Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Francisco CésarDecorreu no passado fim-de-semana, na ilha Terceira, o IX Congresso Regional da Juventude da Juventude Socialista/Açores. Terminei, por limite de idade, de 30 anos, todas as funções que exercia na organização regional que servi durante mais de 16 anos.

Numa altura em que o alheamento dos jovens da política está no centro das atenções dos media e em que alguns pseudo-intelectuais defendem o fim das juventudes partidárias, tenho reflectido com algum cuidado o papel da Juventude Socialista na sociedade portuguesa.

A história da Juventude Socialista está intimamente ligada à da Democracia portuguesa. A JS esteve presente nas lutas pela liberdade em 1975, foi líder na defesa de um ensino superior universal e gratuito, participou no combate por um sistema nacional de saúde universal e gratuito, foi a primeira a sair em defesa das mulheres que optassem por interromper as suas gravidezes, de uma forma voluntária, defendendo que elas não deviam ir para a cadeia. Foi a JS que propôs programas de mobilidade dos jovens como o cartão jovem ou o cartão interjovem, foi proponente da criação do estatuto trabalhador-estudante, defendeu nos anos 80 a aposta na formação profissional, propôs a criação da primeira lei do associativismo juvenil e estudantil, defendeu o credito à habitação bonificado e o arrendamento jovem, tem defendido o fim dos estágios remunerados, foi proponente do fim do serviço militar obrigatório, propôs que os toxicodependentes fossem tratados como doentes e não como criminosos e foi a primeira organização de índole partidária a propor a legalização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

São estas algumas das propostas da JS, em quase 35 anos de história. Nunca esta organização se propôs falar apenas de medidas específicas para juventude. O seu propósito foi e é sempre dar uma visão jovem e ideológica sobre todos os aspectos da nossa sociedade, quer estejamos a falar de emprego, de ambiente, de habitação ou de direitos humanos.

A JS esteve sempre presente em todos os grandes desafios da democracia portuguesa, nunca foi indiferente, nunca foi abstencionista, foi sempre irreverente, foi sempre de esquerda.

Nota: Parabéns ao Berto Messias e a todos os novos eleitos para os órgãos regionais da Juventude Socialista. Faço votos de que desenvolvam um bom trabalho nos próximos dois anos.

Por Francisco César, presidente da Comissão Nacional da JS, no Diário dos Açores de 18 de Junho.


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Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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