Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

"Frase interessante, mas, já agora, onde é que o PSD defendeu sistemas mistos, caro Professor Vital? É que eu, que até simpatizo com estas soluções, ainda não vi ninguém do PSD a subscrever nos seus programas a liberdade de escolha no acesso à Saúde ou à Educação (embora me esforce bastante a pregar nesse sentido), e muito menos a privatização da segurança social. "

 

Paulo Rangel e o sistema misto na Saúde e na Educação.

 

Discussão na AR:

 

 

4. Uma reforma estrutural responsável, que preserve o modelo social e a solidariedade entre gerações

Mas, enquanto as contas não chegam, o pouco que se sabe já merece resposta, já precisa de debate - e deixar claro porque é que a proposta do PSD não é a reforma estrutural responsável de que o nosso modelo social precisa. Das declarações dos responsáveis do PSD fica-se a saber que defendem um modelo obrigatório - repito obrigatório - de transferência de um terço ou mais das contribuições para um sistema de contas individuais de capitalização a ser gerido por instituições públicas ou privadas e válido não apenas para os futuros contribuintes mas também para os que já estão hoje no mercado de trabalho, a partir de uma certa idade.

 

Falemos claro. Chama-se a isso uma privatização parcial das pensões de velhice. E não há que ter vergonha das palavras: a proposta é mesmo privatizar parcialmente a segurança social. É assim que se classifica em qualquer sítio do mundo. Desde logo, porque se trata de contas individuais, privativas; depois, porque podem ser geridas por privados e, finalmente, porque o seu rendimento ficará dependente, em boa parte, do resultado de aplicações na Bolsa que como se sabe é o paradigma do mercado privado. Se isto não é privatizar, senhores deputados, então digam-me o que é privatizar? Mas uma coisa garanto nacionalizar é que não é, concerteza. Aliás a única parte pública desta proposta está em usar o poder do Estado para obrigar os cidadãos a entrarem neste jogo, mesmo contra a sua vontade - e o que é espantoso é que o proponham, sem pestanejar, em nome da apregoada liberdade individual.

 

Em suma, a proposta do PSD não é boa para o Estado, não é boa para os cidadãos e não é boa para a justiça social. Só é verdadeiramente boa para quem tem interesses nela. Ou, para citar Paul Krugman, a propósito de debate semelhante nos Estados Unidos: «esta é uma forma de toda a gente ficar em pior situação, excepto as firmas de cobrança de comissões de Wall Street».

 



Luís Pereira às 22:59 | link do post | comentar

pesquisar...
 
Artigos recentes

Progressividade fiscal e ...

Cidadania europeia: o nov...

O progresso...

@ convidad@ da semana - J...

O Homem a fazer de Deus

O gineceu político do PSD

@ convidad@ da semana - C...

Os tiros nos pés do PS

A Democracia Hoje

NotíciasJS - 1.º Noticiár...

Jovem Socialista - Jornal...

Assim vai Cuba...

@ convidad@ da semana - P...

Jovem Socialista Poadcast...

JS em Entrevista - Progra...

Quid iuris?

@ convidad@ da semana - P...

Repugnante

Curtas

@ Convidad@ da Semana - J...

EUA: fez-se história

@ convidad@ da semana - M...

PSD... ou PCP ? ou o desn...

Democracia ao estilo do P...

A pérola II

A pérola

A Europa continua a ser v...

Futurália

"Virou-se o feitiço contr...

Lendo as notícias de hoje...

Frase do dia

MMG

Edições impressas do Jove...

Acompanhe todas as notíci...

Princípios da Administraç...

Da série "aos 10 anos já ...

Da série "aos 10 anos já ...

Da série "aos 10 anos já ...

Neda,

Mutilação Genital Feminin...

Orgulho em ser socialista

Dos EUA...

Por uma política com "P" ...

É da vida...

Notícias que interessam: ...

aCima & aBaixo

Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
links
Sotão

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

tags

todas as tags

blogs SAPO
subscrever feeds