Terça-feira, 16.06.09

Durante todo o ano, ouvimos as mais variadas vozes a defenderem e a elogiarem os professores, com uma enorme disponibilidade para os ouvirem. Com uma excepção: a época de exames.

 

Não é difícil de encontrar na blogosfera, em artigos de opinião, várias pessoas a acusar de facilitismo estes exames por motivos eleitorais.

 

Não deixa de ser curioso ler o que dizem e pensam os professores:

 

A Associação de Professores de Português (APP) considera que o exame nacional realizado hoje por mais de 70 mil alunos do 12º ano está de acordo com os conteúdos que devem ser avaliados nesta disciplina. E que a prova privilegia "acertadamente as competências de leitura literária e, em especial, de produção escrita".

 

Será que agora também vão ouvir os professores?



Luís Pereira às 17:18 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Sexta-feira, 12.06.09

Não, por favor, estava apenas a brincar. Depois de três anos no poder, deixaram trapalhadas para o equivalente de muitos mais. Governar por governar. Governar sem ideias, sem projecto. Governar. Não, a tudo isso. Quatro anos depois das trapalhadas, as mesmas caras, o mesmo populismo. É mau de mais para ser verdade. Manuela Ferreira Leite, Paulo Portas e Santana Lopes? Tenho uma ideia: e se convidassem um verdadeiro homem de direita para cabeça de lista? Um verdadeiro liberal! Tipo Oliveira e Costa.

 

 

PS: Paulo Portas, porque até já há quem fale numa nova Aliança Democrática. Com as mesmas caras de sempre...



Luís Pereira às 16:29 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Quinta-feira, 11.06.09

 

 

Se é verdade que no novo mapa político europeu a direita parece ter uma nova maioria, há alguns pontos que são importantes para reflexão:

 

- a excepção portuguesa que confirma a regra. Se em Portugal foi a extrema-esquerda quem cresceu, no resto dos países europeus o mesmo se aplica à extrema-direita, em vários casos. A direita cresceu, mas a extrema-direita também e isso é uma coisa que deve preocupar e não apenas os socialistas.

 

- ainda no caso português, a vitória da direita nem se pode considerar especial, uma vez que PSD + PP, acabam por ter menos percentagem de votos do que a esquerda junta.

 

- lembro-me perfeitamente de ler, num livro sobre Direito da União Europeia do prof. Fausto Quadros, onde aborda a história da integração europeia, que é normal que em tempos de crise, as pessoas estão mais predispostas a apostar na direita, que sem dúvida tem um discurso mais apelativo, talvez mais "proteccionista", o que por vezes tende mesmo a travar a evolução da integração europeia. A ideia de menos impostos e menos imigrantes, ajuda.

 

- por aí se pode compreender um pouco do que se passou. Se a maioria dos governos socialistas acabaram por ser algo penalizados, os governos de direita acabaram por passar algo impunes.

 

- o tratado de Lisboa também pode ter o seu peso. Temos o exemplo do governo de Brown, que do outro lado tinha os Conservadores contra a aprovação do tratado.

 

Há muitos tópicos que podem ajudar a explicar o resultado surpreendente. Desde os "eurocépticos", à penalização dos governos no poder, ou a ideia de políticas mais proteccionistas. São tudo importantes reflexões e muito interessantes. A verdade é que só poderemos confirmar se existe mesmo uma tendência à direita nas legislativas, e nem falta assim tanto tempo.



Luís Pereira às 16:32 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Tem piada ler o Insurgente. Onde já se conspira a vitória do PSD nas legislativas e o que fazer depois disso, vejam lá que, face ao actual estado do país, até já dizem que vão ter que criar descontentamento na população devido às reformas que vão ter que implementar e quem sabe aumentar os impostos. Ena, se calhar isto faz-me lembrar a situação em que o PS encontrou o país, depois de uma ruinosa administração PSD/PP, sendo precisamente essa a forma de actuação do Partido Socialista: pôr as contas em ordem e pôr em prática várias reformas. E, se bem se recordam, pensem lá quem é que se foi aproveitando de todas essas medidas para tirar proveito desse descontentamento?

 

O melhor ainda não chegou (agora na caixa dos comentários). Argumento contra a maioria absoluta de José Sócrates: não a pode pedir, tem é que respeitar a vontade do eleitorado. Argumento curioso, não fosse eu ler o que por lá escreve e que já chega a este ponto: se não obtiverem a maioria absoluta, têm que dramatizar e mandar o governo abaixo até a conseguirem. Contraditório? Não mais do que a postura de Rangel sobre o imposto europeu ou a lei do financiamento dos partidos... Pelo menos já sabemos o que esperar da direita portuguesa.

 

Continuando no Insurgente. É incrível como continuam a querer fazer entender que o PS domina a comunicação social. Acreditar que a TVI, o Público ou o Sol, por exemplo, são todos meios socialistas, só me leva a concluir que não devem viver no mesmo mundo que eu.

 

Esta conversa parece-me mais conversa de "mau pagador" do que outra coisa qualquer. Ainda nem lá chegaram, já estão a dar desculpas para uma possível saída. O único meio de comunicação que conheço ao PS, é o Acção Socialista. Está nos links, podem visitar.

 

PS: pensar em PSD e governo na mesma frase...a imagem que me vem à cabeça é má de mais.



Luís Pereira às 14:25 | link do post | comentar | ver comentários (4)

Quarta-feira, 10.06.09

 

Há um problema na teoria de PPM. Quando houve dinheiro, era Cavaco primeiro-ministro, então é que Portugal se tornou num circo porque vinha dinheiro aos montes da União Europeia e serviu, em grande parte, para comprar jipes. Com a devida vénia ao senhor Presidente da República, qual seria a sua "moral" para fazer tal juízo?



Luís Pereira às 22:40 | link do post | comentar | ver comentários (1)

É esta e mais nenhuma.

 

 

Oh Samuel, não seja assim. Desde o principio que não fez nada mais do que tentar inferiorizar as pessoas cá do "burgo".

 

Partindo desse seu complexo, de quem pensa que só os iluminados concordam consigo, os outros são jotinhas e não sabem o que dizem, fiz-lhe o favor de indicar três pessoas que dizem o mesmo que o camarada Tiago Gonçalves disse, mais palavra menos palavra, três pessoas que dizem o contrário do que você diz e mais interessante, também me parecem iluminados e bem mais reconhecidos pela sociedade. Porventura, até respeitam mais os outros, afinal para demonstrar inteligência não é preciso ridicularizar com quem se discute, a humildade também é uma coisa muito engraçada e apreciada.

 

Bastante curiosa a sua abordagem à opinião das pessoas que referi. Aqui ninguém leva ao extremo nada, posição que aliás mais me parece ser assumida por si, mas valorizamos contributos de pessoas que pelo mérito académico merecem a maior das nossas atenções. Surpreende-me, ou então não face ao que já foi dito, é não ter referido Hayek...

 

Numa coisa concordo consigo - não houve quem conseguisse prever esta crise na sua plenitude. Gostaria no entanto de lhe relembrar uma coisa - é com a história que se podem retirar importantes lições para não repetir erros. Esta crise é um case-study muito importante e têm surgido importantes conclusões. Houve aí um erro de interpretação - quando se referiu a direita, obviamente se referia a direita que defendia este modelo económico.

 

Desculpe lá termos opinião e discordarmos de si. Não sei a que amigos do ISCSP se refere, mas de certeza também lhe enviam cumprimentos. Um abraço aqui do jotinha.



Luís Pereira às 20:33 | link do post | comentar

 

Não sou especialista em economia, longe disso. Talvez por isso mesmo, não me acho mais inteligente que alguns prémios Nobel de Economia. Ísto porque?

 

Há por aí um nobel de economia que diz que a crise mundial provou que o pensamento da direita sobre a economia de mercado está errado. Diz o pobre senhor, certamente errado, que a direita dizia que os mercados se regulariam por si, se ajustariam por si, que se houvesse algum problema os mercados arranjar-se-iam por si e muito rapidamente. Para este senhor, esta é uma ideia errada até porque os mercados são em geral ineficientes quando a informação é imperfeita, sendo que a informação é sempre imperfeita muito por culpa de uma "depravação moral" de algumas instituições financeiras para classificar o comportamento dos bancos que, na sua opinião, “roubaram os sonhos e o dinheiro de muitas pessoas". Explica o senhor que a culpa é dos senhores que desregulamentaram a economia.

 

Outra pessoa que deve saber mais do que eu, até por estar envolvido no meio e ser um professor de duas das Universidades mais conceituadas da América, Harvard e Princeton, também diz coisas interessantes:

 

"A desregulamentação que se fez nos últimos 15 anos, incluindo o governo de Clinton, do qual fui parte, criou uma atmosfera de casino na qual qualquer banco podia fazer dinheiro sem se importar com os seus níveis de endividamento e sem sequer saber que tipo de papéis comprava"

 

Há ainda um ministro da Economia de Itália que diz o seguinte:

 

"Não é um banco que fracassou, é um sistema inteiro. Devemos ter novos regulamentos e é opção dos governos fazê-los"

 

Diz-se que "o actual sistema financeiro iniciou o seu declínio com o surgimento da política neoliberal, que estabeleceu como principio fundamental a desregulamentação em todos os âmbitos e em especial no sector financeiro."

 

Posto isto,  serão jotices ou estupidez acreditar em Prémios Nobel, em Professores de Harvard ou Ministros de Economia? Se calhar o melhor é perguntar ao especialista Samuel.



Luís Pereira às 17:28 | link do post | comentar | ver comentários (8)

Terça-feira, 09.06.09

 

As hostes vão animadas no sector laranja. Um bom momento para embandeirar em arco, os senhores da seriedade e muito desiludidos estão hoje nas sete quintas. Se os portugueses demonstraram vontade em mudar, certamente não foi para o PSD que manteve a percentagem de votos no seu número normal. Quem se pode gabar de ter crescido e ter ganho votos de protesto, esse é o caso do Bloco de Esquerda, o que não deve nenhum motivo de festejo para os lados dos "pro-liberais o PSD é que é"...

 

Os mesmos que acusam o PS de não ter aprendido, parece que não compreenderam a mensagem desta eleição. O PSD continua longe de ter percentagens de liderança de governo, se calhar porque os portugueses ainda não se esqueceram do que Manuela Ferreira Leite fez enquanto ministra.

 

Não fica nada bem também, acusar outros partidos de forjar sondagens, até porque se fosse o caso, as sondagens com certeza não iriam todas no mesmo sentido: Bloco de Esquerda 3ª força política e PSD com a percentagem de intenção de votos que se confirmou. Mas isto não lhes interessa, afinal é um escândalo dizer que pessoas que antes estavam ligadas ao PSD, estão envolvidas no caso BPN, mas acusar de forjar algo ou de utilização indevida de meios do estado, já é mais do que digno. É política à Manuela Ferreira Leite - não podem acusar de "roubalheira" no caso BPN, mas posso andar todos os dias a chamar mentiroso a José Sócrates.

 

As pessoas deram um sinal - de descontentamento em relação à situação de crise, mundial diga-se de passagem. A mensagem também foi clara - no PS tem de haver mais comunicação, melhor explicação daquilo que é feito e porque é feito, nomeadamente nas reformas.

 

O PSD ainda não o percebe. Ficou à frente, com algum mérito, mas não é um facto suficiente para tanto festejo. Devia antes preocupar-se com a esquerda do PS que cresce.

 

Afinal, que projecto ou ideias alternativas já apresentou o PSD ao país? Ontem, para representar o PSD, escolheu Santana Lopes. Que mensagem transmite essa escolha às pessoas? O PS tem um rumo, um projecto que tem apresentado resultados, isto apesar do descontentamento de alguns sectores.

 

Tem o PS a legitimidade dos votos que recebeu nas legislativas. Sim, não são os votos nas Europeias que legitimam o PSD a poder censurar um Governo ou aspirar a governar a partir de agora. As pequenas e médias empresas têm sido ajudadas e quando se fala em hipotecar as gerações futuras lembro-me de Manuela Ferreira Leite. Lembro-me de um negócio. Lembro-me de Citigroup. Diz alguma coisa? 

 

PS: Sócrates não foi candidato a nada. Deu os parabéns, públicos, ao PSD. Esse fait divers revela a enorme necessidade de "por tudo e por nada" criticar o Secretário-Geral do Partido Socialista. Devo dizer que também é normal esta confusão, afinal da boca do PSD não ouvimos uma ideia ou projecto para a Europa - lembrem-se, estas foram as europeias, não as legislativas. O candidato era Vital Moreira.

 

 



Luís Pereira às 19:36 | link do post | comentar

A que não conhecia o blog, as boas vindas. Obrigado ao Sapo pela referência.

 

Só temos uma queixa a fazer - isto é concorrência desleal.



Luís Pereira às 14:07 | link do post | comentar

Sábado, 30.05.09

...se chegar à conclusão que não, nem todos os jovens sabem o sarilho em que se metem se fizerem "amor sem camisinha". E nem todos serão conscientes ao ponto de se dirigirem a um Centro de Saúde, para ir buscar a solução para o problema. Se o problema é da escola ou dos pais? Pouco interessa neste momento encontrar responsáveis ou fazer acusações, importa mais saber como o solucionar. E aí, se de forma responsável se distribuir os preservativos na escola, atacar o problema de frente, se procure informar e consciencializar, com uma educação sexual efectiva, acho que teremos dado um passo importante para a educação sexual dos mais jovens!

 

E não se esqueça: se em Portugal houvesse tanto conhecimento assim do problema, certamente não seria onde o problema da SIDA mais "dores de cabeça" tem provocado em termos europeus.



Luís Pereira às 22:51 | link do post | comentar

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aCima & aBaixo

Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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