Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

 

Li no CC uma reflexão bem interessante e que toca no essencial. Perdemos uma "batalha", mas estamos longe de perder a guerra" e penso que é o momento de começarmos a discutir ideias, propostas, posicionamentos para as eleições que se aproximam. Não é o momento de desanimar, é o momento de elevar o espírito de missão para os combates que se aproximam. Vou deixar o meu pequeno contributo.

 

Começa Rui Paulo Figueiredo por se referir à actual situação de crise. Neste ponto, acho que o país atravessa uma fase engraçada, se assim se pode dizer - se da direita vemos um lavar de mãos, uma fuga às responsabilidades, dizendo que é uma falácia que foram as políticas neoliberais a provocarem a crise e que isso é comprovado pelo apoio dos eleitores nesta eleição europeia, por outro lado, à nossa esquerda ouvimos BE e PCP dizer que a culpa é das políticas neoliberais e que o actual governo praticou essas políticas. Posicionamento engraçado, a culpa não é de ninguém senão do Partido Socialista, o que falando em populismo comprova bem o que nos disse...

 

Não foram as políticas do Partido Socialista que criaram esta crise, bem pelo contrário, até sermos afectados em 2007 pela crise mundial, o país demonstrava sinais de recuperação.

 

Concordo que quem vai votar, vota nos mais credíveis e naqueles que pelas suas propostas representam da melhor forma os eleitores. E face a esta crise mundial, é importante passar da melhor forma a mensagem do Partido Socialista para as pessoas. Acho que foi isso que falhou com Vital Moreira. Como já por aqui disse, falta melhor comunicação com a população, uma melhor explicação das reformas que se têm feito para aumentar a sensibilidade das pessoas para com estas e que passe a mensagem.

 

Na parte seguinte, não sei se concordo consigo. Acho que não devemos abdicar das nossas linhas programáticas e devemos defendê-las com unhas e dentes até porque também é aí que nos diferenciamos da direita. Questões como a Educação Sexual ou Casamento entre pessoas do mesmo sexo, apenas por exemplo e por serem mais recentes, são questões que dizem muito à juventude e à esquerda, que importa não esquecer e lutar pelas mesmas. E não me parece que seja por isso que o Partido Socialista vá perder eleitores ao "centro".

 

Esta diferenciação é aliás bastante importante, em contraste com a política do passado, os mesmos rostos descredibilizados, a política a preto e branco e do século XIX, como lhe chamou Duarte Cordeiro. Não me parece que os portugueses já se tenham esquecido da governação de Santana Lopes, Paulo Portas ou de Manuela Ferreira Leite.

 

A imagem que coloquei acima não é inocente. Estamos a falar do Partido Socialista mas acho que muito se deve jogar com a Juventude Socialista. Vamos pôr as nossas ideias a mexer, apostar nas causas de esquerda, da juventude. Como já disse, política para jovens mas também de jovens. É preciso apostar em jovens quadros qualificados com muito potencial e não me parece que isso falte. O Partido Socialista tem de dar atenção à juventude.

 

Acredito no rumo que tem seguido o governo. É preciso consolidar este rumo e tenho a certeza que se fizermos um bom trabalho nos próximos meses os portugueses vão voltar a confiar no Partido Socialista para mais 4 anos no governo.

 

De uma coisa estou certo - o contributo da Juventude Socialista para essa vitória vai ser enorme.

 


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Luís Pereira às 21:43 | link do post | comentar

3 comentários:
De Afonso Dias a 15 de Junho de 2009 às 15:49
Para quem à poucos dias escreveu:

"Vital Moreira é hoje um cabeça de lista mais solto, integrado e bem mais comunicativo. Representa uma classe de intelectuais do melhor que existe em Portugal, conseguindo de uma forma magnífica apresentar as suas ideias e o seu projecto político da melhor forma, desde a pessoa menos informada ao militante mais activo e conhecedor da realidade, de uma maneira simples e eficaz. É elucidativo disso mesmo o ambiente motivado, pronto, capacitado e confiante na sua qualidade que a estrutura tem demonstrado aos portugueses. Se há uma campanha que chama a atenção pela positiva, é claramente a do PS e da JS."

Vir agora dizer que:
"Acho que isso falhou com Vital Moreira - má comunicação. Como já por aqui disse, falta melhor comunicação com a população, uma melhor explicação das reformas que se têm feito para aumentar a sensibilidade das pessoas para com estas e que passe a mensagem."

Não acha que é um pouco incoerente? Ou já está a fazer estágio para politico profissional?


De Toupeira a 16 de Junho de 2009 às 19:59
Claro que para ele não há contradição. Afinal tem como exemplo alguem que também não se contradiz. Éum jovem, apenas um jovem...socialista, mas jovem.


De Luís Pereira a 16 de Junho de 2009 às 20:28
Vou explicar:

A minha frase "Vital Moreira é hoje um cabeça de lista mais solto, integrado e bem mais comunicativo. " em nada contradiz o que disse depois.

Porque se tratou da minha opinião sobre os comícios. Quem assistiu aos primeiros e depois aos últimos, notava uma clara melhoria, Vital Moreira conseguia comunicar melhor. O que não significa necessariamente que conseguisse o mesmo para o público (quem não ia a comícios, etc). Acho que nunca se conseguiu passar uma boa mensagem para a comunicação social.

Obrigado pelos comentários,
Voltem sempre. Cumps,


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Começa amanha a primeira fase de
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Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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