Quinta-feira, 11.06.09

Elucidativo, votou a favor, mas era contra. Durante algum tempo, quando ouvia o Dr. Rangel, ficava sempre com uma dúvida: como é que tinha feito parte do Governo de Santana Lopes? Começa a perceber-se melhor e há uma coisa que fica claro: estamos perante alguém que vai longe. Não tenham dúvidas.



Luís Pereira às 15:19 | link do post | comentar

Quarta-feira, 03.06.09

"Frase interessante, mas, já agora, onde é que o PSD defendeu sistemas mistos, caro Professor Vital? É que eu, que até simpatizo com estas soluções, ainda não vi ninguém do PSD a subscrever nos seus programas a liberdade de escolha no acesso à Saúde ou à Educação (embora me esforce bastante a pregar nesse sentido), e muito menos a privatização da segurança social. "

 

Paulo Rangel e o sistema misto na Saúde e na Educação.

 

Discussão na AR:

 

 

4. Uma reforma estrutural responsável, que preserve o modelo social e a solidariedade entre gerações

Mas, enquanto as contas não chegam, o pouco que se sabe já merece resposta, já precisa de debate - e deixar claro porque é que a proposta do PSD não é a reforma estrutural responsável de que o nosso modelo social precisa. Das declarações dos responsáveis do PSD fica-se a saber que defendem um modelo obrigatório - repito obrigatório - de transferência de um terço ou mais das contribuições para um sistema de contas individuais de capitalização a ser gerido por instituições públicas ou privadas e válido não apenas para os futuros contribuintes mas também para os que já estão hoje no mercado de trabalho, a partir de uma certa idade.

 

Falemos claro. Chama-se a isso uma privatização parcial das pensões de velhice. E não há que ter vergonha das palavras: a proposta é mesmo privatizar parcialmente a segurança social. É assim que se classifica em qualquer sítio do mundo. Desde logo, porque se trata de contas individuais, privativas; depois, porque podem ser geridas por privados e, finalmente, porque o seu rendimento ficará dependente, em boa parte, do resultado de aplicações na Bolsa que como se sabe é o paradigma do mercado privado. Se isto não é privatizar, senhores deputados, então digam-me o que é privatizar? Mas uma coisa garanto nacionalizar é que não é, concerteza. Aliás a única parte pública desta proposta está em usar o poder do Estado para obrigar os cidadãos a entrarem neste jogo, mesmo contra a sua vontade - e o que é espantoso é que o proponham, sem pestanejar, em nome da apregoada liberdade individual.

 

Em suma, a proposta do PSD não é boa para o Estado, não é boa para os cidadãos e não é boa para a justiça social. Só é verdadeiramente boa para quem tem interesses nela. Ou, para citar Paul Krugman, a propósito de debate semelhante nos Estados Unidos: «esta é uma forma de toda a gente ficar em pior situação, excepto as firmas de cobrança de comissões de Wall Street».

 



Luís Pereira às 22:59 | link do post | comentar

Alguém nega que a luta pela igualdade de direitos seja muito querida aos socialistas? Que mal vem ao mundo de uma socialista se juntar à luta de tantos outros? Militantes do Bloco, do PS, ou simples cidadãos sem partido, juntos por uma causa.

 

Instrumentalização quer o PPM fazer, manipulando o sentimento das pessoas fazendo crer que o PS  se quer aproveitar destas. Deixava-lhe uma questão: se Manuela Ferreira Leite não fosse tão conservadora, dona de uma visão tão retrograda, mantinha a mesma posição? 

 

Ou então: quer isto dizer que Pedro Marques Lopes estava lá para tirar proveitos pelo PSD ou o Daniel Oliveira pelo Bloco de Esquerda?



Luís Pereira às 20:07 | link do post | comentar

Domingo, 31.05.09

O “pelo interesse nacional assino por baixo”, já me incomodava o suficiente. A ideia de que, no combate político, se pode distinguir entre os depositários do “interesse nacional” e os outros, supõe-se que “traidores à Pátria”, sempre me pareceu pouco democrática. Mas quando, em novo cartaz, Paulo Rangel proclama a primazia das famílias portuguesas sobre as famílias políticas já sinto mais do que incómodo. Agora, sem equívocos, estamos mesmo perante proclamação anti-democrática pura e dura, a roçar o populismo nacionalista mais perigoso. É porque há diferentes perspectivas políticas sobre o melhor modo de defender os interesses das “famílias portuguesas” que, em democracia, há diferentes famílias políticas em lugar da (única) União Nacional. Chega!



Luís Pereira às 22:11 | link do post | comentar

Desde de Durão Barroso, na altura primeiro-ministro, que se usa a expressão: o país está de "tanga". Hoje, de novo na moda pelo discurso de Manuela Ferreira Leite, isso é justificação até para não se discutir questões importantes como o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Que "país de tanga" deste pessoal que pensa que as pessoas são tão limitadas que só podem pensar ou debater sobre uma, e apenas uma, questão da actualidade.

 

Que PPM quer agradar a Manuela Ferreira Leite, ninguém dúvida (também ela uma conservadora, que se opõe a uma questão de igualdade como esta). Ao ponto de até Paulo Rangel fazer uma pausa durante um discurso de Sócrates, em resposta a uma intervenção do mesmo, para ler o ABC do PPM. Ainda por cima sobre uma questão tão pouco importante ou nada criticada pelo mesmo: a educação. Será que a razão das criticas se prende com um défice de atenção?

 

Sobre uma coisa "abaixo de cão", aconselhava ao PPM uma leitura bastante interessante, sobre um suposto receio de perder eleições: aqui.

 

É sobre esta estratégia, "abaixo de cão" e "boçal", de que se falava? Pelo menos respeitem quem pode/consegue pensar em mais do que uma coisa e não os acusem de serem meros instrumentos. Afinal de contas, não vejo Pedro Marques Lopes ou Daniel Oliveira a serem instrumentos de Sócrates. Ou são?



Luís Pereira às 21:44 | link do post | comentar

Sábado, 30.05.09

Ao contrário de muita blogosfera, não vou fazer acusações do género: os dirigentes do PSD promovem a corrupção. É inegável que vários antigos dirigentes estiveram envolvidos directamente ou indirectamente no caso BPN. O PSD terá culpa? Não me parece que se possa culpabilizar directamente o PSD. Obviamente. Agora, como diz Vital Moreira, a imagem do "banco do PSD" está lá. Alguns esclarecimentos seriam importantes.

 

Deixaria aqui textos interessantes:

 

O que confere uma gravidade estrema ao caso BPN não é somente a dimensão da negociata, que ensombra a credibilidade interna e externa do nosso sistema financeiro, nem a extensão das perdas que vão ser registadas pelas instituições que têm crédito sobre o banco e pelos contribuintes portugueses.
Não se trata, porém, de um simples caso financeiro, dada a responsabilidade de ex-dirigentes partidários e de ex-membros do Governo do mesmo partido, o que o transforma numa questão política que mancha as instituições democráticas. Não está em causa obviamente responsabilizar o próprio PSD pelas vigarices vindas a público, mas sim de exigir que o partido condene politicamente e se demarque de uma situação que compromete o seu bom nome.
Manuela Ferreira Leite bem pode tentar desviar-se da questão, mas não vai poder fugir-lhe durante muito mais tempo. O caso do "banco do PSD" não vai morrer tão cedo.

 

por Vital Moreira

 

Associo-me já aqui à revolta de Manuela Ferreira Leite. Nem houve qualquer roubalheira no BPN, nem no caso estão envolvidas figuras gradas do PSD. Na realidade, houve apenas alguns incidentes numa instituição bancária onde, por acaso, quase todas os envolvidos tinham uma determinada orientação política. O que, bem vistas as coisas, é irrelevante, já que para lá foram pela sua indiscutível qualidade profissional e não graças às relações políticas que tinham mantido entre si.

 

por Daniel Oliveira

 

Ganhar com compra e venda de acções não é crime. O que tem de ser esclarecido é a ligação per se.

Bem sei que à participação em empresas não se segue responsabilidade na gestão. Afinal, os fundos de investimento em que investíamos incluíam imensas empresas e dificilmente nos poderiam responsabilizar por questões de gestão. Ainda assim, seria salutar que o Presidente da República prestasse algum esclarecimento. Afinal, ele não é um «gajo qualquer».

 

por Tiago Moreira Ramalho



Luís Pereira às 23:58 | link do post | comentar | ver comentários (2)

...se chegar à conclusão que não, nem todos os jovens sabem o sarilho em que se metem se fizerem "amor sem camisinha". E nem todos serão conscientes ao ponto de se dirigirem a um Centro de Saúde, para ir buscar a solução para o problema. Se o problema é da escola ou dos pais? Pouco interessa neste momento encontrar responsáveis ou fazer acusações, importa mais saber como o solucionar. E aí, se de forma responsável se distribuir os preservativos na escola, atacar o problema de frente, se procure informar e consciencializar, com uma educação sexual efectiva, acho que teremos dado um passo importante para a educação sexual dos mais jovens!

 

E não se esqueça: se em Portugal houvesse tanto conhecimento assim do problema, certamente não seria onde o problema da SIDA mais "dores de cabeça" tem provocado em termos europeus.



Luís Pereira às 22:51 | link do post | comentar

Quinta-feira, 28.05.09

“…Garantir a correcção dos desequilíbrios sociais e económicos, melhorando os níveis de vida muito baixo…”. Era este o texto que se podia ler há 35 anos aquando da publicação do Decreto-Lei que instituiu o Salário Mínimo Nacional (SMN) o qual tinha o valor de 3.300$00.
Se o SMN tivesse acompanhado a inflação ao longo dos últimos 35 anos, o valor desta retribuição deveria ser hoje de €584. Actualmente, este é de €450 e é o segundo SMN mais baixo da Zona Euro.
 

Este facto demonstra bem a necessidade de se prosseguir com o compromisso da evolução e crescimento, acima da taxa de inflação, que o Governo assumiu neste mandato. É um imperativo corrigir esta perda de poder de compra e assegurar a tal “correcção dos desequilíbrios” já prevista há 35 anos.

 

Retirado do Maiactual, um blog de camaradas de Maia



Luís Pereira às 00:31 | link do post | comentar

Hoje vou debruçar-me mais sobre as alternativas que (aparentemente) existem à direita do nosso partido.

Para o maior partido da oposição (que não significa que tenha o LÍDER da oposição), a questão europeia cinge-se a problemas nacionais e nada mais.

Aliás, é intenção desse partido apresentar logo uma proposta para que todas as famílias portuguesas recebam à cabeça 5 milhões de euros no sentido de usar os fundos europeus para pagar a crise. É que ter slogans vagos, isentos de propostas apenas vem comprovar a política irresponsável de desinformação que tem vindo a transmitir.

Será que algum partido, no seu perfeito juízo não vai para Estrasburgo defender o interesse nacional? E como podemos consubstanciar esse interesse nacional? O que é afinal? Defender Portugal? Sim…mas como? Com que propostas? Com que objectivos? Com que ideias? Só dizer que se vai defender o interesse nacional é como um presidente de um clube de futebol dizer, no início da época, que querem ser a melhor equipa, mas esquecer-se de referir que isso para por ganhar o campeonato ou a Taça. É evasivo, incompatível com os ideais generosos europeus e acima de tudo pleno de irresponsabilidade.

Não contente com isso, ainda somos confrontados com mais um cartaz para a história: As famílias Portuguesas acima das famílias políticas.

Só quem não quer que se saiba como funciona o parlamento europeu, pode pensar que este cartaz, para além de apelar a um nacionalismo xenófobo, comprova uma ideia que só a defesa das famílias portuguesas interessa aos futuros deputados do PSD. Então e se os deputados alemães e franceses decidirem o mesmo? Se os Polacos e Irlandeses se recusarem a construir uma nova ideia de Europa, o que vai acontecer? O que está VERDADEIRAMENTE em causa é a eleição dos representantes portugueses para um órgão que vai, cada vez mais, ser importante nas suas vidas e como é que as nossas empresas e as nossas famílias possam lucrar com a persecução de ideais de paz, democracia e progresso sustentável no nosso continente. Como tornarmos esta uma Europa mais justa, mais solidária, mais competitiva. E isso não se faz com o neo-nacionalismo, a não ser que se procure seguir as ideias do Sr. Jean-Marie LePen.

Não há dúvidas, nestas eleições o PSD perdeu a máscara! (...)
 

Já para o CDS-PP tudo é mais claro: não existe União Europeia! Não há qualquer construção, não há problemas europeus nem sequer soluções europeias. Só existem questões nacionais e a obrigatoriedade de questionar e penalizar o governo e o Partido Socialista por aquilo que tem feito no nosso país.
Sobre temas europeus o PP faz o pleno: zero conclusões, zero propostas, zero objectivos... zero candidatos a deputados que tenham feito parte do último parlamento. Aliás, esta questão não deixa de ser curiosa pois se os deputados trabalham tanto como tentam publicitar, porque é que nenhum deles é de novo candidato? Este tipo de questões não me sai da cabeça.....com que credibilidade solicitam um voto depois de terem indirectamente admitido que nestes 5 anos o trabalho não foi o melhor?

E já agora, por quanto tempo ficará Nuno Melo e seus pares no Parlamento Europeu, deixando o PP sem um dos seus poucos militantes verdadeiramente activos?

Vida difícil tem este partido, depois de temos tido a confirmação que o PSD encostou à direita.

Um voto em qualquer um destes partidos é a continuação de políticas liberais que levaram à crise internacional, onde hoje procuramos fazer o melhor para sobreviver..

É preciso novas políticas, novas propostas, novas discussões para que a União Europeia volte a ser o farol de todos os que nela coabitam e a esperança daqueles que a avistam.

 

Retirado do blog da JS/FAUL

 



Luís Pereira às 00:19 | link do post | comentar

Terça-feira, 26.05.09

E gostaríamos de perguntar o seguinte: se Miguel Portas e Ilda Figueiredo deviam estar coligados, isto não se aplicaria a Paulo Rangel tornando-se o novo melhor amigo de Nuno Melo devendo fazer campanha juntos? Isto esquecendo que a campanha tem sido em tudo semelhante: ataque ao governo, Europa em segundo lugar.

 

 

Afinal de contas, também pertencem à mesma família política.

 

A mesma que há bem pouco tempo, como já aqui disse, criminalizou a imigração, que não aprovou um directiva que conferia mais direitos de maternidade ou paternidade ou que queria aprovar uma directiva que limitava o acesso à internet.

 



Luís Pereira às 23:54 | link do post | comentar

Rangel acusa o governo socialista de ter aprofundado excessivamente essas relações, associando-as à gravidade da crise por que Portugal passa. Tais declarações têm duas deficiências. A primeira, menos grave, é dizer que o aprofundamento das relações se deveu ao governo. A segunda, mais grave, é dizer que isso é um problema. Tudo isto é tanto mais surpreendente quando as mesmas declarações foram feitas numa campanha eleitoral europeia.

 

Se Portugal quer ser mais europeu tem de se integrar mais com Espanha. Em integração não há pontes (excepto em ilhas, quando as há) e os países mais próximos são precisamente aqueles que têm as economias mais próximas, mais integradas, por assim dizer. (...) Há gente no PSD que percebe de economia, claro, mas ou está a ganhar dinheiro algures ou perdeu a paciência com o partido.



Luís Pereira às 20:44 | link do post | comentar

Afinal não passou tão despercebida a visita dos dois lideres socialistas de Espanha e Portugal.



Luís Pereira às 16:17 | link do post | comentar

Segunda-feira, 25.05.09

Até dou de barato que de manhã uma pessoa ainda não se encontra na posse de todas as suas capacidades, casos há em que até se acorda mal-disposto. Não vou comentar a opinião em relação ao slogan, que na minha opinião até é bem conseguido, uma vez que gostos são gostos e cada um tem o seu. A verdade é essa, a Europa para nós é Vital: vital por tudo aquilo que significa para Portugal, Vital porque para nós Vital Moreira representa a política que queremos para a Europa e Vital pela Vitalidade que queremos dar a esta campanha defendo os interesses da juventude.

 

A política credibiliza-se com opinião séria. Não com opiniões que demonstram desconhecimento e que influenciam negativamente com base em pressupostos errados. A critica à proposta do PSD, mais precisamente de Paulo Rangel, não foi a um maior apoio ao Erasmus: foi uma critica à apresentação de uma proposta que se considera ser a repetição de uma medida que já existe, e que nem está muito relacionada com o Erasmus propriamente dito. Como já aqui foi dito muitas vezes, o apoio ao Erasmus, nomeadamente com a proposta de Erasmus para tod@s, é uma proposta da JS, há longos meses, em conjunto com a JSE e que pretende eliminar uma desigualdade social sentida no ensino superior, uma vez que nem todos têm possibilidades de acesso ao Erasmus e este até acaba por ser um factor discriminatório no acesso posterior ao emprego, sendo muito mais valorizado quem fez erasmus do que os que não fizeram. Assim, a proposta da JS em nada se confunde com a proposta que o PSD pretendeu fazer passar por sua, que muito interessava a alguns fazer colagem para desviar atenções desta copia ou esquecimento selectivo, normal de quem não se lembra em que partidos militou.

 

Quanto ao TGV, esta é uma proposta que a JS defende activamente sem qualquer lugar para dúvidas. É um direito da juventude, porque seremos nós quem mais tirará proveito do projecto de alta velocidade. Para além da mobilidade ou do factor ambiente, o TGV promoverá emprego qualificado. Sobre esta questão, até já aqui tivemos um contríbuto de Pedro Silva Pereira que importa recordar.

 

Convido-os a ler o manifesto eleitoral da JS. Assim, para além de se informarem e poderem opinar com maior fundamento, podem tirar alguma dúvida que persista. A mim também me dá vontade de rir com alguns textos de opinião que leio, mas devido à seriedade das questões, prefiro antes seguir em frente e é com prazer que vejo que mais uma vez a JS é a juventude partidária que mais se nota, que faz propostas e que defende os interesses dos jovens enquanto outros preferem continuar o caminho do "bota-abaixismo".

 



Luís Pereira às 17:05 | link do post | comentar

Sexta-feira, 22.05.09

No “debate” desta noite na TVI24, Vital Moreira recordou a Paulo Rangel que a Dr.ª Manuela, se a deixassem, privatizaria todos os “serviços públicos” (designadamente a educação, a saúde e a segurança social), salvo os que decorram das “funções de soberania”.

No tom estridente a que nos habituou, Rangel reagiu dizendo que as palavras da Dr.ª Manuela tinham sido “descontextualizadas”. Para que não subsistam dúvidas, recorde-se que se tratou de uma resposta a um inquérito do Público (23 de Maio de 2008), durante as últimas directas do PSD, tendo sido perguntado à Dr.ª Manuela quais os serviços públicos que poderiam ser entregues à gestão e exploração privada se a presidente do PSD dirigisse o país. A sua resposta não deixa margem para dúvidas:
 

    Em princípio todos, à excepção das verdadeiras funções de defesa de soberania — a Defesa, a Segurança, a Justiça e os Negócios Estrangeiros. Esses penso que não podem ser entregues a nenhuma gestão e exploração privada. Todos os outros evidentemente podem.


Luís Pereira às 01:43 | link do post | comentar

Sexta-feira, 15.05.09

Falemos, então, da papa Maizena.

Não do novo blogue. Haverá tempo para isso.

Também não do soundbite e todos os faits-divers mediáticos em seu torno. Mas da questão de fundo que lhe estava subjacente: a proposta de criação de um Programa Erasmus para o 1.º emprego.

Faz sentido a existência de medidas europeias de incentivo à mobilidade profissional de recém-licenciados? Faz, claro que sim.

Devem os candidatos ao Parlamento Europeu apresentar propostas de medidas a adoptar pela União Europeia? Devem, indiscutivelmente devem.

A ideia de um Programa Erasmus para o 1.º emprego é um boa ideia? É.

O incentivo à mobilidade internacional de jovens trabalhadores é um ideia inovadora e inédita? Não, não é. Em Portugal já existem programas em vigor que visam, precisamente, atingir esse objectivo: o INOV Contacto e o INOV Vasco da Gama.

É aceitável que um candidato ao Parlamento Europeu formule propostas para medidas comunitárias, desconhecendo que, internamente, já existem programas em tudo semelhantes ou que visam atingir exactamente os mesmos objectivos? Não, não é.

Publicidades farináceas à parte, esta é que é a questão de fundo. Paulo Rangel, ao propor algo que já existia, demonstrou desconhecimento e impreparação.

E o soundbite só lhe veio dar jeito. Inteligentemente, Rangel fez-se de vítima, escusando-se a responder à questão de fundo para a qual, manifestamente, não tinha resposta. Conseguiu, assim, no meio da papa, passar pelos pingos da chuva e fazer com que ninguém reparasse que a sua proposta de um Programa Erasmus para o 1.º emprego não passava de improvisação política feita em cima do joelho. Ou, recorrendo à metáfora de JPP, Paulo Rangel apanhou o comboinho colorido para que não se visse o grande comboio negro.

Moral da história: Quanto ao fundo da questão - que é o que interessa discutir, embora a comunicação social se tenha interessado mais pela papa - Basílio Horta tinha razão em chamar a atenção para o carácter não-inovador das medidas apresentadas por Paulo Rangel. Fez uma crítica substantiva, bem fundamentada e certeira, sem ataques pessoais, antes salientando a importância de programas geridos pela instituição a que preside. Ao fazê-lo, tornou evidente a impreparação de Paulo Rangel - que é, no fundo, a ideia que está subjacente à “boca” alimentícia do ministro Manuel Pinho, a qual acabou por fazer ricochete ou virar-se contra o feiticeiro, beneficiando apenas o próprio Paulo Rangel, que assim conseguiu distrair as atenções, fazendo com que o seu erro passasse despercebido.



Luís Pereira às 23:26 | link do post | comentar

Uma excelente notícia que nos chega dos Açores: as corridas de touros picadas foram rejeitadas na Assembleia Legislativa. É uma vitória de civilização para todos os deputados e dirigentes políticos que se opuseram firmemente a esta barbárie, especialmente o Francisco César que foi um dos mais activos críticos desta vergonha que alguns pretendiam instituir nos Açores.

O diploma foi aliás chumbado graças ao PS, com apenas seis deputados socialistas a apoiarem a legalização da violência gratuita sobre animais. A par de um número de crescente de autarquias que estão a banir as touradas no continente, este chumbo nos Açores indica o sentido correcto para uma legislação mais abrangente que seja capaz de aprofundar o bem-estar animal em Portugal. A bem da dignidade humana.



Luís Pereira às 23:18 | link do post | comentar

Como hoje se celebra o Dia Mundial da Família parece-me interessante recordar quais foram os partidos portugueses que, há dias, inviabilizaram a votação do Relatório Estrela protelando a sua discussão para a próxima legislatura. Ironicamente são aqueles que andam sempre com a "família", qual credo, na boca.



Luís Pereira às 22:58 | link do post | comentar

Há quem continue a insistir na mentira. Elisa Ferreira não disse que o dinheiro do Estado era do PS.

 

Vamos clarificar: aqui. Quanto ao resto, mais vale não comentar, esta obsessão, à la Paulo Rangel, demonstra nervosismo. Tranquilidade, é o que se precisa.



Luís Pereira às 13:52 | link do post | comentar

Quinta-feira, 14.05.09

"Na prática, estamos a assistir à tentativa de afastar alguém que parece não concordar inteiramente com a orientação que o Sindicato entende ser a mais adequada à condução de um caso de grande impacto público. Se a coisa pega, é de temer que os investigadores adiram a esta nova moda de se queixarem uns dos outros e conduzirem investigações uns sobre os outros – se é que não o fazem já.

Trata-se de uma evolução comum em instituições dominadas por uma lógicaconspirativa e revanchista: concluída a eliminação dos inimigos externos, Estaline promoveu a condenação dos seus camaradas do Comité Central."



Luís Pereira às 21:26 | link do post | comentar

Os partidos e o Governo concordaram que não haveria debate quinzenal no Parlamento com o Primeiro-Ministro durante a campanha eleitoral para as eleições europeias. Pessoalmente, acho bem, mas quem não tivesse concordado teria todo o direito de achar mal. O que é indesculpável é que um dos partidos que há duas semanas atrás concordou com isso venha hoje acusar o Primeiro-Ministro de não querer ir debater ao Parlamento. Nem por ser campanha eleitoral, devia deixar de se levar a mal. Não dignifica o Parlamento, nem dignifica o PSD que é o autor da gracinha, mais uma vez pela voz de Paulo Rangel.
O que me preocupa é que este tipo de duplicidade entre o discurso à volta da mesa e o que se faz para o microfone costuma passar sem sanção política e que a comunicação ande tão contaminada por este tipo de ruído em vez da discussão séria sobre o país, a Europa ou ambos.



Luís Pereira às 21:20 | link do post | comentar

Terça-feira, 12.05.09

• Miguel Sousa Tavares, Números de circo:

    «Três homens sentaram-se a uma mesa para almoçar: dois eram magistrados ao serviço do MP e encarregados das investigações ao caso Freeport, o outro era magistrado do MP também, mas destacado no Eurojust. Segundo o relato coincidente de todos, o último terá dito aos outros que o primeiro-ministro queria ver a investigação concluída rapidamente. Conforme as interpretações desta frase, ela era uma frase banal e lógica ou uma intolerável "pressão" e recado do poder político ao poder judicial. Fez-se disto um caso de arromba e o sr. procurador-geral - em lugar de arriscar a sua própria interpretação, conforme lhe competia - mandou abrir o inescapável "inquérito", para inquirir o que já se sabia. Há mais de um mês que um quarto magistrado "investiga", pois, este palpitante assunto e esta semana o sr. procurador-geral avisou que vai ser preciso pelo menos mais outro mês até se chegar a uma conclusão. Eis a noção de rapidez da nossa Justiça.»

     

     

    Retirado da Câmara Corporativa.

     



Luís Pereira às 01:56 | link do post | comentar

Quarta-feira, 06.05.09

As medidas propostas têm sido muitas, visando o controlo administrativo dos salários dos administradores e gestores, nuns países no sector público, noutros nas empresas que tiveram que recorrer a empréstimos públicos, noutros ainda limitando as acumulações de funções de administração… Como acontece com todos os controlos administrativos, multiplicam-se os instrumentos correndo-se o risco de construção de uma teia burocrática cara e pouco eficiente.

E, no entanto, há uma alternativa mais simples e geral, com sistemas de controlo já instalados e com menos efeitos colaterais: a progressividade dos impostos. Afastada do centro do debate político em Portugal, tem vindo a ser reintroduzida noutros países, entre os quais o alvo de toda a crítica europeia anti-neoliberal: o Reino Unido. Segundo uma sondagem da Fabian Society, com aprovação popular clara: 76% dos inquiridos apoiam a subida para 45% da taxa máxima de imposto sobre o rendimento individual no Reino Unido. Ainda baixa esta taxa? Sem dúvida, mas já maior do que a de 42% em vigor em Portugal.



Luís Pereira às 14:04 | link do post | comentar

(..)Mas as críticas de Paulo Rangel a Basílio Horta tratando-o como um mero funcionário administrativo só porque o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) revelaram baixo nível.

Desde há algum tempo que o candidato do PSD diz que todas as decisões do PS são antigas propostas do PSD, bastaria isso para que tivesse cuidado ao fazer ele próprio novas propostas, o pior que poderia suceder-lhe era cair no erro de que acusa o Governo. Foi isso que aconteceu, Basílio Horta chamou a atenção para o facto e Paulo Rangel reagiu desvalorizando o presidente da AICEP, tratando-o com sobranceria.

Mas se Paulo Rangel acha que Basílio Horta extravasou as suas competências envolvendo-se no debate político, então é bom recordar-lhe que esta situação teve um precedente mais grave. Quando Guterres era candidato a primeiro-ministro Patinha Antão, que na época era director-geral de Estudos e Previsão no ministério das Finanças, entrou activamente na luta política contestando as previsões económicas do candidato do PS.

Não me recordo de na época alguém ter tentado rebaixar Patinha Antão recorrendo ao expediente agora usado por Rangel. O candidato do PSD ainda não aprendeu a distinguir o debate político nacional de uma RGA de estudantes.



Luís Pereira às 00:10 | link do post | comentar

Quinta-feira, 30.04.09

"O PSDv tem candidato, sabemos porque o Tribunal Constitucional já o confirmou embora informando que quem concorre é o PSD mas, tirando umas aparições televisivas para informar que é contra a auto-estrada rosa, não se consegue descortinar mais nada sobre quem é e ao que vem.


Embora tenhamos ficado a saber pelo Vasco Campilho que já é possível telefonar para a Verdade, segundo ele uma simpática senhora com um sotaque agradavelmente norteinho, não consta que por lá hajam sinais de um tal Paulo Rangel.
Dão-se alvíssaras."



Luís Pereira às 14:54 | link do post | comentar

Terça-feira, 28.04.09

A Drª Ferreira Leite lá saberá o que diz:

 

"Enfim...Todo este post  é uma tergiversação tonta e, vai-se a ver,  talvez a Drª Ferreira Leite nem conheça aquele político brasileiro que prometia «O Brasil está à beira do abismo. Comigo vai dar um passo em frente». Vai-se a ver também e talvez a Drª Ferreira Leite acredite mesmo - à semelhança de tantos conservadores por nós conhecidos - que é possível evoluir para pior e, num lapso freudiano, tenha apenas revelado todo o seu horror ao progresso."

 

Eu proponho um tradutor!



Luís Pereira às 15:39 | link do post | comentar

pesquisar...
 
Artigos recentes

Frases que prometem fazer...

Come a papa, come a papa....

Não seja assim, PPM!

Nós, europeus vs União Na...

"País de tanga"

Uma questão de postura

Não fique espantado...

Lendo outros - Salário mi...

Lendo outros

nós, somos europeus!

Lendo outros - Portugal e...

Sócrates e Zapatero

Por muito que tente, é in...

Lendo outros - "descontex...

Lendo outros - Maizena à ...

Lendo outros - um sinal d...

Lendo outros - europeias ...

Uma mentira repetida muit...

Lendo outros - sobre pres...

Lendo outros - Nem por se...

Lendo outros - havia nece...

Lendo outros - como moder...

Lendo outros - Aquilo que...

Lendo outros - "Quem é Pa...

Lendo outros

aCima & aBaixo

Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
links
Sotão

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

tags

todas as tags

blogs SAPO
subscrever feeds