Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Na minha estreia neste blogue evitar falar sobre cultura seria impensável para mim. Porque nunca desisti e porque nunca tive dúvidas das potencialidades deste sector, fui contribuindo aqui e ali com paixão e algum devaneio, mas sempre com responsabilidade e com os pés bem assentes na terra. Não basta defendermos as nossas posições se não tivermos a certeza se as mesmas fazem sentido, se as mesmas são prioritárias e quando é o momento certo para as sustentar. Fui escrevendo, fui lendo, fui estando atenta e sabia que era chegado o momento. Sempre me debati e sempre defendi que a cultura era uma área potencial e predominante no desenvolvimento das sociedades a diversos níveis. Sempre considerei o sector cultural um sector estratégico, porque ao mesmo tempo que contribui para o crescimento e enriquecimento do indivíduo, traz benefícios económicos para as cidades. Com uma aposta efectiva neste sector, voltada para os cidadãos, mas, também, para os agentes culturais seria possível dar aos portugueses aquilo que de melhor eles podem ter que é qualidade de vida. Assim cumpriríamos, mais uma vez, o desígnio – desenvolvimento sustentável – que tanto tem caracterizado a actuação do nosso governo através das suas políticas progressistas, no sentido de repensar o presente permitindo às gerações futuras uma melhor qualidade de vida.

 

Penso que foi chegado o momento do sector cultural se afirmar numa altura em que a Crise imposta afecta, inevitavelmente, o nosso pais. Foi com prazer que ouvi, ontem, no Fórum Novas Fronteiras, no Porto, o secretário-geral do nosso partido afirmar, que à semelhança da "aposta do Governo no conhecimento, na ciência, na tecnologia e na inovação" ao longo deste mandato, a Cultura deve ser agora "uma prioridade", e que pretende "valorizar o que é hoje um elemento essencial na dinâmica do país" e "na dinâmica económica", como também "para o enriquecimento individual" dos indivíduos.

 

Uma política cultural consertada deve estar voltada, em primeiro lugar, para a educação e sensibilização dos jovens para a cultura. O meu contributo pretende seguir essa linha de pensamento. Defendo, por isso, a criação de um cartão cultural que funcionasse de acordo com o actual cartão jovem “Euro 26” e que permitisse aos jovens o acesso gratuito e/ou descontos em espaços culturais diversos, como monumentos, museus, galerias e descontos em espectáculos performativos, entre outros. Com esta medida cumpríamos objectivos distintos: educar para a cultura, aproximar os jovens dos conteúdos artísticos e culturais e, por último, reforçar a identidade e a memória que a nossa herança cultural permite de tão rica que é.

Termino desejando a este blogue e a toda a equipa do Jovem Socialista o continuar do excelente trabalho que têm desenvolvido em prol de algo importante e que nos mobiliza a todos que é o amor à camisola.

Ana Leite

 

[Também publicado em http://politicacomcausas.com/]



Jovem Socialista às 13:38 | link do post | comentar

1 comentário:
De Claudio Carvalho a 14 de Julho de 2009 às 22:19
Antes de mais, dar-te os parabéns pela intervenção no Fórum Novas Fronteiras. Conta quem ouviu, que marcou o próprio primeiro ministro Eng.º José Sócrates.

Eu acredito que, indubitavelmente, a aposta passa pela juventude. A maioria dos jovens tem esta capacidade em apresentar ideias, sem se fixar em dogmas ou em interesses.

A cultura foi um tema menos aprofundado, nesta legislatura e, o próprio primeiro-ministro admitiu-o, assim como admitiu mudar este panorama na próxima legislatura, caso vença as eleições do próximo dia 27. Não queria referir o nome da senhora, ainda para mais numa causa tão nobre como a da cultura, mas Manuela Ferreira Leite não apresentou uma única referência a esta temática. Talvez seja porque Manuela Ferreira Leite e cultura estão em extremos opostos. É uma antítese.

Portugal precisa de mais e melhor cultura. O turismo e a cultura estão umbicalmente ligados e sendo o turismo uma das maiores fontes de proveitos económicos, faz todo o sentido apostar na cultura. Mas a cultura tem que transcender o ponto de vista económico. Maior proveito que o económico são os proveitos a nível de conhecimento e enriquecimento pessoal só obtidos através da cultura.

O povo português deve mobilizar-se em dar mais educação, mais tecnologia e mais cultura, principalmente aos nossos jovens, que são o nosso futuro e o nosso motor de desenvolvimento.

Ao contrário de outras facções, os jovens socialistas sim têm ideias, sim vão mudar Portugal.

Parabéns.


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Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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