Sexta-feira, 05.03.10

"Poder judicial está empenhado em derrubar o primeiro-ministro", diz Marinho Pinto


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João Correia às 18:47 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sexta-feira, 26.06.09



Luís Pereira às 00:21 | link do post | comentar

Quarta-feira, 17.06.09

E se... O Shrek fosse Portas e o Burro o PSD?


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João Correia às 18:53 | link do post | comentar

O CDS-PP apresentou uma moção de censura ao Governo porque, para além da história das sondagens pouco mais tem a dizer ao país!

 

De facto, para além dos chavões de extrema-direita relativos à segurança e a fúria de Nuno Melo na Comissão de Inquérito que investiva o BPN, pouco mais há a acrescentar neste partido conservador que, pouco a pouco, vai ser substiuídos por outros na cena política nacional.


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João Correia às 10:53 | link do post | comentar | ver comentários (2)


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João Correia às 10:50 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Terça-feira, 16.06.09

Afinal, de quem é a culpa da abstenção nos Açores? E no Continente? "Todos somos responsáveis por este nível de abstenção e temos de trabalhar no sentido de resolver essa situação", defendeu Hélder Silva.

 

Só o PSD/Açores é que não quer ver...


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João Correia às 22:17 | link do post | comentar

 

Na Lituânia o Parlamento aprovou uma lei  para a “protecção de menores” que proíbe toda a “publicidade” de relações homossexuais, bissexuais e poligâmicas.

 

A extrema-direito começa a tomar conta da Europa e, é caso para se dizer, é preciso ter medo! É que da última vez que isto aconteceu, também tinha havido uma crise económica mundial e criticava-se os passos que estavam a ser dados no sentido de uma sociedade mais tolerante e progressista. A recrudescência deste pensamento e destes movimentos é preocupante....

 


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João Correia às 21:17 | link do post | comentar | ver comentários (1)


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João Correia às 21:15 | link do post | comentar

Segunda-feira, 15.06.09


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João Correia às 16:10 | link do post | comentar


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João Correia às 16:05 | link do post | comentar

Quinta-feira, 11.06.09

Eu diria que não mas... há muita gente, infelizmente, que me desmente!


sinto-me

João Correia às 18:19 | link do post | comentar | ver comentários (5)

Quarta-feira, 10.06.09

 

Em plena época de exames, resolvi aderir à proposta feita por Samuel de Paiva Pires de responder a três questões, a saber: O que é o neo-liberalismo?, De quem é a culpa da crise financeira internacional e (A pergunta de João Miranda) Porque é que a crise do neo-liberalismo penalizou os partidos de esquerda?

 

Cumpre desde já salientar que não me vou debruçar sobre os meandros mais obscuros da economia, onde as divisões doutrinárias são tanto maiores quanto a divisão existente entre ideologias, religiões e abismos.

 

Assim, relativamente à primeira pergunta, deve dizer-se que o termo neo-liberalismo foi usado em épocas diferentes com diferentes sentidos mas, aquilo que nos importa da expressão, remete-nos para a década de 70 com o conhecido aumento do preço do petróleo e a crise económica que lhe esteve ligada. Podemos afirmar que o termo está, também ele, ligado à Escola Monetarista e, sobretudo, a Milton Friedman mas também pode ser reconduzível à Escola Austríaca, com a Lei de Say e a teoria marginalista. Há vária bibliografia sobre o tema e a história do desenvolvimento deste pensamento económico e político. Tratava-se de um “neo” ou novo liberalismo dada a adopção, por esta corrente, de algumas das máximas do período de pensamento liberal económico e político, abundante na Europa e também em Portugal no século XIX. Podemos obviar e sumarizar o que é, então o neo-liberalismo: uma corrente, política e económica, capitalista que defende a não intervenção dos Estados na Economia (nem sempre mas sobretudo) e propugna a existência de uma total liberdade nos mercados e nos seus agentes, como forma de progresso social e económico de um país.

Outros tópicos de consulta e análise: o colapso do sistema de Bretton Woods, Escola de Chicago, “Thatcherismo”, “Reaganismo”, corrente Walsariana, o óptimo de Pareto.

 

Os princípios básicos do neo-liberalismo assentam. Como já se referiu, na mínima participação estatal na economia (que, como se sabe, contém excepções), no mercado de trabalho, privatização de empresas estatais e abertura de mercado a empresas multinacionais, livre circulações de capitais, globalização e medidas anti-proteccionistas, diminuição do aparelho de Estado e melhoria, consequente, da sua eficiência, diminuição de impostos, regulação de preços apenas através da lei da oferta/procura, estabelecimento dos princípios sociais e económicos do capitalismo.

 

Não é difícil encontrar hoje países que adoptem este sistema económico. A própria EU, verdade seja dita, segue estas doutrinas, plasmadas nas suas políticas e nas suas intervenções. Como é óbvio, não serei ingénuo ao ponto de afirmar que a tendência neo-liberal é apenas económica… Infelizmente, economia e política têm andado demasiado juntas nas últimas décadas, pelo que as fronteiras do pensamento neo-liberal já há muito que passaram da economia para a política e, atrevo-me a dizer, para os valores e cultura das pessoas e da sociedade. Essa não é, todavia, uma análise para fazer neste texto mas, quiçá, noutra oportunidade e com outro convite.

 

Passo, então, à resposta à segunda pergunta: De quem é a culpa da crise financeira internacional?

 

Uma das fases do capitalismo, como se poderá ler em vários autores, é o chamado Capitalismo Financeiro, onde as grandes empresas e o sistema bancário tomam conta da economia, incrementam as actividades produtivas e, à mercê de deterem o poder económico, de tornam dominantes na sociedades. Imprescindíveis, direi! Esta fase, com um peso muito grande no hodierno da nossa sociedade, dará lugar, como se sabe, ao Capitalismo Informacional, que já palmilha o actual modelo económico e de desenvolvimento, alicerçado na Sociedade de Informação e do Conhecimento mas mantendo, o seu forte pendor financeiro e industrial.

Um pouco por todo o mundo, muitos foram os que desenvolveram este pendor neo-liberal e o procuraram desenvolver até ao limite. Creio que um exemplo, que será unânime, é o das políticas seguidas pelo anterior presidente dos EUA, George Bush. No entanto, responder a esta pergunta, como já saberia quem a colocou não é fácil… E não é porque, quando um modelo de pensamento, económico e político, se propaga, difunde e impregna, numerosos passam a ser os agentes que o desenvolvem, na maioria das vezes sem essa consciência. Aliás, não é por acaso que as grandes empresas já passaram a contratar antropólogos para estudar as pessoas e os mercados… As atitudes, as características, as fraquezas e as vantagens, o pensamento deste tipo de correntes, impregna-se facilmente na pessoa porque, quer se queira quer não, elas estão presentes no mais ínfimo pormenor do quotidiano, desde a televisão a que assistimos em família, ao jornal que lemos ou à t-shirt que compramos.  

 

Concluo, pois que, como num vírus (leia-se aliás o brilhante livro de Malcolm Gladwell intitulado “A Chave do Sucesso”), a culpa da actual crise financeira é de todos nós.

 

Passo a explicar. O neo-liberalismo propugna ideias e valores que nada têm a ver com solidariedade, sustentabilidade, apoio, e tantos outros fenómenos que são basilares da sociedade e que têm uma fonte, mais recente, na moral católica. Ao contrário, aquilo que o neo-liberalismo vem apelar é a valores diferentes, menos sociais e mais individualistas, como o dinheiro, o hedonismo, o prazer individual, a estética e nada se aproximando a lógica de Mill que procurava ligar interesse/moral individual a interesse/moral altruísta ou social. Ou seja, a partir do momento que a sociedade e cada cidadão encarna este tipo de valores, é lógico que ele tem tendência para se extremar e, aquilo que se viu, foi a vitória da ganância sobre o ter. Um dos chamados epicentros da actual crise, pelo menos dos mais badalados, foram os produtos tóxicos dos EUA. Estes produtos, como se sabe, davam crédito às pessoas para a compra de casa, mesmo sabendo que estas estavam no limiar de não conseguir aguentar e assegurar o pagamento da dívida. Os próprios imóveis, garantias patrimoniais sobre as dívidas, estavam sobrevalorizados, razão pela qual, quando muitos dos devedores não conseguiram pagar os empréstimos, as dívidas se tornaram incobráveis… É que a lei da oferta e da procura também funcionou e as garantias patrimoniais, dentro deste mercado, não valiam aquilo que se afirmava valer. Todos estes activos, à luz do princípio globalizante do neo-liberalismo, já haviam sido vendidos e revendidos, entre instituições financeiras, à escala global. Ora, se isto não é culpa da ganância e dos valores que pretendem inculcar nas pessoas, então, é culpa do quê?

 

Posso, por fim, reconduzir, em último grau, a culpa desta crise, aos grandes líderes mundiais porque eles, como se sabe, implementam estas políticas, mercê do voto dos cidadãos. Se a culpa é de todos, então, por uma facilidade de linguagem e de sentido, mais fácil fica de dizer, em boa verdade, que a culpa é do neo-liberalismo, da corrente económica, social e política que actualmente grassa na maior parte dos países do mundo. E, já agora, aproveito para, a priori, suster uma crítica: porque é que o PS não actua de forma diferente? Eu gostaria que actuasse e marcasse a diferença, através da implementação de um verdadeiro socialismo democrático, de mercado livre, aberto ao mundo mas que privilegiasse as pessoas em detrimento da economia. Em primeiro lugar, Portugal está integrado numa Europa neo-liberal, onde a União Europeia, nesta corrente, tem um papel central. Em segundo, seria uma tarefa colossal alterar completamente esta lógica, muito fortemente enraizada na sociedade, e não sem levar com os poderes instalados, económicos e corporativistas. Aquilo que resta fazer será, por conseguinte, tentar aligeirar e combater as repercussões que o neo-liberalismo tem na sociedade e, penso que é o que se está a tentar fazer, com muito esforço, em Portugal.

 

Ainda ontem conversava ao jantar com uma das mais promissoras figuras do estudo da história religiosa nacional, Sérgio Pinto, e abordamos a complexidade desta matéria. A conclusão do jantar foi esta: porque é que os níveis de pobreza, ao longo do último século parecem permanecer inalterados e estagnados nos 20% da população? Vontade do povo ou vontade do capital? É que, por mais que diga, a existência de pobreza é tão certa e necessária no neo-liberalismo, como a certeza de que precisamos de água para sobreviver…

 

Por fim, a pergunta de João Mirando no seu Blasfémias: Porque é que a crise do neo-liberalismo penalizou os partidos de esquerda?

 

Mesmo sabendo que esta pergunta mais não é que uma ratoeira, atrever-me-ei a responder-lhe. São diversos os factores e tão abrangentes que apenas vou ressalvar os que considero principais.

 

Desde logo, em Portugal, apesar de ter ganho o PSD, não há uma viragem à direita, senão veja-se: PPS + CDS= 40.06% | PS+CDU+BE= 47.96%. Isto sem contar com os restantes partidos, sem qualquer desprimor para com os mesmos.

 

Depois, as ofertas de direita são muito mais tentadoras nesta época: a questão da restrição da imigração, diminuição de impostos, etc…

 

Ainda, como “cartão amarelo” por terem os partidos de esquerda no poder defendido, em detrimento da economia real, os sistemas financeiros. A má comunicação das medidas tomadas e o reagir tardia, seja no governo seja na oposição.

 

Restam-me dizer duas coisas: o próprio Alan Greenspan disse: “enganei-me”. Quer em França, quer em Itália, não sei até que ponto há ou se manteve a viragem à direita… tanto Sarkozy como Berlusconi têm formas de liderança mais à custa da imagem que criaram ou fazem propalar (como faz o italiano) na comunicação social que detêm ou lhes é afecta. E só para provar e lançar a discussão, pense-se na história de vida de Berlusconi, as suas ligações à P2, os jogos de poder e o dinheiro envolvido…

 

Agora, urge ir tentar remediar o tempo dispendido no estudo de Fiscal… Há um exame para fazer e…passar!

 

 


sinto-me

João Correia às 17:12 | link do post | comentar | ver comentários (6)

Terça-feira, 09.06.09

...Segundo Paulo Rangel, o PSD «aceitou apenas isso em última instância, para garantir um consenso unânime, que achou que era uma coisa positiva, mas nunca foi a favor, pelo contrário, até foi contra isso».

 

Sobre o veto do PR à lei do financiamento dos partidos.

 

É como a criança que parte a loiça e quando o pai descobre rapidamente diz que quem partiu foi o amigo. Pior que isto, só a divergência doutrinária contra si próprio, sobre o imposto europeu.



Luís Pereira às 23:44 | link do post | comentar

via: tdias

 

É interessante como a blogosfera de direita reagiu à vitória do PSD nas eleições Europeias... Sempre muito caladinhos quanto ao PSD, à sua líder e às intervenções... Limitam-se a atacar o PS e o Governo, a mergulhar a pena no Freeport juntamente com a TVI. Agora que o eleitorado ainda virou mais à esquerda (e não à Direita...) eles lançam os foguetes e recolhem as canas!!!

Estes bloggers de Direita têm destas incongruências: Metem o rabo entre as pernas porque têm uma pessoa que não sabe o que faz à frente do partido; mal vêm um resultado eleitoral que os favorece, saltam da toca, gritam vitória e, como caducos, esquecem o passado! Nada de novo: o próprio Rangel esquece-se no Parlamento que já defendeu obras públicas, que até deu passos para a sua aprovação, que o PSD colocou o país “de tanga”. Nada de novo debaixo do Sol…

A verdade é que “A maior prova de coragem é suportar as derrotas sem perder o ânimo” (Ingersoll) e eu tenho-o aqui pronto para continuar a defender o país das políticas neo-liberais, dos esquecidos, dos demagogos e dos que só sabem remar…para trás!



João Correia às 19:59 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Segunda-feira, 08.06.09

- A Juventude Socialista esteve em grande nesta campanha para as eleições europeias. Foi o corpo e alma da festa que se sentiu em muitos sítios. Parabéns a todos os envolvidos.

 

- Vital Moreira foi um bom candidato, um intelectual de primeira com ideias para a Europa e um projecto socialista. Os nossos agradecimentos, tive todo o prazer em acompanhá-lo.

 

- O CDS ficou atrás do BE...há alguns anos atrás isso provocou a demissão de Paulo Portas...e agora? Prefere o fait divers de uma moção de censura...

 

- O PCP, por muitas manifestações que faça, ficou claramente atrás do BE...

 

- Parabéns ao PSD, por ter ficado à frente, mas não se esqueçam de uma coisa - a vitória é muito por culpa do BE, que retirou votos ao PS. É algo preocupante, ver um partido de extrema esquerda subir tanto nesta votação, principalmente um que se assumiu como anti-europeu.

 

- Por isso, nas hostes laranjas, mais do que a vitória, que se traduziu no número normal das suas votações devia preocupar este crescimento da extrema esquerda.Tal como é curioso, a esquerda tornar-se como a principal opositora a um outro partido de esquerda, o PS. Por muito que haja a dizer sobre este resultado, há que dar os parabéns a Paulo Rangel.

 

 

 

 

- Paulo Rangel já quer suspender o governo de tomar decisões. Afinal não são 6 meses, o PSD só quer suspender a democracia por uns 3/4 meses. Continua a política do sound byte.

 

- A prova de fogo - veremos como se safa o PSD sem Rangel, a não ser que este caia no descrédito de sair de Bruxelas.

 

 

- A mensagem deve ser percebida, muito mais do que a vitória das ideias, venceram os votos dos descontentes pela crise que se vive no mundo. De lamentar, muito, a abstenção.

 

 

- Para mal dos pecados dos eleitores europeus, foram os mesmo da direita que fomentaram esta crise, que vêm hoje a sua maioria aumentar. Preocupante também o crescimento dos extremos, de esquerda ou direita, que pode fomentar o crescimento de discursos radicais e prejudicar o progresso da União Europeia.

 

Concluíndo: Parabéns ao PSD! Já sabemos qual é o vosso máximo - 33% - O desafio do PS é estar muito acima disso (+ 10%). O combate agora será pela maioria absoluta de José Sócrates.

 

 

 



Luís Pereira às 17:04 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Quarta-feira, 03.06.09

Desde logo, parece-me algo curioso um candidato ao Parlamento Europeu, assumidamente federalista, seja absolutamente contra um imposto federal. Não se trata de um aumento da carga fiscal, trata-se de dar à Europa os meio de que necessita para ajudar os Estados-Membros. Senão, de que forma poderia ser verdadeira a afirmação: Combater a crise com fundos europeus? Até aqui Rangel se contradiz. Pior do que isso, é ainda vir o PSD dizer que é impossível haver impostos europeus, quando o próprio PSD aprovou essa possibilidade no Parlamento Europeu.

 

Pronto. Aceitemos esta posição de Rangel sobre o imposto europeu. O que não pode acontecer é depois dar um entrevista, ao Jornal de Negócios, que o imposto não é necessariamente negativo e que até não estaria "fechado" a um. Depois do sim (parece que antes ainda houve um entrevista ao jornal Sol em que defendeu um imposto europeu, posição esquecida depois de tornada a posição de Vital Moreira), do não, do sim, com reticências, volta agora o NÃO!

 

Ao invés dos sound bytes, convinha que o sr. Dr. Paulo Rangel se preocupasse em ter um rumo, um projecto, uma ideia para a Europa. É inaceitável que se ande nesta confusão programática e populista. Faz-me lembrar a sua ideia para o sector da Saúde, à falta de uma orientação, o senhor defende...o modelo misto! É o nim, nem sim, nem não.

 

Mas nem só à direita as posições são curiosas...

 

Surpreende muito que a esquerda mais à esquerda venha agora aparentar espanto por se lançar esta discussão. Vejamos o que propõem os programas eleitorais apresentados em 2005:

    Bloco de Esquerda: “Controlo dos movimentos de capitais, obrigando a registo das operações transfronteiriças, e aplicando um imposto sobre as operações cambiais (Taxa Tobin)”.

    PCP: “penalização, por via fiscal ou outra, dos movimentos especulativos de capitais” e “o combate eficaz aos movimentos de capitais especulativos, nomeadamente pela sua tributação”.

Compare-se agora com o que o BE e o PCP disseram a propósito das declarações de Vital Moreira.

 

Perante isto, como se espera um debate sério de ideias? Paulo Rangel continua mais interessado em combater o Governo, em criticar os ministros. Ainda há bem pouco tempo li uma opinião curiosa: Rangel conseguiu cometer a proeza de num comício referir-se a todas as áreas de governação e nem uma palavra teve para as eleições Europeias. O CDS/PP, como se pode comprovar pelo seu site, nem programa ou manifesto para a Europa tem. À esquerda pouco há a dizer, na mesma medida do que o que têm a propor!



Luís Pereira às 19:23 | link do post | comentar

Minioutdoor

 



Luís Pereira às 19:15 | link do post | comentar

Terça-feira, 02.06.09

Pude hoje constatar isso mesmo! Num comício cheio no Cartaxo, militantes do Partido Socialista e, principalmente, da Juventude Socialista, deram uma prova inequívoca de que os comícios não morreram. Aliás, isso só pode ser conversa de quem não consegue mobilizar, de quem não consegue motivar e entusiasmar as pessoas com um projecto político. Porventura a razão é mesmo essa: a falta de um projecto para a Europa.

 

Vital Moreira é hoje um cabeça de lista mais solto, integrado e bem mais comunicativo. Representa uma classe de intelectuais do melhor que existe em Portugal, conseguindo de uma forma magnífica apresentar as suas ideias e o seu projecto político da melhor forma, desde a pessoa menos informada ao militante mais activo e conhecedor da realidade, de uma maneira simples e eficaz. É elucidativo disso mesmo o ambiente motivado, pronto, capacitado e confiante na sua qualidade que a estrutura tem demonstrado aos portugueses. Se há uma campanha que chama a atenção pela positiva, é claramente a do PS e da JS.

 

Nós, europeus, de uma esquerda moderna e progressista, de valores democráticos e sociais inegáveis, sabemos qual é o nosso objectivo: mudar a Europa e a tendência de direita reinante no Parlamento Europeu. Queremos uma Europa de esquerda, socialista, com as pessoas primeiro!

 

Não nos esquecemos quem, quer a nível nacional, como europeu, defendeu um modelo capitalista, desregulado e insensível a realidade socioeconómica. Falo obviamente da direita, do PPE, do qual o PSD e o CDS/PP fazem parte. Tal como não nos esquecemos qual é a esquerda radical, anti-progresso e muitas vezes antieuropeia. A esquerda europeia que esteve antes contra Maastricht e hoje contra o Tratado de Lisboa, como o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista.

 

A ideia é clara: nós, europeus. Os Portugueses sabem o que podem contar do Partido Socialista. Integração, coesão, evolução. A Europa faz e irá continuar a fazer parte dos destinos da nossa política. É com uma Europa forte que se constroi um Portugal mais forte. É com um voto responsável, nestes príncipios, que sem qualquer dúvida o Partido Socialista terá no próximo dia 7 uma grande vitória. Porque esta vitória não pode significar outra coisa do que senão a vitória de Portugal e uma vitória para a Europa em que nós acreditamos.

 

Sim, porque nós acreditamos na Europa e não nos servimos destas eleições para motivos menos claros, do bota abaixismo crónico que mais do que discutir ou debater, quer mandar abaixo aqueles que pensam e contribuem para a construção europeia.

 

É por isto e muito mais que gritamos a pulmões cheios, a Europa é...

 

...Vital!

 

O povo português saberá reconhecer isso mesmo.



Luís Pereira às 01:44 | link do post | comentar

Domingo, 31.05.09

O “pelo interesse nacional assino por baixo”, já me incomodava o suficiente. A ideia de que, no combate político, se pode distinguir entre os depositários do “interesse nacional” e os outros, supõe-se que “traidores à Pátria”, sempre me pareceu pouco democrática. Mas quando, em novo cartaz, Paulo Rangel proclama a primazia das famílias portuguesas sobre as famílias políticas já sinto mais do que incómodo. Agora, sem equívocos, estamos mesmo perante proclamação anti-democrática pura e dura, a roçar o populismo nacionalista mais perigoso. É porque há diferentes perspectivas políticas sobre o melhor modo de defender os interesses das “famílias portuguesas” que, em democracia, há diferentes famílias políticas em lugar da (única) União Nacional. Chega!



Luís Pereira às 22:11 | link do post | comentar

Sábado, 30.05.09

Ao contrário de muita blogosfera, não vou fazer acusações do género: os dirigentes do PSD promovem a corrupção. É inegável que vários antigos dirigentes estiveram envolvidos directamente ou indirectamente no caso BPN. O PSD terá culpa? Não me parece que se possa culpabilizar directamente o PSD. Obviamente. Agora, como diz Vital Moreira, a imagem do "banco do PSD" está lá. Alguns esclarecimentos seriam importantes.

 

Deixaria aqui textos interessantes:

 

O que confere uma gravidade estrema ao caso BPN não é somente a dimensão da negociata, que ensombra a credibilidade interna e externa do nosso sistema financeiro, nem a extensão das perdas que vão ser registadas pelas instituições que têm crédito sobre o banco e pelos contribuintes portugueses.
Não se trata, porém, de um simples caso financeiro, dada a responsabilidade de ex-dirigentes partidários e de ex-membros do Governo do mesmo partido, o que o transforma numa questão política que mancha as instituições democráticas. Não está em causa obviamente responsabilizar o próprio PSD pelas vigarices vindas a público, mas sim de exigir que o partido condene politicamente e se demarque de uma situação que compromete o seu bom nome.
Manuela Ferreira Leite bem pode tentar desviar-se da questão, mas não vai poder fugir-lhe durante muito mais tempo. O caso do "banco do PSD" não vai morrer tão cedo.

 

por Vital Moreira

 

Associo-me já aqui à revolta de Manuela Ferreira Leite. Nem houve qualquer roubalheira no BPN, nem no caso estão envolvidas figuras gradas do PSD. Na realidade, houve apenas alguns incidentes numa instituição bancária onde, por acaso, quase todas os envolvidos tinham uma determinada orientação política. O que, bem vistas as coisas, é irrelevante, já que para lá foram pela sua indiscutível qualidade profissional e não graças às relações políticas que tinham mantido entre si.

 

por Daniel Oliveira

 

Ganhar com compra e venda de acções não é crime. O que tem de ser esclarecido é a ligação per se.

Bem sei que à participação em empresas não se segue responsabilidade na gestão. Afinal, os fundos de investimento em que investíamos incluíam imensas empresas e dificilmente nos poderiam responsabilizar por questões de gestão. Ainda assim, seria salutar que o Presidente da República prestasse algum esclarecimento. Afinal, ele não é um «gajo qualquer».

 

por Tiago Moreira Ramalho



Luís Pereira às 23:58 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Quinta-feira, 28.05.09
Apresentado por Manuela Moura Guedes
 
(...)A deliberação divulgada hoje toma posição sobre um conjunto de queixas apresentadas contra aquele canal de televisão, em concreto contra o jornal televisivo semanal que Manuela Moura Guedes apresenta à sexta-feira.

Todas as queixas versam o tratamento dado ao Governo e, sobretudo, à figura do primeiro-ministro, José Sócrates(...)


Luís Pereira às 21:40 | link do post | comentar

Tenho também uma pergunta para Paulo Rangel, o cabeça de lista do PSD. Foi notícia ele ter suspendido o mandato em 2007 e 2008, durante meses (tendo continuado a trabalhar como jurista), mas ter voltado sempre na véspera das férias, para receber o ordenado quando o Parlamento estava parado. Evidentemente, isto é legal. Como o Jaguar, Sintra e Porto. Como era legal aquele deputado inglês fazer-se reembolsar pelo combate às doninhas no seu quintal... Mas legal não é suficiente. A pergunta que tenho para Rangel: "É correcto?"

 

...diria que não, não é correcto!

 

Problemas de quem tem telhados de vidro...

 

 



Luís Pereira às 21:38 | link do post | comentar

Hoje vou debruçar-me mais sobre as alternativas que (aparentemente) existem à direita do nosso partido.

Para o maior partido da oposição (que não significa que tenha o LÍDER da oposição), a questão europeia cinge-se a problemas nacionais e nada mais.

Aliás, é intenção desse partido apresentar logo uma proposta para que todas as famílias portuguesas recebam à cabeça 5 milhões de euros no sentido de usar os fundos europeus para pagar a crise. É que ter slogans vagos, isentos de propostas apenas vem comprovar a política irresponsável de desinformação que tem vindo a transmitir.

Será que algum partido, no seu perfeito juízo não vai para Estrasburgo defender o interesse nacional? E como podemos consubstanciar esse interesse nacional? O que é afinal? Defender Portugal? Sim…mas como? Com que propostas? Com que objectivos? Com que ideias? Só dizer que se vai defender o interesse nacional é como um presidente de um clube de futebol dizer, no início da época, que querem ser a melhor equipa, mas esquecer-se de referir que isso para por ganhar o campeonato ou a Taça. É evasivo, incompatível com os ideais generosos europeus e acima de tudo pleno de irresponsabilidade.

Não contente com isso, ainda somos confrontados com mais um cartaz para a história: As famílias Portuguesas acima das famílias políticas.

Só quem não quer que se saiba como funciona o parlamento europeu, pode pensar que este cartaz, para além de apelar a um nacionalismo xenófobo, comprova uma ideia que só a defesa das famílias portuguesas interessa aos futuros deputados do PSD. Então e se os deputados alemães e franceses decidirem o mesmo? Se os Polacos e Irlandeses se recusarem a construir uma nova ideia de Europa, o que vai acontecer? O que está VERDADEIRAMENTE em causa é a eleição dos representantes portugueses para um órgão que vai, cada vez mais, ser importante nas suas vidas e como é que as nossas empresas e as nossas famílias possam lucrar com a persecução de ideais de paz, democracia e progresso sustentável no nosso continente. Como tornarmos esta uma Europa mais justa, mais solidária, mais competitiva. E isso não se faz com o neo-nacionalismo, a não ser que se procure seguir as ideias do Sr. Jean-Marie LePen.

Não há dúvidas, nestas eleições o PSD perdeu a máscara! (...)
 

Já para o CDS-PP tudo é mais claro: não existe União Europeia! Não há qualquer construção, não há problemas europeus nem sequer soluções europeias. Só existem questões nacionais e a obrigatoriedade de questionar e penalizar o governo e o Partido Socialista por aquilo que tem feito no nosso país.
Sobre temas europeus o PP faz o pleno: zero conclusões, zero propostas, zero objectivos... zero candidatos a deputados que tenham feito parte do último parlamento. Aliás, esta questão não deixa de ser curiosa pois se os deputados trabalham tanto como tentam publicitar, porque é que nenhum deles é de novo candidato? Este tipo de questões não me sai da cabeça.....com que credibilidade solicitam um voto depois de terem indirectamente admitido que nestes 5 anos o trabalho não foi o melhor?

E já agora, por quanto tempo ficará Nuno Melo e seus pares no Parlamento Europeu, deixando o PP sem um dos seus poucos militantes verdadeiramente activos?

Vida difícil tem este partido, depois de temos tido a confirmação que o PSD encostou à direita.

Um voto em qualquer um destes partidos é a continuação de políticas liberais que levaram à crise internacional, onde hoje procuramos fazer o melhor para sobreviver..

É preciso novas políticas, novas propostas, novas discussões para que a União Europeia volte a ser o farol de todos os que nela coabitam e a esperança daqueles que a avistam.

 

Retirado do blog da JS/FAUL

 



Luís Pereira às 00:19 | link do post | comentar

Quarta-feira, 27.05.09

«Há uma regra que não é da política mas é da vida. Quem não tem jeito para pintar não pinta, quem não tem jeito para marcar golos não joga, quem não tem jeito para liderar um partido não lidera. E quem não tem jeito para liderar um partido não tem jeito para liderar o país»,

 

Pedro Silva Pereira

 



Luís Pereira às 22:55 | link do post | comentar

 

Aqui um vídeo sobre o futuro representante de Portugal na Europa..

 



Luís Pereira às 22:06 | link do post | comentar

rangel-aviao1

 

Imagem roubada ao Arrastão, a quem dou os parabéns pelos três anos de opinião na blogosfera.



Luís Pereira às 01:48 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Terça-feira, 26.05.09

E gostaríamos de perguntar o seguinte: se Miguel Portas e Ilda Figueiredo deviam estar coligados, isto não se aplicaria a Paulo Rangel tornando-se o novo melhor amigo de Nuno Melo devendo fazer campanha juntos? Isto esquecendo que a campanha tem sido em tudo semelhante: ataque ao governo, Europa em segundo lugar.

 

 

Afinal de contas, também pertencem à mesma família política.

 

A mesma que há bem pouco tempo, como já aqui disse, criminalizou a imigração, que não aprovou um directiva que conferia mais direitos de maternidade ou paternidade ou que queria aprovar uma directiva que limitava o acesso à internet.

 



Luís Pereira às 23:54 | link do post | comentar

Dias Loureiro terá dito a Oliveira Costa para ter cuidado e que não era "para brincadeiras": "Veja lá como me trata, olhe que eu quando me hostilizam não sou para brincadeiras",

 

Oliveira e Costa na audição no Parlamento..

 

Banda sonóra: aqui.



Luís Pereira às 21:19 | link do post | comentar

Rangel acusa o governo socialista de ter aprofundado excessivamente essas relações, associando-as à gravidade da crise por que Portugal passa. Tais declarações têm duas deficiências. A primeira, menos grave, é dizer que o aprofundamento das relações se deveu ao governo. A segunda, mais grave, é dizer que isso é um problema. Tudo isto é tanto mais surpreendente quando as mesmas declarações foram feitas numa campanha eleitoral europeia.

 

Se Portugal quer ser mais europeu tem de se integrar mais com Espanha. Em integração não há pontes (excepto em ilhas, quando as há) e os países mais próximos são precisamente aqueles que têm as economias mais próximas, mais integradas, por assim dizer. (...) Há gente no PSD que percebe de economia, claro, mas ou está a ganhar dinheiro algures ou perdeu a paciência com o partido.



Luís Pereira às 20:44 | link do post | comentar



Luís Pereira às 20:33 | link do post | comentar

Domingo, 24.05.09

Dia 25 de Maio, amanhã, no Auditório do piso 0 pelas 11h, o NES/ISCSP irá realizar mais uma Conferência, desta feita subordinada ao tema "Casamento civil entre pessoas do mesmo sexo".

 



Luís Pereira às 22:34 | link do post | comentar

Sábado, 23.05.09

A Comissão Europeia negou hoje, em Bruxelas, ter chegado a conclusões sobre uma queixa recebida a propósito de eventuais irregularidades na aquisição dos computadores Magalhães.

 

ou

 

"Na sequência da imprensa do passado fim-de-semana tem sido reiteradamente afirmado por vários comentadores e em vários registos que eu reconheci ter invocado indevidamente os nomes do primeiro-ministro e do ministro da Justiça. É falso. Nao invoquei coisa nenhuma, nem reconheci coisa nenhuma"

 

De facto, em Portugal, continua a assistir-se cada vez mais a um novo fenómeno: a veia criativa e imaginativa do jornalismo. Que interesses suspeitos se andam a levantar...

 

«Repito o que já uma vez disse: se as pessoas soubessem como são feitas as “notícias” em Portugal, deixavam de ler os jornais a não ser como pura ficção.» por Pacheco Pereira.

 



Luís Pereira às 03:17 | link do post | comentar

Sexta-feira, 22.05.09

No “debate” desta noite na TVI24, Vital Moreira recordou a Paulo Rangel que a Dr.ª Manuela, se a deixassem, privatizaria todos os “serviços públicos” (designadamente a educação, a saúde e a segurança social), salvo os que decorram das “funções de soberania”.

No tom estridente a que nos habituou, Rangel reagiu dizendo que as palavras da Dr.ª Manuela tinham sido “descontextualizadas”. Para que não subsistam dúvidas, recorde-se que se tratou de uma resposta a um inquérito do Público (23 de Maio de 2008), durante as últimas directas do PSD, tendo sido perguntado à Dr.ª Manuela quais os serviços públicos que poderiam ser entregues à gestão e exploração privada se a presidente do PSD dirigisse o país. A sua resposta não deixa margem para dúvidas:
 

    Em princípio todos, à excepção das verdadeiras funções de defesa de soberania — a Defesa, a Segurança, a Justiça e os Negócios Estrangeiros. Esses penso que não podem ser entregues a nenhuma gestão e exploração privada. Todos os outros evidentemente podem.


Luís Pereira às 01:43 | link do post | comentar

Quinta-feira, 21.05.09

 

Mudança para a Europa

 

A crise económica que o mundo atravessa leva-nos a exigir mais da União Europeia. É preciso assegurar uma nova maioria no Parlamento Europeu que esteja claramente comprometida com o modelo social europeu assente no crescimento económico, na criação de emprego, na capacidade de intervenção e regulação da economia, na redução das desigualdades sociais, em serviços públicos de qualidade, no combate a todas as formas de discriminação, na promoção de um desenvolvimento sustentável e no aprofundamento da democracia europeia.

 

Queremos assegurar a mudança para a Europa através de uma vitória eleitoral e de uma maioria clara dos socialistas europeus.

 

A JS assume com convicção a sua identidade europeia e reafirma o seu desejo de contribuir para aproximar à União e às suas instituições a geração de Portugueses que cresceu com a Europa. Mais do que uma realidade circunscrita a uma lógica de mercados abertos, a nossa Europa é um projecto político, pautado por preocupações sociais. Mais do que um espaço de coordenação entre Estados, a nossa Europa é um projecto político federal.

 

Mais apoio ao primeiro emprego

 

Relançar o crescimento e criar empregos implica apostar na revitalização da Estratégia de Lisboa, investindo na investigação e qualificação, acompanhada de políticas activas de criação de emprego.

 

Erasmus para tod@s">tod@s

 

O Programa Erasmus representa hoje uma das principais marcas da construção da identidade europeia. Representa uma oportunidade no reforço de competências dos jovens do ponto de vista cultural, educacional e social. A possibilidade de frequência do Programa Erasmus não pode continuar a ser um privilégio das classes mais favorecidas, devendo passar a ser um direito de todos os jovens da União Europeia. Assim, a JS assume o objectivo de assegurar que todos os jovens possam ter o direito de viajar, viver, trabalhar ou estudar por uma período de 6 meses num Estado membro da União Europeia distinto do da sua residência, alargando o acesso a todos os programas de mobilidade da UE.

 

Europa a alta velocidade

 

A aposta na alta velocidade ferroviária representa a melhor oportunidade de dinamizar a mobilidade europeia, de pessoas e mercadorias, de forma rápida e através de um meio de transporte amigo do ambiente. A estas vantagens somam-se a capacidade de incentivar o nosso crescimento económico, favorecendo a criação de emprego qualificado a médio e longo prazo.

 

No contexto das eleições de 7 de Junho, a JS pretende ainda assegurar que a nova maioria no Parlamento Europeu seja capaz de assegurar a implementação a nível europeu de estratégias susceptíveis de:

 

Assegurar a justiça laboral - apostar no combate às desigualdades salariais existentes entre homens e mulheres e dinamizar estratégias europeias para a redução desse fosso salarial.

 

Reforçar a convergência - apostar na criação de uma protecção social europeia ao nível da segurança social e no apoio à emancipação dos jovens, particularmente através de apoio à conciliação da vida familiar e profissional.

 

Promover a igualdade - assegurar que todos os Estados-membros reconheçam automaticamente as uniões civis e os casamentos entre pessoas do mesmo sexo celebrados em outros Estados-membros.

 

Valorizar as relações internacionais - Desenvolver uma política externa e de defesa comum europeia, empenhada no multilateralismo e na resolução pacífica de conflitos e dedicada à cooperação para o desenvolvimento.

 

Prosseguir o alargamento - Assegurar que todos os Estados candidatos, como a Turquia ou os países dos Balcãs Ocidentais, que reúnam todos os requisitos para a integração política e económica, possam aderir à União.

 

Descobre mais sobre as propostas da JS em

www.juventudesocialista.org

 



Luís Pereira às 19:39 | link do post | comentar

Sábado, 16.05.09

"Temos de fazer alguns deputados perceber que já devia ser possível distribuir preservativos nas escolas há anos. Que serão distribuidos por técnicos de saúde que informarão os estudantes antes de os distribuir. Que já são distribuídos gratuitamente em milhares de sítios sem informação prévia. Que as escolas são entidades responsáveis e capazes de gerir este programa sem dramas. Que é dificil falar de Educação Sexual sem falar em preservativos e que é incompreensível que depois não estejam disponíveis na escola. "

 

Por, Duarte Cordeiro. Junta-te à causa.



Luís Pereira às 01:55 | link do post | comentar | ver comentários (2)

“Quanto aos números divulgados hoje, tenho-os ali, mas na algibeira do meu casaco.”

 

Aníbal Cavaco Silva, a colocar o interesse público e a política na algibeira.

 

Talvez fosse do interesse nacional dizer que, por exemplo, Portugal está ainda assim nos melhores resultados da zona europeia e que esta é a maior recessão económica europeia desde a II Guerra Mundial, isto durante uma visita que deu para tudo, até para ser recreativa, permitindo dar a conhecer à mulher um dos seus locais de sonho ou ouvir Katia Guerreiro a cantar fado, não se sabendo se este seria também um sonho.

 

É caso para dizer, é pior a emenda que o soneto.



Luís Pereira às 00:23 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sexta-feira, 15.05.09

Falemos, então, da papa Maizena.

Não do novo blogue. Haverá tempo para isso.

Também não do soundbite e todos os faits-divers mediáticos em seu torno. Mas da questão de fundo que lhe estava subjacente: a proposta de criação de um Programa Erasmus para o 1.º emprego.

Faz sentido a existência de medidas europeias de incentivo à mobilidade profissional de recém-licenciados? Faz, claro que sim.

Devem os candidatos ao Parlamento Europeu apresentar propostas de medidas a adoptar pela União Europeia? Devem, indiscutivelmente devem.

A ideia de um Programa Erasmus para o 1.º emprego é um boa ideia? É.

O incentivo à mobilidade internacional de jovens trabalhadores é um ideia inovadora e inédita? Não, não é. Em Portugal já existem programas em vigor que visam, precisamente, atingir esse objectivo: o INOV Contacto e o INOV Vasco da Gama.

É aceitável que um candidato ao Parlamento Europeu formule propostas para medidas comunitárias, desconhecendo que, internamente, já existem programas em tudo semelhantes ou que visam atingir exactamente os mesmos objectivos? Não, não é.

Publicidades farináceas à parte, esta é que é a questão de fundo. Paulo Rangel, ao propor algo que já existia, demonstrou desconhecimento e impreparação.

E o soundbite só lhe veio dar jeito. Inteligentemente, Rangel fez-se de vítima, escusando-se a responder à questão de fundo para a qual, manifestamente, não tinha resposta. Conseguiu, assim, no meio da papa, passar pelos pingos da chuva e fazer com que ninguém reparasse que a sua proposta de um Programa Erasmus para o 1.º emprego não passava de improvisação política feita em cima do joelho. Ou, recorrendo à metáfora de JPP, Paulo Rangel apanhou o comboinho colorido para que não se visse o grande comboio negro.

Moral da história: Quanto ao fundo da questão - que é o que interessa discutir, embora a comunicação social se tenha interessado mais pela papa - Basílio Horta tinha razão em chamar a atenção para o carácter não-inovador das medidas apresentadas por Paulo Rangel. Fez uma crítica substantiva, bem fundamentada e certeira, sem ataques pessoais, antes salientando a importância de programas geridos pela instituição a que preside. Ao fazê-lo, tornou evidente a impreparação de Paulo Rangel - que é, no fundo, a ideia que está subjacente à “boca” alimentícia do ministro Manuel Pinho, a qual acabou por fazer ricochete ou virar-se contra o feiticeiro, beneficiando apenas o próprio Paulo Rangel, que assim conseguiu distrair as atenções, fazendo com que o seu erro passasse despercebido.



Luís Pereira às 23:26 | link do post | comentar

Quarta-feira, 13.05.09

Ouvi ontem Paulo Rangel criticar o Governo por este não apoiar os jovens do Ensino Superior, dizendo que o Governo não investia neste sector tão importante da sociedade portuguesa. Deixaria aqui outro contríbuto do sr. Ministro, membro do Secretariado Nacional do Partido Socialista, Pedro Silva Pereira:

 

"Todos gostaríamos, certamente, que o ensino superior público pudesse ser gratuito - mas infelizmente isso não é possível. De qualquer modo, recordo que o Governo anterior aumentou as propinas e este Governo limitou-se a proceder à sua actualização, ao nível da inflação. Seja como for, o que fizemos foi alargar em muito as condições de acesso à acção social escolar e é isso que permite apoiar o acesso de todos ao ensino superior. Por outro lado, criámos os empréstimos para os estudantes do superior, com garantias do Estado - e há milhares de jovens que já estão a beneficiar desse apoio do Estado para prosseguirem os seus estudos."

 

Sobre isto, Paulo Rangel nada disse, provando ter alguns esquecimentos particulares e bem selectivos. Contínua a política de verdade, ou como se diz: com a verdade me enganas!



Luís Pereira às 22:02 | link do post | comentar

O PSD, via Paulo Rangel, e a JSD fartam-se de criticar o TGV com um argumento que tem uma certa piada. As próximas gerações ficariam, segundo estes, "presas a este pesado investimento". É importante pensar numa coisa: são as gerações futuras que mais vão beneficiar deste investimento. Para além de ambientalmente sustentável, este importante investimento melhora a mobilidade e aproxima Portugal da Europa. Isto, sem nos esquecermos nos efeitos positivos que traz o investimento público à economia nacional. Por isso a JS adoptou o lema: Direito ao TGV!

 

Se a ligação a Madrid parece ser mais consensual, a do Porto-Lisboa tem sido a mais criticada. Deixaria aqui o contributo do sr. Ministro Pedro Silva Pereira:

 

"Quanto à ligação ao Porto, proponho que tenha em consideração três argumentos: primeiro, trata-se de um troço da ligação a Vigo, que é importante para as nossas empresas; segundo, desbloqueia o transporte de mercadorias, hoje saturado na linha tradicional Lisboa-Porto, onde é prejudicado pela articulação com o transporte de passageiros em linha única; terceiro, é rotundamente falso que se trate de uma redução de apenas 15 minutos: o ganho é de uma hora e meia! (de 2 horas e 45, hoje "gastas" na melhor ligação ferroviária, para apenas 1 hora e 15). Quem ganha, e muito, são as empresas que a preocupam. E boa parte do investimento é com fundos comunitários, que não podem ter outros destinos."

 

Esclarecido? Hoje, como há 5 anos quando Manuela Ferreira Leite estava no Governo e assinava um acordo internacional com Espanha, para cinco linhas, o TGV é uma prioridade. Para uma política de verdade, é importante não se esquecer dos acordos que estabelece, até porque isso prejudica a credibilidade portuguesa no estrangeiro.



Luís Pereira às 21:48 | link do post | comentar

 

Nova forma de ataque ao Governo? O Magalhães causa miopia!

 

Escândalo...faz o mesmo do que qualquer televisão, gameboy, portátil, consolas de jogos. etc. É caso para dizer: e a tua miopia política?



Luís Pereira às 19:38 | link do post | comentar

Terça-feira, 12.05.09



Luís Pereira às 22:31 | link do post | comentar

Ontem, correu as instituições de ensino superior de Lisboa. Vê aqui algumas fotos, podendo acompanhar o diário de campanha aqui como em www.jseuropeias2009.com.

 

 



Luís Pereira às 18:05 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Gordon Brown veio pedir desculpa pelo recente escândalo com as despesas efectuadas pelos deputados ingleses. O Primeiro-Ministro enfrenta os níveis de popularidade mais baixos da história recente do Reino Unido e os escândalos continuam a surgir todos os dias nos jornais.

Jacqui Smith

 

A Ministra do Interior do Governo de Gordon Brown, por exemplo, tem na sua lista de despesasum serviço de pay-per-view que inclui o acesso a filmes pornográficos.

 

 John Reid

 Este deputado incluiu, na sua lista de despesas de representante dos cidadãos de Airdriee Shotts, duas tampas de sanita.

 

John Gummer

E quem pensasse apenas que o escândalo afectava apenas o partido que está no poder, desengane-se! Este deputado conservador declarou mais de € 10.000 em despesas com jardinagem e desinfestações...

 

É essencial que a moral chegue às intituições democráticas, sob pena de elas caírem em descrédito, mesmo na mais antiga democracia do mundo. E não basta dizer: "Quero pedir desculpa em nome dos políticos de todos os partidos pelo que tem vindo a acontecer"... Fazer isto, nas instituições democráticas, é terrorismo político inside of the system.

 

Independentemente de tudo o que possam dizer, em Portugal, não há nada disto! E apesar de haverem sempre bons e maus exemplos, os deputados portugueses mantêm um empenho que, apesar de fugir do olhar de muitos Portugueses, é bastante relevante e, por conseguinte, positivo.



João Correia às 18:01 | link do post | comentar

Enquanto Manuela Ferreira Leite fala sobre falta de democracia e o medo reinante em Portugal, saem notícias como esta:

 

Portugal entre os países mais democráticos do mundo

 

Só pode ser de propósito. Virem logo desmentir a dona absoluta da verdade. Será que, já que não consegue dizer nada que não seja verdade, a senhora vem pedir desculpas? Vou esperar pelo índice de situacionismo.

 



Luís Pereira às 01:49 | link do post | comentar

Segunda-feira, 11.05.09

No último dia 9, dia da Europa, o Partido Socialista apresentou o seu manifesto.

 

Manifesto para as eleições europeias do Partido Socialista

 

Aqui está o Partido Socialista das duas caras: a das ideias e projecto europeu e a do rigor, competência e qualidade.



Luís Pereira às 00:37 | link do post | comentar

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Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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