Quinta-feira, 11.06.09

 

 

Se é verdade que no novo mapa político europeu a direita parece ter uma nova maioria, há alguns pontos que são importantes para reflexão:

 

- a excepção portuguesa que confirma a regra. Se em Portugal foi a extrema-esquerda quem cresceu, no resto dos países europeus o mesmo se aplica à extrema-direita, em vários casos. A direita cresceu, mas a extrema-direita também e isso é uma coisa que deve preocupar e não apenas os socialistas.

 

- ainda no caso português, a vitória da direita nem se pode considerar especial, uma vez que PSD + PP, acabam por ter menos percentagem de votos do que a esquerda junta.

 

- lembro-me perfeitamente de ler, num livro sobre Direito da União Europeia do prof. Fausto Quadros, onde aborda a história da integração europeia, que é normal que em tempos de crise, as pessoas estão mais predispostas a apostar na direita, que sem dúvida tem um discurso mais apelativo, talvez mais "proteccionista", o que por vezes tende mesmo a travar a evolução da integração europeia. A ideia de menos impostos e menos imigrantes, ajuda.

 

- por aí se pode compreender um pouco do que se passou. Se a maioria dos governos socialistas acabaram por ser algo penalizados, os governos de direita acabaram por passar algo impunes.

 

- o tratado de Lisboa também pode ter o seu peso. Temos o exemplo do governo de Brown, que do outro lado tinha os Conservadores contra a aprovação do tratado.

 

Há muitos tópicos que podem ajudar a explicar o resultado surpreendente. Desde os "eurocépticos", à penalização dos governos no poder, ou a ideia de políticas mais proteccionistas. São tudo importantes reflexões e muito interessantes. A verdade é que só poderemos confirmar se existe mesmo uma tendência à direita nas legislativas, e nem falta assim tanto tempo.



Luís Pereira às 16:32 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Terça-feira, 09.06.09

via: tdias

 

É interessante como a blogosfera de direita reagiu à vitória do PSD nas eleições Europeias... Sempre muito caladinhos quanto ao PSD, à sua líder e às intervenções... Limitam-se a atacar o PS e o Governo, a mergulhar a pena no Freeport juntamente com a TVI. Agora que o eleitorado ainda virou mais à esquerda (e não à Direita...) eles lançam os foguetes e recolhem as canas!!!

Estes bloggers de Direita têm destas incongruências: Metem o rabo entre as pernas porque têm uma pessoa que não sabe o que faz à frente do partido; mal vêm um resultado eleitoral que os favorece, saltam da toca, gritam vitória e, como caducos, esquecem o passado! Nada de novo: o próprio Rangel esquece-se no Parlamento que já defendeu obras públicas, que até deu passos para a sua aprovação, que o PSD colocou o país “de tanga”. Nada de novo debaixo do Sol…

A verdade é que “A maior prova de coragem é suportar as derrotas sem perder o ânimo” (Ingersoll) e eu tenho-o aqui pronto para continuar a defender o país das políticas neo-liberais, dos esquecidos, dos demagogos e dos que só sabem remar…para trás!



João Correia às 19:59 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Segunda-feira, 08.06.09

- A Juventude Socialista esteve em grande nesta campanha para as eleições europeias. Foi o corpo e alma da festa que se sentiu em muitos sítios. Parabéns a todos os envolvidos.

 

- Vital Moreira foi um bom candidato, um intelectual de primeira com ideias para a Europa e um projecto socialista. Os nossos agradecimentos, tive todo o prazer em acompanhá-lo.

 

- O CDS ficou atrás do BE...há alguns anos atrás isso provocou a demissão de Paulo Portas...e agora? Prefere o fait divers de uma moção de censura...

 

- O PCP, por muitas manifestações que faça, ficou claramente atrás do BE...

 

- Parabéns ao PSD, por ter ficado à frente, mas não se esqueçam de uma coisa - a vitória é muito por culpa do BE, que retirou votos ao PS. É algo preocupante, ver um partido de extrema esquerda subir tanto nesta votação, principalmente um que se assumiu como anti-europeu.

 

- Por isso, nas hostes laranjas, mais do que a vitória, que se traduziu no número normal das suas votações devia preocupar este crescimento da extrema esquerda.Tal como é curioso, a esquerda tornar-se como a principal opositora a um outro partido de esquerda, o PS. Por muito que haja a dizer sobre este resultado, há que dar os parabéns a Paulo Rangel.

 

 

 

 

- Paulo Rangel já quer suspender o governo de tomar decisões. Afinal não são 6 meses, o PSD só quer suspender a democracia por uns 3/4 meses. Continua a política do sound byte.

 

- A prova de fogo - veremos como se safa o PSD sem Rangel, a não ser que este caia no descrédito de sair de Bruxelas.

 

 

- A mensagem deve ser percebida, muito mais do que a vitória das ideias, venceram os votos dos descontentes pela crise que se vive no mundo. De lamentar, muito, a abstenção.

 

 

- Para mal dos pecados dos eleitores europeus, foram os mesmo da direita que fomentaram esta crise, que vêm hoje a sua maioria aumentar. Preocupante também o crescimento dos extremos, de esquerda ou direita, que pode fomentar o crescimento de discursos radicais e prejudicar o progresso da União Europeia.

 

Concluíndo: Parabéns ao PSD! Já sabemos qual é o vosso máximo - 33% - O desafio do PS é estar muito acima disso (+ 10%). O combate agora será pela maioria absoluta de José Sócrates.

 

 

 



Luís Pereira às 17:04 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Quinta-feira, 04.06.09

 Acompanha a caravana em www.twitter.com/caravanajs

 

 

 

 



Luís Pereira às 23:21 | link do post | comentar

Quarta-feira, 03.06.09

Miguel Portas continua a falar, mostrando-se contra a nacionalização do BPN.

 

A ver se a gente se entende. Desde a nacionalização do BPN, em Novembro de 2008, a Caixa Geral de Depósitos “meteu” lá qualquer coisa como 2,55 mil milhões de euros. É muito dinheiro. De uma maneira ou de outra, vai ser pago por todos nós, contribuintes. Vamos supor que, em vez de o ter nacionalizado, o governo tinha deixado cair o banco. O BPN tem uma rede de balcões vastíssima, muito apetecível para eventuais compradores. Tem 285 mil clientes (repito: 285 mil), o que representa um aumento de 21% relativamente à fase Oliveira Costa/Cadilhe. Verdade que, entretanto, alguns deles transferiram 1,6 mil milhões de euros para outras instituições, o que não teriam podido fazer se o governo tivesse deixado cair o BPN ou se, como acontece no BPP, os fundos estivessem congelados. Além disso, o BPN mantém compromissos internacionais: o BPN França e o BPN Brasil. Emprega mais de dois mil trabalhadores. É ainda (via SLN) responsável pela gestão do Hospital de Leiria e da Real Seguros. Portanto, não estamos a falar de um banco en petit comité como o BPP, onde a polícia de intervenção impediu hoje a entrada de clientes.

Já imaginaram o charivari dos media se, em vista do que se sabe da “roubalheira” — e só o sabemos porque a comissão parlamentar de inquérito ainda não parou de escarafunchar —, o governo deixasse o banco ruir? Cerca de trezentos mil depositantes a ver navios, dois mil e tal desempregados, activos perdidos, dívidas ao estrangeiro que teriam de ser pagas pelo Estado, ondas sistémicas, etc. O regime aguentava?

Para já, interessa saber o resultado dos doze processos disciplinares instaurados, pela actual administração (da CGD), a responsáveis de topo pelas anteriores gestões. Bem como o destino dos dez milhões de euros pagos a Cadilhe. Como disse Oliveira Costa (e bem), Cadilhe ganhou mais em 6 meses que ele em 10 anos.

 



Luís Pereira às 21:29 | link do post | comentar

"É evidente que o CDS tem todo o direito a existir, mas não seria mais profícuo que os bons quadros que tem fossem aliados das pessoas que dentro do PSD lutam pelos melhores do partido e que poderão pôr fim ao descalabro socialista? É que esta luta é urgente e deixa em segundo plano "afectividades" e sentimentos de pertença a grupos."

 

Conscientes da derrota, começam a pedir votos à direita.

E deixar a sigla PSD caír, não?



Luís Pereira às 20:52 | link do post | comentar

Há quem continue a insistir na teoria do arrependimento do PS no seu candidato às eleições europeias, Vital Moreira. Posição curiosa. O que tenho assistido são as sondagens de voto no PS a subirem. Tenho visto comícios cheios, ou perto disso, com muita animação e uma cada vez maior empatia entre candidatos e militantes, num fantástico ambiente muito dinamizador para enfrentar esta campanha eleitoral. Vital tem apresentado aos portugueses as suas ideias, o projecto socialista para a Europa.

 

Posto isto, Paulo Rangel tem declarações destas:

 

    Reconheço que surgiu um novo player no partido.
      Paulo Rangel, em declarações ao Expresso de 30 de Maio, referindo-se a si próprio

Quando este player que, já que vemos aqui um galo de Barcelos, poucos consegue mobilizar, em Barcelos esteve uma hora à espera de algumas pessoas para encher a sala, for para o Parlamento Europeu, o que será do PSD?  Não se irão arrepender? Afinal de contas, andaram tanto tempo à espera que ao menos se conseguisse, bem ou mal, ouvir no parlamento, para agora o perderem. Apesar de parecer mais um balão cheio de nada, que quando se espreme pouco "sumo" se retira, começa a ser a maior estrela do partido. E mais tarde, depois de tantas critica a Ana Gomes ou Elisa Ferreira, será que Paulo Rangel terá a mesma transparência para os portugueses e prometer que não abandonará o Parlamento para ser candidato com Manuela Ferreira Leite? 

 

Concluindo: Estando o PS tão arrependido, não deveria o PSD estar à frente nas intenções de voto?



Luís Pereira às 20:21 | link do post | comentar

... não será a lista de Paulo Rangel a lista fantasma? É que até agora admito que só o vi a fazer campanha. Os outros não terão também eles nada a dizer?

 

... se o trabalho do PSD é tão bom no parlamento europeu, porque razão apenas um dos candidatos repete a candidatura? Ou não deveriam estas eleições ser também um factor de avaliação do trabalho realizado?

 

...que andaram por lá a fazer os eurodeputados do PSD? Porque razão ou por que interesses mais altos saíram eles?



Luís Pereira às 20:14 | link do post | comentar

Tem sido a sua função nestas eleições. Deixava aqui uma afirmação:

 

- Detesto a expressão 'capital humano'. E, por maioria de razão, a frase "Apostamos no investimento no capital humano", usada pelo PSD neste programa tão vazio de ideias. As pessoas não são 'capital humano'. Nenhum social-democrata digno desta herança política devia pronunciar-se assim.

 

Há muito que se o diz, o PPD continua a enganar as pessoas com a sigla PSD. Não são sociais-democratas, como cada vez mais se afastam do centro e viram à direita. Fruto da falta de rumo, continuam a navegar ao sabor dos ventos eleitorais, na busca incessante do poder, a qualquer custo.



Luís Pereira às 20:00 | link do post | comentar

O PCP não esconde a sua profunda aversão ao projecto europeu em que Portugal se integra. E chega ao ponto de considerar que "a adesão de Portugal à CEE/UE foi e é uma peça fundamental no processo contra-revolucionário português". Apetece perguntar se os dois deputados que o partido mantém no Parlamento Europeu também se inserem neste "processo contra-revolucionário".

 

Já agora, outra perguntinha: em 1986, em vez de termos aderido à 'capitalista' CEE, deveríamos ter antes aderido ao Comecon?

 

Os comunistas insurgem-se contra a "utilização e produção de armas nucleares". Estarão a pensar na Coreia do Norte?



Luís Pereira às 19:57 | link do post | comentar

Desde logo, parece-me algo curioso um candidato ao Parlamento Europeu, assumidamente federalista, seja absolutamente contra um imposto federal. Não se trata de um aumento da carga fiscal, trata-se de dar à Europa os meio de que necessita para ajudar os Estados-Membros. Senão, de que forma poderia ser verdadeira a afirmação: Combater a crise com fundos europeus? Até aqui Rangel se contradiz. Pior do que isso, é ainda vir o PSD dizer que é impossível haver impostos europeus, quando o próprio PSD aprovou essa possibilidade no Parlamento Europeu.

 

Pronto. Aceitemos esta posição de Rangel sobre o imposto europeu. O que não pode acontecer é depois dar um entrevista, ao Jornal de Negócios, que o imposto não é necessariamente negativo e que até não estaria "fechado" a um. Depois do sim (parece que antes ainda houve um entrevista ao jornal Sol em que defendeu um imposto europeu, posição esquecida depois de tornada a posição de Vital Moreira), do não, do sim, com reticências, volta agora o NÃO!

 

Ao invés dos sound bytes, convinha que o sr. Dr. Paulo Rangel se preocupasse em ter um rumo, um projecto, uma ideia para a Europa. É inaceitável que se ande nesta confusão programática e populista. Faz-me lembrar a sua ideia para o sector da Saúde, à falta de uma orientação, o senhor defende...o modelo misto! É o nim, nem sim, nem não.

 

Mas nem só à direita as posições são curiosas...

 

Surpreende muito que a esquerda mais à esquerda venha agora aparentar espanto por se lançar esta discussão. Vejamos o que propõem os programas eleitorais apresentados em 2005:

    Bloco de Esquerda: “Controlo dos movimentos de capitais, obrigando a registo das operações transfronteiriças, e aplicando um imposto sobre as operações cambiais (Taxa Tobin)”.

    PCP: “penalização, por via fiscal ou outra, dos movimentos especulativos de capitais” e “o combate eficaz aos movimentos de capitais especulativos, nomeadamente pela sua tributação”.

Compare-se agora com o que o BE e o PCP disseram a propósito das declarações de Vital Moreira.

 

Perante isto, como se espera um debate sério de ideias? Paulo Rangel continua mais interessado em combater o Governo, em criticar os ministros. Ainda há bem pouco tempo li uma opinião curiosa: Rangel conseguiu cometer a proeza de num comício referir-se a todas as áreas de governação e nem uma palavra teve para as eleições Europeias. O CDS/PP, como se pode comprovar pelo seu site, nem programa ou manifesto para a Europa tem. À esquerda pouco há a dizer, na mesma medida do que o que têm a propor!



Luís Pereira às 19:23 | link do post | comentar

Minioutdoor

 



Luís Pereira às 19:15 | link do post | comentar

Terça-feira, 02.06.09

Pude hoje constatar isso mesmo! Num comício cheio no Cartaxo, militantes do Partido Socialista e, principalmente, da Juventude Socialista, deram uma prova inequívoca de que os comícios não morreram. Aliás, isso só pode ser conversa de quem não consegue mobilizar, de quem não consegue motivar e entusiasmar as pessoas com um projecto político. Porventura a razão é mesmo essa: a falta de um projecto para a Europa.

 

Vital Moreira é hoje um cabeça de lista mais solto, integrado e bem mais comunicativo. Representa uma classe de intelectuais do melhor que existe em Portugal, conseguindo de uma forma magnífica apresentar as suas ideias e o seu projecto político da melhor forma, desde a pessoa menos informada ao militante mais activo e conhecedor da realidade, de uma maneira simples e eficaz. É elucidativo disso mesmo o ambiente motivado, pronto, capacitado e confiante na sua qualidade que a estrutura tem demonstrado aos portugueses. Se há uma campanha que chama a atenção pela positiva, é claramente a do PS e da JS.

 

Nós, europeus, de uma esquerda moderna e progressista, de valores democráticos e sociais inegáveis, sabemos qual é o nosso objectivo: mudar a Europa e a tendência de direita reinante no Parlamento Europeu. Queremos uma Europa de esquerda, socialista, com as pessoas primeiro!

 

Não nos esquecemos quem, quer a nível nacional, como europeu, defendeu um modelo capitalista, desregulado e insensível a realidade socioeconómica. Falo obviamente da direita, do PPE, do qual o PSD e o CDS/PP fazem parte. Tal como não nos esquecemos qual é a esquerda radical, anti-progresso e muitas vezes antieuropeia. A esquerda europeia que esteve antes contra Maastricht e hoje contra o Tratado de Lisboa, como o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista.

 

A ideia é clara: nós, europeus. Os Portugueses sabem o que podem contar do Partido Socialista. Integração, coesão, evolução. A Europa faz e irá continuar a fazer parte dos destinos da nossa política. É com uma Europa forte que se constroi um Portugal mais forte. É com um voto responsável, nestes príncipios, que sem qualquer dúvida o Partido Socialista terá no próximo dia 7 uma grande vitória. Porque esta vitória não pode significar outra coisa do que senão a vitória de Portugal e uma vitória para a Europa em que nós acreditamos.

 

Sim, porque nós acreditamos na Europa e não nos servimos destas eleições para motivos menos claros, do bota abaixismo crónico que mais do que discutir ou debater, quer mandar abaixo aqueles que pensam e contribuem para a construção europeia.

 

É por isto e muito mais que gritamos a pulmões cheios, a Europa é...

 

...Vital!

 

O povo português saberá reconhecer isso mesmo.



Luís Pereira às 01:44 | link do post | comentar

Domingo, 31.05.09

O “pelo interesse nacional assino por baixo”, já me incomodava o suficiente. A ideia de que, no combate político, se pode distinguir entre os depositários do “interesse nacional” e os outros, supõe-se que “traidores à Pátria”, sempre me pareceu pouco democrática. Mas quando, em novo cartaz, Paulo Rangel proclama a primazia das famílias portuguesas sobre as famílias políticas já sinto mais do que incómodo. Agora, sem equívocos, estamos mesmo perante proclamação anti-democrática pura e dura, a roçar o populismo nacionalista mais perigoso. É porque há diferentes perspectivas políticas sobre o melhor modo de defender os interesses das “famílias portuguesas” que, em democracia, há diferentes famílias políticas em lugar da (única) União Nacional. Chega!



Luís Pereira às 22:11 | link do post | comentar

Sábado, 30.05.09

Com uma força brutal!

 

Podes acompanhar o diário fotográfico da Caravana JS para as eleições europeias no site oficial ou então no site exclusivamente criado para esse efeito.



Luís Pereira às 23:07 | link do post | comentar

Quinta-feira, 28.05.09

Tenho também uma pergunta para Paulo Rangel, o cabeça de lista do PSD. Foi notícia ele ter suspendido o mandato em 2007 e 2008, durante meses (tendo continuado a trabalhar como jurista), mas ter voltado sempre na véspera das férias, para receber o ordenado quando o Parlamento estava parado. Evidentemente, isto é legal. Como o Jaguar, Sintra e Porto. Como era legal aquele deputado inglês fazer-se reembolsar pelo combate às doninhas no seu quintal... Mas legal não é suficiente. A pergunta que tenho para Rangel: "É correcto?"

 

...diria que não, não é correcto!

 

Problemas de quem tem telhados de vidro...

 

 



Luís Pereira às 21:38 | link do post | comentar

 



Luís Pereira às 01:01 | link do post | comentar

Hoje vou debruçar-me mais sobre as alternativas que (aparentemente) existem à direita do nosso partido.

Para o maior partido da oposição (que não significa que tenha o LÍDER da oposição), a questão europeia cinge-se a problemas nacionais e nada mais.

Aliás, é intenção desse partido apresentar logo uma proposta para que todas as famílias portuguesas recebam à cabeça 5 milhões de euros no sentido de usar os fundos europeus para pagar a crise. É que ter slogans vagos, isentos de propostas apenas vem comprovar a política irresponsável de desinformação que tem vindo a transmitir.

Será que algum partido, no seu perfeito juízo não vai para Estrasburgo defender o interesse nacional? E como podemos consubstanciar esse interesse nacional? O que é afinal? Defender Portugal? Sim…mas como? Com que propostas? Com que objectivos? Com que ideias? Só dizer que se vai defender o interesse nacional é como um presidente de um clube de futebol dizer, no início da época, que querem ser a melhor equipa, mas esquecer-se de referir que isso para por ganhar o campeonato ou a Taça. É evasivo, incompatível com os ideais generosos europeus e acima de tudo pleno de irresponsabilidade.

Não contente com isso, ainda somos confrontados com mais um cartaz para a história: As famílias Portuguesas acima das famílias políticas.

Só quem não quer que se saiba como funciona o parlamento europeu, pode pensar que este cartaz, para além de apelar a um nacionalismo xenófobo, comprova uma ideia que só a defesa das famílias portuguesas interessa aos futuros deputados do PSD. Então e se os deputados alemães e franceses decidirem o mesmo? Se os Polacos e Irlandeses se recusarem a construir uma nova ideia de Europa, o que vai acontecer? O que está VERDADEIRAMENTE em causa é a eleição dos representantes portugueses para um órgão que vai, cada vez mais, ser importante nas suas vidas e como é que as nossas empresas e as nossas famílias possam lucrar com a persecução de ideais de paz, democracia e progresso sustentável no nosso continente. Como tornarmos esta uma Europa mais justa, mais solidária, mais competitiva. E isso não se faz com o neo-nacionalismo, a não ser que se procure seguir as ideias do Sr. Jean-Marie LePen.

Não há dúvidas, nestas eleições o PSD perdeu a máscara! (...)
 

Já para o CDS-PP tudo é mais claro: não existe União Europeia! Não há qualquer construção, não há problemas europeus nem sequer soluções europeias. Só existem questões nacionais e a obrigatoriedade de questionar e penalizar o governo e o Partido Socialista por aquilo que tem feito no nosso país.
Sobre temas europeus o PP faz o pleno: zero conclusões, zero propostas, zero objectivos... zero candidatos a deputados que tenham feito parte do último parlamento. Aliás, esta questão não deixa de ser curiosa pois se os deputados trabalham tanto como tentam publicitar, porque é que nenhum deles é de novo candidato? Este tipo de questões não me sai da cabeça.....com que credibilidade solicitam um voto depois de terem indirectamente admitido que nestes 5 anos o trabalho não foi o melhor?

E já agora, por quanto tempo ficará Nuno Melo e seus pares no Parlamento Europeu, deixando o PP sem um dos seus poucos militantes verdadeiramente activos?

Vida difícil tem este partido, depois de temos tido a confirmação que o PSD encostou à direita.

Um voto em qualquer um destes partidos é a continuação de políticas liberais que levaram à crise internacional, onde hoje procuramos fazer o melhor para sobreviver..

É preciso novas políticas, novas propostas, novas discussões para que a União Europeia volte a ser o farol de todos os que nela coabitam e a esperança daqueles que a avistam.

 

Retirado do blog da JS/FAUL

 



Luís Pereira às 00:19 | link do post | comentar

Quarta-feira, 27.05.09

«Há uma regra que não é da política mas é da vida. Quem não tem jeito para pintar não pinta, quem não tem jeito para marcar golos não joga, quem não tem jeito para liderar um partido não lidera. E quem não tem jeito para liderar um partido não tem jeito para liderar o país»,

 

Pedro Silva Pereira

 



Luís Pereira às 22:55 | link do post | comentar

 

Aqui um vídeo sobre o futuro representante de Portugal na Europa..

 



Luís Pereira às 22:06 | link do post | comentar

rangel-aviao1

 

Imagem roubada ao Arrastão, a quem dou os parabéns pelos três anos de opinião na blogosfera.



Luís Pereira às 01:48 | link do post | comentar | ver comentários (1)

 

 

Foi o PS que propôs e aprovou o actual regimento de presenças em debates do Primeiro-Ministro. Nunca um Primeiro-Ministro, como José Sócrates, apareceu tanto no Parlamento. Cavaco, Durão Barroso ou Santana Lopes, não o fizeram certamente.

 

Até agora José Sócrates apareceu sempre com resultados bastantes positivos, ganhando os debates, contra os vários líderes de bancada do PSD, e comprovando que pouco ou nada tem a oposição a dizer ao país.

 

De facto, é compreensível a importância do Primeiro-Ministro, sentida por todos. A agenda apertada dificulta a sua comparência na A.R. durante uns tempos. O próximo debate já ficou acordado em conferência de líderes, agora não contava é que sentissem tanta falta do Sr.. Primeiro Ministro, logo agora. A não ser que queiram admitir que é de facto um prazer ouvi-lo, uma obrigação de aprender com o que ele diz, um exemplo a seguir com as suas políticas. Ou isso, ou porque querem desviar as atenções das eleições europeias mais uma vez para fait-divers, não dando a importância que tem a estas eleições.

 

Duas hipóteses, mas não se preocupem. Ele volta.



Luís Pereira às 01:18 | link do post | comentar

Terça-feira, 26.05.09

E gostaríamos de perguntar o seguinte: se Miguel Portas e Ilda Figueiredo deviam estar coligados, isto não se aplicaria a Paulo Rangel tornando-se o novo melhor amigo de Nuno Melo devendo fazer campanha juntos? Isto esquecendo que a campanha tem sido em tudo semelhante: ataque ao governo, Europa em segundo lugar.

 

 

Afinal de contas, também pertencem à mesma família política.

 

A mesma que há bem pouco tempo, como já aqui disse, criminalizou a imigração, que não aprovou um directiva que conferia mais direitos de maternidade ou paternidade ou que queria aprovar uma directiva que limitava o acesso à internet.

 



Luís Pereira às 23:54 | link do post | comentar

Rangel acusa o governo socialista de ter aprofundado excessivamente essas relações, associando-as à gravidade da crise por que Portugal passa. Tais declarações têm duas deficiências. A primeira, menos grave, é dizer que o aprofundamento das relações se deveu ao governo. A segunda, mais grave, é dizer que isso é um problema. Tudo isto é tanto mais surpreendente quando as mesmas declarações foram feitas numa campanha eleitoral europeia.

 

Se Portugal quer ser mais europeu tem de se integrar mais com Espanha. Em integração não há pontes (excepto em ilhas, quando as há) e os países mais próximos são precisamente aqueles que têm as economias mais próximas, mais integradas, por assim dizer. (...) Há gente no PSD que percebe de economia, claro, mas ou está a ganhar dinheiro algures ou perdeu a paciência com o partido.



Luís Pereira às 20:44 | link do post | comentar



Luís Pereira às 20:33 | link do post | comentar

O candidato ao Parlamento Europeu da JSD, Joaquim Biancard, disse sobre a questão da imigração:

 

“A questão da imigração não pode ser tratada como um “caso de polícia”. Tem de assentar em políticas sérias de inserção e integração que tenham a juventude como vector fundamental.”

 

Curioso, não fosse ele candidato ao Parlamento Europeu e membro de uma família politica da qual consta o primeiro ministro italiano que criminalizou a imigração há bem pouco tempo.

 

 



Luís Pereira às 17:42 | link do post | comentar

Sexta-feira, 15.05.09

Falemos, então, da papa Maizena.

Não do novo blogue. Haverá tempo para isso.

Também não do soundbite e todos os faits-divers mediáticos em seu torno. Mas da questão de fundo que lhe estava subjacente: a proposta de criação de um Programa Erasmus para o 1.º emprego.

Faz sentido a existência de medidas europeias de incentivo à mobilidade profissional de recém-licenciados? Faz, claro que sim.

Devem os candidatos ao Parlamento Europeu apresentar propostas de medidas a adoptar pela União Europeia? Devem, indiscutivelmente devem.

A ideia de um Programa Erasmus para o 1.º emprego é um boa ideia? É.

O incentivo à mobilidade internacional de jovens trabalhadores é um ideia inovadora e inédita? Não, não é. Em Portugal já existem programas em vigor que visam, precisamente, atingir esse objectivo: o INOV Contacto e o INOV Vasco da Gama.

É aceitável que um candidato ao Parlamento Europeu formule propostas para medidas comunitárias, desconhecendo que, internamente, já existem programas em tudo semelhantes ou que visam atingir exactamente os mesmos objectivos? Não, não é.

Publicidades farináceas à parte, esta é que é a questão de fundo. Paulo Rangel, ao propor algo que já existia, demonstrou desconhecimento e impreparação.

E o soundbite só lhe veio dar jeito. Inteligentemente, Rangel fez-se de vítima, escusando-se a responder à questão de fundo para a qual, manifestamente, não tinha resposta. Conseguiu, assim, no meio da papa, passar pelos pingos da chuva e fazer com que ninguém reparasse que a sua proposta de um Programa Erasmus para o 1.º emprego não passava de improvisação política feita em cima do joelho. Ou, recorrendo à metáfora de JPP, Paulo Rangel apanhou o comboinho colorido para que não se visse o grande comboio negro.

Moral da história: Quanto ao fundo da questão - que é o que interessa discutir, embora a comunicação social se tenha interessado mais pela papa - Basílio Horta tinha razão em chamar a atenção para o carácter não-inovador das medidas apresentadas por Paulo Rangel. Fez uma crítica substantiva, bem fundamentada e certeira, sem ataques pessoais, antes salientando a importância de programas geridos pela instituição a que preside. Ao fazê-lo, tornou evidente a impreparação de Paulo Rangel - que é, no fundo, a ideia que está subjacente à “boca” alimentícia do ministro Manuel Pinho, a qual acabou por fazer ricochete ou virar-se contra o feiticeiro, beneficiando apenas o próprio Paulo Rangel, que assim conseguiu distrair as atenções, fazendo com que o seu erro passasse despercebido.



Luís Pereira às 23:26 | link do post | comentar

 

Numa coisa são coerentes: não prometem política de verdade, como não o têm feito.

 

Primeiro não brincamos aos políticos. Segundo, não brincamos aos bancos. Terceiro, não brincamos às avaliações. Nem sei se existem mais cartazes deste tipo por aí, até agora foram os que vi. Necessidade de afirmação? Obviamente, já que a sua expressão eleitoral neste momento é tão forte como a do PEV: nula.

 

Com tanta negatividade, uma coisa já saber que nada têm a propor.

 



Luís Pereira às 13:05 | link do post | comentar

Quarta-feira, 13.05.09

Ouvi ontem Paulo Rangel criticar o Governo por este não apoiar os jovens do Ensino Superior, dizendo que o Governo não investia neste sector tão importante da sociedade portuguesa. Deixaria aqui outro contríbuto do sr. Ministro, membro do Secretariado Nacional do Partido Socialista, Pedro Silva Pereira:

 

"Todos gostaríamos, certamente, que o ensino superior público pudesse ser gratuito - mas infelizmente isso não é possível. De qualquer modo, recordo que o Governo anterior aumentou as propinas e este Governo limitou-se a proceder à sua actualização, ao nível da inflação. Seja como for, o que fizemos foi alargar em muito as condições de acesso à acção social escolar e é isso que permite apoiar o acesso de todos ao ensino superior. Por outro lado, criámos os empréstimos para os estudantes do superior, com garantias do Estado - e há milhares de jovens que já estão a beneficiar desse apoio do Estado para prosseguirem os seus estudos."

 

Sobre isto, Paulo Rangel nada disse, provando ter alguns esquecimentos particulares e bem selectivos. Contínua a política de verdade, ou como se diz: com a verdade me enganas!



Luís Pereira às 22:02 | link do post | comentar

O PSD, via Paulo Rangel, e a JSD fartam-se de criticar o TGV com um argumento que tem uma certa piada. As próximas gerações ficariam, segundo estes, "presas a este pesado investimento". É importante pensar numa coisa: são as gerações futuras que mais vão beneficiar deste investimento. Para além de ambientalmente sustentável, este importante investimento melhora a mobilidade e aproxima Portugal da Europa. Isto, sem nos esquecermos nos efeitos positivos que traz o investimento público à economia nacional. Por isso a JS adoptou o lema: Direito ao TGV!

 

Se a ligação a Madrid parece ser mais consensual, a do Porto-Lisboa tem sido a mais criticada. Deixaria aqui o contributo do sr. Ministro Pedro Silva Pereira:

 

"Quanto à ligação ao Porto, proponho que tenha em consideração três argumentos: primeiro, trata-se de um troço da ligação a Vigo, que é importante para as nossas empresas; segundo, desbloqueia o transporte de mercadorias, hoje saturado na linha tradicional Lisboa-Porto, onde é prejudicado pela articulação com o transporte de passageiros em linha única; terceiro, é rotundamente falso que se trate de uma redução de apenas 15 minutos: o ganho é de uma hora e meia! (de 2 horas e 45, hoje "gastas" na melhor ligação ferroviária, para apenas 1 hora e 15). Quem ganha, e muito, são as empresas que a preocupam. E boa parte do investimento é com fundos comunitários, que não podem ter outros destinos."

 

Esclarecido? Hoje, como há 5 anos quando Manuela Ferreira Leite estava no Governo e assinava um acordo internacional com Espanha, para cinco linhas, o TGV é uma prioridade. Para uma política de verdade, é importante não se esquecer dos acordos que estabelece, até porque isso prejudica a credibilidade portuguesa no estrangeiro.



Luís Pereira às 21:48 | link do post | comentar

Terça-feira, 12.05.09



Luís Pereira às 22:31 | link do post | comentar

Ontem, correu as instituições de ensino superior de Lisboa. Vê aqui algumas fotos, podendo acompanhar o diário de campanha aqui como em www.jseuropeias2009.com.

 

 



Luís Pereira às 18:05 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Segunda-feira, 11.05.09

No último dia 9, dia da Europa, o Partido Socialista apresentou o seu manifesto.

 

Manifesto para as eleições europeias do Partido Socialista

 

Aqui está o Partido Socialista das duas caras: a das ideias e projecto europeu e a do rigor, competência e qualidade.



Luís Pereira às 00:37 | link do post | comentar

Sábado, 09.05.09

São 8h da noite e encontro-me numa sala com mais de 100 jovens socialistas, como eu, a discutir a Europa, o Crescimento Económico e o Combate à Crise Internacional. Temos como convidada especial Maria João Rodrigues. É verdadeiramente um privilégio poder discutir a Europa com a pessoa que delineou a Estratégia de Lisboa e é uma das maiores "experts", sobre a UE.

 

Hoje comemora-se o dia da Europa e a JS decidiu celebrar a Europa com um Campus dedicado ao tema e que grande dia estamos a ter. Passaram por cá Correia de Campos, Edite Estrela, Ana Gomes, Petroula Nteledimou (Presidente da ECOSY), José Sócrates, Vital Moreira, Inês de Medeiros, e tantos mais. Ainda teremos um painel com Capoulas Santos e Pedro Silva Pereira.

 

Parabéns JS e parabéns Pedro Alves (somos tantos pedros que temos de usar sempre os apelidos :-/)

 

Nós, jovens socialistas, somos verdadeiramente europeus e sentimo-nos assim. É por isso que já na segunda-feira percorremos todo o país a discutir a Europa e a defender com convicção as nossas ideias para o futuro da UE. Queremos coisas como Erasmus para tod@s e + apoio ao emprego, em especial dos jovens.

 

Achamos que a Europa é Vital nas nossas vidas e não abdicamos do nosso direito de discuti-la, aprofundá-la e defendê-la.

 

Começaram as Europeias 2009 e a JS está preparada, empenhada, motivada e mobilizada para o desafio que temos.

 

 


sinto-me exausto, mas confiante

PV às 20:16 | link do post | comentar

É a vez de José Sócrates tomar a palavra. Diz para a plateia:

 

" Se há algum contributo que podemos dar hoje ao mundo, é votar nas eleições europeias, pois isso significa uma Europa mais forte."

 

Sobre a crise, acrescentou: " a Europa não só nos defende como nos proporciona instrumentos para a combater".

 

O que está em jogo nestas eleições " é o prolongar esta aventura! A Europa foi construída com voos fantásticos, como a abertura das fronteiras ou o euro".

 

Acerca do papel de Portugal, "foi através da nossa sensibilidade que, por exemplo, construímos uma relação com África e por outro lado também, através de uma cooperação estratégica, com o Brasil."

 

" Aventura, que teve na assinatura do Tratado Europeu, aprovado já em 26 estados membros, mais um importante desenvolvimento, e que será em 2010 o tratado da Europa, com o nome de uma cidade portuguesa, Lisboa! Nós, os Socialistas, sempre estivemos na vanguarda deste projecto!"

 

"Foi por acharmos que fizemos um bom trabalho que, ao contrário de outros, mantivemos muitos dos actuais deputados! E temos um novo candidato, cabeça de lista, o Prof. Vital Moreira, que dá excelentes garantias. Vital Moreira, contamos contigo e a com a sua equipa!"

 

Neste momento, sentiu-se uma grande ovação aos candidatos ao Parlamento Europeu. José Sócrates acrescenta: " Há um ponto fundamental nesta eleição: a dicotomia esquerda e direita, nunca se esqueçam que o radicalismo nunca levou a lado nenhum, aliás, só destruiu, e os outros são de um bota baixismo, negativismo e política de ataque pessoal, que também nada acrescenta. Esses que querem discutir questões nacionais, estamos preparados para lhes responder, mas não se esqueçam não será apenas uma avaliação do governo, mas também a uma oposição ausente, que não apresentou nenhuma proposta."

 

" Votar no PS é agir por mais igualdade! No ranking de políticas de imigração, ou seja de igualdade, sabiam que a Suécia é a número 1? E que Portugal conquistou o segundo lugar? É isto que está em causa nestas eleições, mas também a forma como vamos enfrentar a crise. Proteger as famílias, as empresas através de, por exemplo, investimento público. Preferimos o investimento público, a ficar sentados numa cadeira e não tomar medidas. "

 

" Nós somos de uma geração que não se queixa de as anteriores terem feito muito, mas sim pouco. É esta a batalha, deixar novas oportunidades para as gerações futuras. Esta é uma oportunidade para afirmar a Europa e combater a crise. Aqui está o PS! A servir Portugal, a contribuir para o debate e a defender os seus ideais com categoria. a defender a Europa e os melhores deputados!"

 

"É por isso que dizemos, nós europeus, um voto por Portugal e pela Europa!"



Luís Pereira às 19:19 | link do post | comentar

Sexta-feira, 08.05.09

Existe, na minha opinião, um problema grave, quase crónico, na Europa. Trata-se do afastamento entre a classe política europeia e das suas instituições, da população. Pouco, ou nada, chega aos eleitores sobre o que é feito, o que é decidido, o que é pensado na Europa. A Europa é vista como um centro de decisão onde a Comissão e o Conselho Europeu decidem e o povo pouco tem a dizer em relação a qualquer matéria, não havendo grande necessidade de acompanhar a actualidade política. Que sinal mais poderoso disto mesmo, do que os enormes números de abstenção que se espera. Para a Europa seguir, e seguir por um percurso forte, necessita de uma maior aproximação e consciencialização da  importância que hoje tem.

 

O titulo refere Cavaco Silva e não é de forma inocente. Nos últimos tempos, estou farto de ouvir de Bloco Central, centrando as atenções nas legislativas, de todos os quadrantes, mas mais importante, de um que nunca o deveria fazer, o Presidente da República. Hoje, mais do que nunca, importa falar sobre a Europa. Importa realçar aos Portugueses que é necessário ir votarem, é essencial! Ainda me lembro quando Cavaco Silva parou o país para falar de...Estatuto dos Açores, uma matéria que nada diz à população portuguesa. Ultimamente, distrai os portugueses, falando sobre o bloco central e nada dizendo ou pouco dizendo sobre a Europa.

 

Não sei a quem interessa falar de bloco central. Uma coisa sei: importa e muito falar da União Europeia. Hoje o Sr. Presidente da República lembrou-se finalmente disso. Espero que continue e que se esforce por relembrar aos portugueses a importância de votar!



Luís Pereira às 20:15 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Terça-feira, 05.05.09

Paulo Rangel, um profundo conhecedor dos assuntos europeus. Ou então não, limita-se a prometer o que já existe.



Luís Pereira às 01:39 |
editado por Jovem Socialista às 09:36link do post | comentar

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Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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