Sábado, 30 de Maio de 2009

Ao contrário de muita blogosfera, não vou fazer acusações do género: os dirigentes do PSD promovem a corrupção. É inegável que vários antigos dirigentes estiveram envolvidos directamente ou indirectamente no caso BPN. O PSD terá culpa? Não me parece que se possa culpabilizar directamente o PSD. Obviamente. Agora, como diz Vital Moreira, a imagem do "banco do PSD" está lá. Alguns esclarecimentos seriam importantes.

 

Deixaria aqui textos interessantes:

 

O que confere uma gravidade estrema ao caso BPN não é somente a dimensão da negociata, que ensombra a credibilidade interna e externa do nosso sistema financeiro, nem a extensão das perdas que vão ser registadas pelas instituições que têm crédito sobre o banco e pelos contribuintes portugueses.
Não se trata, porém, de um simples caso financeiro, dada a responsabilidade de ex-dirigentes partidários e de ex-membros do Governo do mesmo partido, o que o transforma numa questão política que mancha as instituições democráticas. Não está em causa obviamente responsabilizar o próprio PSD pelas vigarices vindas a público, mas sim de exigir que o partido condene politicamente e se demarque de uma situação que compromete o seu bom nome.
Manuela Ferreira Leite bem pode tentar desviar-se da questão, mas não vai poder fugir-lhe durante muito mais tempo. O caso do "banco do PSD" não vai morrer tão cedo.

 

por Vital Moreira

 

Associo-me já aqui à revolta de Manuela Ferreira Leite. Nem houve qualquer roubalheira no BPN, nem no caso estão envolvidas figuras gradas do PSD. Na realidade, houve apenas alguns incidentes numa instituição bancária onde, por acaso, quase todas os envolvidos tinham uma determinada orientação política. O que, bem vistas as coisas, é irrelevante, já que para lá foram pela sua indiscutível qualidade profissional e não graças às relações políticas que tinham mantido entre si.

 

por Daniel Oliveira

 

Ganhar com compra e venda de acções não é crime. O que tem de ser esclarecido é a ligação per se.

Bem sei que à participação em empresas não se segue responsabilidade na gestão. Afinal, os fundos de investimento em que investíamos incluíam imensas empresas e dificilmente nos poderiam responsabilizar por questões de gestão. Ainda assim, seria salutar que o Presidente da República prestasse algum esclarecimento. Afinal, ele não é um «gajo qualquer».

 

por Tiago Moreira Ramalho



Luís Pereira às 23:58 | link do post | comentar

2 comentários:
De Paulo Colaço a 31 de Maio de 2009 às 04:05
A prudência não é uma coisa com que se nasce.
Ela vai-se-nos revelando ao longo dos anos, ao cabo de alguma experiência.

Seria essa prudência que o deveria fazer abster de posts deste calibre.

É que insinuar que o BPN é o "banco do PSD" permite concluir que para a JS é lícito apelidar o Freeport como o "mealheiro do PS".


De Luís Pereira a 31 de Maio de 2009 às 17:14
Boa tarde, caro Paulo.

Eu não insinuei que o BPN é o banco do PSD, até porque isso, de momento, não é verdade. É 100% do Estado! O que disse no meu post foi que a verdade é que vários antigos dirigentes do PSD estiveram ligados directamente no BPN . Não se trata de acusar o PSD, que não tem responsabilidade e onde militam muitas pessoas que com certeza não partilham de muitos dos valores, ou falta destes, que levaram a actual situação. Agora, é inegável que é essa a imagem que passa para o eleitorado. Por isso o disse, não se trata de responsabilizar o PSD, mas convinha que este se tentasse afastar publicamente e honestamente, deste tipo de atitude e pessoas. Até por uma questão de credibilidade das instituições políticas. Estes casos só fragilizam ainda mais a pobre imagem que a população portuguesa tem dos políticos.

Já agora, o que critica neste post , injustamente, é precisamente o que toda a blogosfera de direita tem feito no caso freeport . Com uma diferença : ainda ninguém apresentou provas que alguma ilegalidade se tenha cometido no freeport . Muito menos com pessoas ligadas ao PS!

Não se trata de prudência, mas de bom senso.



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Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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