Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Tradição minha, algo exclusivamente pessoal, na primeira posta, escrever aquilo que, para mim, é Ser de Esquerda. Apesar de não me querer alongar, esta é uma questão que mo exige e me motiva nesse sentido.

"Historicamente, o grande problema da Esquerda foi ser apenas anti-fascista, e nunca anti-totalitária, pelo menos, uma parte dela", referia Marcello Duarte Mathias. É isso mesmo: esta Esquerda Democrática em que me insiro, distinta de outras correntes a anos-luz, é a das grandes causas humanas, como o combate ao fascismo, ao colonialismo e ao imperialismo. É a Esquerda dos utópicos que acreditam na Revolução Francesa e nos valores por ela transmitidos. É a Esquerda dos Republicanos, dos Laicos e dos Socialistas, que não se confunde com modelos Soviéticos robotizados, referindo François Miterrand (esse mesmo que aboliu a pena de morte em França), onde a purga é um bem político e na qual acreditam aqueles cuja cultura histórica se perdeu no tempo. É a Esquerda dos Direitos para Todos, dos Liberais-Sociais, que se opoem ao Conservadorismo com o Progresso e a Modernização da sociedade, que se recusam a viver a preto e branco!

É a doutrina de uma Europa livre, da Universalidade sem fronteiras (Miguel Torga), sem desigualdades sociais, baseada numa Economia Democrática e Regulada, escudando-se dos neo-liberais e da sua tão conhecida cartilha, que ao seu belo gosto regula o mercado, tentando constantemente o aniquilamento do Estado, defendendo a baixa progressiva de impostos, e a (in)consequente privatização do SNS, da Educação e da Segurança Social. É a da geração mais vanguardista que o nosso país já conheceu. Aquela que, apesar de não ter estado nos grandes momentos da batalha pela Democracia, cresceu educada pelos valores de Abril e de Outubro. A mesma que entoa a "Grândola Vila Morena" com emoção, sem remorsos de totalitarices que se esmagaram, que vê na tradição académica uma forma de honrar a História dos Estudantes e as suas reivindicações. A Esquerda do livre pensamento e da tolerância, a dos grandes homens como Mário Soares, António Reis, Fernando Valle, Olof Palme, Nelson Mandela, entre outros.

É aqui que me revejo.


sinto-me

Rui Moreira às 00:03 | link do post | comentar

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Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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