Terça-feira, 26.05.09

O candidato ao Parlamento Europeu da JSD, Joaquim Biancard, disse sobre a questão da imigração:

 

“A questão da imigração não pode ser tratada como um “caso de polícia”. Tem de assentar em políticas sérias de inserção e integração que tenham a juventude como vector fundamental.”

 

Curioso, não fosse ele candidato ao Parlamento Europeu e membro de uma família politica da qual consta o primeiro ministro italiano que criminalizou a imigração há bem pouco tempo.

 

 



Luís Pereira às 17:42 | link do post | comentar

Sexta-feira, 22.05.09

A JS marcou mais uma vez a agenda política portuguesa e, de novo, várias vozes se levantaram. Com elogios ou criticas, acho que devemos conviver bem. O que deve chocar é a fuga para a frente, já comum. Se no mundo há uma crise económica, alguns "iluminados" parecem querer alargar a crise ao pensamento: não se pode falar de casamento entre pessoas do mesmo sexo, eutanásia ou educação sexual nas escolas porque só podemos falar em crise económica. Se nos preocupamos com a crise económica internacional? Obviamente que sim! Se vamos ficar estáticos e presos a esta para não fazer o nosso trabalho e defender novas políticas de igualdade, justiça e de/para jovens? Obviamente que não!

 

Que bela "mordaça" querem estes colocar no livre pensamento e iniciativa para apresentar propostas que permitam acabar com alguns problemas da sociedade. A critica até nem é nada de especial: deixaria aqui sobre a questão do preservativo uma citação do Duarte Cordeiro - “Com o número de gravidezes na adolescência que temos, não disponibilizar preservativos nas escolas, que é onde estão os jovens, é fugir ao problema”.

 

A Educação sexual é um problema actual? É, e um problema bem grave. A inadequação do modelo actual espelha-se nos estudos realizados aos comportamentos sexuais dos jovens, particularmente dos adolescentes e dos índices de desconhecimento que continuam a revelar em matéria de contracepção ou em prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. A prevenção não tem sido bem sucedida, cabe a nós mudar o actual panorama, lançar a discussão e pôr isto a andar. É assim que se faz política, de causas para os jovens em particular, para a sociedade no geral, de que a JS não deve abdicar. No futuro, poderá ser graças a estas discussões que notícias como esta não se repitam: "Portugal entre os maiores exportadores europeus de Sida". A forma como se irão distribuir os preservativos ainda está por definir, mas acredito que será da forma mais responsável. Curiosamente, numa entrevista que li há pouco tempo, os alunos até se mostram favoráveis em relação a esta medida de prevenção.

 

Em conclusão: Sendo a ideia da educação sexual nas escolas falar de sexo com jovens para que suceda o mais tarde e mais informadamente possível, o facto de o Estado português andar há 25 anos para entrar em vias de facto poderia parecer enternecedoramente simbólico não fosse irresponsável e estulto. Tão estulto e irresponsável como a resistência à disponibilização de contraceptivos nas escolas aos jovens que os solicitem quando os mesmos jovens podem há décadas recebê-los grátis nos centros de saúde - ou até, imagine-se, comprá-los. Vá, senhores - cresçam.

 



Luís Pereira às 00:45 | link do post | comentar

Domingo, 17.05.09

Exigia-se mais elevação política a uma juventude partidária como a JSD ou a um candidato ao parlamento europeu pelas listas do PSD, mas tal não é possível.

 

Que a JSD anda, tal e qual o PSD, perdida, já todos sabíamos. Agora, depois do baixo nível dos cartazes que andou a espalhar, só faltava acusar de falta de seriedade e de chamar de mentirosos a dirigentes de outra juventude partidária, já para não referir outros insultos que, por exemplo, podem ler aqui, nos comentários.
 
Não vou cair no insulto grátis e de baixo nível, até porque isso só demonstra falta de inteligência. É que estas acusações, para além de serem ridículas e um atentado à honestidade intelectual, só podem causar gargalhadas a qualquer um. Dizer que lhes copiamos uma proposta, que teve origem na JS, para a qual tem contribuído à largos meses, nomeadamente no contributo para um abaixo-assinado europeu, para além de a ter apresentado ao PS, que a adoptou no seu manifesto eleitoral, é hilariante! Ao nível de um sketch dos Gato Fedorento. A proposta do Erasmus para tod@s é da JS, é do PS e temos todo o gosto que a JSD se junte à nossa luta! Até lhes apresento um texto que circulou na JS, promovendo este abaixo-assinado, para o qual também podem contribuir, isto se estiverem disponíveis a fazerem política de seriedade.
 
"A 14 de Fevereiro de 2009, os jovens progressistas europeus, membros das organizações de juventude dos partidos integrados no Partido Socialista Europeu, lançam uma campanha a nível europeu para promover a seguinte petição para assegurar o direito de acesso a um Erasmus Universal: “Solicitamos à União Europeia que todos os jovens entre os 16 e os 29 anos possam ter o direito e oportunidade de viajar, viver, trabalhar ou estudar por um período de 6 meses num Estado membro da União Europeia distinto do da sua residência”.
 
A possibilidade de todos terem condições para acederem ao erasmus é obviamente uma preocupação da JS, mais do que não seja, porque é um contributo para o combate a mais uma desigualdade. A promoção do emprego, obviamente que é uma preocupação da JS, não fossemos nós socialistas! As linhas de alta velocidade é um direito dos jovens, não o contrário, é uma investimento estruturante para Portugal que urge avançar para a frente.
 
Quem parece copiar algo aqui, é a JSD. Copia o marasmo que é o PSD, copia a falta de rumo, a falta de causas e propostas para a Europa! Acabaria deixando-lhes uma pergunta ou um desafio: sendo uma organização de juventude, que pouco pode fazer na questão europeia, por incapacidade ou falta de vontade, não podiam fazer algo útil, neste caso a pressionar o próprio PSD, que curiosamente aprovou a lei em sede de Assembleia da República, e viabilizar o Conselho Municipal de Juventude em Lisboa que tem agora bloqueado sem razão aparente? Aí sim, teriam finalmente alguma utilidade, mas nem nisso acredito, porque pelo último debate que vi, ainda têm a coragem de defender uma posição que não é defensável.

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Luís Pereira às 22:43 | link do post | comentar

A JSD acusou a Juventude Socialista de plágio e falta de seriedade na política referindo que a JS tinha plagiado a JSD ao apelar ao Erasmus para todos.

Facilmente se comprova que a JSD faltou à verdade e que teve o comportamento de pouca seriedade que acusa os outros.

A proposta de “Erasmus para tod@s” surge publicamente da ECOSY, Organização Europeia das Juventudes Socialistas, em 14 de Fevereiro de 2009. Nesta data todas as organizações membros da ECOSY, incluindo a JS, participam no lançamento da petição “Universal Erasmus”, www.universalerasmus.eu, que tem como objectivo reforçar os apoios financeiros a todos os programas de mobilidade, em especial ao Erasmus, para que todos os jovens independentemente das suas condições sociais de origens possam participar e beneficiar desses programas.

Pelo que percebemos a proposta da JSD trata-se de reformular um programa existente que se chama Leornardo Da Vinci, utilizando um nome de um programa já existente, ao nível nacional da AICEP, chamado “Vasco da Gama”.

Não só as preocupações da JS e da JSD são manifestamente diferentes como facilmente se comprova a origem da proposta da JS, a sua data e a sua finalidade.

Deve ser esta a Política de Verdade do PSD e da JSD.

 

Duarte Cordeiro

Secretário-Geral da JS


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Jovem Socialista às 22:17 | link do post | comentar

A JSD anda de sem saber o que fazer... Em vez de tentar com que o seu partido seja uma oposição convincente, põe-se a mandar "bitaites"... Depois do Pinócrates, agora podem fazer uma Leitócrates para se entreterem!


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João Correia às 21:10 | link do post | comentar

Quarta-feira, 13.05.09

O PSD, via Paulo Rangel, e a JSD fartam-se de criticar o TGV com um argumento que tem uma certa piada. As próximas gerações ficariam, segundo estes, "presas a este pesado investimento". É importante pensar numa coisa: são as gerações futuras que mais vão beneficiar deste investimento. Para além de ambientalmente sustentável, este importante investimento melhora a mobilidade e aproxima Portugal da Europa. Isto, sem nos esquecermos nos efeitos positivos que traz o investimento público à economia nacional. Por isso a JS adoptou o lema: Direito ao TGV!

 

Se a ligação a Madrid parece ser mais consensual, a do Porto-Lisboa tem sido a mais criticada. Deixaria aqui o contributo do sr. Ministro Pedro Silva Pereira:

 

"Quanto à ligação ao Porto, proponho que tenha em consideração três argumentos: primeiro, trata-se de um troço da ligação a Vigo, que é importante para as nossas empresas; segundo, desbloqueia o transporte de mercadorias, hoje saturado na linha tradicional Lisboa-Porto, onde é prejudicado pela articulação com o transporte de passageiros em linha única; terceiro, é rotundamente falso que se trate de uma redução de apenas 15 minutos: o ganho é de uma hora e meia! (de 2 horas e 45, hoje "gastas" na melhor ligação ferroviária, para apenas 1 hora e 15). Quem ganha, e muito, são as empresas que a preocupam. E boa parte do investimento é com fundos comunitários, que não podem ter outros destinos."

 

Esclarecido? Hoje, como há 5 anos quando Manuela Ferreira Leite estava no Governo e assinava um acordo internacional com Espanha, para cinco linhas, o TGV é uma prioridade. Para uma política de verdade, é importante não se esquecer dos acordos que estabelece, até porque isso prejudica a credibilidade portuguesa no estrangeiro.



Luís Pereira às 21:48 | link do post | comentar

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Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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