Sábado, 20.02.10

Quando pensamos no porquê de se proibir qualquer tipo de escuta à figura do primeiro ministro não é dificil perceber o fundamento. Desde logo por ser das figuras mais altas da República, da Democracia. Depois, e face ao que assistimos todos os dias, por falta de moral e ética de quem pode usar meios judiciais para proveitos políticos.

 

Estará a democracia em perigo? O Estado de Direito? Não me parece. Pelo menos, não da forma que alguns querem passar. Estará sim, na medida em que temos políticos que utilizam escutas, fugas ao segredo de justiça, meios criminosos, para fazer política, mesmo num palco como o Parlamento Europeu.

 

Se um dia gostava de voltar a ver Paulo Rangel no Parlamento Europeu de novo?

 

Sim. Para pedir desculpa. Ao povo português. À instituição europeia.

 

Se isto ( DESPACHO DE PINTO MONTEIRO QUE ILIBA JOSÉ SÓCRATES ) alguma vez vai fazer capa do SOL?

 

Não acredito. E não é por ser racista, salazarento ou colonialista.

 

Simplesmente, cada vez mais acredito que muita gente se diverte a enganar o povo português, a utilizarem qualquer que seja o meio para passar por cima de um Governo democraticamente eleito, em que os portugueses confiaram o voto.

 

Falo de Rangel, poderia falar de Aguiar Branco, o seu enorme amigo. De Manuela Ferreira Leite que faz insinuações gravíssimas sobre o Primeiro Ministro. Enfim, é só escolher...

 

Azar dos azares. Esses continuam a perder eleições...



Luís Pereira às 21:43 | link do post | comentar

Paulo Rangel vai voltar ao Parlamento Europeu. Dizem as más línguas que é para ler este texto:

 

"De que grau na escala de Richter seria o terramoto na capital se Sócrates ameaçasse expropriar um jornal? Foi o que Jardim fez relativamente ao Diário, aliás com todo o País a ouvir.
José António Saraiva do 'Sol' e a 'Sábado' atribuiram aos desígnios de Sócrates a interferência governamental nos jornais, através da redução de publicidade institucional nos órgãos incómodos e do aumento nos mais 'amigos'. A ERC, e muito bem, logo chamou os autores da denúncia para saber o que se estava a congeminar. Então... e se, mais do que a tentativa de usar a publicidade como castigo ou prémio, o governo de Sócrates tivesse mesmo cortado há mais de dez anos os anúncios oficiais a um órgão para os canalizar todos ao jornal da sua cor, tal como faz na Madeira o dr. Jardim? Que, além de negar publicidade ao Diário para a entregar ao JM, e ainda intimidar nos discursos públicos os empresários que anunciam no Diário, mandou que todos os órgãos públicos cortassem a assinatura do DN, incluindo escolas".
"Sócrates foi criticado por atacar Manuela Moura Guedes (...) E se Sócrates fizesse como o sr. Jardim, que calunia, insulta e enxovalha diariamente os jornalistas com epítetos de corruptos, traidores, comunas, súcias, fascistas, tolos, incapazes, incultos, vingativos, desonestos, gente reles, mentes recalcadas, bastardos, exóticos, incumpridores de estatutos editoriais, ralé que não toma banho? E as jornalistas de vendidas, descompensadas, sovaqueiras...? Que seria de um Sócrates cavalgando tal paradigma?"
"Pois. Cá para a parvónia é que não há Constituição a cumprir. O Presidente da República tem a queixa do Diário nas mãos e, quando veio cá, elogiou a "obra" de Jardim. (...) ERC, Jaime Gama, Almeida Santos, Manuela Ferreira Leite, Paulo Rangel, PS e oposição nacional, todos têm conhecimento do estado da comunicação social insular. Mas vivem entretidos com o 'polvinho' que brinca no Mar da Palha".

Solidarizemo-nos com as vítimas continentais das escandalosas suspeições"."Aquilo vai tão mal por lá em matéria de atentados ao jornalismo que o próprio Jardim desabafou à porta do Conselho Nacional PSD, escandalizado com a falta de respeito pela liberdade de imprensa no Continente: "Num País com a tradição democrática como a Inglaterra, Sócrates já não era primeiro-ministro." Ninguém nos contou esta declaração. Ouvimo-la na rádio".

 

Esta é a coerência moral do PSD.

 

A mesma que diz sobre Marques Mendes antigo líder do PSD e bastante amigo de Manuela Ferreira Leite:

 

(…) foi com um sorriso de alguma repulsa que vi há dias um companheiro de partido, que tinha uma particular propensão para conduzir o Telejornal das 20 horas directamente de S. Bento, sair a terreiro como o grande libertador da comunicação social oprimida.

      Luís Filipe Menezes, no DN

       



Luís Pereira às 21:37 | link do post | comentar

Quarta-feira, 10.06.09

Ontem vi Santana Lopes a representar o PSD no programa Prós & Contras. Hoje li uma notícia que ainda me deixou mais preocupado - Manuela Ferreira Leite já pensa em coligações com o CDS/PP de Paulo Portas para governar..

 

Preocupante, porque ainda me recordo no estado em que esta mesma coligação deixou o país quando saiu do governo. Preocupante porque lembro-me de Manuela Ferreira Leite enquanto ministra. Preocupante porque sei quais são as suas políticas de igualdade ou de juventude, ou melhor, a falta das mesmas. Preocupante, porque me recordo muito bem do respeito que estes senhores têm pela liberdade dos outros e pelos princípios democráticos, sendo o estado português ainda há bem pouco tempo condenado pela polémica proibição da entrada do barco do aborto em águas portuguesas, enfrentando pela frente vastos recursos da marinha portuguesa.

 

Destes momentos, recordo um mais marcante, da história de luta por ideais e de combate político, um grande momento da Juventude Socialista e do nosso camarada Pedro Nuno Santos:

 

 

Por isto e por muito mais, porque não quero viver num país a preto e branco de políticas do século XIX, espero que os portugueses ainda tenham memória viva.

 

 



Luís Pereira às 01:59 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Segunda-feira, 25.05.09

Nos últimos quatro anos, o Estado português já entregou ao Citigroup €3741 milhões em novas dívidas para substituir créditos que se revelaram inexistentes incluídos na carteira cedida por Ferreira Leite em 2003. São €935 milhões por ano, em média, que deixaram de entrar nos cofres do Estado para serem enviados ao banco americano.

Ao todo, foi já substituído mais de um terço do valor da carteira. Esta situação faz parte do acordo assinado entre o Governo, na altura liderado por Durão Barroso e com Ferreira Leite nas Finanças, e o Citigroup. O Estado português cedeu uma carteira de créditos ao Fisco e à Segurança Social no valor de €11.441 milhões em troca de uma verba de €1765 milhões que ajudou a reduzir o défice orçamental abaixo dos 3% em 2003.

As dívidas que integraram o acordo terminavam em Setembro de 2003 só que estava previsto que, caso se revelassem inexistentes (por decisão de um tribunal, por exemplo) teriam que ser substituídas.

O contrato, bastante polémico na altura por comprometer receita futura em troca de um encaixe presente, previa ainda que a partir de Junho de 2007 não pudesse haver substituições de créditos e que o Estado português tivesse que os recomprar ao Citigroup.



Luís Pereira às 23:26 | link do post | comentar

Sábado, 16.05.09

Manuela Ferreira Leite e José Manuel Fernandes, do Público, juntos na RTP, o 'tal' canal do estado. Até acaba com uma jornalista, da RR, a fazer uma crítica a José Sócrates.

 

Estranha opressão e falta de democracia esta do PS ou do Governo, que dá tantas oportunidades para se expressar à oposição.



Luís Pereira às 00:17 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sexta-feira, 15.05.09

...O vice-presidente da bancada do PSD madeirense, Jorge Moreira, atacou esta manhã, no parlamento regional, o primeiro-ministro José Sócrates, atribuindo-lhe os epítetos de “mentiroso” e “caixeiro viajante”.

 

Ainda bem que existe falta de liberdade de expressão em Portugal, porque se isto é representativo disso mesmo, imaginem o contrário.

 

Jorge Moreira fez o trabalho sujo por Alberto João Jardim. O PSD continua o jogo da critica baixa, assumindo-se sempre como uma vitima, o que me causa algumas gargalhadas. A sra. Manuela Ferreira Leite continua com as acusações de opressão do PS, do Estado e mais precisamente do Governo e Cavaco continua na ilusão que os valores democráticos que se aplicam no Continente e nos Açores, também se aplicam na Madeira.

 

Tudo está bem, quando acaba bem. Ou na ilusão disso.



Luís Pereira às 13:28 | link do post | comentar

Quarta-feira, 13.05.09

O PSD, via Paulo Rangel, e a JSD fartam-se de criticar o TGV com um argumento que tem uma certa piada. As próximas gerações ficariam, segundo estes, "presas a este pesado investimento". É importante pensar numa coisa: são as gerações futuras que mais vão beneficiar deste investimento. Para além de ambientalmente sustentável, este importante investimento melhora a mobilidade e aproxima Portugal da Europa. Isto, sem nos esquecermos nos efeitos positivos que traz o investimento público à economia nacional. Por isso a JS adoptou o lema: Direito ao TGV!

 

Se a ligação a Madrid parece ser mais consensual, a do Porto-Lisboa tem sido a mais criticada. Deixaria aqui o contributo do sr. Ministro Pedro Silva Pereira:

 

"Quanto à ligação ao Porto, proponho que tenha em consideração três argumentos: primeiro, trata-se de um troço da ligação a Vigo, que é importante para as nossas empresas; segundo, desbloqueia o transporte de mercadorias, hoje saturado na linha tradicional Lisboa-Porto, onde é prejudicado pela articulação com o transporte de passageiros em linha única; terceiro, é rotundamente falso que se trate de uma redução de apenas 15 minutos: o ganho é de uma hora e meia! (de 2 horas e 45, hoje "gastas" na melhor ligação ferroviária, para apenas 1 hora e 15). Quem ganha, e muito, são as empresas que a preocupam. E boa parte do investimento é com fundos comunitários, que não podem ter outros destinos."

 

Esclarecido? Hoje, como há 5 anos quando Manuela Ferreira Leite estava no Governo e assinava um acordo internacional com Espanha, para cinco linhas, o TGV é uma prioridade. Para uma política de verdade, é importante não se esquecer dos acordos que estabelece, até porque isso prejudica a credibilidade portuguesa no estrangeiro.



Luís Pereira às 21:48 | link do post | comentar

Terça-feira, 12.05.09

Enquanto Manuela Ferreira Leite fala sobre falta de democracia e o medo reinante em Portugal, saem notícias como esta:

 

Portugal entre os países mais democráticos do mundo

 

Só pode ser de propósito. Virem logo desmentir a dona absoluta da verdade. Será que, já que não consegue dizer nada que não seja verdade, a senhora vem pedir desculpas? Vou esperar pelo índice de situacionismo.

 



Luís Pereira às 01:49 | link do post | comentar

Domingo, 10.05.09

Ferreira Leite denuncia “intolerável clima de medo” e fala de uma “democracia doente”

 

Em 21 de Outubro de 1929, Salazar recebia uma manifestação dos municípios e insistia nos slogans de política de verdade, política de sacrifício, política nacional.



Luís Pereira às 12:42 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quarta-feira, 06.05.09

Manuela Ferreira Leite já disse que queria suspender a democracia por 6 meses, agora é mais modesta: quer só suspender o governo. Quanto à falta de postura de estado, não sei se a senhora se refere à sua mudança de opinião em relação ao TGV se das tristes figuras com ofensas pessoais que se ouvem da sua bancada parlamentar. Não sendo nada disto, pode sempre estar a referir-se à triste campanha para as eleições europeias, onde sobre a Europa do PSD nada se ouve, a não ser a promessa de medidas que já existem.

 

Uma coisa não entendo: acusa o PS de querer amordaçar o combate político, não se podendo discutir assuntos nacionais. Agora acusa ministros de um Governo PS de abrirem a boca sobre as eleições europeias. Contradições a que já estamos habituados, não sabendo nós que se não existe dinheiro no país, é pura coincidência o PSD ser o partido que mais vai gastar nesta campanha.

 

Isto de acusar o Governo de se confundir com o PS, faz-me rir. Sobre confusões, gostaria ainda de aconselhar um artigo. Não querendo insinuar nada.

 

Mais uma vez, política de verdade na sua versão instrumental. Recordaria aqui uma frase:

 

O PSD é mais uma imensa nota de rodapé na história e uma triste imagem do que poderia ter sido

 



Luís Pereira às 22:22 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Segunda-feira, 04.05.09

Recordo com um sorriso nos lábios muitas das opiniões que marcaram a opinião pública, quer na blogosfera, como na comunicação social, que acusavam José Sócrates de se apoderar da imagem do Partido Socialista, por criar um Movimento Sócrates 09 ou por ter feito um vídeo que o destacava mais do que a outros líderes.

 

Hoje temos um PSD que sobre Manuela Ferreira Leite mudou de nome, agora é PSDv, que tem um site com o nome da sua líder onde está todo o seu programa e a vida política do seu partido e que tem como endereço algo totalmente diferente da sua sigla, para além de ter alterado o seu simbolo.

 

Quantos comentaram estes factos? Quantos criticaram e acusaram Manuela Ferreira Leite de centrar o partido em si? Só tem uma resposta: situacionismo. Podem sempre telefonar-lhe e dar conta disto! À Manuela ou ao Pacheco!



Luís Pereira às 13:41 | link do post | comentar

Dizia Manuela Ferreira Leite, entre várias declarações bastante claras em relação ao seu conservadorismo, admitindo que as obras públicas poderiam criar emprego em Portugal, que este só beneficiaria o combate ao desemprego da Ucrânia, alimentando particularmente uma ideia negativa dos países da europa do leste. Demonstrativo de como encara a mobilidade ou a abertura das fronteiras na Europa, de como respeita os países da União Europeia e a sua integração. São estes os seus valores, é esta a sua verdade conservadora, é nisto que enquanto jovens socialistas não nos revemos.

 

 

Veio agora Paulo Rangel defender, porventura, a sua primeira ideia para a Europa - Paulo Rangel propõe Erasmus para emprego jovem. Uma ideia curiosa, uma que vez que até já existe um programa similar, e contraditória, senão populista, dentro do próprio PSD, a não ser que Paulo Rangel acredite que este erasmus jovem significaria apenas a saída de jovens portugueses a encontrar emprego noutros países e não a entrada de outros jovens, talvez ucranianos, ou cidadãos europeus como os romenos ou checos.

 

Uma coisa é certa, é a Juventude Socialista de novo a marcar a agenda política, já que foi a JS quem trouxe as suas preocupações em relação a um Erasmus universal para a discussão pública, defendendo condições de acesso para todos, uma vez que o actual programa é um factor discriminatório e acabava por beneficiar quem o frequenta no acesso ao emprego, para prejuízo daqueles que, sem condições financeiras, por exemplo, não conseguiam frequentar o Erasmus.

 

Uma medida que parece seguir a linha orientadora de integração e mobilidade e que vem no seguimento desta discussão sobre a diferenciação social na qual JS tem centrado atenções. Curiosamente, e sendo Paulo Rangel um "denunciador" semiprofissional das divergências de opinião entre Vital e Sócrates, gostaria de ver o que diria a Sra. Manuela sobre esta opinião do seu mais do que tudo protegido.



Luís Pereira às 12:54 | link do post | comentar

Domingo, 03.05.09

Manuela Ferreira Leite defende, em artigo no Expresso, que “o aumento de escolaridade para 12 anos ou até aos 18 anos é, infelizmente, mais fonte de preocupação do que regozijo”, implicando uma “preparação prévia” e “condições [que] estão longe de estar garantidas, se é que foram equacionadas”.

Não sei em que condição escreve Ferreira Leite no Expresso, mas parece-me estranho que venha agora defender que esta medida “só poderá agravar o sentimento de fracasso para os jovens e para a sociedade”. É que, antes de ser cronista no Expresso, Manuela Ferreira Leite foi ministra das Finanças e de Estado do Governo de Durão Barroso, tendo aprovado e assinado em Conselho de Ministros, vai fazer este mês seis anos, a Lei de Bases da Educação que defendia o seguinte:

“Daí a assunção pela presente proposta de lei da escolaridade obrigatória de 12 anos, a começar a concretizar-se, sequencialmente, já a partir do ano lectivo de 2005-2006, para os alunos que se inscreverem no primeiro ano do segundo ciclo do ensino básico.”

Política da verdade, reclama constantemente a líder do PSD. Na sua versão instrumental, está visto.

 

Retirado de: www.arrastao.org



Luís Pereira às 23:10 | link do post | comentar

"Penso, logo desisto!".

 

Uma pequena reflexão do pós-Comissão Nacional. Não, não me enganei. Já agora, recomendava um post engraçado.



Luís Pereira às 22:39 | link do post | comentar

Sexta-feira, 01.05.09

O que é que Manuela Ferreira Leite quer? Que o Governo pressione os empregadores a despedir?

Isto vindo de uma das maiores neo-liberais que o país conheceu nos últimos anos, é obra!



João Correia às 23:14 | link do post | comentar

Quinta-feira, 30.04.09

Foi com esta frase que Manuela Ferreira Leite se pronunciou sobre os momentos eleitorais que se aproximam. Que melhor forma do que defender esses mesmos interesses? Procurar o conflito barato e de baixo nível contra o Partido Socialista. Falo do caso da escolha do novo Provedor de Justiça, que já tem data marcada de eleição: dia 22 de Maio.

 

Num misto de descrédito, irresponsabilidade e aproveitamento político, o PSD foi sempre bloqueando a escolha do novo provedor, arrastando um mandato que já tinha acabado por mais 9 meses. Esta confusão teve ainda o seu pico há uns dias quando Paulo Rangel, líder Parlamentar do PSD, disse que Jorge Miranda, o ilustríssimo professor de Direito, uma personalidade reconhecida pelos seus valores éticos e intelectuais, candidato pelo PS, não mereceria o apoio do PSD ao passo que o candidato do PCP seria um candidato muito credível.

 

Falta de credibilidade demonstra Paulo Rangel e Manuela Ferreira Leite. Para além de ofensivas, estas declarações demonstram o desnorte que reina no PSD. É muito triste que os partidos não consigam reconhecer o mérito e capacidade de uma pessoa, que curiosamente ultimamente nem está ligado à política, que dá todas e mais algumas garantias que cumpriria como ninguém este cargo, como demonstra o seu curriculum de excelência. O único pecado de Jorge Miranda, terá sido o facto de ser proposto pelo PS e ficar no centro das atenções daqueles que se movem por um "ódio" cego contra tudo o que envolva o Partido Socialista. Paulo Rangel, um licenciado em Direito, devia melhor do que qualquer outro saber que Jorge Miranda dá mais do que garantias de qualidade e profissionalismo.

 

Espero que os partidos façam uma pequena reflexão do que tem sida a sua postura neste caso e que tomem consciência que, de facto, Jorge Miranda é a melhor escolha. Então sim, pelos melhores interesses de Portugal. Esta seria a verdadeira política de seriedade ou verdade e não de engano dos portugueses.



Luís Pereira às 12:22 | link do post | comentar

Quarta-feira, 29.04.09

 Imagem retirada da Câmara Corporativa.



Luís Pereira às 19:26 | link do post | comentar | ver comentários (1)

 
Manuela Ferreira Leite meteu os pés pelas mãos quando, numa entrevista à SIC Notícias, disse: "Eu sentir-me-ia confortável com qualquer solução em que eu acredite, em que eu acredite que a conjugação de esforços e, especialmente, a conjugação de interesses, interesses no sentido do país, são coincidentes. Se perceber que o objectivo país não é propriamente aquele que está no centro das atenções, então com dificuldades haverá um Governo que possa contribuir para a melhoria do país". Como hoje, muito bem, Ferreira Fernandes escreveu no DN, a líder do PSD preferiu "pôr o pais a traduzir o que MFL disse". Mesmo antes de passar a entrevista previamente gravada, já MFL estava a comunicar à imprensa a interpretação que deveria ser feita das suas palavras. Precisa-se de tradutores? Acho que se precisa de coerência!

 

Questão: como o PS tem como objectivo melhorar o País, MFL estará disposta a uma coligação? Será isso um erro de interpretação das suas palavras? Ai estes jornalistas...

sinto-me

João Correia às 17:48 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Terça-feira, 28.04.09

 "Cai agora no mesmo erro, a meia dúzia de meses das eleições, de querer tomar decisões poderosíssimas"

 

Assisti ontem à entrevista de Manuela Ferreira Leite e questionei-me onde é que a senhora esteve este tempo todo... com a cabeça na lua, só pode. Numa parte da entrevista, conduzida muito gentilmente por Mário Crespo, a senhora MFL acusou este governo de tomar decisões em final de mandato, o que provaria que não teria aprendido a "lição", demonstrando irresponsabilidade. Referia-se, obviamente, ao projecto da alta velocidade e do novo aeroporto.

 

Se bem se lembram, este é um assunto amplamente discutido desde o ínicio do mandato deste governo socialista. É um assunto, no caso do "TGV", que vem aliás da legislatura anterior, quando esta mesma senhora se comprometeu com Espanha na construção de quatro ou cinco linhas. Para além deste compromisso assumido, existem aliás vários estudos, que já datam algum tempo, uns que até já foram revistos, estando disponíveis para consulta, principalmente para alguém com a importância ou responsabilidade como MFL e que permitem que cada um tome a sua posição. Posso ajudar: estão aqui e aqui. Como se pode concluir, não é um projecto de ontem ou de hoje, apesar da sua imensa importância para o amanhã, isso é certo! O Governo tomou a sua posição há imenso tempo: é necessário, principalmente face a este conjectura de crise económica, agir. E estes dois projectos, para a economia, são importantes, estruturais mesmo, não só para hoje como para o futuro. Tomou posição, também já há imenso tempo, pelo menos desde que renasceu para a política assumindo a liderança do do PSD, a sra. MFL opôs-se contra estas duas obras estruturantes.

 

Face a isto, mais uma vez não percebo as palavras de MFL. Principalmente se pensarmos que até teve um papel importante no ínicio de um dos dois projectos. Ou mesmo se pensarmos que se está há muito a discutir isto. "Esquecimento"... O que até faz sentido: estamos no poder, somos a favor, somos oposição, somos contra! Isto, é claro, sempre no melhor interesse de Portugal. Ou talvez não. Inclino-me para esta última.

 

O que deve confundir a sra MFL, é que o Governo tem um rumo para o país, tem as suas posições bem definidas e não anda ao sabor da corrente da oposição e do populismo circunstancial. Algo muito complicado para um partido fragmentado e sem uma liderança forte, como no caso do PSD.

 

Portugal a preto e branco? Não, obrigado!



Luís Pereira às 14:59 | link do post | comentar

Primeiro:

 

"Sentir-me-ia confortável com qualquer solução em que acredite que a conjugação de esforços seja coincidente, no sentido daquilo que melhor sirva os interesses do país"

 

Depois

 

"É uma interpretação abusiva porque como é sabido sempre recusei a hipótese de um governo de Bloco Central"

 

Pois. É Manuela Ferreira Leite!

 

No mesmo sentido, adorei esta pérola.

 

 



Luís Pereira às 00:15 | link do post | comentar

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Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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