Conselho de Ministros, vai fazer este mês seis anos, a Lei de Bases da Educação que defendia o seguinte:

“Daí a assunção pela presente proposta de lei da escolaridade obrigatória de 12 anos, a começar a concretizar-se, sequencialmente, já a partir do ano lectivo de 2005-2006, para os alunos que se inscreverem no primeiro ano do segundo ciclo do ensino básico.”

Política da verdade, reclama constantemente a líder do PSD. Na sua versão instrumental, está visto.

 

Retirado de: www.arrastao.org



Luís Pereira às 23:10 | link do post | comentar

"Penso, logo desisto!".

 

Uma pequena reflexão do pós-Comissão Nacional. Não, não me enganei. Já agora, recomendava um post engraçado.



Luís Pereira às 22:39 | link do post | comentar

Sábado, 02.05.09

© Sergei Cartoons

 

Depois da polémica com o Financiamento das Regiões Autónomas, sabe-se agora que Alberto João Jardim gastou, em viagens secretas, cerca de meio milhãos de euros em viagens "secretas".

"No relatório n.º 1/2009 da auditoria ao gabinete de Alberto João Jardim, a secção regional do TC conclui que esse procedimento “indicia uma aplicação tendencialmente constante da excepção prevista” no Decreto-lei 197/99, “passível de a transformar em regra”.

O que podemos nós esperar ainda do Líder Regional? 


sinto-me

João Correia às 11:15 | link do post | comentar

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aCima & aBaixo

Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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