Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Para quem frequenta o Ensino Superior uma das suas principais e naturais preocupações é o emprego. A possibilidade de não obter um retorno directo e imediato do investimento de quatro ou cinco anos numa formação superior é angustiante e, nalguns casos, insuportável do ponto de vista económico. No entanto, a obtenção de uma licenciatura continua a ser uma arma eficaz contra o desemprego, em especial o desemprego de longa duração, o que significa que um licenciado para além de ter mais probabilidade de obter um emprego fica no desemprego muito menos tempo que um não-licenciado.

 

É portanto erróneo o entendimento muito em voga segundo o qual Portugal tem licenciados a mais. Não tem nem terá tão depressa. Portugal é, aliás, o segundo país da União Europeia com menor taxa de trabalhadores entre os 25 e os 34 anos com formação superior. O que me parece é ser absolutamente necessária uma melhor reafectação dos recursos humanos: não é lógico continuarem por exemplo a existir tantas licenciaturas em Ciências Sociais em Universidades com comprovada baixíssima taxa de empregabilidade quando são flagrantes as necessidades em áreas e sectores profissionais como a Saúde ou as novas tecnologias.

 

Para esta reafectação ter lugar é na minha perspectiva necessário acontecerem três coisas: a primeira – incentivos integrados desde cedo a competências mais científicas – estímulos em áreas de exploração e desenvolvimento científico; a segunda – fiscalização e consequências do incumprimento da actual obrigatoriedade de publicitação dos níveis de empregabilidade dos cursos e instituições de Ensino Superior; a terceira – a adaptação à realidade nacional das médias de ingresso e dos rácios de alunos das diversas Universidades.

 

Até se percorrer esse (longo) caminho urge achar os meios para atenuar as dificuldades daqueles que buscam hoje o primeiro emprego depois de bastantes anos de formação. Os estágios profissionais promovidos pelo Inov-Jovem ou o Programa Emprego 2009 são disto um excelente exemplo. De impaciência pela igualdade de oportunidades, justiça e solidariedade social. Enfim... coisas de esquerda.



Pedro Silveira às 19:34 | link do post | comentar

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Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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