Sábado, 09.05.09

José Sócrates passou os últimos quatro anos a implementar medidas para ter como recompensa uma crise que colocou o país sem margem de manobra em termos fiscais e que impulsionou o número de apoiantes do Partido Comunista, escreve o “Washington Post”, num artigo onde sobressaem os elogios à governação do primeiro-ministro.

Depois de falar com Sócrates, Steven Pearlstein, jornalista do jornal referido, conta como o responsável brincou com o dia em que aprendeu sobre “essa coisa a que chamam a crise do subprime” e destaca as medidas, como a redução do défice e do tamanho do governo e o desafio aos sindicatos implementadas pelo primeiro-ministro português.

E qual foi a sua recompensa? Questiona o jornalista, respondendo “uma crise económica que voltou a colocar o país sem margem de manobra em termos fiscais e que impulsionou o número de apoiantes do Partido Comunista”.

Para contextualizar a conversa com o responsável máximo pela governação do nosso país, Steven Pearlstein sublinha não apenas o facto dos jornais da Europa Ocidental estarem povoados de histórias sobre como banqueiros e gestores em Nova Iorque e Londres “enriqueceram à custa do povo sob o olhar de uma regulação cega com a confiança do mercado”, mas, e principalmente, como foi fácil “esta praga da cobiça e desregulação ter tão facilmente atravessado o Atlântico e conduzido as economias a uma recessão que se espera mais longa e profunda do que inicialmente”.

Posto isto, e depois de sublinhar concretamente as medidas do primeiro-ministro José Sócrates, cita também algumas tomadas por outros países europeus como França, Suécia e Suíça.

No entanto, continua, a “verdadeira história” da Europa reflecte que alguns países “ainda continuam a movimentar-se em torno de privatizações e da desregulação”.

Mas em Portugal, alerta por outro lado o jornal, por exemplo as grandes manifestações dos professores “encerraram a capital, mas falharam o objectivo de deter o plano de Sócrates de querer avaliações dos professores num sistema de ensino que tem um dos custos mais elevados e mais baixos resultados na Europa”.

EUA deviam considerar seguir plano de Segurança Social português

E o jornalista vai mesmo mais longe ao aconselhar os EUA a consideraram a possibilidade de seguirem o plano de reforma da Segurança Social, implementado pelo governo português.

Para ilustrar a boa aproximação do mercado de capitais aos problemas sociais que considera existir em Portugal, o jornalista cita as energias renováveis e a energia hidroeléctrica, dando como exemplo as medidas, nesse sentido, tomadas pelo Ministro da Economia, Manuel Pinho.

Pinho implementou boas medidas sem subsídios e sem favorecer EDP

“E o que é notável”, diz Steven “é que tudo isto foi feito sem subsídios do governo e sem favorecer a Energias de Portugal, empresa estatal”, sublinhando ainda a evolução da EDP e a separação da EDP Renováveis “que foi a maior [oferrta pública inicial] da Europa no último ano e que é neste momento a quarta maior produtora de energias renováveis do mundo”.

Em jeito de conclusão, o “Washington Post” diz que na altura de Bill Clinton e de Tony Blair “havia uma grande falta de conversa sobre uma ‘terceira via’ que combinasse as melhores características do capitalismo anglo-americano e a segurança económica predominante na Europa”.

“E se Portugal é uma indicação, a Europa tem movimentado as suas políticas e medidas em torno de um capitalismo de mercado desde essa altura”, elogia o jornalista, acrescentando que, “agora que Barack Obama tornou-se o político mais conhecido na Europa e a sua administração fez com que o objectivo de aumentar os lucros de uma forma mais competente voltasse, a convergência parece ser uma vez mais possível”.

 

 

 



Luís Pereira às 00:28 | link do post | comentar

Quinta-feira, 07.05.09

"And by pushing renewable energy, the government has made Portugal a model of how to stimulate the economy and fight climate change. Investments worth €14 billion ($18 billion) will create 22,000 jobs by 2020, by which time Portugal will produce over 60% of its electricity from clean energy, way above the EU target of 20%."

 

Texto do The Economist, num sinal bastante positivo para Portugal, principalmente se pensarmos que um dos grandes problemas económicos que se deve combater é, precisamente, a energia e a sua dependência do exterior.



Luís Pereira às 22:30 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quarta-feira, 06.05.09

Manuela Ferreira Leite já disse que queria suspender a democracia por 6 meses, agora é mais modesta: quer só suspender o governo. Quanto à falta de postura de estado, não sei se a senhora se refere à sua mudança de opinião em relação ao TGV se das tristes figuras com ofensas pessoais que se ouvem da sua bancada parlamentar. Não sendo nada disto, pode sempre estar a referir-se à triste campanha para as eleições europeias, onde sobre a Europa do PSD nada se ouve, a não ser a promessa de medidas que já existem.

 

Uma coisa não entendo: acusa o PS de querer amordaçar o combate político, não se podendo discutir assuntos nacionais. Agora acusa ministros de um Governo PS de abrirem a boca sobre as eleições europeias. Contradições a que já estamos habituados, não sabendo nós que se não existe dinheiro no país, é pura coincidência o PSD ser o partido que mais vai gastar nesta campanha.

 

Isto de acusar o Governo de se confundir com o PS, faz-me rir. Sobre confusões, gostaria ainda de aconselhar um artigo. Não querendo insinuar nada.

 

Mais uma vez, política de verdade na sua versão instrumental. Recordaria aqui uma frase:

 

O PSD é mais uma imensa nota de rodapé na história e uma triste imagem do que poderia ter sido

 



Luís Pereira às 22:22 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Segunda-feira, 04.05.09

Imagem mais uma vez gentilmente cedida pela Câmara Corporativa.



Luís Pereira às 22:14 | link do post | comentar

Sábado, 02.05.09

Paulo Rangel foi à OviBeja. Paulo Rangel criticou a política do Governo e do Ministério da Agricultura. Mas, pelos vistos, foi mesmo só pelo gosto de criticar pois não sabia o que José Sócrates afirmou ontem. Já teve a devida resposta (áudio).

 

Sr. Dr. Paulo Rangel, é ir ver a modernização que tem sido operada nas explorações agriculase pecuárias do Alentejo.


sinto-me

João Correia às 16:55 | link do post | comentar

Segunda-feira, 27.04.09

A educação tem sido um sector onde muito se tem apostado em Portugal. A qualificação dos portugueses é, e deverá continuar a ser, uma prioridade para a acção governativa. São princípios basilares de qualquer país desenvolvido: melhor formação escolar, melhor formação pessoal. A formação e qualificação dos portugueses permite, aliás, combater de melhor forma as desigualdades sociais, prepara as várias gerações de hoje, para os desafios de amanhã. Como disse, e muito bem, José Sócrates, "mais educação e mais formação significa mais igualdade de oportunidades, melhores condições de emprego, recursos humanos mais preparados para a economia nacional." Para atingir este objectivo, várias têm sido as medidas tomadas: modernização e qualificação das estruturas escolares, alargamento do período de funcionamento para além da estabilização e reforço de liderança nas escolas.

 

Neste sentido, foram criados programas como o e-escolas ou o Novas Oportunidades. Um para dar a conhecer aos estudantes as novas tecnologias, já que é inegável a importância de qualquer quadro profissional adquirir competências técnicas, nomeadamente em informática. Apostou-se ainda na recuperação de muitos cidadãos para o estudo, complementando ou completando as suas qualificações ou mesmo adquirindo novas competências.

 

Esta linha de intervenção tem tido vários pontos positivos: a taxa de insucesso escolar encontra-se nos níveis mais baixos da década, o abandono escolar precoce diminuiu, o já referido programa Novas Oportunidades já trouxe de novo aos estudos 800 mil jovens ou adultos inscritos, tendo 200 mil já certificação, conseguiu-se, ainda, com o novo estatuto do aluno, elevar o nível de exigência, diminuindo em 25% as faltas, para além do crescimento do apoio público às famílias, através de medidas como o passe escolar, o 13º mês de abono, a duplicação do número de beneficiários de acção social

 

Estes têm sido os princípios seguidos pela governação socialista. Pretende-se agora passar de 9 para 12 anos de ensino obrigatório. Significa isto que o objectivo é que qualquer quadro no mercado trabalho tenha pelo menos o ensino secundário e que todos os jovens até aos 18 anos frequentem uma escola ou um centro de formação profissional. Na minha opinião, este nem deve ser encarado como obrigatório: trata-se hoje, muito mais, de um direito, de uma necessidade de, como já foi dito, as novas gerações se qualificarem para estarem à altura dos desafios. É um caminho de mérito que já há muito deveria ter sido seguido em Portugal, até pelo exemplo que a Europa nos dá. Uma oportunidade histórica de implementação desta medida. Quando antes existiam diversas dificuldades em manter os mais novos na escola, seja por necessidades económicas, havendo a necessidade destes ajudarem em casa, trabalhando e contribuindo com o seu salário, hoje começa a existir, enraizada, a cultura do ensino, o respeito em relação à escola e à sua importância é maior, existindo uma muito maior consciencialização em relação aos desafios que a vida numa economia globalizada nos coloca. Assim, como é intenção do governo, nos próximos quatro anos, teremos as novas gerações no mínimo formadas com o 12º ano, não havendo desculpas para tal não acontecer: prometeu o governo que se para a continuação de estudos, existirem dificuldades, estão já pensadas bolsas de estudos. Ninguém, por dificuldade económicas, deve ficar excluído de estudar! Para além disto, pretende-se que no pré-escolar, nenhuma criança chegue à escola sem um ano de pré-escolar, chegando a uma taxa de sucesso de 100%.

 

A actual crise económica internacional, acentua a importância deste objectivo. Só os mais bem preparados, conseguem responder da melhor forma! Para Portugal chegar ao pelotão da frente, precisa destas reformas estruturais. Ensino, formação e qualificação para todos!



Luís Pereira às 23:13 | link do post | comentar

pesquisar...
 
Artigos recentes

Situacionismo: agora bate...

Sobre milhões desperdiçad...

"O Cabaret da Coxa" - Pol...

Da série: notícias que nã...

Ele fala... Mas não sabe ...

O novo paradigma da polít...

aCima & aBaixo

Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
links
Sotão

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

tags

todas as tags

blogs SAPO
subscrever feeds