Quarta-feira, 03.06.09

Miguel Portas continua a falar, mostrando-se contra a nacionalização do BPN.

 

A ver se a gente se entende. Desde a nacionalização do BPN, em Novembro de 2008, a Caixa Geral de Depósitos “meteu” lá qualquer coisa como 2,55 mil milhões de euros. É muito dinheiro. De uma maneira ou de outra, vai ser pago por todos nós, contribuintes. Vamos supor que, em vez de o ter nacionalizado, o governo tinha deixado cair o banco. O BPN tem uma rede de balcões vastíssima, muito apetecível para eventuais compradores. Tem 285 mil clientes (repito: 285 mil), o que representa um aumento de 21% relativamente à fase Oliveira Costa/Cadilhe. Verdade que, entretanto, alguns deles transferiram 1,6 mil milhões de euros para outras instituições, o que não teriam podido fazer se o governo tivesse deixado cair o BPN ou se, como acontece no BPP, os fundos estivessem congelados. Além disso, o BPN mantém compromissos internacionais: o BPN França e o BPN Brasil. Emprega mais de dois mil trabalhadores. É ainda (via SLN) responsável pela gestão do Hospital de Leiria e da Real Seguros. Portanto, não estamos a falar de um banco en petit comité como o BPP, onde a polícia de intervenção impediu hoje a entrada de clientes.

Já imaginaram o charivari dos media se, em vista do que se sabe da “roubalheira” — e só o sabemos porque a comissão parlamentar de inquérito ainda não parou de escarafunchar —, o governo deixasse o banco ruir? Cerca de trezentos mil depositantes a ver navios, dois mil e tal desempregados, activos perdidos, dívidas ao estrangeiro que teriam de ser pagas pelo Estado, ondas sistémicas, etc. O regime aguentava?

Para já, interessa saber o resultado dos doze processos disciplinares instaurados, pela actual administração (da CGD), a responsáveis de topo pelas anteriores gestões. Bem como o destino dos dez milhões de euros pagos a Cadilhe. Como disse Oliveira Costa (e bem), Cadilhe ganhou mais em 6 meses que ele em 10 anos.

 



Luís Pereira às 21:29 | link do post | comentar

Segunda-feira, 01.06.09

...falamos de Joaquim Coimbra. E quando falamos em Joaquim Coimbra, esta notícia é muito curiosa.

 

E que tal referir a grande intervenção do Sol no caso Freeport, e vejam só quem é o seu dono...Joaquim Coimbra! Explica muita coisa.


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Luís Pereira às 00:12 | link do post | comentar

Sábado, 30.05.09

Ao contrário de muita blogosfera, não vou fazer acusações do género: os dirigentes do PSD promovem a corrupção. É inegável que vários antigos dirigentes estiveram envolvidos directamente ou indirectamente no caso BPN. O PSD terá culpa? Não me parece que se possa culpabilizar directamente o PSD. Obviamente. Agora, como diz Vital Moreira, a imagem do "banco do PSD" está lá. Alguns esclarecimentos seriam importantes.

 

Deixaria aqui textos interessantes:

 

O que confere uma gravidade estrema ao caso BPN não é somente a dimensão da negociata, que ensombra a credibilidade interna e externa do nosso sistema financeiro, nem a extensão das perdas que vão ser registadas pelas instituições que têm crédito sobre o banco e pelos contribuintes portugueses.
Não se trata, porém, de um simples caso financeiro, dada a responsabilidade de ex-dirigentes partidários e de ex-membros do Governo do mesmo partido, o que o transforma numa questão política que mancha as instituições democráticas. Não está em causa obviamente responsabilizar o próprio PSD pelas vigarices vindas a público, mas sim de exigir que o partido condene politicamente e se demarque de uma situação que compromete o seu bom nome.
Manuela Ferreira Leite bem pode tentar desviar-se da questão, mas não vai poder fugir-lhe durante muito mais tempo. O caso do "banco do PSD" não vai morrer tão cedo.

 

por Vital Moreira

 

Associo-me já aqui à revolta de Manuela Ferreira Leite. Nem houve qualquer roubalheira no BPN, nem no caso estão envolvidas figuras gradas do PSD. Na realidade, houve apenas alguns incidentes numa instituição bancária onde, por acaso, quase todas os envolvidos tinham uma determinada orientação política. O que, bem vistas as coisas, é irrelevante, já que para lá foram pela sua indiscutível qualidade profissional e não graças às relações políticas que tinham mantido entre si.

 

por Daniel Oliveira

 

Ganhar com compra e venda de acções não é crime. O que tem de ser esclarecido é a ligação per se.

Bem sei que à participação em empresas não se segue responsabilidade na gestão. Afinal, os fundos de investimento em que investíamos incluíam imensas empresas e dificilmente nos poderiam responsabilizar por questões de gestão. Ainda assim, seria salutar que o Presidente da República prestasse algum esclarecimento. Afinal, ele não é um «gajo qualquer».

 

por Tiago Moreira Ramalho



Luís Pereira às 23:58 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Terça-feira, 26.05.09

Dias Loureiro terá dito a Oliveira Costa para ter cuidado e que não era "para brincadeiras": "Veja lá como me trata, olhe que eu quando me hostilizam não sou para brincadeiras",

 

Oliveira e Costa na audição no Parlamento..

 

Banda sonóra: aqui.



Luís Pereira às 21:19 | link do post | comentar

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Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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