Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

 

Esquecendo as particularidades das eleições em Portugal (não vou falar delas neste post).  O centro-esquerda e o Partido Socialista Europeu (PSE) tiveram resultados baixos nas Europeias dos 27 estados membros o que sublinha a necessidade de repensar políticas e ideologias.
Nunca fui um fã do New Labor e sempre acreditei que a Terceira Via de Giddens estaria condenada no médio prazo. A crise económica que atingiu gravemente o Reino Unido veio demonstrar a necessidade de termos um Partido Trabalhista diferente. Um partido mais social e menos agarrado aos dogmas do mercado. Brown não é Blair. O resultado de 15% entre escândalos e uma condução política deficitária era o esperado. Ergue-te Labor, a esquerda europeia precisa de ti!
Muitos nas últimas semanas falaram em Bloco Central. Os resultados eleitorais dos partidos do PSE na Europa demonstram que os eleitores não compreendem e não desejam ver progressistas com conservadores. O resultado nas Europeias do SPD Alemão e dos Trabalhistas Holandeses ambos muito fracos demonstram isso. Blocos centrais são incompreendidos pela população e mesmo no caso Austríaco onde os sociais-democratas (PSE) são maioritários o resultado eleitoral não foi positivo.
Na Espanha e na Hungria os governos foram castigados pela crise. No caso Húngaro a má gestão política colocou a derrota em números muito mais expressivos. Contudo e estranhamente a mesma crise deixa impunes Sarkozy, Merkel ou Berlusconi que representam a ideologia e os princípios que criaram a falência do sistema financeiro. Como isto é possível? Populismo?
As vitórias dos Sociais-democratas na Suécia e Dinamarca, dos Trabalhistas em Malta e do PASOK na Grécia são muito pouco para o PSE. Numa altura de crise e onde o neoliberalismo saiu como derrotado, o centro-esquerda tem de se mostrar como alternativa à política conservadora e liberal que conduziu o mundo ao estado em que está. Os partidos do PSE têm de ser afirmar como a solução para uma Europa mais social. Só assim pudemos ter o caminho do combate à crise na Europa.

 



Hugo Costa às 01:40 | link do post | comentar

2 comentários:
De Nuno Castelo-Branco a 11 de Junho de 2009 às 01:56
Hugo, um seu colega do blog dizia nuns post atrás, que a soma do "PS-CDU-BE" é superior à direita. Como se o PS tivesse algo de comum com o PC e o BE! Já agora, dê uma vista de olhos naquilo que o 5 Dias diz hoje de Mário Soares e do PS. O texto intitula-se:

"Ora cá vai mais um texto absurdo (mas sintomático) de Mário Soares.

O mote para este remate foi dado por Teresa de Sousa no Público: “a direita ganha e a Europa perde”. Partindo daqui, Mário Soares propõe-nos o impasse e o engodo de sempre:

- A Europa perde porque cresceram as franjas não “centronas” do espectro político.
- a Europa perde, porque nós, à esquerda, não gostamos mesmo nada do PSE e congratulamo-nos com o facto de os trabalhistas britânicos quase terem desaparecido, com a humilhação dos “socialistas” franceses e a derrota dos “socialistas” portugueses, etc.
- Para Mário Soares, a esquerda “radical”, a que muitos de nós orgulhosamente pertencemos, faz mal à “esquerda” de Soares, como a direita xenófoba faz mal à Europa (paralelo conhecido, mas que não intimida já ninguém).
- Somos mais ou menos iguais à direita xenófoba, portanto, mas ainda assim Soares defende, tal como o inenarrável Bendit, uma “aliança de esquerda” (!?)
- E o que quer dizer esta “aliança”? Que nós, os que nos situamos à esquerda do PS (ou dos PSs europeus) tivemos uma vitória de Pirro (o carácter antidemocrático destes poderosos ou ex-poderosos como Soares é, de facto, espantoso! Podemos, de facto, mas não devemos ter as opções que temos)
- A união da esquerda para Soares seria desaparecermos, em termos nacionais desaparecer, por exemplo, o PCP e o BE, e votarmos todos PS - aí cumprir-se-ia a vontade de Bendit e de Soares: uma união da “esquerda”. Que seria antes um desaparecimento da esquerda, mas isso, claro, não interessa a Mário Soares."

O que lhe parece?


De Nuno Castelo-Branco a 11 de Junho de 2009 às 02:10
Tudo muito interessante.... mas diga-nos o que têm andado a fazer os ditos partidos socialistas nos últimos trinta anos? É que a alternativa "socialista" radica exactamente no PC e afins - BE -, com os excelsos resultados que se conhecem. As políticas sociais derivam em grande medida de alguns factores:

1. o "guarda-chuva" militar dos EUA que deixou a Europa livre para criar o Estado Social, não se preocupando com a defesa.

2. O baby-boom do pós guerra e a grande entrada de contingentes de mão de obra barata (como agora os portugueses de novo fazem, partindo para o estrangeiro).

3. Uma população relativamente jovem, capaz de pagar impostos a longo prazo.

4. Um Estado módico nas despesas, eficiente na gestão de recursos humanos. O Estado Social fez crescer esse Estado, burocratizando-o até ao absurdo e a revoada nacionalizadora dos anos 70 piorou a situação. O que fazer? O Estado Social não pode ruir, mas a sua reforma implica o fim do clientelismo, usurpação partidocrática, redução do funcionalismo a níveis sustentáveis.

5. A política de subsídios à preguiça ou concorrência desleal (a PAC, por exemplo). Uma questão: onde estavam o PS e o PSD quando se desmantelou a nossa indústria, se malbaratarm os recursos disponíveis para a formação profissional e modernização do aparelho produtivo?

Nota: A senhora Merkel governa com o SPD e segue exactamente a mesma política dos senhores Helmuth Schmidt e Schroeder.
Em Portugal, somos governados pelo PS desde 1995-2009, com o breve interregno Barroso/Santana...


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Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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