Domingo, 03.05.09

Manuela Ferreira Leite defende, em artigo no Expresso, que “o aumento de escolaridade para 12 anos ou até aos 18 anos é, infelizmente, mais fonte de preocupação do que regozijo”, implicando uma “preparação prévia” e “condições [que] estão longe de estar garantidas, se é que foram equacionadas”.

Não sei em que condição escreve Ferreira Leite no Expresso, mas parece-me estranho que venha agora defender que esta medida “só poderá agravar o sentimento de fracasso para os jovens e para a sociedade”. É que, antes de ser cronista no Expresso, Manuela Ferreira Leite foi ministra das Finanças e de Estado do Governo de Durão Barroso, tendo aprovado e assinado em Conselho de Ministros, vai fazer este mês seis anos, a Lei de Bases da Educação que defendia o seguinte:

“Daí a assunção pela presente proposta de lei da escolaridade obrigatória de 12 anos, a começar a concretizar-se, sequencialmente, já a partir do ano lectivo de 2005-2006, para os alunos que se inscreverem no primeiro ano do segundo ciclo do ensino básico.”

Política da verdade, reclama constantemente a líder do PSD. Na sua versão instrumental, está visto.

 

Retirado de: www.arrastao.org



Luís Pereira às 23:10 | link do post | comentar

Segunda-feira, 27.04.09

A educação tem sido um sector onde muito se tem apostado em Portugal. A qualificação dos portugueses é, e deverá continuar a ser, uma prioridade para a acção governativa. São princípios basilares de qualquer país desenvolvido: melhor formação escolar, melhor formação pessoal. A formação e qualificação dos portugueses permite, aliás, combater de melhor forma as desigualdades sociais, prepara as várias gerações de hoje, para os desafios de amanhã. Como disse, e muito bem, José Sócrates, "mais educação e mais formação significa mais igualdade de oportunidades, melhores condições de emprego, recursos humanos mais preparados para a economia nacional." Para atingir este objectivo, várias têm sido as medidas tomadas: modernização e qualificação das estruturas escolares, alargamento do período de funcionamento para além da estabilização e reforço de liderança nas escolas.

 

Neste sentido, foram criados programas como o e-escolas ou o Novas Oportunidades. Um para dar a conhecer aos estudantes as novas tecnologias, já que é inegável a importância de qualquer quadro profissional adquirir competências técnicas, nomeadamente em informática. Apostou-se ainda na recuperação de muitos cidadãos para o estudo, complementando ou completando as suas qualificações ou mesmo adquirindo novas competências.

 

Esta linha de intervenção tem tido vários pontos positivos: a taxa de insucesso escolar encontra-se nos níveis mais baixos da década, o abandono escolar precoce diminuiu, o já referido programa Novas Oportunidades já trouxe de novo aos estudos 800 mil jovens ou adultos inscritos, tendo 200 mil já certificação, conseguiu-se, ainda, com o novo estatuto do aluno, elevar o nível de exigência, diminuindo em 25% as faltas, para além do crescimento do apoio público às famílias, através de medidas como o passe escolar, o 13º mês de abono, a duplicação do número de beneficiários de acção social

 

Estes têm sido os princípios seguidos pela governação socialista. Pretende-se agora passar de 9 para 12 anos de ensino obrigatório. Significa isto que o objectivo é que qualquer quadro no mercado trabalho tenha pelo menos o ensino secundário e que todos os jovens até aos 18 anos frequentem uma escola ou um centro de formação profissional. Na minha opinião, este nem deve ser encarado como obrigatório: trata-se hoje, muito mais, de um direito, de uma necessidade de, como já foi dito, as novas gerações se qualificarem para estarem à altura dos desafios. É um caminho de mérito que já há muito deveria ter sido seguido em Portugal, até pelo exemplo que a Europa nos dá. Uma oportunidade histórica de implementação desta medida. Quando antes existiam diversas dificuldades em manter os mais novos na escola, seja por necessidades económicas, havendo a necessidade destes ajudarem em casa, trabalhando e contribuindo com o seu salário, hoje começa a existir, enraizada, a cultura do ensino, o respeito em relação à escola e à sua importância é maior, existindo uma muito maior consciencialização em relação aos desafios que a vida numa economia globalizada nos coloca. Assim, como é intenção do governo, nos próximos quatro anos, teremos as novas gerações no mínimo formadas com o 12º ano, não havendo desculpas para tal não acontecer: prometeu o governo que se para a continuação de estudos, existirem dificuldades, estão já pensadas bolsas de estudos. Ninguém, por dificuldade económicas, deve ficar excluído de estudar! Para além disto, pretende-se que no pré-escolar, nenhuma criança chegue à escola sem um ano de pré-escolar, chegando a uma taxa de sucesso de 100%.

 

A actual crise económica internacional, acentua a importância deste objectivo. Só os mais bem preparados, conseguem responder da melhor forma! Para Portugal chegar ao pelotão da frente, precisa destas reformas estruturais. Ensino, formação e qualificação para todos!



Luís Pereira às 23:13 | link do post | comentar

pesquisar...
 
Artigos recentes

Lendo outros

O novo paradigma da polít...

aCima & aBaixo

Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
links
Sotão

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

tags

todas as tags

blogs SAPO
subscrever feeds