Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Para além de todos os outros cálculos e conjecturas, igualmente legítimos, o grande marco do resultado das eleições de ontem é este: a vitória do Partido Socialista, indissociável de uma grande derrota do PSD.

 
Entre duas visões, uma de progressismo nos costumes e aposta num melhor Estado Social, outra de conservadorismo e retrocesso nas políticas de igualdade de oportunidades, os portugueses escolheram a primeira para liderar o executivo.
 
Apesar de duas tentativas de assassinato político (Independente e Freeport), apesar de haver grupos profissionais descontentes com políticas sectoriais, alguns deles apelando directamente - como poucas vezes se havia visto - ao voto contra o PS (professores), apesar de todos os partidos da oposição tentarem culpar o PS pelos efeitos, em Portugal, da pior crise económica mundial em largos anos, apesar do maior partido da oposição ter feito uma campanha em que a tentativa de descredibilização de Sócrates foi uma componente importante; apesar de tudo isso, o Partido Socialista ganhou.
 
O Partido Socialista venceu estas eleições porque, mesmo tendo cometido erros na governação, o que é inevitável, afirmou-se como uma unida força de mudança, de coragem e de determinação, rumo a uma maior igualdade de direitos e de oportunidades. O Partido Socialista venceu estas eleições porque, com convicção nas suas ideias mas também com a humildade que a democracia recomenda, apresentou o seu projecto, sempre com um espírito de elevação do debate, de diálogo e de esperança. Os Portugueses viram essa postura dos socialistas e elegeram-na, dizendo claramente que é o PS que querem ver na liderança do Governo.
 
Durante mais quatro anos, com um espírito dialogante e convicto, os Socialistas voltarão a liderar novos caminhos, novas fronteiras, avançando Portugal.


David Erlich às 20:54 | link do post | comentar

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Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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