Sexta-feira, 26.06.09



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Quarta-feira, 17.06.09

Intervenção do Primeiro-Ministro, José Sócrates Debate da Moção de Censura

17.06.2009

 

 

 

1. A responsabilidade democrática

 

Senhor Presidente, senhoras e senhores Deputados:

 

A três meses de eleições legislativas, a direita decidiu patrocinar uma moção de censura ao Governo. Esta iniciativa é, com certeza, formalmente legítima, mas é uma iniciativa politicamente sem sentido. Em primeiro lugar, é uma iniciativa totalmente inútil e inconsequente: todos sabem que a legislatura está no seu termo e que muito em breve os eleitores serão chamados a pronunciar-se, então sim, sobre o futuro da governação. Em segundo lugar, nem sequer se pode dizer que se destina a suprir uma eventual ausência de debate político: pelo contrário, estava justamente marcado para hoje mais um debate quinzenal, que teve de ser adiado uma semana precisamente por causa desta moção. Verdadeiramente esta iniciativa tem um único mérito: recordarão País a política de truques e de expedientes, em que o CDS se tornou especialista.


 


 

Mas o pior é a total falsidade do pressuposto político em que assenta esta moção de censura. Querer retirar dos resultados das eleições para o Parlamento Europeu conclusões sobre a legitimidade do Governo nacional é pura e simplesmente desrespeitar a democracia. Digamo-lo com todas as letras: é um abuso e uma precipitação transformar eleições europeias em eleições legislativas. E é um abuso que raia a arrogância quando se pretende assumir, em nome do eleitorado, uma legitimidade que o eleitorado manifestamente não conferiu.

 

Uma coisa é compreender os sinais dos eleitores – e eu estou bem atento a esses sinais. Outra coisa, bem diferente, é instrumentalizar os resultados, pretendendo confundir eleições europeias e eleições legislativas!

 

Nunca, como hoje, o Parlamento português dispôs de tantos instrumentos de fiscalização política do Governo. E isto graças à iniciativa do Partido Socialista, que usou a sua maioria, não para conferir mais poder ao Governo, não para abusar do poder, mas sim para garantir mais centralidade à Assembleia da República e mais poder e mais direitos à Oposição!

 

Esta foi a atitude de probidade e responsabilidade democrática que sempre caracterizou, na legislatura, o Governo e a Maioria do PS.

 

Mas o agendamento desta moção de censura vem apenas acentuar, por contraste, o oportunismo político daqueles que não hesitam em instrumentalizar, de forma inconsequente, as figuras regimentais do Parlamento penas para obter ganhos mediáticos de ocasião.

 

Os Portugueses registarão esta diferença de atitudes. Do lado do Governo, total concentração no seu trabalho e responsabilidade, que é combater os efeitos da crise económica mundial, promovendo o investimento, o emprego e a protecção das famílias; e prosseguir a agenda reformista e modernizadora, focada nos factores que podem melhorar os indicadores de qualificação e de competitividade. Mas, do lado da Oposição, há uma única motivação, dizer mal do Governo; e há uma única proposta: parar o País!

 

É isto, no fundo, o que a Oposição propõe: que o Governo deixe de governar, deixe de tomar decisões, deixe de ter iniciativa, e que a administração pública fique paralisada. Ora, é exactamente o contrário aquilo de que o País precisa: o País precisa que se combata a crise, que os investimentos públicos prossigam, que sejam apoiadas as empresas que investem e criam ou mantêm emprego, que as pessoas e famílias em maior dificuldade beneficiem de mais protecção social. O tempo não é de desistir, é de lutar. O tempo não é de dizer mal, é de fazer bem. O tempo não é de parar; pelo contrário, o tempo é de agir! 

2. Prosseguir o rumo

 

Senhor Presidente, senhoras e senhores Deputados:

 

A agenda do Governo é clara, porque se fundamenta na força das convicções.

 

Nós acreditamos que é nos momentos como este, de grave crise económica internacional, que a acção do Estado é mais necessária. Quando as empresas naturalmente se retraem é que o Estado mais deve investir. Nós acreditamos que é nos momentos de incerteza que os governos devem ser corajosos na tomada de decisões. Recuar, adiar, não decidir é que hipotecaria o futuro, atirando os custos de não fazer nada para a próxima geração. Nós acreditamos que é no momento em que as famílias atingidas pelo drama do desemprego passam especiais dificuldades que o Estado social deve estar mais presente, apoiando mais quem mais precisa.

 

E foi justamente para isto que trabalhámos, foi para isto que fizemos a consolidação orçamental. Se hoje estamos a apoiar o investimento e a proteger mais as famílias, é porque soubemos pôr, no momento certo, as contas públicas em ordem. Esse, que foi, aliás, um dos maiores falhanços da direita, foi, pelo contrário, um dos principais méritos deste Governo.

 

O Governo está, pois, empenhado em prosseguir o rumo, um rumo fundado na força das convicções e no nosso compromisso com os Portugueses. Ouvindo as pessoas. Explicando melhor as políticas. Mobilizando as energias de todos. Mas com a atitude de sempre: determinação na acção, defesa do interesse público, sentido das responsabilidades.

 

Não estamos disponíveis nem para a desistência, nem para a resignação, nem para a paralisia. Não estamos disponíveis para a desculpa fácil do “não é possível”, ou do “é melhor adiar”, ou “é melhor não fazer”. Muito menos estamos disponíveis para pôr em causa o muito que o País já conseguiu, em reformas que eram urgentes, que estavam prometidas há muito - mas que só este Governo e esta Maioria tiveram a coragem de levar a cabo.

 

Falo, senhores Deputados, da reforma da segurança social, que a tirou da situação de alto risco. Da convergência entre os regimes de pensões da função pública e do sector privado, que promoveu a igualdade entre os trabalhadores. Da modernização da legislação laboral, que combate a precariedade, dinamiza a negociação colectiva e favorece a adaptabilidade das empresas. Da reforma da administração pública e da simplificação e modernização administrativa. Falo da aposta nas energias renováveis, da reforma dos cuidados de saúde e da política do medicamento, da reforma na educação.

 

Qualificação, sustentabilidade do Estado social, consolidação orçamental, tecnologia, energia: é assim que se constrói um Portugal melhor, é assim que se prepara o futuro.

 

Falo ainda, senhores Deputados, dos novos passos que o País deu, em direcção à igualdade de oportunidades e à coesão social. Falo de novos direitos sociais. Das novas medidas sociais, para as quais canalizámos todas as margens de manobra orçamental que fomos conquistando.

 

pelos vistos quem pretenda censurar o Governo que lançou o Complemento Solidário para Idosos, as unidades de saúde familiar, a rede de cuidados continuados, o programa Novas Oportunidades, o computador Magalhães. Há quem queira censurar o Governo que criou o abono pré-natal e os empréstimos para o ensino superior; o Governo que assegurou a gratuitidade dos medicamentos genéricos para os pensionistas de mais baixos rendimentos. Querem censurar o Governo que mais do que duplicou o número de beneficiários da acção social escolar; o Governo que garantiu a escola a tempo inteiro e a colocação plurianual dos professores, que alargou a licença de parentalidade ou que pôs em marcha o maior investimento de sempre em creches e lares. Também já houve quem achasse que o aumento do salário mínimo era uma irresponsabilidade. Pois eu digo que irresponsáveis são aqueles que querem que o Estado recue na protecção social e revelam uma tão gritante insensibilidade face aos problemas reais dos Portugueses.

 

Por isso digo que há, sim, uma censura política a fazer.

 

Essa censura dirige-se àqueles que, à direita, escondem mal o seu programa de enfraquecimento do Estado social, cuja doutrina é o recuo das funções sociais do Estado e a privatização da segurança social, e que nada mais têm a propor, na crise actual, senão parar o investimento público. Mas censura também, porque o que esta direita oferece ao País não é o que o País quer - a discussão séria sobre os problemas nacionais - mas aquilo que o País bem dispensaria, mas toda a gente vê: a criação artificial de incidentes parlamentares, que visam apenas disputar protagonismos na liderança da direita.

 

 

3.Combater a crise, servir o País

 

Senhor Presidente, senhoras e senhores Deputados:

 

A hora é de responsabilidade e competência, não é de tacticismos fáceis. A hora é de determinação, não é de hesitações nem de desistências. Quero dizê-lo sem nenhuma ambiguidade, olhos nos olhos dos Portugueses.

 

Compreendo, com humildade democrática, os sinais de insatisfação e dúvida. Procuro interpretá-los e corresponder-lhes. Tenho bem a consciência de que as medidas difíceis que tivemos de tomar, para vencer a crise orçamental, e a necessidade que tivemos de fazer tantas reformas em tão pouco tempo, terão provocado, em certos sectores, algumas feridas e descontentamentos. Sei também que os efeitos da crise económica mundial trouxeram dificuldades adicionais às famílias e às empresas, prolongando um tempo de exigência e diminuindo a visibilidade dos progressos que o País, de facto, alcançou.

 

Interpreto os sinais de insatisfação sobretudo como um apelo a fazermos mais e melhor – é esse o nosso compromisso. Mas não subordinarei a nenhum interesse táctico e circunstancial de última hora a minha responsabilidade, como primeiro-ministro de Portugal. Os tempos difíceis requerem um rumo certo, uma autoridade clara e o empenhamento na acção. Exigem exactamente o contrário da resignação e da desistência – exigem vontade e exigem determinação.

 

O Governo definiu, em consonância com a União Europeia, uma linha política de combate à crise. Essa linha assenta em quatro pilares fundamentais. O primeiro foi a estabilização do sistema financeiro e a retoma do financiamento à economia. O segundo é promoção do investimento público. O terceiro é o apoio às empresas e à defesa do emprego. O quarto é a protecção das famílias e dos grupos mais vulneráveis.

 

As medidas estão em execução. A intervenção conjugada a nível europeu favoreceu a descida das taxas de juro, de que beneficiam hoje centenas de milhar de famílias com empréstimos bancários à habitação. Os fluxos de crédito tendem a ser repostos, e hoje cerca de 30 mil empresas acedem a linhas de crédito bonificadas. Foram lançados programas de investimento em áreas-chave para o futuro do nosso País, na eficiência energética e nas energias renováveis, nas redes de banda larga, na agricultura, nos equipamentos sociais, nos centros escolares e nas escolas secundárias. Dezenas de milhar de empresas e centenas de milhar de trabalhadores beneficiam das medidas de apoio à manutenção de emprego. Dezenas de milhar de jovens beneficiam de estágios profissionais e de incentivos à contratação. As instituições que recrutam pessoas estão também a ser fortemente apoiadas pelo Estado.

 

Estas são as iniciativas que o momento exige. Combate à crise, apoio ao investimento e ao emprego, protecção às famílias. Não é, senhores Deputados, o tempo de desprestigiar a democracia com expedientes sem sentido. Nem é tempo de brincar aos truques políticos.

 

Para o Governo, é tempo de trabalhar. É tempo de concentrar todos os esforços na recuperação economia e na protecção social. Este é o tempo de servir, com dedicação e competência, Portugal. Este é o tempo de dar aos Portugueses razões de esperança num futuro melhor.

 



Luís Pereira às 18:21 | link do post | comentar

Quarta-feira, 27.05.09

 

 

Foi o PS que propôs e aprovou o actual regimento de presenças em debates do Primeiro-Ministro. Nunca um Primeiro-Ministro, como José Sócrates, apareceu tanto no Parlamento. Cavaco, Durão Barroso ou Santana Lopes, não o fizeram certamente.

 

Até agora José Sócrates apareceu sempre com resultados bastantes positivos, ganhando os debates, contra os vários líderes de bancada do PSD, e comprovando que pouco ou nada tem a oposição a dizer ao país.

 

De facto, é compreensível a importância do Primeiro-Ministro, sentida por todos. A agenda apertada dificulta a sua comparência na A.R. durante uns tempos. O próximo debate já ficou acordado em conferência de líderes, agora não contava é que sentissem tanta falta do Sr.. Primeiro Ministro, logo agora. A não ser que queiram admitir que é de facto um prazer ouvi-lo, uma obrigação de aprender com o que ele diz, um exemplo a seguir com as suas políticas. Ou isso, ou porque querem desviar as atenções das eleições europeias mais uma vez para fait-divers, não dando a importância que tem a estas eleições.

 

Duas hipóteses, mas não se preocupem. Ele volta.



Luís Pereira às 01:18 | link do post | comentar

Sábado, 09.05.09

É a vez de José Sócrates tomar a palavra. Diz para a plateia:

 

" Se há algum contributo que podemos dar hoje ao mundo, é votar nas eleições europeias, pois isso significa uma Europa mais forte."

 

Sobre a crise, acrescentou: " a Europa não só nos defende como nos proporciona instrumentos para a combater".

 

O que está em jogo nestas eleições " é o prolongar esta aventura! A Europa foi construída com voos fantásticos, como a abertura das fronteiras ou o euro".

 

Acerca do papel de Portugal, "foi através da nossa sensibilidade que, por exemplo, construímos uma relação com África e por outro lado também, através de uma cooperação estratégica, com o Brasil."

 

" Aventura, que teve na assinatura do Tratado Europeu, aprovado já em 26 estados membros, mais um importante desenvolvimento, e que será em 2010 o tratado da Europa, com o nome de uma cidade portuguesa, Lisboa! Nós, os Socialistas, sempre estivemos na vanguarda deste projecto!"

 

"Foi por acharmos que fizemos um bom trabalho que, ao contrário de outros, mantivemos muitos dos actuais deputados! E temos um novo candidato, cabeça de lista, o Prof. Vital Moreira, que dá excelentes garantias. Vital Moreira, contamos contigo e a com a sua equipa!"

 

Neste momento, sentiu-se uma grande ovação aos candidatos ao Parlamento Europeu. José Sócrates acrescenta: " Há um ponto fundamental nesta eleição: a dicotomia esquerda e direita, nunca se esqueçam que o radicalismo nunca levou a lado nenhum, aliás, só destruiu, e os outros são de um bota baixismo, negativismo e política de ataque pessoal, que também nada acrescenta. Esses que querem discutir questões nacionais, estamos preparados para lhes responder, mas não se esqueçam não será apenas uma avaliação do governo, mas também a uma oposição ausente, que não apresentou nenhuma proposta."

 

" Votar no PS é agir por mais igualdade! No ranking de políticas de imigração, ou seja de igualdade, sabiam que a Suécia é a número 1? E que Portugal conquistou o segundo lugar? É isto que está em causa nestas eleições, mas também a forma como vamos enfrentar a crise. Proteger as famílias, as empresas através de, por exemplo, investimento público. Preferimos o investimento público, a ficar sentados numa cadeira e não tomar medidas. "

 

" Nós somos de uma geração que não se queixa de as anteriores terem feito muito, mas sim pouco. É esta a batalha, deixar novas oportunidades para as gerações futuras. Esta é uma oportunidade para afirmar a Europa e combater a crise. Aqui está o PS! A servir Portugal, a contribuir para o debate e a defender os seus ideais com categoria. a defender a Europa e os melhores deputados!"

 

"É por isso que dizemos, nós europeus, um voto por Portugal e pela Europa!"



Luís Pereira às 19:19 | link do post | comentar

José Sócrates passou os últimos quatro anos a implementar medidas para ter como recompensa uma crise que colocou o país sem margem de manobra em termos fiscais e que impulsionou o número de apoiantes do Partido Comunista, escreve o “Washington Post”, num artigo onde sobressaem os elogios à governação do primeiro-ministro.

Depois de falar com Sócrates, Steven Pearlstein, jornalista do jornal referido, conta como o responsável brincou com o dia em que aprendeu sobre “essa coisa a que chamam a crise do subprime” e destaca as medidas, como a redução do défice e do tamanho do governo e o desafio aos sindicatos implementadas pelo primeiro-ministro português.

E qual foi a sua recompensa? Questiona o jornalista, respondendo “uma crise económica que voltou a colocar o país sem margem de manobra em termos fiscais e que impulsionou o número de apoiantes do Partido Comunista”.

Para contextualizar a conversa com o responsável máximo pela governação do nosso país, Steven Pearlstein sublinha não apenas o facto dos jornais da Europa Ocidental estarem povoados de histórias sobre como banqueiros e gestores em Nova Iorque e Londres “enriqueceram à custa do povo sob o olhar de uma regulação cega com a confiança do mercado”, mas, e principalmente, como foi fácil “esta praga da cobiça e desregulação ter tão facilmente atravessado o Atlântico e conduzido as economias a uma recessão que se espera mais longa e profunda do que inicialmente”.

Posto isto, e depois de sublinhar concretamente as medidas do primeiro-ministro José Sócrates, cita também algumas tomadas por outros países europeus como França, Suécia e Suíça.

No entanto, continua, a “verdadeira história” da Europa reflecte que alguns países “ainda continuam a movimentar-se em torno de privatizações e da desregulação”.

Mas em Portugal, alerta por outro lado o jornal, por exemplo as grandes manifestações dos professores “encerraram a capital, mas falharam o objectivo de deter o plano de Sócrates de querer avaliações dos professores num sistema de ensino que tem um dos custos mais elevados e mais baixos resultados na Europa”.

EUA deviam considerar seguir plano de Segurança Social português

E o jornalista vai mesmo mais longe ao aconselhar os EUA a consideraram a possibilidade de seguirem o plano de reforma da Segurança Social, implementado pelo governo português.

Para ilustrar a boa aproximação do mercado de capitais aos problemas sociais que considera existir em Portugal, o jornalista cita as energias renováveis e a energia hidroeléctrica, dando como exemplo as medidas, nesse sentido, tomadas pelo Ministro da Economia, Manuel Pinho.

Pinho implementou boas medidas sem subsídios e sem favorecer EDP

“E o que é notável”, diz Steven “é que tudo isto foi feito sem subsídios do governo e sem favorecer a Energias de Portugal, empresa estatal”, sublinhando ainda a evolução da EDP e a separação da EDP Renováveis “que foi a maior [oferrta pública inicial] da Europa no último ano e que é neste momento a quarta maior produtora de energias renováveis do mundo”.

Em jeito de conclusão, o “Washington Post” diz que na altura de Bill Clinton e de Tony Blair “havia uma grande falta de conversa sobre uma ‘terceira via’ que combinasse as melhores características do capitalismo anglo-americano e a segurança económica predominante na Europa”.

“E se Portugal é uma indicação, a Europa tem movimentado as suas políticas e medidas em torno de um capitalismo de mercado desde essa altura”, elogia o jornalista, acrescentando que, “agora que Barack Obama tornou-se o político mais conhecido na Europa e a sua administração fez com que o objectivo de aumentar os lucros de uma forma mais competente voltasse, a convergência parece ser uma vez mais possível”.

 

 

 



Luís Pereira às 00:28 | link do post | comentar

Sábado, 02.05.09

«O que aconteceu foi um incidente absolutamente lamentável de sectarismo baseado num ódio ao PS», disse José Sócrates em Melgaço, à margem de uma visita à Feira do Alvarinho e do Fumeiro.

 

«Foram os militantes do Partido Comunista que insultaram os dirigentes do PS e isso não tem acontecido apenas agora, tem acontecido ao longo dos últimos quatro anos. O que o Partido Comunista achou que devia fazer ao longo destes quatro anos foi uma campanha de fomento de hostilidade ao PS e isso depois resulta no que resultou. Eu próprio já fui vítima desses insultos por parte do Partido Comunista», afirmou Sócrates.

 

Fonte: Sol


sinto-me

João Correia às 21:11 | link do post | comentar

Sexta-feira, 01.05.09

Os pormenores são conhecidos desde Abril de 2007, quando um extenso relatório sobre o DVD foi enviado pela nova administração do Freeport em Londres à Serious Organised Crime Agency (SOCA), órgão policial especializado, entre outras coisas, em lavagem de dinheiro - e que concluiu não haver indícios de crime para abrir um inquérito em Inglaterra.

O relatório feito pelos advogados do Freeport, a Dechert, ao longo de quatro meses de investigação, foi depois reencaminhado para o Serious Fraud Office - mais vocacionado para a cooperação internacional - como resposta à carta rogatória enviada pela Polícia Judiciária em 2005.



Luís Pereira às 13:34 | link do post | comentar

Noutra nota citada pelos advogados, Dattani - referindo-se a um alegado pedido de cerca de dois milhões de libras feito por advogados portugueses (tal como o DN já revelou), em Dezembro de 2001, 48 horas antes de um segundo chumbo ao projecto por José Sócrates - refere que "o pagamento não teria sido de utilidade e a decisão não teria sido revertida". "O ministro do Ambiente é considerado com um dos pilares do Governo PS e a essência de integridade", acrescentou. No memorando, aconselha a que se percebam as razões técnicas do chumbo e revertê-las.



Luís Pereira às 13:26 | link do post | comentar

Segunda-feira, 27.04.09

A educação tem sido um sector onde muito se tem apostado em Portugal. A qualificação dos portugueses é, e deverá continuar a ser, uma prioridade para a acção governativa. São princípios basilares de qualquer país desenvolvido: melhor formação escolar, melhor formação pessoal. A formação e qualificação dos portugueses permite, aliás, combater de melhor forma as desigualdades sociais, prepara as várias gerações de hoje, para os desafios de amanhã. Como disse, e muito bem, José Sócrates, "mais educação e mais formação significa mais igualdade de oportunidades, melhores condições de emprego, recursos humanos mais preparados para a economia nacional." Para atingir este objectivo, várias têm sido as medidas tomadas: modernização e qualificação das estruturas escolares, alargamento do período de funcionamento para além da estabilização e reforço de liderança nas escolas.

 

Neste sentido, foram criados programas como o e-escolas ou o Novas Oportunidades. Um para dar a conhecer aos estudantes as novas tecnologias, já que é inegável a importância de qualquer quadro profissional adquirir competências técnicas, nomeadamente em informática. Apostou-se ainda na recuperação de muitos cidadãos para o estudo, complementando ou completando as suas qualificações ou mesmo adquirindo novas competências.

 

Esta linha de intervenção tem tido vários pontos positivos: a taxa de insucesso escolar encontra-se nos níveis mais baixos da década, o abandono escolar precoce diminuiu, o já referido programa Novas Oportunidades já trouxe de novo aos estudos 800 mil jovens ou adultos inscritos, tendo 200 mil já certificação, conseguiu-se, ainda, com o novo estatuto do aluno, elevar o nível de exigência, diminuindo em 25% as faltas, para além do crescimento do apoio público às famílias, através de medidas como o passe escolar, o 13º mês de abono, a duplicação do número de beneficiários de acção social

 

Estes têm sido os princípios seguidos pela governação socialista. Pretende-se agora passar de 9 para 12 anos de ensino obrigatório. Significa isto que o objectivo é que qualquer quadro no mercado trabalho tenha pelo menos o ensino secundário e que todos os jovens até aos 18 anos frequentem uma escola ou um centro de formação profissional. Na minha opinião, este nem deve ser encarado como obrigatório: trata-se hoje, muito mais, de um direito, de uma necessidade de, como já foi dito, as novas gerações se qualificarem para estarem à altura dos desafios. É um caminho de mérito que já há muito deveria ter sido seguido em Portugal, até pelo exemplo que a Europa nos dá. Uma oportunidade histórica de implementação desta medida. Quando antes existiam diversas dificuldades em manter os mais novos na escola, seja por necessidades económicas, havendo a necessidade destes ajudarem em casa, trabalhando e contribuindo com o seu salário, hoje começa a existir, enraizada, a cultura do ensino, o respeito em relação à escola e à sua importância é maior, existindo uma muito maior consciencialização em relação aos desafios que a vida numa economia globalizada nos coloca. Assim, como é intenção do governo, nos próximos quatro anos, teremos as novas gerações no mínimo formadas com o 12º ano, não havendo desculpas para tal não acontecer: prometeu o governo que se para a continuação de estudos, existirem dificuldades, estão já pensadas bolsas de estudos. Ninguém, por dificuldade económicas, deve ficar excluído de estudar! Para além disto, pretende-se que no pré-escolar, nenhuma criança chegue à escola sem um ano de pré-escolar, chegando a uma taxa de sucesso de 100%.

 

A actual crise económica internacional, acentua a importância deste objectivo. Só os mais bem preparados, conseguem responder da melhor forma! Para Portugal chegar ao pelotão da frente, precisa destas reformas estruturais. Ensino, formação e qualificação para todos!



Luís Pereira às 23:13 | link do post | comentar

Domingo, 26.04.09



Jovem Socialista às 19:18 | link do post | comentar

Há notícias que só mesmo em Portugal não são notícias. O 25 de Abril permitiu que hoje houvesse liberdade de imprensa, no entanto não podemos esperar que traga também valores éticos.

 

Notícias como esta, Charles Smith diz que mentiu sobre Sócrates ou mesmo esta Ministério Público acredita que Charles Smith mentiu no DVD em que acusa Sócrates e terá ficado com o dinheiro, ou isto.

 

Disto, nada ou quase nada se ouve falar. Vou ficar à espera do DVD.



Luís Pereira às 11:51 | link do post | comentar

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Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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