Sábado, 11 de Julho de 2009

A propósito deste post no blogue da Dr.ª Manuela, veja-se:

1. A falácia da não convergência

Ao contrário do que é senso comum, se compararmos o PIB per capita em Portugal em paridades de poder de compra com a média da União Europeia a 15, verificamos que Portugal convergiu… Só em 2004, andava por aí o Governo PSD-CDS/PP, é que essa trajectória foi interrompida.

A comparação com a média EU-15 é a comparação que faz sentido, uma vez que foi a convergência com os então membros da UE que foi eleita como objectivo aquando da adesão à CEE. Ter agora como termo de comparação outros referenciais (Zona Euro ou EU-27), é como se a meio de uma corrida a meta mudasse de lugar.

É que esses outros referenciais são afectados pela inclusão de novos Estados-membros que, tal como aconteceu com Portugal quando aderiu à então CEE, estão a registar um período de crescimento acelerado. Se, por absurdo, a China aderisse à UE e todos os países mantivessem as suas taxas de crescimento, eles começariam a registar divergências face à média…

Veja-se como se está a processar a convergência:

    • PIB pc PT UE15=100

    • 1997 — 65,9
    • 1998 — 66,4
    • 1999 — 67,9
    • 2000 — 67,6
    • 2001 — 67,3
    • 2002 — 67,4
    • 2003 — 67,5
    • 2004 — 65,9
    • 2005 — 68,2
    • 2006 — 68,0
    • 2007 — 68,1
    • 2008 — 67,9


 




Importa sublinhar que Portugal foi, de facto, dos países da EU mais afectados por choques adversos associados ao alargamento da UE e à entrada na cena económica mundial de novos players, como a China e a Índia, que concorreram directamente com os tradicionais sectores de especialização da economia portuguesa, o que contribuiu para níveis de crescimento baixo. Portugal tinha conseguido atrair investimento directo estrangeiro muito importante e passou a ter dificuldade em competir com estes países, que beneficiaram claramente de uma localização geográfica mais central (países do centro da Europa) ou vantagens relevantes de dimensão e de custos.

Não estamos perante uma questão de curto prazo: quase 20 anos após a adesão, Portugal não estava preparado em 2004 para enfrentar estes desafios. Só uma agenda de modernização e transformação da estrutura produtiva permitirá recuperar níveis de crescimento mais elevados. Era essa situação que se estava a verificar desde 2005 com a aposta na internacionalização e na modernização da economia.

 

Corporacoes



Luís Pereira às 20:13 | link do post | comentar

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Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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