Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Muitos de nós devemos ter cometido as traquinices próprias dos miúdos, durante as aulas (pelo menos eu cometi): usar o papel para fazer pequenas bolinhas e mandar aos colegas, às vezes com o auxílio de uma zarabatana improvisada, feita com a parte de fora de uma caneta; utilizar um papel e uma caneta não para copiar a lição mas sim para jogar ao jogo do galo; utilizar as tampas das canetas para simular, com uma bola de papel, um jogo de futebol no tampo da mesa; folhear os manuais escolares - especialmente os de história - não para estudar ou consultar, mas para pintar óculos escuros e barba nos indivíduos neles retratados. Isto é: mesmo na era da inexistência de tecnologia informática nas salas de aula, havia material didáctico a ser utilizado com outros fins.

 

Obviamente, tal como todos os materiais didácticos que citei acima, alguns miúdos, durante as aulas, estarão a jogar com o Magalhães/PC portátil sem o Professor reparar. Mas essa utilização puramente lúdica de um objecto que se quer pedagógico não é uma lacuna originada pelos Magalhães/PC's portáteis, ao contrário do que alguns parecem sugerir; é, ao invés, algo que acontece com os mesmos tal como antes acontecia com os papéis que eram bolinhas, as canetas que eram zarabatanas, o papel que era terreno de um jogo do galo, as tampas que eram jogadores de futebol, os livros que eram fonte de caricaturas. Atacar, por este lado, o programa de generalização da tecnologia no espaço escolar é ignorar que aquilo que se ataca sempre existiu, mesmo sem tecnologia. E é ignorar que, ao contrário do que se quer fazer crer, com o Magalhães/PC portátil o Professor poderá, como não podia antes, ver, em tempo real, dentro da sala de aula, o que cada estudante está a fazer com o seu próprio equipamento.



David Erlich às 00:00 | link do post | comentar

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Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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