Sexta-feira, 12 de Março de 2010

2010 não é ano de Europeias. Mas é ano de Tratado de Lisboa (em vigor desde 1 de Dezembro de 2009), uma reforma institucional da União Europeia de que os jovens portugueses não devem nem podem estar alheados. Discutir a Europa está, infelizmente, longe de estar na agenda da política nacional. Como se a política europeia fosse desinteressante por um lado ou uma invitabilidade por outro.


Ora nem uma coisa nem outra corresponde à verdade: muitas das nossas opções políticas nacionais são condicionadas pela UE (veja-se o PEC mas não se esqueça também o QREN ou o PRODER), o que reveste as decisões tomadas na União Europeia de uma importância especial – é aí que cabe agora começar a definir o modelo sócio-económico que queremos para toda a União. E esse modelo sócio-económico não é estanque, imutável, antes se deve adaptar às necessidades da Europa, que ultrapassa hoje uma grave crise económica e financeira, e à qual deve responder com políticas activas e reformistas de regulação financeira. Essa adaptação deve ser protagonizada não pelos partidos progressistas de cada Estado-Membro mas pelos Partidos progressistas no Parlamento Europeu. Isto é absolutamente essencial. E mais essencial se torna quando o Parlamento Europeu vê reforçados os seus poderes com o Tratado de Lisboa.


Numa altura em que o primado da Economia parece um dogma inabalável, cabe aos jovens progressistas de todos os Estados-Membros defender o Estado-social Europeu, tão expressivamente apelidado de “Consenso de Estocolmo”. Pugnar por um desenvolvimento ambiental e socialmente sustentado, apoiado num forte investimento em inovação científica e tecnológica (área onde a UE pode e deve melhorar bastante a integração europeia) ao invés de uma fúria de crescimento rápido, visando o lucro fácil e imediato é algo que nos deve preocupar e mobilizar tanto hoje como daqui a 4 anos, quando voltarmos a estar em campanha eleitoral. 2010 não é ano de Europeias. Mas para chegarmos a 2014 com credibilidade precisamos de agir como se fosse.



Pedro Silveira às 22:13 | link do post

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pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
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por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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