Quinta-feira, 04.03.10

Foto: Público.pt

 

Manuela Moura Guedes mostrou-nos, tal como já havia sido feito por outros jornalistas, que nos dias de hoje a vitimização está do seu lado e não, ao contrário do que aduzem, do lado do Governo. Têm um poder infinito, julgam-se tribunais instituidos constitucionalmente e agora, pasme-se, agora andam à caça às bruxas...

 


sinto-me

João Correia às 09:01 | link do post | comentar

Sábado, 09.05.09

José Sócrates passou os últimos quatro anos a implementar medidas para ter como recompensa uma crise que colocou o país sem margem de manobra em termos fiscais e que impulsionou o número de apoiantes do Partido Comunista, escreve o “Washington Post”, num artigo onde sobressaem os elogios à governação do primeiro-ministro.

Depois de falar com Sócrates, Steven Pearlstein, jornalista do jornal referido, conta como o responsável brincou com o dia em que aprendeu sobre “essa coisa a que chamam a crise do subprime” e destaca as medidas, como a redução do défice e do tamanho do governo e o desafio aos sindicatos implementadas pelo primeiro-ministro português.

E qual foi a sua recompensa? Questiona o jornalista, respondendo “uma crise económica que voltou a colocar o país sem margem de manobra em termos fiscais e que impulsionou o número de apoiantes do Partido Comunista”.

Para contextualizar a conversa com o responsável máximo pela governação do nosso país, Steven Pearlstein sublinha não apenas o facto dos jornais da Europa Ocidental estarem povoados de histórias sobre como banqueiros e gestores em Nova Iorque e Londres “enriqueceram à custa do povo sob o olhar de uma regulação cega com a confiança do mercado”, mas, e principalmente, como foi fácil “esta praga da cobiça e desregulação ter tão facilmente atravessado o Atlântico e conduzido as economias a uma recessão que se espera mais longa e profunda do que inicialmente”.

Posto isto, e depois de sublinhar concretamente as medidas do primeiro-ministro José Sócrates, cita também algumas tomadas por outros países europeus como França, Suécia e Suíça.

No entanto, continua, a “verdadeira história” da Europa reflecte que alguns países “ainda continuam a movimentar-se em torno de privatizações e da desregulação”.

Mas em Portugal, alerta por outro lado o jornal, por exemplo as grandes manifestações dos professores “encerraram a capital, mas falharam o objectivo de deter o plano de Sócrates de querer avaliações dos professores num sistema de ensino que tem um dos custos mais elevados e mais baixos resultados na Europa”.

EUA deviam considerar seguir plano de Segurança Social português

E o jornalista vai mesmo mais longe ao aconselhar os EUA a consideraram a possibilidade de seguirem o plano de reforma da Segurança Social, implementado pelo governo português.

Para ilustrar a boa aproximação do mercado de capitais aos problemas sociais que considera existir em Portugal, o jornalista cita as energias renováveis e a energia hidroeléctrica, dando como exemplo as medidas, nesse sentido, tomadas pelo Ministro da Economia, Manuel Pinho.

Pinho implementou boas medidas sem subsídios e sem favorecer EDP

“E o que é notável”, diz Steven “é que tudo isto foi feito sem subsídios do governo e sem favorecer a Energias de Portugal, empresa estatal”, sublinhando ainda a evolução da EDP e a separação da EDP Renováveis “que foi a maior [oferrta pública inicial] da Europa no último ano e que é neste momento a quarta maior produtora de energias renováveis do mundo”.

Em jeito de conclusão, o “Washington Post” diz que na altura de Bill Clinton e de Tony Blair “havia uma grande falta de conversa sobre uma ‘terceira via’ que combinasse as melhores características do capitalismo anglo-americano e a segurança económica predominante na Europa”.

“E se Portugal é uma indicação, a Europa tem movimentado as suas políticas e medidas em torno de um capitalismo de mercado desde essa altura”, elogia o jornalista, acrescentando que, “agora que Barack Obama tornou-se o político mais conhecido na Europa e a sua administração fez com que o objectivo de aumentar os lucros de uma forma mais competente voltasse, a convergência parece ser uma vez mais possível”.

 

 

 



Luís Pereira às 00:28 | link do post | comentar

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Inês Mendes, 12/07/2010
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