Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

A JS marcou mais uma vez a agenda política portuguesa e, de novo, várias vozes se levantaram. Com elogios ou criticas, acho que devemos conviver bem. O que deve chocar é a fuga para a frente, já comum. Se no mundo há uma crise económica, alguns "iluminados" parecem querer alargar a crise ao pensamento: não se pode falar de casamento entre pessoas do mesmo sexo, eutanásia ou educação sexual nas escolas porque só podemos falar em crise económica. Se nos preocupamos com a crise económica internacional? Obviamente que sim! Se vamos ficar estáticos e presos a esta para não fazer o nosso trabalho e defender novas políticas de igualdade, justiça e de/para jovens? Obviamente que não!

 

Que bela "mordaça" querem estes colocar no livre pensamento e iniciativa para apresentar propostas que permitam acabar com alguns problemas da sociedade. A critica até nem é nada de especial: deixaria aqui sobre a questão do preservativo uma citação do Duarte Cordeiro - “Com o número de gravidezes na adolescência que temos, não disponibilizar preservativos nas escolas, que é onde estão os jovens, é fugir ao problema”.

 

A Educação sexual é um problema actual? É, e um problema bem grave. A inadequação do modelo actual espelha-se nos estudos realizados aos comportamentos sexuais dos jovens, particularmente dos adolescentes e dos índices de desconhecimento que continuam a revelar em matéria de contracepção ou em prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. A prevenção não tem sido bem sucedida, cabe a nós mudar o actual panorama, lançar a discussão e pôr isto a andar. É assim que se faz política, de causas para os jovens em particular, para a sociedade no geral, de que a JS não deve abdicar. No futuro, poderá ser graças a estas discussões que notícias como esta não se repitam: "Portugal entre os maiores exportadores europeus de Sida". A forma como se irão distribuir os preservativos ainda está por definir, mas acredito que será da forma mais responsável. Curiosamente, numa entrevista que li há pouco tempo, os alunos até se mostram favoráveis em relação a esta medida de prevenção.

 

Em conclusão: Sendo a ideia da educação sexual nas escolas falar de sexo com jovens para que suceda o mais tarde e mais informadamente possível, o facto de o Estado português andar há 25 anos para entrar em vias de facto poderia parecer enternecedoramente simbólico não fosse irresponsável e estulto. Tão estulto e irresponsável como a resistência à disponibilização de contraceptivos nas escolas aos jovens que os solicitem quando os mesmos jovens podem há décadas recebê-los grátis nos centros de saúde - ou até, imagine-se, comprá-los. Vá, senhores - cresçam.

 



Luís Pereira às 00:45 | link do post | comentar

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Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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