Sábado, 20.02.10

Quando pensamos no porquê de se proibir qualquer tipo de escuta à figura do primeiro ministro não é dificil perceber o fundamento. Desde logo por ser das figuras mais altas da República, da Democracia. Depois, e face ao que assistimos todos os dias, por falta de moral e ética de quem pode usar meios judiciais para proveitos políticos.

 

Estará a democracia em perigo? O Estado de Direito? Não me parece. Pelo menos, não da forma que alguns querem passar. Estará sim, na medida em que temos políticos que utilizam escutas, fugas ao segredo de justiça, meios criminosos, para fazer política, mesmo num palco como o Parlamento Europeu.

 

Se um dia gostava de voltar a ver Paulo Rangel no Parlamento Europeu de novo?

 

Sim. Para pedir desculpa. Ao povo português. À instituição europeia.

 

Se isto ( DESPACHO DE PINTO MONTEIRO QUE ILIBA JOSÉ SÓCRATES ) alguma vez vai fazer capa do SOL?

 

Não acredito. E não é por ser racista, salazarento ou colonialista.

 

Simplesmente, cada vez mais acredito que muita gente se diverte a enganar o povo português, a utilizarem qualquer que seja o meio para passar por cima de um Governo democraticamente eleito, em que os portugueses confiaram o voto.

 

Falo de Rangel, poderia falar de Aguiar Branco, o seu enorme amigo. De Manuela Ferreira Leite que faz insinuações gravíssimas sobre o Primeiro Ministro. Enfim, é só escolher...

 

Azar dos azares. Esses continuam a perder eleições...



Luís Pereira às 21:43 | link do post | comentar

Paulo Rangel vai voltar ao Parlamento Europeu. Dizem as más línguas que é para ler este texto:

 

"De que grau na escala de Richter seria o terramoto na capital se Sócrates ameaçasse expropriar um jornal? Foi o que Jardim fez relativamente ao Diário, aliás com todo o País a ouvir.
José António Saraiva do 'Sol' e a 'Sábado' atribuiram aos desígnios de Sócrates a interferência governamental nos jornais, através da redução de publicidade institucional nos órgãos incómodos e do aumento nos mais 'amigos'. A ERC, e muito bem, logo chamou os autores da denúncia para saber o que se estava a congeminar. Então... e se, mais do que a tentativa de usar a publicidade como castigo ou prémio, o governo de Sócrates tivesse mesmo cortado há mais de dez anos os anúncios oficiais a um órgão para os canalizar todos ao jornal da sua cor, tal como faz na Madeira o dr. Jardim? Que, além de negar publicidade ao Diário para a entregar ao JM, e ainda intimidar nos discursos públicos os empresários que anunciam no Diário, mandou que todos os órgãos públicos cortassem a assinatura do DN, incluindo escolas".
"Sócrates foi criticado por atacar Manuela Moura Guedes (...) E se Sócrates fizesse como o sr. Jardim, que calunia, insulta e enxovalha diariamente os jornalistas com epítetos de corruptos, traidores, comunas, súcias, fascistas, tolos, incapazes, incultos, vingativos, desonestos, gente reles, mentes recalcadas, bastardos, exóticos, incumpridores de estatutos editoriais, ralé que não toma banho? E as jornalistas de vendidas, descompensadas, sovaqueiras...? Que seria de um Sócrates cavalgando tal paradigma?"
"Pois. Cá para a parvónia é que não há Constituição a cumprir. O Presidente da República tem a queixa do Diário nas mãos e, quando veio cá, elogiou a "obra" de Jardim. (...) ERC, Jaime Gama, Almeida Santos, Manuela Ferreira Leite, Paulo Rangel, PS e oposição nacional, todos têm conhecimento do estado da comunicação social insular. Mas vivem entretidos com o 'polvinho' que brinca no Mar da Palha".

Solidarizemo-nos com as vítimas continentais das escandalosas suspeições"."Aquilo vai tão mal por lá em matéria de atentados ao jornalismo que o próprio Jardim desabafou à porta do Conselho Nacional PSD, escandalizado com a falta de respeito pela liberdade de imprensa no Continente: "Num País com a tradição democrática como a Inglaterra, Sócrates já não era primeiro-ministro." Ninguém nos contou esta declaração. Ouvimo-la na rádio".

 

Esta é a coerência moral do PSD.

 

A mesma que diz sobre Marques Mendes antigo líder do PSD e bastante amigo de Manuela Ferreira Leite:

 

(…) foi com um sorriso de alguma repulsa que vi há dias um companheiro de partido, que tinha uma particular propensão para conduzir o Telejornal das 20 horas directamente de S. Bento, sair a terreiro como o grande libertador da comunicação social oprimida.

      Luís Filipe Menezes, no DN

       



Luís Pereira às 21:37 | link do post | comentar

Sexta-feira, 19.02.10

A frase realmente surpreendente é de Paulo Rangel, candidato a Presidente do PSD.

 

Curiosamente não se lembrava de ter sido militante do CDS/PP.

Curiosamente não se lembrava de ter mudado de opinião em relação ao imposto europeu durante a campanha para as Europeias.

Curiosamente não se lembrava de ter dito que do Parlamento Europeu só saia em caso de morte.

Curiosamente não se lembrava da conversa que teve com Aguiar Branco.

Curiosamente não se lembrava de ter dito que não se candidataria à presidência do PSD.

 

Mas são coisas da vida. Lembra-se, por outro lado, de ter vivido com intensidade o 25 de Abril aos 6 anos.

 

Foi uma juventude fértil, intensa. Depois gastou a memória toda e foi por aí, no zigue-zague da opinião e das posições políticas, conforme os ventos do populismo.

 

Sobre Credibilidade? Ética? Seriedade? Quid iuris...?



Luís Pereira às 23:28 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quinta-feira, 11.06.09

Elucidativo, votou a favor, mas era contra. Durante algum tempo, quando ouvia o Dr. Rangel, ficava sempre com uma dúvida: como é que tinha feito parte do Governo de Santana Lopes? Começa a perceber-se melhor e há uma coisa que fica claro: estamos perante alguém que vai longe. Não tenham dúvidas.



Luís Pereira às 15:19 | link do post | comentar

Terça-feira, 09.06.09

...Segundo Paulo Rangel, o PSD «aceitou apenas isso em última instância, para garantir um consenso unânime, que achou que era uma coisa positiva, mas nunca foi a favor, pelo contrário, até foi contra isso».

 

Sobre o veto do PR à lei do financiamento dos partidos.

 

É como a criança que parte a loiça e quando o pai descobre rapidamente diz que quem partiu foi o amigo. Pior que isto, só a divergência doutrinária contra si próprio, sobre o imposto europeu.



Luís Pereira às 23:44 | link do post | comentar

via: tdias

 

É interessante como a blogosfera de direita reagiu à vitória do PSD nas eleições Europeias... Sempre muito caladinhos quanto ao PSD, à sua líder e às intervenções... Limitam-se a atacar o PS e o Governo, a mergulhar a pena no Freeport juntamente com a TVI. Agora que o eleitorado ainda virou mais à esquerda (e não à Direita...) eles lançam os foguetes e recolhem as canas!!!

Estes bloggers de Direita têm destas incongruências: Metem o rabo entre as pernas porque têm uma pessoa que não sabe o que faz à frente do partido; mal vêm um resultado eleitoral que os favorece, saltam da toca, gritam vitória e, como caducos, esquecem o passado! Nada de novo: o próprio Rangel esquece-se no Parlamento que já defendeu obras públicas, que até deu passos para a sua aprovação, que o PSD colocou o país “de tanga”. Nada de novo debaixo do Sol…

A verdade é que “A maior prova de coragem é suportar as derrotas sem perder o ânimo” (Ingersoll) e eu tenho-o aqui pronto para continuar a defender o país das políticas neo-liberais, dos esquecidos, dos demagogos e dos que só sabem remar…para trás!



João Correia às 19:59 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Quarta-feira, 03.06.09

Há quem continue a insistir na teoria do arrependimento do PS no seu candidato às eleições europeias, Vital Moreira. Posição curiosa. O que tenho assistido são as sondagens de voto no PS a subirem. Tenho visto comícios cheios, ou perto disso, com muita animação e uma cada vez maior empatia entre candidatos e militantes, num fantástico ambiente muito dinamizador para enfrentar esta campanha eleitoral. Vital tem apresentado aos portugueses as suas ideias, o projecto socialista para a Europa.

 

Posto isto, Paulo Rangel tem declarações destas:

 

    Reconheço que surgiu um novo player no partido.
      Paulo Rangel, em declarações ao Expresso de 30 de Maio, referindo-se a si próprio

Quando este player que, já que vemos aqui um galo de Barcelos, poucos consegue mobilizar, em Barcelos esteve uma hora à espera de algumas pessoas para encher a sala, for para o Parlamento Europeu, o que será do PSD?  Não se irão arrepender? Afinal de contas, andaram tanto tempo à espera que ao menos se conseguisse, bem ou mal, ouvir no parlamento, para agora o perderem. Apesar de parecer mais um balão cheio de nada, que quando se espreme pouco "sumo" se retira, começa a ser a maior estrela do partido. E mais tarde, depois de tantas critica a Ana Gomes ou Elisa Ferreira, será que Paulo Rangel terá a mesma transparência para os portugueses e prometer que não abandonará o Parlamento para ser candidato com Manuela Ferreira Leite? 

 

Concluindo: Estando o PS tão arrependido, não deveria o PSD estar à frente nas intenções de voto?



Luís Pereira às 20:21 | link do post | comentar

Domingo, 31.05.09

O “pelo interesse nacional assino por baixo”, já me incomodava o suficiente. A ideia de que, no combate político, se pode distinguir entre os depositários do “interesse nacional” e os outros, supõe-se que “traidores à Pátria”, sempre me pareceu pouco democrática. Mas quando, em novo cartaz, Paulo Rangel proclama a primazia das famílias portuguesas sobre as famílias políticas já sinto mais do que incómodo. Agora, sem equívocos, estamos mesmo perante proclamação anti-democrática pura e dura, a roçar o populismo nacionalista mais perigoso. É porque há diferentes perspectivas políticas sobre o melhor modo de defender os interesses das “famílias portuguesas” que, em democracia, há diferentes famílias políticas em lugar da (única) União Nacional. Chega!



Luís Pereira às 22:11 | link do post | comentar

Quinta-feira, 28.05.09

Tenho também uma pergunta para Paulo Rangel, o cabeça de lista do PSD. Foi notícia ele ter suspendido o mandato em 2007 e 2008, durante meses (tendo continuado a trabalhar como jurista), mas ter voltado sempre na véspera das férias, para receber o ordenado quando o Parlamento estava parado. Evidentemente, isto é legal. Como o Jaguar, Sintra e Porto. Como era legal aquele deputado inglês fazer-se reembolsar pelo combate às doninhas no seu quintal... Mas legal não é suficiente. A pergunta que tenho para Rangel: "É correcto?"

 

...diria que não, não é correcto!

 

Problemas de quem tem telhados de vidro...

 

 



Luís Pereira às 21:38 | link do post | comentar

Quarta-feira, 27.05.09

«Há uma regra que não é da política mas é da vida. Quem não tem jeito para pintar não pinta, quem não tem jeito para marcar golos não joga, quem não tem jeito para liderar um partido não lidera. E quem não tem jeito para liderar um partido não tem jeito para liderar o país»,

 

Pedro Silva Pereira

 



Luís Pereira às 22:55 | link do post | comentar

 

Aqui um vídeo sobre o futuro representante de Portugal na Europa..

 



Luís Pereira às 22:06 | link do post | comentar

rangel-aviao1

 

Imagem roubada ao Arrastão, a quem dou os parabéns pelos três anos de opinião na blogosfera.



Luís Pereira às 01:48 | link do post | comentar | ver comentários (1)

 

 

Foi o PS que propôs e aprovou o actual regimento de presenças em debates do Primeiro-Ministro. Nunca um Primeiro-Ministro, como José Sócrates, apareceu tanto no Parlamento. Cavaco, Durão Barroso ou Santana Lopes, não o fizeram certamente.

 

Até agora José Sócrates apareceu sempre com resultados bastantes positivos, ganhando os debates, contra os vários líderes de bancada do PSD, e comprovando que pouco ou nada tem a oposição a dizer ao país.

 

De facto, é compreensível a importância do Primeiro-Ministro, sentida por todos. A agenda apertada dificulta a sua comparência na A.R. durante uns tempos. O próximo debate já ficou acordado em conferência de líderes, agora não contava é que sentissem tanta falta do Sr.. Primeiro Ministro, logo agora. A não ser que queiram admitir que é de facto um prazer ouvi-lo, uma obrigação de aprender com o que ele diz, um exemplo a seguir com as suas políticas. Ou isso, ou porque querem desviar as atenções das eleições europeias mais uma vez para fait-divers, não dando a importância que tem a estas eleições.

 

Duas hipóteses, mas não se preocupem. Ele volta.



Luís Pereira às 01:18 | link do post | comentar

Terça-feira, 26.05.09



Luís Pereira às 20:33 | link do post | comentar

Sexta-feira, 15.05.09

Falemos, então, da papa Maizena.

Não do novo blogue. Haverá tempo para isso.

Também não do soundbite e todos os faits-divers mediáticos em seu torno. Mas da questão de fundo que lhe estava subjacente: a proposta de criação de um Programa Erasmus para o 1.º emprego.

Faz sentido a existência de medidas europeias de incentivo à mobilidade profissional de recém-licenciados? Faz, claro que sim.

Devem os candidatos ao Parlamento Europeu apresentar propostas de medidas a adoptar pela União Europeia? Devem, indiscutivelmente devem.

A ideia de um Programa Erasmus para o 1.º emprego é um boa ideia? É.

O incentivo à mobilidade internacional de jovens trabalhadores é um ideia inovadora e inédita? Não, não é. Em Portugal já existem programas em vigor que visam, precisamente, atingir esse objectivo: o INOV Contacto e o INOV Vasco da Gama.

É aceitável que um candidato ao Parlamento Europeu formule propostas para medidas comunitárias, desconhecendo que, internamente, já existem programas em tudo semelhantes ou que visam atingir exactamente os mesmos objectivos? Não, não é.

Publicidades farináceas à parte, esta é que é a questão de fundo. Paulo Rangel, ao propor algo que já existia, demonstrou desconhecimento e impreparação.

E o soundbite só lhe veio dar jeito. Inteligentemente, Rangel fez-se de vítima, escusando-se a responder à questão de fundo para a qual, manifestamente, não tinha resposta. Conseguiu, assim, no meio da papa, passar pelos pingos da chuva e fazer com que ninguém reparasse que a sua proposta de um Programa Erasmus para o 1.º emprego não passava de improvisação política feita em cima do joelho. Ou, recorrendo à metáfora de JPP, Paulo Rangel apanhou o comboinho colorido para que não se visse o grande comboio negro.

Moral da história: Quanto ao fundo da questão - que é o que interessa discutir, embora a comunicação social se tenha interessado mais pela papa - Basílio Horta tinha razão em chamar a atenção para o carácter não-inovador das medidas apresentadas por Paulo Rangel. Fez uma crítica substantiva, bem fundamentada e certeira, sem ataques pessoais, antes salientando a importância de programas geridos pela instituição a que preside. Ao fazê-lo, tornou evidente a impreparação de Paulo Rangel - que é, no fundo, a ideia que está subjacente à “boca” alimentícia do ministro Manuel Pinho, a qual acabou por fazer ricochete ou virar-se contra o feiticeiro, beneficiando apenas o próprio Paulo Rangel, que assim conseguiu distrair as atenções, fazendo com que o seu erro passasse despercebido.



Luís Pereira às 23:26 | link do post | comentar

Há quem continue a insistir na mentira. Elisa Ferreira não disse que o dinheiro do Estado era do PS.

 

Vamos clarificar: aqui. Quanto ao resto, mais vale não comentar, esta obsessão, à la Paulo Rangel, demonstra nervosismo. Tranquilidade, é o que se precisa.



Luís Pereira às 13:52 | link do post | comentar

Quarta-feira, 13.05.09

Ouvi ontem Paulo Rangel criticar o Governo por este não apoiar os jovens do Ensino Superior, dizendo que o Governo não investia neste sector tão importante da sociedade portuguesa. Deixaria aqui outro contríbuto do sr. Ministro, membro do Secretariado Nacional do Partido Socialista, Pedro Silva Pereira:

 

"Todos gostaríamos, certamente, que o ensino superior público pudesse ser gratuito - mas infelizmente isso não é possível. De qualquer modo, recordo que o Governo anterior aumentou as propinas e este Governo limitou-se a proceder à sua actualização, ao nível da inflação. Seja como for, o que fizemos foi alargar em muito as condições de acesso à acção social escolar e é isso que permite apoiar o acesso de todos ao ensino superior. Por outro lado, criámos os empréstimos para os estudantes do superior, com garantias do Estado - e há milhares de jovens que já estão a beneficiar desse apoio do Estado para prosseguirem os seus estudos."

 

Sobre isto, Paulo Rangel nada disse, provando ter alguns esquecimentos particulares e bem selectivos. Contínua a política de verdade, ou como se diz: com a verdade me enganas!



Luís Pereira às 22:02 | link do post | comentar

O PSD, via Paulo Rangel, e a JSD fartam-se de criticar o TGV com um argumento que tem uma certa piada. As próximas gerações ficariam, segundo estes, "presas a este pesado investimento". É importante pensar numa coisa: são as gerações futuras que mais vão beneficiar deste investimento. Para além de ambientalmente sustentável, este importante investimento melhora a mobilidade e aproxima Portugal da Europa. Isto, sem nos esquecermos nos efeitos positivos que traz o investimento público à economia nacional. Por isso a JS adoptou o lema: Direito ao TGV!

 

Se a ligação a Madrid parece ser mais consensual, a do Porto-Lisboa tem sido a mais criticada. Deixaria aqui o contributo do sr. Ministro Pedro Silva Pereira:

 

"Quanto à ligação ao Porto, proponho que tenha em consideração três argumentos: primeiro, trata-se de um troço da ligação a Vigo, que é importante para as nossas empresas; segundo, desbloqueia o transporte de mercadorias, hoje saturado na linha tradicional Lisboa-Porto, onde é prejudicado pela articulação com o transporte de passageiros em linha única; terceiro, é rotundamente falso que se trate de uma redução de apenas 15 minutos: o ganho é de uma hora e meia! (de 2 horas e 45, hoje "gastas" na melhor ligação ferroviária, para apenas 1 hora e 15). Quem ganha, e muito, são as empresas que a preocupam. E boa parte do investimento é com fundos comunitários, que não podem ter outros destinos."

 

Esclarecido? Hoje, como há 5 anos quando Manuela Ferreira Leite estava no Governo e assinava um acordo internacional com Espanha, para cinco linhas, o TGV é uma prioridade. Para uma política de verdade, é importante não se esquecer dos acordos que estabelece, até porque isso prejudica a credibilidade portuguesa no estrangeiro.



Luís Pereira às 21:48 | link do post | comentar

Vale a pena comentar a intervenção do Paulo Rangel no(s) debate(s) mensal(ais)?

 

Intrigista, enervado, em suma, a visão de um deputado do Séc. XIX... Só lhe falta dar bengaladas!



João Correia às 16:24 | link do post | comentar

Quarta-feira, 06.05.09

(..)Mas as críticas de Paulo Rangel a Basílio Horta tratando-o como um mero funcionário administrativo só porque o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) revelaram baixo nível.

Desde há algum tempo que o candidato do PSD diz que todas as decisões do PS são antigas propostas do PSD, bastaria isso para que tivesse cuidado ao fazer ele próprio novas propostas, o pior que poderia suceder-lhe era cair no erro de que acusa o Governo. Foi isso que aconteceu, Basílio Horta chamou a atenção para o facto e Paulo Rangel reagiu desvalorizando o presidente da AICEP, tratando-o com sobranceria.

Mas se Paulo Rangel acha que Basílio Horta extravasou as suas competências envolvendo-se no debate político, então é bom recordar-lhe que esta situação teve um precedente mais grave. Quando Guterres era candidato a primeiro-ministro Patinha Antão, que na época era director-geral de Estudos e Previsão no ministério das Finanças, entrou activamente na luta política contestando as previsões económicas do candidato do PS.

Não me recordo de na época alguém ter tentado rebaixar Patinha Antão recorrendo ao expediente agora usado por Rangel. O candidato do PSD ainda não aprendeu a distinguir o debate político nacional de uma RGA de estudantes.



Luís Pereira às 00:10 | link do post | comentar

Terça-feira, 05.05.09

 

 

Depois de Paulo Rangel ter respondido, audivelmente irritado a Basílio Horta com o discurso de "programinhas" e tal...e funcinário administrativo e tal... foi a vez de Manuel Pinho responder:

 

Paulo Rangel tem de

"comer muita papa Maizena"

 

Maizena não sei... Mas que precisa de pensar muito antes de falar, lá isso precisa! Dá-lhe!

Excelente post em fait-divers.


sinto-me

João Correia às 17:41 | link do post | comentar

Paulo Rangel, um profundo conhecedor dos assuntos europeus. Ou então não, limita-se a prometer o que já existe.



Luís Pereira às 01:39 |
editado por Jovem Socialista às 09:36link do post | comentar

Segunda-feira, 04.05.09

Dizia Manuela Ferreira Leite, entre várias declarações bastante claras em relação ao seu conservadorismo, admitindo que as obras públicas poderiam criar emprego em Portugal, que este só beneficiaria o combate ao desemprego da Ucrânia, alimentando particularmente uma ideia negativa dos países da europa do leste. Demonstrativo de como encara a mobilidade ou a abertura das fronteiras na Europa, de como respeita os países da União Europeia e a sua integração. São estes os seus valores, é esta a sua verdade conservadora, é nisto que enquanto jovens socialistas não nos revemos.

 

 

Veio agora Paulo Rangel defender, porventura, a sua primeira ideia para a Europa - Paulo Rangel propõe Erasmus para emprego jovem. Uma ideia curiosa, uma que vez que até já existe um programa similar, e contraditória, senão populista, dentro do próprio PSD, a não ser que Paulo Rangel acredite que este erasmus jovem significaria apenas a saída de jovens portugueses a encontrar emprego noutros países e não a entrada de outros jovens, talvez ucranianos, ou cidadãos europeus como os romenos ou checos.

 

Uma coisa é certa, é a Juventude Socialista de novo a marcar a agenda política, já que foi a JS quem trouxe as suas preocupações em relação a um Erasmus universal para a discussão pública, defendendo condições de acesso para todos, uma vez que o actual programa é um factor discriminatório e acabava por beneficiar quem o frequenta no acesso ao emprego, para prejuízo daqueles que, sem condições financeiras, por exemplo, não conseguiam frequentar o Erasmus.

 

Uma medida que parece seguir a linha orientadora de integração e mobilidade e que vem no seguimento desta discussão sobre a diferenciação social na qual JS tem centrado atenções. Curiosamente, e sendo Paulo Rangel um "denunciador" semiprofissional das divergências de opinião entre Vital e Sócrates, gostaria de ver o que diria a Sra. Manuela sobre esta opinião do seu mais do que tudo protegido.



Luís Pereira às 12:54 | link do post | comentar

Sábado, 02.05.09

Paulo Rangel foi à OviBeja. Paulo Rangel criticou a política do Governo e do Ministério da Agricultura. Mas, pelos vistos, foi mesmo só pelo gosto de criticar pois não sabia o que José Sócrates afirmou ontem. Já teve a devida resposta (áudio).

 

Sr. Dr. Paulo Rangel, é ir ver a modernização que tem sido operada nas explorações agriculase pecuárias do Alentejo.


sinto-me

João Correia às 16:55 | link do post | comentar

Quinta-feira, 30.04.09

"O PSDv tem candidato, sabemos porque o Tribunal Constitucional já o confirmou embora informando que quem concorre é o PSD mas, tirando umas aparições televisivas para informar que é contra a auto-estrada rosa, não se consegue descortinar mais nada sobre quem é e ao que vem.


Embora tenhamos ficado a saber pelo Vasco Campilho que já é possível telefonar para a Verdade, segundo ele uma simpática senhora com um sotaque agradavelmente norteinho, não consta que por lá hajam sinais de um tal Paulo Rangel.
Dão-se alvíssaras."



Luís Pereira às 14:54 | link do post | comentar

Foi com esta frase que Manuela Ferreira Leite se pronunciou sobre os momentos eleitorais que se aproximam. Que melhor forma do que defender esses mesmos interesses? Procurar o conflito barato e de baixo nível contra o Partido Socialista. Falo do caso da escolha do novo Provedor de Justiça, que já tem data marcada de eleição: dia 22 de Maio.

 

Num misto de descrédito, irresponsabilidade e aproveitamento político, o PSD foi sempre bloqueando a escolha do novo provedor, arrastando um mandato que já tinha acabado por mais 9 meses. Esta confusão teve ainda o seu pico há uns dias quando Paulo Rangel, líder Parlamentar do PSD, disse que Jorge Miranda, o ilustríssimo professor de Direito, uma personalidade reconhecida pelos seus valores éticos e intelectuais, candidato pelo PS, não mereceria o apoio do PSD ao passo que o candidato do PCP seria um candidato muito credível.

 

Falta de credibilidade demonstra Paulo Rangel e Manuela Ferreira Leite. Para além de ofensivas, estas declarações demonstram o desnorte que reina no PSD. É muito triste que os partidos não consigam reconhecer o mérito e capacidade de uma pessoa, que curiosamente ultimamente nem está ligado à política, que dá todas e mais algumas garantias que cumpriria como ninguém este cargo, como demonstra o seu curriculum de excelência. O único pecado de Jorge Miranda, terá sido o facto de ser proposto pelo PS e ficar no centro das atenções daqueles que se movem por um "ódio" cego contra tudo o que envolva o Partido Socialista. Paulo Rangel, um licenciado em Direito, devia melhor do que qualquer outro saber que Jorge Miranda dá mais do que garantias de qualidade e profissionalismo.

 

Espero que os partidos façam uma pequena reflexão do que tem sida a sua postura neste caso e que tomem consciência que, de facto, Jorge Miranda é a melhor escolha. Então sim, pelos melhores interesses de Portugal. Esta seria a verdadeira política de seriedade ou verdade e não de engano dos portugueses.



Luís Pereira às 12:22 | link do post | comentar

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Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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