Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

A situação contínua a ser má. Negá-lo seria não ter qualquer tipo de contacto com a realidade. No entanto, há factos que nos permitem olhar para a economia portuguesa e estabelecer algumas comparações que parecem positivas e que nos permitem olhar com alguma confiança ou espirito positivo para os próximos tempos.

 

Sobre a sustentatibilidade das finanças públicas, um relatório recente ( este ) coloca pontos interessantes à discussão: Portugal passa de risco "high" em 2006, para um risco médio actualmente, sendo a grande diferença a reforma realizada pelo executivo socialista na segurança social, que o transformou num dos sistemas mais sustentáveis da Europa.


Neste gráfico, podemos constatar que Portugal se encontra bem acompanhado na resposta à crise e nas consequências desta, estando mesmo à frente de países como a Irlanda, o exemplo mais dado pela direita portuguesa. De facto, as previsões internacionais têm mesmo falhado invariavelmente em relação à situação portuguesa, porventura não contando com a determinação e competência do executivo socialista na resposta à crise. Veja-se este e este gráfico, que nos demonstra a diferença de projecções, de valores que não corresponderam à verdade mas prontamente utilizados pela oposição ao Governo liderado por José Sócrates. Há até quem diga que não é só no futebol que somos melhores que Inglaterra, por exemplo...

 

O problema contínua na produtividade nacional, na competitividade em relação aos parceiros europeus. Neste ponto, parece-me evidente que aposta tem invariavelmente de passar pela qualificação. Este é um problema antigo, aliás ouvi ainda há bem pouco tempo uma frase que reti: "...vem desde Cavaco Silva, ele que pouco investiu na educação, na qualificação e inovação os dinheiros vindos da União Europeia, preferindo coisas mais materiais". O que não evitou este atraso de Portugal. Aliás, este é uma opinião que é partilhada por muitos, como este, este e este senhor, que ao que parecem não se sentem enganados pelo executivo socialista como muitas vezes a oposição acusa.

 

Aqui entram medidas como o ensino obrigatório até ao 12º ano. No apoio a esta qualificação, com o PS existem hoje mais 13% de alunos bolseiros para terem capacidade de estudarem, tendo ainda assistido a um aumento global de 10% nas bolsas aos alunos. Foi criado o passe até aos 23 anos. Tudo isto, para além do número de vagas no ensino superior que cresceu 37%, levam a que hoje haja mais 15% de jovens a estudar, sendo que 1 em cada 3 jovens portugueses hoje frequentam o ensino superior.

 

Não só nos mais jovens temos resultados bastante positivos. O número de pessoas com mais de 23 anos a frequentar o ensino superior aumentou 13 vezes. Tudo isto se resume em mais 20% de licenciados em Portugal durante a governação socialista. São motivos de orgulho. A qualificação é de todo essencial, qualquer pessoa com grau superior de formação tem hoje menos dificuldade em encontrar ou garantir emprego, para além de um maior estabilidade social.

 

Mas nem tudo são rosas. É preciso fazer mais na acção social. Reforçar. É preciso aumentar o número de vagas no ensino nocturno. Apostar nas residências. É preciso garantir que os jovens se conseguem emancipar. É esta a luta da Juventude Socialista.



Luís Pereira às 19:30 | link do post | comentar

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Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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