Domingo, 02.08.09

Numa altura em que muitos de nós têm já a cabeça no processo eleitoral autárquico (apesar de as eleições legislativas serem primeiro), nomeadamente na elaboração de um projecto político socialista para os nossos concelhos, definindo, apresentando e explicando as propostas para os nosso municípios, penso ser oportuno falar-vos de cliclovias.

 
As vantagens da existência de ciclovias são imensas, desde as ambientais às de saúde pública, das de mobilidade às de lazer. Ainda assim, julgo serem vistas ainda como algo dispensável, não-estrutural no desenvolvimento de uma cidade moderna. Na minha opinião nada mais errado! As ciclovias podem constituir um novo paradigma nas cidades, basta que para isso exista a ambição e uma estratégia bem definida de ligação de todas as zonas com condições (tanto em termos de inclinação, como em termos de aproveitamento de passeios e tráfego de peões) de suportar ciclovias.
 
Se hoje é já possível ir de bicleta da Pontinha, na Amadora, a Sete Rios, em Lisboa, em apenas 20 minutos imagine-se as potencialidades deste meio de transporte ligando outras zonas periféricas de Lisboa ao centro desta cidade. É óbvio que para tal acontecer é absolutamente necessário dotar de condições de circulação, estacionamento e segurança as ciclovias. Mas se isso acontecer, ou seja, se tudo isto for projectado com pés e cabeça (já agora de modo integrado em termos intermunicipais) e não aleatoriamente estou plenamente convicto que as bicicletas poderão ser uma alternativa real aos automóveis para muitos portugueses que trabalham nos grandes centros urbanos, que deixarão o(s) carro(s) em casa, com todos os benefícios que isso acarreta para si em termos de mobilidade e economia e para os outros em termos de ambiente.
 
Bem sei que nem todas os municípios têm condições de realização de ciclovias mas onde estas condições existam não percebo a razão para se deixar de investir cada vez mais. É um investimento de futuro em que todos ganham!
 
PS: António Costa fez em dois anos 28 km de ciclovias. Quantos fez Santana em três?


Pedro Silveira às 00:59 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quinta-feira, 07.05.09

"And by pushing renewable energy, the government has made Portugal a model of how to stimulate the economy and fight climate change. Investments worth €14 billion ($18 billion) will create 22,000 jobs by 2020, by which time Portugal will produce over 60% of its electricity from clean energy, way above the EU target of 20%."

 

Texto do The Economist, num sinal bastante positivo para Portugal, principalmente se pensarmos que um dos grandes problemas económicos que se deve combater é, precisamente, a energia e a sua dependência do exterior.



Luís Pereira às 22:30 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quarta-feira, 06.05.09

LR, do Blasfémias, compara, entre outros aspectos, Barack Obama e José Sócrates, particularmente na aposta e investimento em medidas que apoiem novas formas de energia, mais favoráveis ao ambiente. Da ordem de raciocínio, concluímos que o considera um desperdicio - "(...) delapidação de milhões nas energias renováveis(...)". Pensamento redutor, sabendo que Portugal é um exemplo mundial neste sector, bastante elogiado, e que se trata de garantir um futuro sustentável, economica e ambientalmente falando.

 

Assim, na minha perspectiva, só posso considerar isso um elogio a Sócrates.

 

Neste sentido, recordo aqui, num texto bastante interessante, sobre o ambiente e a discussão sobre as emissões de gás, o ataque que a oposição faz às medidas de cariz ambiental, também a partir de argumentos como o seu custo:

 

 

Clearly, opposition to doing something about climate change has fallen back to a new position: claims that attempting to limit greenhouse gas emissions would be incredibly costly. Yet the most careful studies, like the big MIT study of Congressional proposals, find only modest costs. Pay no attention, say the critics. Via Pete Davis, I found Robert Samuelson’s latest, which Davis thinks was wonderful; all I can say is, huh?

 

Here’s the key graf in which Samuelson tries to deny the results of the studies:

The trouble is that these models embody wildly unrealistic assumptions: There are no business cycles; the economy is always at “full employment”; strong growth is assumed, based on past growth rates; the economy automatically accommodates major changes — if fossil fuel prices rise (as they would under anti-global-warming laws), consumers quickly use less and new supplies of “clean energy” magically materialize.

 

I don’t think there’s a single thing there that’s right. What on earth do business cycles have to do with it? The models may assume growth based on past trends, but they DO ask whether emissions policy would greatly slow growth — and the answer is no. Consumers aren’t assumed to “quickly” use less — the time frame in these models is decades long. And new supplies don’t “magically” appear — they respond to price incentives, which is what economics usually says.

 

I don’t especially mean to pick on Samuelson, but this column exemplifies a strange thing about the climate change debate. Opponents of a policy change generally believe that market economies are wonderful things, able to adapt to just about anything — anything, that is, except a government policy that puts a price on greenhouse gas emissions. Limits on the world supply of oil, land, water — no problem. Limits on the amount of CO2 we can emit — total disaster.

Funny how that is.



Luís Pereira às 13:31 | link do post | comentar

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A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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