Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

A verdadeira política não é o poder pelo poder, é o poder para mudar. E a mudança reflecte-se sempre na vida das pessoas. Anteontem, na minha primeira aula de condução, falando com o instrutor, ele disse-me que agora, com as Novas Oportunidades, ia fazer o que nunca antes pensara fazer, já que, trabalhando, não consguiria frequentar a escolaridade normal: terminar o 12º ano (só tem o 9º ano) de forma a poder concorrer, futuramente, para examinador, o que era um salto qualitativo, com consequência a nível remuneratório, na sua carreira. Para uns são puro facilitismo, mera propaganda, um vácuo educativo. Para outros as Novas Oportunidades são isto mesmo: a oportunidade para que os cidadãos não vejam nas habilitações académicas um entrave inultrapassável, mas sim uma meta alcançável através do mérito.



David Erlich às 15:16 | link do post | comentar

1 comentário:
De João Barbosa (Ponte da Barca) a 23 de Junho de 2009 às 19:21
O que eu quero dizer não se relaciona com o post, mas como acho que esta afirmação merece a nossa atenção, vou usar o comentário como meio de comunicação. No site do semanário Sol, a Sociedade Portuguesa de Matemática diz algo que até me fez rir, que foi o seguinte, «Um desempenho positivo nesta prova não é ainda garantia de uma preparação adequada à saída do Ensino Secundário e entrada no Superior». Hora digam lá se isto não dá vontade de rir. Não é o exame que prepara os alunos para o Ensino Superior, não é o Exame que exerce a função pedagógica. Se os alunos não estão preparados para o Ensino Superior, é porque os seus professores não foram capazes de lhes transmitir os melhores ensinamentos, porque não os conseguiram motivar para que eles se preparassem. O Sistema de Ensino não têm problemas, mas o mesmo não se pode dizer dos ensinamentos dados nas escolas pelos docentes.


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Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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