Sexta-feira, 26.06.09



Luís Pereira às 00:21 | link do post | comentar

Quarta-feira, 17.06.09

Intervenção do Primeiro-Ministro, José Sócrates Debate da Moção de Censura

17.06.2009

 

 

 

1. A responsabilidade democrática

 

Senhor Presidente, senhoras e senhores Deputados:

 

A três meses de eleições legislativas, a direita decidiu patrocinar uma moção de censura ao Governo. Esta iniciativa é, com certeza, formalmente legítima, mas é uma iniciativa politicamente sem sentido. Em primeiro lugar, é uma iniciativa totalmente inútil e inconsequente: todos sabem que a legislatura está no seu termo e que muito em breve os eleitores serão chamados a pronunciar-se, então sim, sobre o futuro da governação. Em segundo lugar, nem sequer se pode dizer que se destina a suprir uma eventual ausência de debate político: pelo contrário, estava justamente marcado para hoje mais um debate quinzenal, que teve de ser adiado uma semana precisamente por causa desta moção. Verdadeiramente esta iniciativa tem um único mérito: recordarão País a política de truques e de expedientes, em que o CDS se tornou especialista.


 


 

Mas o pior é a total falsidade do pressuposto político em que assenta esta moção de censura. Querer retirar dos resultados das eleições para o Parlamento Europeu conclusões sobre a legitimidade do Governo nacional é pura e simplesmente desrespeitar a democracia. Digamo-lo com todas as letras: é um abuso e uma precipitação transformar eleições europeias em eleições legislativas. E é um abuso que raia a arrogância quando se pretende assumir, em nome do eleitorado, uma legitimidade que o eleitorado manifestamente não conferiu.

 

Uma coisa é compreender os sinais dos eleitores – e eu estou bem atento a esses sinais. Outra coisa, bem diferente, é instrumentalizar os resultados, pretendendo confundir eleições europeias e eleições legislativas!

 

Nunca, como hoje, o Parlamento português dispôs de tantos instrumentos de fiscalização política do Governo. E isto graças à iniciativa do Partido Socialista, que usou a sua maioria, não para conferir mais poder ao Governo, não para abusar do poder, mas sim para garantir mais centralidade à Assembleia da República e mais poder e mais direitos à Oposição!

 

Esta foi a atitude de probidade e responsabilidade democrática que sempre caracterizou, na legislatura, o Governo e a Maioria do PS.

 

Mas o agendamento desta moção de censura vem apenas acentuar, por contraste, o oportunismo político daqueles que não hesitam em instrumentalizar, de forma inconsequente, as figuras regimentais do Parlamento penas para obter ganhos mediáticos de ocasião.

 

Os Portugueses registarão esta diferença de atitudes. Do lado do Governo, total concentração no seu trabalho e responsabilidade, que é combater os efeitos da crise económica mundial, promovendo o investimento, o emprego e a protecção das famílias; e prosseguir a agenda reformista e modernizadora, focada nos factores que podem melhorar os indicadores de qualificação e de competitividade. Mas, do lado da Oposição, há uma única motivação, dizer mal do Governo; e há uma única proposta: parar o País!

 

É isto, no fundo, o que a Oposição propõe: que o Governo deixe de governar, deixe de tomar decisões, deixe de ter iniciativa, e que a administração pública fique paralisada. Ora, é exactamente o contrário aquilo de que o País precisa: o País precisa que se combata a crise, que os investimentos públicos prossigam, que sejam apoiadas as empresas que investem e criam ou mantêm emprego, que as pessoas e famílias em maior dificuldade beneficiem de mais protecção social. O tempo não é de desistir, é de lutar. O tempo não é de dizer mal, é de fazer bem. O tempo não é de parar; pelo contrário, o tempo é de agir! 

2. Prosseguir o rumo

 

Senhor Presidente, senhoras e senhores Deputados:

 

A agenda do Governo é clara, porque se fundamenta na força das convicções.

 

Nós acreditamos que é nos momentos como este, de grave crise económica internacional, que a acção do Estado é mais necessária. Quando as empresas naturalmente se retraem é que o Estado mais deve investir. Nós acreditamos que é nos momentos de incerteza que os governos devem ser corajosos na tomada de decisões. Recuar, adiar, não decidir é que hipotecaria o futuro, atirando os custos de não fazer nada para a próxima geração. Nós acreditamos que é no momento em que as famílias atingidas pelo drama do desemprego passam especiais dificuldades que o Estado social deve estar mais presente, apoiando mais quem mais precisa.

 

E foi justamente para isto que trabalhámos, foi para isto que fizemos a consolidação orçamental. Se hoje estamos a apoiar o investimento e a proteger mais as famílias, é porque soubemos pôr, no momento certo, as contas públicas em ordem. Esse, que foi, aliás, um dos maiores falhanços da direita, foi, pelo contrário, um dos principais méritos deste Governo.

 

O Governo está, pois, empenhado em prosseguir o rumo, um rumo fundado na força das convicções e no nosso compromisso com os Portugueses. Ouvindo as pessoas. Explicando melhor as políticas. Mobilizando as energias de todos. Mas com a atitude de sempre: determinação na acção, defesa do interesse público, sentido das responsabilidades.

 

Não estamos disponíveis nem para a desistência, nem para a resignação, nem para a paralisia. Não estamos disponíveis para a desculpa fácil do “não é possível”, ou do “é melhor adiar”, ou “é melhor não fazer”. Muito menos estamos disponíveis para pôr em causa o muito que o País já conseguiu, em reformas que eram urgentes, que estavam prometidas há muito - mas que só este Governo e esta Maioria tiveram a coragem de levar a cabo.

 

Falo, senhores Deputados, da reforma da segurança social, que a tirou da situação de alto risco. Da convergência entre os regimes de pensões da função pública e do sector privado, que promoveu a igualdade entre os trabalhadores. Da modernização da legislação laboral, que combate a precariedade, dinamiza a negociação colectiva e favorece a adaptabilidade das empresas. Da reforma da administração pública e da simplificação e modernização administrativa. Falo da aposta nas energias renováveis, da reforma dos cuidados de saúde e da política do medicamento, da reforma na educação.

 

Qualificação, sustentabilidade do Estado social, consolidação orçamental, tecnologia, energia: é assim que se constrói um Portugal melhor, é assim que se prepara o futuro.

 

Falo ainda, senhores Deputados, dos novos passos que o País deu, em direcção à igualdade de oportunidades e à coesão social. Falo de novos direitos sociais. Das novas medidas sociais, para as quais canalizámos todas as margens de manobra orçamental que fomos conquistando.

 

pelos vistos quem pretenda censurar o Governo que lançou o Complemento Solidário para Idosos, as unidades de saúde familiar, a rede de cuidados continuados, o programa Novas Oportunidades, o computador Magalhães. Há quem queira censurar o Governo que criou o abono pré-natal e os empréstimos para o ensino superior; o Governo que assegurou a gratuitidade dos medicamentos genéricos para os pensionistas de mais baixos rendimentos. Querem censurar o Governo que mais do que duplicou o número de beneficiários da acção social escolar; o Governo que garantiu a escola a tempo inteiro e a colocação plurianual dos professores, que alargou a licença de parentalidade ou que pôs em marcha o maior investimento de sempre em creches e lares. Também já houve quem achasse que o aumento do salário mínimo era uma irresponsabilidade. Pois eu digo que irresponsáveis são aqueles que querem que o Estado recue na protecção social e revelam uma tão gritante insensibilidade face aos problemas reais dos Portugueses.

 

Por isso digo que há, sim, uma censura política a fazer.

 

Essa censura dirige-se àqueles que, à direita, escondem mal o seu programa de enfraquecimento do Estado social, cuja doutrina é o recuo das funções sociais do Estado e a privatização da segurança social, e que nada mais têm a propor, na crise actual, senão parar o investimento público. Mas censura também, porque o que esta direita oferece ao País não é o que o País quer - a discussão séria sobre os problemas nacionais - mas aquilo que o País bem dispensaria, mas toda a gente vê: a criação artificial de incidentes parlamentares, que visam apenas disputar protagonismos na liderança da direita.

 

 

3.Combater a crise, servir o País

 

Senhor Presidente, senhoras e senhores Deputados:

 

A hora é de responsabilidade e competência, não é de tacticismos fáceis. A hora é de determinação, não é de hesitações nem de desistências. Quero dizê-lo sem nenhuma ambiguidade, olhos nos olhos dos Portugueses.

 

Compreendo, com humildade democrática, os sinais de insatisfação e dúvida. Procuro interpretá-los e corresponder-lhes. Tenho bem a consciência de que as medidas difíceis que tivemos de tomar, para vencer a crise orçamental, e a necessidade que tivemos de fazer tantas reformas em tão pouco tempo, terão provocado, em certos sectores, algumas feridas e descontentamentos. Sei também que os efeitos da crise económica mundial trouxeram dificuldades adicionais às famílias e às empresas, prolongando um tempo de exigência e diminuindo a visibilidade dos progressos que o País, de facto, alcançou.

 

Interpreto os sinais de insatisfação sobretudo como um apelo a fazermos mais e melhor – é esse o nosso compromisso. Mas não subordinarei a nenhum interesse táctico e circunstancial de última hora a minha responsabilidade, como primeiro-ministro de Portugal. Os tempos difíceis requerem um rumo certo, uma autoridade clara e o empenhamento na acção. Exigem exactamente o contrário da resignação e da desistência – exigem vontade e exigem determinação.

 

O Governo definiu, em consonância com a União Europeia, uma linha política de combate à crise. Essa linha assenta em quatro pilares fundamentais. O primeiro foi a estabilização do sistema financeiro e a retoma do financiamento à economia. O segundo é promoção do investimento público. O terceiro é o apoio às empresas e à defesa do emprego. O quarto é a protecção das famílias e dos grupos mais vulneráveis.

 

As medidas estão em execução. A intervenção conjugada a nível europeu favoreceu a descida das taxas de juro, de que beneficiam hoje centenas de milhar de famílias com empréstimos bancários à habitação. Os fluxos de crédito tendem a ser repostos, e hoje cerca de 30 mil empresas acedem a linhas de crédito bonificadas. Foram lançados programas de investimento em áreas-chave para o futuro do nosso País, na eficiência energética e nas energias renováveis, nas redes de banda larga, na agricultura, nos equipamentos sociais, nos centros escolares e nas escolas secundárias. Dezenas de milhar de empresas e centenas de milhar de trabalhadores beneficiam das medidas de apoio à manutenção de emprego. Dezenas de milhar de jovens beneficiam de estágios profissionais e de incentivos à contratação. As instituições que recrutam pessoas estão também a ser fortemente apoiadas pelo Estado.

 

Estas são as iniciativas que o momento exige. Combate à crise, apoio ao investimento e ao emprego, protecção às famílias. Não é, senhores Deputados, o tempo de desprestigiar a democracia com expedientes sem sentido. Nem é tempo de brincar aos truques políticos.

 

Para o Governo, é tempo de trabalhar. É tempo de concentrar todos os esforços na recuperação economia e na protecção social. Este é o tempo de servir, com dedicação e competência, Portugal. Este é o tempo de dar aos Portugueses razões de esperança num futuro melhor.

 



Luís Pereira às 18:21 | link do post | comentar

Segunda-feira, 15.06.09

Perguntam no Blasfémias.

 

Vicent Kessler/Reuters

 

Durão Barroso espera que empresas, universidades e centros de inovação portugueses tirem o maior partido do TGV

 

 

Declarações do primeiro-ministro

Projecto TGV irá estimular economia em até 1,7 por cento do PIB

Por Lusa

12.01.2004

O primeiro-ministro afirmou hoje que os mais de dez mil milhões de euros a investir no projecto de ferrovia de alta velocidade, TGV, em Portugal vão estimular a economia em até 1,7 por cento do PIB (Produto Interno Bruto).

 

Durão Barroso, que falava no Porto, indicou que o projecto permitirá gerar um valor acrescentado bruto de 14.500 milhões e que cerca de 90 por cento será da responsabilidade da indústria portuguesa.

Para o primeiro-ministro, o TGV deverá aumentar a quota de mercado do modo ferroviário dos actuais quatro para 26 por cento em 2025 e diminuir os custos ambientais de transportes em mais de dois mil milhões de euros.

De acordo com o chefe de Governo, os estudos efectuados apontam também para a criação, pelo projecto, de cerca de 90 mil novos postos de trabalho directos e indirectos.

Os mesmos estudos referem ainda a participação dos subsistemas mais ricos em inovação e tecnologia na ordem dos 30 a 40 por cento.

Segundo salientou, a futura rede ferroviária de alta velocidade ligará os principais aglomerados populacionais portugueses, onde se concentra 87 por cento do produto interno bruto (PIB) e onde habita mais de 80 por cento da população.

Trata-se por isso, frisou, de um "projecto estruturante para o país" que "moldará o perfil e a estrutura do país e de toda a Península Ibérica", alterando a ocupação do território, a proximidade entre regiões e a mobilidade de pessoas e bens e corrigindo as assimetrias entre litoral e interior.

"É por isso que a concretização de uma Rede de Alta Velocidade para Portugal foi tratada como um desígnio nacional para as próximas duas décadas", acrescentou.

Para Durão Barroso, o acordo alcançado com Espanha sobre o traçado do TGV foi "bom para os dois países", já que "permite ligações rápidas entre as principais cidades portuguesas e entre estas e as mais relevantes cidades espanholas".

Um traçado definido com a condicionante das decisões já tomadas em Espanha e sem consensos absolutos, admitiu, mas que é "o ideal" por que o que "melhor defende os interesses portugueses".

"Parece que havia quem quisesse fazer uma ligação por terra à Europa que não passasse por Espanha, mas não apresentaram soluções concretas nesse sentido", gracejou Barroso.

Destacando a importância da inclusão do projecto nos chamados projectos prioritários da União Europeia, o primeiro-ministro sublinhou a importância de Portugal acompanhar o ritmo dos principais parceiros europeus, que "têm já construída, em construção ou em projecto mais de 50 por cento da sua rede de Alta Velocidade".

"Uma nova rede interoperável e integrada na rede ibérica e europeia é uma das peças-chave para o fortalecimento da competitividade do país, assegurando uma melhor integração da nossa economia no espaço europeu", considerou.

Segundo acrescentou, dará ainda "um contributo determinante para a sustentabilidade ambiental do sistema de transportes, através da enorme redução dos custos ambientais, e para o combate à sinistralidade rodoviária".

De acordo com Durão Barroso, caberá agora às empresas portuguesas "saber tirar partido" do projecto de Alta Velocidade que, acredita, "terá elevada aptidão para estimular fortemente o tecido empresarial nacional, universidades e centros de investigação".

É que, defendeu, o projecto do TGV "será um incubador e indutor de projectos de excelência com possibilidade exportadora de conhecimento e serviços a nível europeu e mundial" e poderá ser o ponto de partida para "aventuras empresariais fora de portas".

 



Luís Pereira às 21:46 | link do post | comentar


sinto-me

João Correia às 16:05 | link do post | comentar

Quinta-feira, 11.06.09

 

Li no CC uma reflexão bem interessante e que toca no essencial. Perdemos uma "batalha", mas estamos longe de perder a guerra" e penso que é o momento de começarmos a discutir ideias, propostas, posicionamentos para as eleições que se aproximam. Não é o momento de desanimar, é o momento de elevar o espírito de missão para os combates que se aproximam. Vou deixar o meu pequeno contributo.

 

Começa Rui Paulo Figueiredo por se referir à actual situação de crise. Neste ponto, acho que o país atravessa uma fase engraçada, se assim se pode dizer - se da direita vemos um lavar de mãos, uma fuga às responsabilidades, dizendo que é uma falácia que foram as políticas neoliberais a provocarem a crise e que isso é comprovado pelo apoio dos eleitores nesta eleição europeia, por outro lado, à nossa esquerda ouvimos BE e PCP dizer que a culpa é das políticas neoliberais e que o actual governo praticou essas políticas. Posicionamento engraçado, a culpa não é de ninguém senão do Partido Socialista, o que falando em populismo comprova bem o que nos disse...

 

Não foram as políticas do Partido Socialista que criaram esta crise, bem pelo contrário, até sermos afectados em 2007 pela crise mundial, o país demonstrava sinais de recuperação.

 

Concordo que quem vai votar, vota nos mais credíveis e naqueles que pelas suas propostas representam da melhor forma os eleitores. E face a esta crise mundial, é importante passar da melhor forma a mensagem do Partido Socialista para as pessoas. Acho que foi isso que falhou com Vital Moreira. Como já por aqui disse, falta melhor comunicação com a população, uma melhor explicação das reformas que se têm feito para aumentar a sensibilidade das pessoas para com estas e que passe a mensagem.

 

Na parte seguinte, não sei se concordo consigo. Acho que não devemos abdicar das nossas linhas programáticas e devemos defendê-las com unhas e dentes até porque também é aí que nos diferenciamos da direita. Questões como a Educação Sexual ou Casamento entre pessoas do mesmo sexo, apenas por exemplo e por serem mais recentes, são questões que dizem muito à juventude e à esquerda, que importa não esquecer e lutar pelas mesmas. E não me parece que seja por isso que o Partido Socialista vá perder eleitores ao "centro".

 

Esta diferenciação é aliás bastante importante, em contraste com a política do passado, os mesmos rostos descredibilizados, a política a preto e branco e do século XIX, como lhe chamou Duarte Cordeiro. Não me parece que os portugueses já se tenham esquecido da governação de Santana Lopes, Paulo Portas ou de Manuela Ferreira Leite.

 

A imagem que coloquei acima não é inocente. Estamos a falar do Partido Socialista mas acho que muito se deve jogar com a Juventude Socialista. Vamos pôr as nossas ideias a mexer, apostar nas causas de esquerda, da juventude. Como já disse, política para jovens mas também de jovens. É preciso apostar em jovens quadros qualificados com muito potencial e não me parece que isso falte. O Partido Socialista tem de dar atenção à juventude.

 

Acredito no rumo que tem seguido o governo. É preciso consolidar este rumo e tenho a certeza que se fizermos um bom trabalho nos próximos meses os portugueses vão voltar a confiar no Partido Socialista para mais 4 anos no governo.

 

De uma coisa estou certo - o contributo da Juventude Socialista para essa vitória vai ser enorme.

 


tags: , ,

Luís Pereira às 21:43 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Terça-feira, 09.06.09

via: tdias

 

É interessante como a blogosfera de direita reagiu à vitória do PSD nas eleições Europeias... Sempre muito caladinhos quanto ao PSD, à sua líder e às intervenções... Limitam-se a atacar o PS e o Governo, a mergulhar a pena no Freeport juntamente com a TVI. Agora que o eleitorado ainda virou mais à esquerda (e não à Direita...) eles lançam os foguetes e recolhem as canas!!!

Estes bloggers de Direita têm destas incongruências: Metem o rabo entre as pernas porque têm uma pessoa que não sabe o que faz à frente do partido; mal vêm um resultado eleitoral que os favorece, saltam da toca, gritam vitória e, como caducos, esquecem o passado! Nada de novo: o próprio Rangel esquece-se no Parlamento que já defendeu obras públicas, que até deu passos para a sua aprovação, que o PSD colocou o país “de tanga”. Nada de novo debaixo do Sol…

A verdade é que “A maior prova de coragem é suportar as derrotas sem perder o ânimo” (Ingersoll) e eu tenho-o aqui pronto para continuar a defender o país das políticas neo-liberais, dos esquecidos, dos demagogos e dos que só sabem remar…para trás!



João Correia às 19:59 | link do post | comentar | ver comentários (3)

 

As hostes vão animadas no sector laranja. Um bom momento para embandeirar em arco, os senhores da seriedade e muito desiludidos estão hoje nas sete quintas. Se os portugueses demonstraram vontade em mudar, certamente não foi para o PSD que manteve a percentagem de votos no seu número normal. Quem se pode gabar de ter crescido e ter ganho votos de protesto, esse é o caso do Bloco de Esquerda, o que não deve nenhum motivo de festejo para os lados dos "pro-liberais o PSD é que é"...

 

Os mesmos que acusam o PS de não ter aprendido, parece que não compreenderam a mensagem desta eleição. O PSD continua longe de ter percentagens de liderança de governo, se calhar porque os portugueses ainda não se esqueceram do que Manuela Ferreira Leite fez enquanto ministra.

 

Não fica nada bem também, acusar outros partidos de forjar sondagens, até porque se fosse o caso, as sondagens com certeza não iriam todas no mesmo sentido: Bloco de Esquerda 3ª força política e PSD com a percentagem de intenção de votos que se confirmou. Mas isto não lhes interessa, afinal é um escândalo dizer que pessoas que antes estavam ligadas ao PSD, estão envolvidas no caso BPN, mas acusar de forjar algo ou de utilização indevida de meios do estado, já é mais do que digno. É política à Manuela Ferreira Leite - não podem acusar de "roubalheira" no caso BPN, mas posso andar todos os dias a chamar mentiroso a José Sócrates.

 

As pessoas deram um sinal - de descontentamento em relação à situação de crise, mundial diga-se de passagem. A mensagem também foi clara - no PS tem de haver mais comunicação, melhor explicação daquilo que é feito e porque é feito, nomeadamente nas reformas.

 

O PSD ainda não o percebe. Ficou à frente, com algum mérito, mas não é um facto suficiente para tanto festejo. Devia antes preocupar-se com a esquerda do PS que cresce.

 

Afinal, que projecto ou ideias alternativas já apresentou o PSD ao país? Ontem, para representar o PSD, escolheu Santana Lopes. Que mensagem transmite essa escolha às pessoas? O PS tem um rumo, um projecto que tem apresentado resultados, isto apesar do descontentamento de alguns sectores.

 

Tem o PS a legitimidade dos votos que recebeu nas legislativas. Sim, não são os votos nas Europeias que legitimam o PSD a poder censurar um Governo ou aspirar a governar a partir de agora. As pequenas e médias empresas têm sido ajudadas e quando se fala em hipotecar as gerações futuras lembro-me de Manuela Ferreira Leite. Lembro-me de um negócio. Lembro-me de Citigroup. Diz alguma coisa? 

 

PS: Sócrates não foi candidato a nada. Deu os parabéns, públicos, ao PSD. Esse fait divers revela a enorme necessidade de "por tudo e por nada" criticar o Secretário-Geral do Partido Socialista. Devo dizer que também é normal esta confusão, afinal da boca do PSD não ouvimos uma ideia ou projecto para a Europa - lembrem-se, estas foram as europeias, não as legislativas. O candidato era Vital Moreira.

 

 



Luís Pereira às 19:36 | link do post | comentar

Quarta-feira, 03.06.09

Desde logo, parece-me algo curioso um candidato ao Parlamento Europeu, assumidamente federalista, seja absolutamente contra um imposto federal. Não se trata de um aumento da carga fiscal, trata-se de dar à Europa os meio de que necessita para ajudar os Estados-Membros. Senão, de que forma poderia ser verdadeira a afirmação: Combater a crise com fundos europeus? Até aqui Rangel se contradiz. Pior do que isso, é ainda vir o PSD dizer que é impossível haver impostos europeus, quando o próprio PSD aprovou essa possibilidade no Parlamento Europeu.

 

Pronto. Aceitemos esta posição de Rangel sobre o imposto europeu. O que não pode acontecer é depois dar um entrevista, ao Jornal de Negócios, que o imposto não é necessariamente negativo e que até não estaria "fechado" a um. Depois do sim (parece que antes ainda houve um entrevista ao jornal Sol em que defendeu um imposto europeu, posição esquecida depois de tornada a posição de Vital Moreira), do não, do sim, com reticências, volta agora o NÃO!

 

Ao invés dos sound bytes, convinha que o sr. Dr. Paulo Rangel se preocupasse em ter um rumo, um projecto, uma ideia para a Europa. É inaceitável que se ande nesta confusão programática e populista. Faz-me lembrar a sua ideia para o sector da Saúde, à falta de uma orientação, o senhor defende...o modelo misto! É o nim, nem sim, nem não.

 

Mas nem só à direita as posições são curiosas...

 

Surpreende muito que a esquerda mais à esquerda venha agora aparentar espanto por se lançar esta discussão. Vejamos o que propõem os programas eleitorais apresentados em 2005:

    Bloco de Esquerda: “Controlo dos movimentos de capitais, obrigando a registo das operações transfronteiriças, e aplicando um imposto sobre as operações cambiais (Taxa Tobin)”.

    PCP: “penalização, por via fiscal ou outra, dos movimentos especulativos de capitais” e “o combate eficaz aos movimentos de capitais especulativos, nomeadamente pela sua tributação”.

Compare-se agora com o que o BE e o PCP disseram a propósito das declarações de Vital Moreira.

 

Perante isto, como se espera um debate sério de ideias? Paulo Rangel continua mais interessado em combater o Governo, em criticar os ministros. Ainda há bem pouco tempo li uma opinião curiosa: Rangel conseguiu cometer a proeza de num comício referir-se a todas as áreas de governação e nem uma palavra teve para as eleições Europeias. O CDS/PP, como se pode comprovar pelo seu site, nem programa ou manifesto para a Europa tem. À esquerda pouco há a dizer, na mesma medida do que o que têm a propor!



Luís Pereira às 19:23 | link do post | comentar

Terça-feira, 02.06.09

Pude hoje constatar isso mesmo! Num comício cheio no Cartaxo, militantes do Partido Socialista e, principalmente, da Juventude Socialista, deram uma prova inequívoca de que os comícios não morreram. Aliás, isso só pode ser conversa de quem não consegue mobilizar, de quem não consegue motivar e entusiasmar as pessoas com um projecto político. Porventura a razão é mesmo essa: a falta de um projecto para a Europa.

 

Vital Moreira é hoje um cabeça de lista mais solto, integrado e bem mais comunicativo. Representa uma classe de intelectuais do melhor que existe em Portugal, conseguindo de uma forma magnífica apresentar as suas ideias e o seu projecto político da melhor forma, desde a pessoa menos informada ao militante mais activo e conhecedor da realidade, de uma maneira simples e eficaz. É elucidativo disso mesmo o ambiente motivado, pronto, capacitado e confiante na sua qualidade que a estrutura tem demonstrado aos portugueses. Se há uma campanha que chama a atenção pela positiva, é claramente a do PS e da JS.

 

Nós, europeus, de uma esquerda moderna e progressista, de valores democráticos e sociais inegáveis, sabemos qual é o nosso objectivo: mudar a Europa e a tendência de direita reinante no Parlamento Europeu. Queremos uma Europa de esquerda, socialista, com as pessoas primeiro!

 

Não nos esquecemos quem, quer a nível nacional, como europeu, defendeu um modelo capitalista, desregulado e insensível a realidade socioeconómica. Falo obviamente da direita, do PPE, do qual o PSD e o CDS/PP fazem parte. Tal como não nos esquecemos qual é a esquerda radical, anti-progresso e muitas vezes antieuropeia. A esquerda europeia que esteve antes contra Maastricht e hoje contra o Tratado de Lisboa, como o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista.

 

A ideia é clara: nós, europeus. Os Portugueses sabem o que podem contar do Partido Socialista. Integração, coesão, evolução. A Europa faz e irá continuar a fazer parte dos destinos da nossa política. É com uma Europa forte que se constroi um Portugal mais forte. É com um voto responsável, nestes príncipios, que sem qualquer dúvida o Partido Socialista terá no próximo dia 7 uma grande vitória. Porque esta vitória não pode significar outra coisa do que senão a vitória de Portugal e uma vitória para a Europa em que nós acreditamos.

 

Sim, porque nós acreditamos na Europa e não nos servimos destas eleições para motivos menos claros, do bota abaixismo crónico que mais do que discutir ou debater, quer mandar abaixo aqueles que pensam e contribuem para a construção europeia.

 

É por isto e muito mais que gritamos a pulmões cheios, a Europa é...

 

...Vital!

 

O povo português saberá reconhecer isso mesmo.



Luís Pereira às 01:44 | link do post | comentar

Sábado, 30.05.09

Com uma força brutal!

 

Podes acompanhar o diário fotográfico da Caravana JS para as eleições europeias no site oficial ou então no site exclusivamente criado para esse efeito.



Luís Pereira às 23:07 | link do post | comentar

Quarta-feira, 27.05.09

«Há uma regra que não é da política mas é da vida. Quem não tem jeito para pintar não pinta, quem não tem jeito para marcar golos não joga, quem não tem jeito para liderar um partido não lidera. E quem não tem jeito para liderar um partido não tem jeito para liderar o país»,

 

Pedro Silva Pereira

 



Luís Pereira às 22:55 | link do post | comentar

 

 

Foi o PS que propôs e aprovou o actual regimento de presenças em debates do Primeiro-Ministro. Nunca um Primeiro-Ministro, como José Sócrates, apareceu tanto no Parlamento. Cavaco, Durão Barroso ou Santana Lopes, não o fizeram certamente.

 

Até agora José Sócrates apareceu sempre com resultados bastantes positivos, ganhando os debates, contra os vários líderes de bancada do PSD, e comprovando que pouco ou nada tem a oposição a dizer ao país.

 

De facto, é compreensível a importância do Primeiro-Ministro, sentida por todos. A agenda apertada dificulta a sua comparência na A.R. durante uns tempos. O próximo debate já ficou acordado em conferência de líderes, agora não contava é que sentissem tanta falta do Sr.. Primeiro Ministro, logo agora. A não ser que queiram admitir que é de facto um prazer ouvi-lo, uma obrigação de aprender com o que ele diz, um exemplo a seguir com as suas políticas. Ou isso, ou porque querem desviar as atenções das eleições europeias mais uma vez para fait-divers, não dando a importância que tem a estas eleições.

 

Duas hipóteses, mas não se preocupem. Ele volta.



Luís Pereira às 01:18 | link do post | comentar

Terça-feira, 12.05.09



Luís Pereira às 22:31 | link do post | comentar

Segunda-feira, 11.05.09

No último dia 9, dia da Europa, o Partido Socialista apresentou o seu manifesto.

 

Manifesto para as eleições europeias do Partido Socialista

 

Aqui está o Partido Socialista das duas caras: a das ideias e projecto europeu e a do rigor, competência e qualidade.



Luís Pereira às 00:37 | link do post | comentar

Sábado, 09.05.09

São 8h da noite e encontro-me numa sala com mais de 100 jovens socialistas, como eu, a discutir a Europa, o Crescimento Económico e o Combate à Crise Internacional. Temos como convidada especial Maria João Rodrigues. É verdadeiramente um privilégio poder discutir a Europa com a pessoa que delineou a Estratégia de Lisboa e é uma das maiores "experts", sobre a UE.

 

Hoje comemora-se o dia da Europa e a JS decidiu celebrar a Europa com um Campus dedicado ao tema e que grande dia estamos a ter. Passaram por cá Correia de Campos, Edite Estrela, Ana Gomes, Petroula Nteledimou (Presidente da ECOSY), José Sócrates, Vital Moreira, Inês de Medeiros, e tantos mais. Ainda teremos um painel com Capoulas Santos e Pedro Silva Pereira.

 

Parabéns JS e parabéns Pedro Alves (somos tantos pedros que temos de usar sempre os apelidos :-/)

 

Nós, jovens socialistas, somos verdadeiramente europeus e sentimo-nos assim. É por isso que já na segunda-feira percorremos todo o país a discutir a Europa e a defender com convicção as nossas ideias para o futuro da UE. Queremos coisas como Erasmus para tod@s e + apoio ao emprego, em especial dos jovens.

 

Achamos que a Europa é Vital nas nossas vidas e não abdicamos do nosso direito de discuti-la, aprofundá-la e defendê-la.

 

Começaram as Europeias 2009 e a JS está preparada, empenhada, motivada e mobilizada para o desafio que temos.

 

 


sinto-me exausto, mas confiante

PV às 20:16 | link do post | comentar

José Sócrates passou os últimos quatro anos a implementar medidas para ter como recompensa uma crise que colocou o país sem margem de manobra em termos fiscais e que impulsionou o número de apoiantes do Partido Comunista, escreve o “Washington Post”, num artigo onde sobressaem os elogios à governação do primeiro-ministro.

Depois de falar com Sócrates, Steven Pearlstein, jornalista do jornal referido, conta como o responsável brincou com o dia em que aprendeu sobre “essa coisa a que chamam a crise do subprime” e destaca as medidas, como a redução do défice e do tamanho do governo e o desafio aos sindicatos implementadas pelo primeiro-ministro português.

E qual foi a sua recompensa? Questiona o jornalista, respondendo “uma crise económica que voltou a colocar o país sem margem de manobra em termos fiscais e que impulsionou o número de apoiantes do Partido Comunista”.

Para contextualizar a conversa com o responsável máximo pela governação do nosso país, Steven Pearlstein sublinha não apenas o facto dos jornais da Europa Ocidental estarem povoados de histórias sobre como banqueiros e gestores em Nova Iorque e Londres “enriqueceram à custa do povo sob o olhar de uma regulação cega com a confiança do mercado”, mas, e principalmente, como foi fácil “esta praga da cobiça e desregulação ter tão facilmente atravessado o Atlântico e conduzido as economias a uma recessão que se espera mais longa e profunda do que inicialmente”.

Posto isto, e depois de sublinhar concretamente as medidas do primeiro-ministro José Sócrates, cita também algumas tomadas por outros países europeus como França, Suécia e Suíça.

No entanto, continua, a “verdadeira história” da Europa reflecte que alguns países “ainda continuam a movimentar-se em torno de privatizações e da desregulação”.

Mas em Portugal, alerta por outro lado o jornal, por exemplo as grandes manifestações dos professores “encerraram a capital, mas falharam o objectivo de deter o plano de Sócrates de querer avaliações dos professores num sistema de ensino que tem um dos custos mais elevados e mais baixos resultados na Europa”.

EUA deviam considerar seguir plano de Segurança Social português

E o jornalista vai mesmo mais longe ao aconselhar os EUA a consideraram a possibilidade de seguirem o plano de reforma da Segurança Social, implementado pelo governo português.

Para ilustrar a boa aproximação do mercado de capitais aos problemas sociais que considera existir em Portugal, o jornalista cita as energias renováveis e a energia hidroeléctrica, dando como exemplo as medidas, nesse sentido, tomadas pelo Ministro da Economia, Manuel Pinho.

Pinho implementou boas medidas sem subsídios e sem favorecer EDP

“E o que é notável”, diz Steven “é que tudo isto foi feito sem subsídios do governo e sem favorecer a Energias de Portugal, empresa estatal”, sublinhando ainda a evolução da EDP e a separação da EDP Renováveis “que foi a maior [oferrta pública inicial] da Europa no último ano e que é neste momento a quarta maior produtora de energias renováveis do mundo”.

Em jeito de conclusão, o “Washington Post” diz que na altura de Bill Clinton e de Tony Blair “havia uma grande falta de conversa sobre uma ‘terceira via’ que combinasse as melhores características do capitalismo anglo-americano e a segurança económica predominante na Europa”.

“E se Portugal é uma indicação, a Europa tem movimentado as suas políticas e medidas em torno de um capitalismo de mercado desde essa altura”, elogia o jornalista, acrescentando que, “agora que Barack Obama tornou-se o político mais conhecido na Europa e a sua administração fez com que o objectivo de aumentar os lucros de uma forma mais competente voltasse, a convergência parece ser uma vez mais possível”.

 

 

 



Luís Pereira às 00:28 | link do post | comentar

Quarta-feira, 06.05.09

Manuela Ferreira Leite já disse que queria suspender a democracia por 6 meses, agora é mais modesta: quer só suspender o governo. Quanto à falta de postura de estado, não sei se a senhora se refere à sua mudança de opinião em relação ao TGV se das tristes figuras com ofensas pessoais que se ouvem da sua bancada parlamentar. Não sendo nada disto, pode sempre estar a referir-se à triste campanha para as eleições europeias, onde sobre a Europa do PSD nada se ouve, a não ser a promessa de medidas que já existem.

 

Uma coisa não entendo: acusa o PS de querer amordaçar o combate político, não se podendo discutir assuntos nacionais. Agora acusa ministros de um Governo PS de abrirem a boca sobre as eleições europeias. Contradições a que já estamos habituados, não sabendo nós que se não existe dinheiro no país, é pura coincidência o PSD ser o partido que mais vai gastar nesta campanha.

 

Isto de acusar o Governo de se confundir com o PS, faz-me rir. Sobre confusões, gostaria ainda de aconselhar um artigo. Não querendo insinuar nada.

 

Mais uma vez, política de verdade na sua versão instrumental. Recordaria aqui uma frase:

 

O PSD é mais uma imensa nota de rodapé na história e uma triste imagem do que poderia ter sido

 



Luís Pereira às 22:22 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Terça-feira, 05.05.09

Não sabia que a casa da democracia é pertença de um qualquer partido ou tendência sindical.  

 

E que quem discordar deles, põe-se a jeito de levar uns safanões. Liberdade de expressão é um valor que não se coloca, devemos todos seguir a mesma posição. Em democracia não deve haver lugar a discussão.

 

Isto são verdades absolutas. Principalmente quando se trata de uma rua pública. Quando se trata de um convidado que é mal tratado. Quando se trata de uma festa que deve ser de todos e para todos.

 

Faz-me lembrar de tempos mais pidescos. Brigadas brejnev, não é?

 

É esta a minha impressão do que acabei de ler. Posso estar enganado, esta linha de raciocínio se calhar só se aplica a candidatos do Partido Socialista ou especificamente apenas a Vital Moreira. É sempre uma possibilidade.

 

Como diria Vital Moreira - "A tolerância com a intolerância só encoraja os actos de sectarismo violento."

 

 



Luís Pereira às 22:06 | link do post | comentar

 

 

Depois de Paulo Rangel ter respondido, audivelmente irritado a Basílio Horta com o discurso de "programinhas" e tal...e funcinário administrativo e tal... foi a vez de Manuel Pinho responder:

 

Paulo Rangel tem de

"comer muita papa Maizena"

 

Maizena não sei... Mas que precisa de pensar muito antes de falar, lá isso precisa! Dá-lhe!

Excelente post em fait-divers.


sinto-me

João Correia às 17:41 | link do post | comentar

Segunda-feira, 04.05.09

Imagem mais uma vez gentilmente cedida pela Câmara Corporativa.



Luís Pereira às 22:14 | link do post | comentar


tags: , ,

João Correia às 20:31 | link do post | comentar | ver comentários (1)

É incrível como cada vez mais uma esquerda extremista tenta apoderar-se de comemorações como o 25 de Abril ou o 1º de Maio. É importante não esquecer que também o Partido Socialista, através de Mário Soares, por exemplo, teve um papel fundamental na fundação da democracia Portuguesa.

 

Por isto, e por muito mais, considerar que a presença do Partido Socialista, representado por Vital Moreira, recordando que para tal foi convidado, foi um ofensa, é absolutamente ridículo e isso sim uma ofensa. Desculpar agressões cobardes como as que aconteceram no dia 1º de Maio não lembra a ninguém.

 

É por isto que cada vez mais se comprova que na esquerda só há um partido democrático, progressista e moderno.



Luís Pereira às 13:04 | link do post | comentar

Domingo, 03.05.09

Dizia Miguel Tiago, vergonhosamente desculpando as agressões a Vital Moreira, que: “Vital Moreira é que agride os trabalhadores portugueses há muito tempo!”.

 

No próprio dia:

 

 

Quanto muito, o que o Governo tem feito é proteger emprego!



Luís Pereira às 22:43 | link do post | comentar

Sábado, 02.05.09

«O que aconteceu foi um incidente absolutamente lamentável de sectarismo baseado num ódio ao PS», disse José Sócrates em Melgaço, à margem de uma visita à Feira do Alvarinho e do Fumeiro.

 

«Foram os militantes do Partido Comunista que insultaram os dirigentes do PS e isso não tem acontecido apenas agora, tem acontecido ao longo dos últimos quatro anos. O que o Partido Comunista achou que devia fazer ao longo destes quatro anos foi uma campanha de fomento de hostilidade ao PS e isso depois resulta no que resultou. Eu próprio já fui vítima desses insultos por parte do Partido Comunista», afirmou Sócrates.

 

Fonte: Sol


sinto-me

João Correia às 21:11 | link do post | comentar

Quinta-feira, 30.04.09

Mário Soares comemora com o Povo o 1º de Maio depois de, dias antes, os militares derrubarem o Estado Novo. 


sinto-me

João Correia às 22:36 | link do post | comentar

Foi com esta frase que Manuela Ferreira Leite se pronunciou sobre os momentos eleitorais que se aproximam. Que melhor forma do que defender esses mesmos interesses? Procurar o conflito barato e de baixo nível contra o Partido Socialista. Falo do caso da escolha do novo Provedor de Justiça, que já tem data marcada de eleição: dia 22 de Maio.

 

Num misto de descrédito, irresponsabilidade e aproveitamento político, o PSD foi sempre bloqueando a escolha do novo provedor, arrastando um mandato que já tinha acabado por mais 9 meses. Esta confusão teve ainda o seu pico há uns dias quando Paulo Rangel, líder Parlamentar do PSD, disse que Jorge Miranda, o ilustríssimo professor de Direito, uma personalidade reconhecida pelos seus valores éticos e intelectuais, candidato pelo PS, não mereceria o apoio do PSD ao passo que o candidato do PCP seria um candidato muito credível.

 

Falta de credibilidade demonstra Paulo Rangel e Manuela Ferreira Leite. Para além de ofensivas, estas declarações demonstram o desnorte que reina no PSD. É muito triste que os partidos não consigam reconhecer o mérito e capacidade de uma pessoa, que curiosamente ultimamente nem está ligado à política, que dá todas e mais algumas garantias que cumpriria como ninguém este cargo, como demonstra o seu curriculum de excelência. O único pecado de Jorge Miranda, terá sido o facto de ser proposto pelo PS e ficar no centro das atenções daqueles que se movem por um "ódio" cego contra tudo o que envolva o Partido Socialista. Paulo Rangel, um licenciado em Direito, devia melhor do que qualquer outro saber que Jorge Miranda dá mais do que garantias de qualidade e profissionalismo.

 

Espero que os partidos façam uma pequena reflexão do que tem sida a sua postura neste caso e que tomem consciência que, de facto, Jorge Miranda é a melhor escolha. Então sim, pelos melhores interesses de Portugal. Esta seria a verdadeira política de seriedade ou verdade e não de engano dos portugueses.



Luís Pereira às 12:22 | link do post | comentar

Quarta-feira, 29.04.09

O Movimento Sócrates 09 promoveu mais uma sessão de perguntas e respostas, desta vez com Augusto Santos Silva. Devido ao grande número de participações, não foi possível responder a tudo. No entanto, várias perguntas pertinentes que foram colocadas tiveram resposta, num misto de responsabilidade e boa disposição do nosso camarada.

 

Podes consultar a conversa aqui. Fica já aqui anunciado o senhor que se segue:

 

 

Participa em www.socrates09.pt!



Luís Pereira às 00:49 | link do post | comentar

Terça-feira, 28.04.09

 

www.socrates09.pt



Jovem Socialista às 14:32 | link do post | comentar

Segunda-feira, 27.04.09

A educação tem sido um sector onde muito se tem apostado em Portugal. A qualificação dos portugueses é, e deverá continuar a ser, uma prioridade para a acção governativa. São princípios basilares de qualquer país desenvolvido: melhor formação escolar, melhor formação pessoal. A formação e qualificação dos portugueses permite, aliás, combater de melhor forma as desigualdades sociais, prepara as várias gerações de hoje, para os desafios de amanhã. Como disse, e muito bem, José Sócrates, "mais educação e mais formação significa mais igualdade de oportunidades, melhores condições de emprego, recursos humanos mais preparados para a economia nacional." Para atingir este objectivo, várias têm sido as medidas tomadas: modernização e qualificação das estruturas escolares, alargamento do período de funcionamento para além da estabilização e reforço de liderança nas escolas.

 

Neste sentido, foram criados programas como o e-escolas ou o Novas Oportunidades. Um para dar a conhecer aos estudantes as novas tecnologias, já que é inegável a importância de qualquer quadro profissional adquirir competências técnicas, nomeadamente em informática. Apostou-se ainda na recuperação de muitos cidadãos para o estudo, complementando ou completando as suas qualificações ou mesmo adquirindo novas competências.

 

Esta linha de intervenção tem tido vários pontos positivos: a taxa de insucesso escolar encontra-se nos níveis mais baixos da década, o abandono escolar precoce diminuiu, o já referido programa Novas Oportunidades já trouxe de novo aos estudos 800 mil jovens ou adultos inscritos, tendo 200 mil já certificação, conseguiu-se, ainda, com o novo estatuto do aluno, elevar o nível de exigência, diminuindo em 25% as faltas, para além do crescimento do apoio público às famílias, através de medidas como o passe escolar, o 13º mês de abono, a duplicação do número de beneficiários de acção social

 

Estes têm sido os princípios seguidos pela governação socialista. Pretende-se agora passar de 9 para 12 anos de ensino obrigatório. Significa isto que o objectivo é que qualquer quadro no mercado trabalho tenha pelo menos o ensino secundário e que todos os jovens até aos 18 anos frequentem uma escola ou um centro de formação profissional. Na minha opinião, este nem deve ser encarado como obrigatório: trata-se hoje, muito mais, de um direito, de uma necessidade de, como já foi dito, as novas gerações se qualificarem para estarem à altura dos desafios. É um caminho de mérito que já há muito deveria ter sido seguido em Portugal, até pelo exemplo que a Europa nos dá. Uma oportunidade histórica de implementação desta medida. Quando antes existiam diversas dificuldades em manter os mais novos na escola, seja por necessidades económicas, havendo a necessidade destes ajudarem em casa, trabalhando e contribuindo com o seu salário, hoje começa a existir, enraizada, a cultura do ensino, o respeito em relação à escola e à sua importância é maior, existindo uma muito maior consciencialização em relação aos desafios que a vida numa economia globalizada nos coloca. Assim, como é intenção do governo, nos próximos quatro anos, teremos as novas gerações no mínimo formadas com o 12º ano, não havendo desculpas para tal não acontecer: prometeu o governo que se para a continuação de estudos, existirem dificuldades, estão já pensadas bolsas de estudos. Ninguém, por dificuldade económicas, deve ficar excluído de estudar! Para além disto, pretende-se que no pré-escolar, nenhuma criança chegue à escola sem um ano de pré-escolar, chegando a uma taxa de sucesso de 100%.

 

A actual crise económica internacional, acentua a importância deste objectivo. Só os mais bem preparados, conseguem responder da melhor forma! Para Portugal chegar ao pelotão da frente, precisa destas reformas estruturais. Ensino, formação e qualificação para todos!



Luís Pereira às 23:13 | link do post | comentar

Domingo, 26.04.09



Jovem Socialista às 19:18 | link do post | comentar

Vou deixar aqui uma advinha:

 

- num lado, no discurso sobre o 25 de Abril na Assembleia da República, sente-se uma clara emoção em relação ao significado desta celebração. Do outro lado, gritos, populismo e aproveitamento político de uma cerimónia solene.

 

- num lado, o Secretário-Geral inaugura uma nova forma de comunicação com os cidadãos portugueses, fomentando a aproximação entre a classe política e os cidadãos. Do outro lado, inaugura-se uma praça qualquer com o nome de um ditador que negava a existência de democracia.

 

- num lado, festeja-se o 25 de Abril. Do outro lado, na Madeira, onde existe das festas mais caras em termos de fogo de artificio, quando toca a comemorar o 25 de Abril, não existe nenhum festejo.

 

Sim, eu sei, é fácil. Aproveito ainda para deixar aqui uma notícia:

Vigília da JS junto às portas fechadas da Assembleia reúne 55 pessoas

 


tags: , , ,

Luís Pereira às 12:22 | link do post | comentar

pesquisar...
 
Artigos recentes

Novas Fronteiras / Juvent...

Primeiro Ministro - José ...

TGV: em que ficamos?

Educação Sexual em imagen...

Partido Socialista - o ca...

Blogosfera de Direita ou ...

Oh que grande 31...

Maratonista da demagogia ...

Uma campanha cheia de Vit...

Europa é Vital!

«Depois do PSD ter andado...

Fugir, porque raio?

A Europa é Vital

Dia da Europa - Dia de Ma...

O tiro de partida foi dad...

Situacionismo: agora bate...

"O Cabaret da Coxa" - Pol...

Penso eu de que...

Maizena para Rangel

Da série: notícias que nã...

Era o que mais faltava

Ainda sobre o 1º de Maio

Querem melhor resposta?

José Sócrates fala do inc...

Imagens de Maio - I

"Os melhores interesses d...

Democracia Participativa

Agenda Juventude Socialis...

O novo paradigma da polít...

Sócrates respondeu aos po...

Como os Partidos sentem o...

aCima & aBaixo

Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
links
Sotão

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

tags

todas as tags

blogs SAPO
subscrever feeds