Terça-feira, 30 de Março de 2010

O Jovem Socialista conta com um post de um/a convidado/a por semana . Esta é uma forma tornar este blogue um espaço ainda mais aberto e pluralista. Esta semana, o convidado é João Figueirinhas Costa, membro do secretariado concelhio da Juventude Socialista do Porto.

 

Energia Transparente 

 

O Secretário-geral da JS, Duarte Cordeiro, juntamente com outros deputados socialistas, vai apresentar uma proposta para criar uma lei que obrigue os organismos do Estado a publicar as facturas energéticas e a definir medidas de redução do consumo.

 

Esta iniciativa, que pretende fazer do Estado um exemplo a seguir, tornando-o energeticamente sustentável, aposta não só na implementação de energias renováveis e na promoção da eficiência energética, mas também na própria redução do consumo.

 

Fará parte da proposta uma articulação especial com os municípios, de forma a criar-se um esquema de discriminação positiva para aqueles que apresentem propostas de redução de consumo viáveis. Além de identificar os organismos públicos que mais consomem, esta proposta também tem em conta a necessidade de prevenir e minimizar os gastos de energia desnecessários, fomentando a diminuição das emissões de dióxido de carbono e a aplicação de planos de redução de consumo.

 

Depois da publicação desta notícia no «Público Online», vários leitores escreveram comentários. No meio de tantas observações, muitas das quais inúteis ou despropositadas, um leitor sugere que as contas da Administração Pública sejam também apresentadas ao mais ínfimo pormenor. Este leitor vai até mais longe e especifica rubricas que devem ser apresentadas: «carros, combustíveis, obras em gabinetes e edifícios públicos e os beneficiários directos». Ainda que esta sugestão possa parecer um pouco exagerada, creio que faz todo o sentido. Existe um conjunto de informações sobre a despesa do Estado que deveria ser facilmente acessível por parte dos cidadãos. Ao tornar as contas mais transparentes, impõe-se uma maior pressão às entidades públicas para que se controlem determinado tipo de gastos, evitando-se negócios menos claros e manobras financeiras.

 

Não obstante ser fundamental incrementar a transparência das contas do Estado, a produção e divulgação de alguns relatórios detalhados com esse fim implica tempo. Mas, na minha opinião, é algo a ponderar. Só valoriza o Governo enquanto instituição. E, acima de tudo, dá confiança aos portugueses.

 

João Figueirinhas Costa



David Erlich às 16:39 | link do post | comentar

Segunda-feira, 22 de Março de 2010

Após um ano de debate, e de um emotivo último apelo de Obama (parte 1, parte 2, parte 3), a reforma do sistema de saúde dos EUA foi aprovada.

 

É um momento histórico. Hoje fez-se história.

 

 



David Erlich às 03:03 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sexta-feira, 19 de Março de 2010

A partir de hoje, o Jovem Socialista contará com um post de um/a convidado/a por semana . Esta é uma forma tornar este blogue um espaço ainda mais aberto e pluralista. Esta semana, a convidada é Maria Begonha, militante da JS e do PS, membro da Assembleia de Freguesia da Lapa e do Secretariado da JS / Lisboa e da JS / FAUL.

 

PSD: sem rumo mas com rolha 

 
Desde que vivemos em Democracia que o sistema partidário português se apresenta como bipartidário. Bipartidário, porque dois principais partidos têm merecido o apoio maioritário dos portugueses, para que actuem como seus representantes. Assim tem sido a alternância do poder em Portugal, entre socialistas e sociais-democratas, que ao contrário do que oposição à Esquerda e muitos comentadores e especialistas afirmam, ainda apresenta significativas diferenças ideológicas e políticas, mesmo num quadro de convergência ideológica de Centro. Reflictamos então, sobre a importância da condição actual do PSD como maior partido da oposição.
 
Não fosse os malefícios que uma oposição desacreditada oferece ao pluralismo e à Democracia portuguesa, teríamos de facto, como socialistas, razões para celebrar. O PS atravessa também momentos difíceis, mas ao longo da sua história e em particular na sua história recente, não perdeu um marco da sua identidade, tão basilar como o pluralismo e democraticidade interna. Afirmava Vitalino Canas, que no PS, nunca seria proposta estatutariamente a “Lei da Rolha”. Acrescente-se que existindo um dirigente socialista com o protagonismo político equivalente a Santana Lopes capaz de propor tamanho erro de julgamento, os militantes base do PS acorreriam a rejeitar tal proposta.
 
Também da Juventude Social-Democrata não ouvimos uma única manifestação de desacordo, ou o sentimento mais apropriado perante tal proposta, de indignação para com o ataque contra os princípios democráticos dos quais o PSD advoga ser partidário.
 
A Lei da Rolha, é sem dúvida, um dos mais importantes “acontecimentos” recentes para tecer algumas considerações e identificar manifestas diferenças dentro do bipartidarismo português. A julgar pela proposta estatutária, o PSD não tem condições de se apresentar como um partido unido a não ser acabando com a manifestação do pluralismo intrapartidário. Quando um partido tem que recorrer a medidas de sanção para com os seus militantes, para participar na livre competição democrática, assistimos ao seu reconhecimento de que a sanção é a única via para a união.
 
Maria Begonha


David Erlich às 18:52 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Domingo, 14 de Março de 2010

Esta notícia mais parece vinda do PCP do que do PSD. Lamentável. Viver-se-á, a partir de agora, um clima de censura no PSD.

 

Isso não é bom para o PSD, e não é bom para ninguém: a democracia quer-se dinâmica.

 

É sinónimo do desnorte do PSD que uma proposta anti-democrática, proposta por um ex-líder do PSD, seja aprovada, paradoxalmente quando os quatro candidatos actuais à liderança são contra essa norma.

 

Especialmente, combater esta norma é importante para a JSD. As juventudes partidárias devem ter uma certa autonomia em relação aos respectivos partidos. O que acontecerá agora, quando um militante da JSD, simultaneamente do PSD, discorde das orientações deste último? Será também alvo desta nova norma estatutária anti-democrática?

 

Tenho orgulho em pertencer a um Partido e a uma Jota que fazem do pluralismo um dos seus pilares. Já estive do lado das opiniões maioritárias e também das minoritárias. Nunca senti pressões e nunca uma norma estatutária me retirou liberdade de expressão. A partir de agora, nenhum militante do PSD poderá dizer o mesmo: a limitação da sua liberdade de expressão passou a ser norma estatutária.



David Erlich às 21:50 | link do post | comentar

Sábado, 13 de Março de 2010

 

Guillermo Fariñas, mais uma vítima do regime totalitário cubano, que alguns aplaudem de pé.

 



David Erlich às 03:53 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sexta-feira, 12 de Março de 2010

Passos-Coelho deu uma ideia com a qual concordo: que os que recebem subsídios possam dar um contributo à sociedade, através de trabalho desempenhado nas entidades estatais e da sociedade civil.

 

Aguiar-Branco responde que isso é assistencialismo.

 

Ou seja: Aguiar-Branco é, por preconceito e natureza, contra as prestações sociais, independentemente de elas exigirem algo do indivíduo ou não. Ele é simplesmente contra. Qualquer ajuda que o Estado Social dê a um indivíduo é negativa, condenável, a suprimir.

 

É este o conceito de solidariedade reinante no PSD ?



David Erlich às 22:52 | link do post | comentar

No debate entre Aguiar-Branco e Passos Coelho, a pérola foi quando o primeiro elogiou o trabalho desenvolvido pelo Governo de Santana Lopes.

 

(Não é uma piada, ele realmente teceu esse elogio).

 

 



David Erlich às 22:35 | link do post | comentar

2010 não é ano de Europeias. Mas é ano de Tratado de Lisboa (em vigor desde 1 de Dezembro de 2009), uma reforma institucional da União Europeia de que os jovens portugueses não devem nem podem estar alheados. Discutir a Europa está, infelizmente, longe de estar na agenda da política nacional. Como se a política europeia fosse desinteressante por um lado ou uma invitabilidade por outro.


Ora nem uma coisa nem outra corresponde à verdade: muitas das nossas opções políticas nacionais são condicionadas pela UE (veja-se o PEC mas não se esqueça também o QREN ou o PRODER), o que reveste as decisões tomadas na União Europeia de uma importância especial – é aí que cabe agora começar a definir o modelo sócio-económico que queremos para toda a União. E esse modelo sócio-económico não é estanque, imutável, antes se deve adaptar às necessidades da Europa, que ultrapassa hoje uma grave crise económica e financeira, e à qual deve responder com políticas activas e reformistas de regulação financeira. Essa adaptação deve ser protagonizada não pelos partidos progressistas de cada Estado-Membro mas pelos Partidos progressistas no Parlamento Europeu. Isto é absolutamente essencial. E mais essencial se torna quando o Parlamento Europeu vê reforçados os seus poderes com o Tratado de Lisboa.


Numa altura em que o primado da Economia parece um dogma inabalável, cabe aos jovens progressistas de todos os Estados-Membros defender o Estado-social Europeu, tão expressivamente apelidado de “Consenso de Estocolmo”. Pugnar por um desenvolvimento ambiental e socialmente sustentado, apoiado num forte investimento em inovação científica e tecnológica (área onde a UE pode e deve melhorar bastante a integração europeia) ao invés de uma fúria de crescimento rápido, visando o lucro fácil e imediato é algo que nos deve preocupar e mobilizar tanto hoje como daqui a 4 anos, quando voltarmos a estar em campanha eleitoral. 2010 não é ano de Europeias. Mas para chegarmos a 2014 com credibilidade precisamos de agir como se fosse.



Pedro Silveira às 22:13 | link do post | comentar

Quarta-feira, 10 de Março de 2010

A 3ª edição do salão de oferta educativa, formação e emprego começa hoje, na FIL.

 

É uma iniciativa que se dirige essencialmente ao público jovem e conta com a apresentação de mais de 5000 ofertas de emprego, a nível nacional e internacional.

 

Nesta feira os visitantes têm acesso a propostas de formação, estágios, voluntariado, propostas de intercâmbio e encontram-se representadas grande parte das instituições educativas desde o 9º ano ao ensino pós-graduado.

 

Além de servir de exposição das faculdades e outros locais de ensino, a futurália é uma óptima oportunidade para todos os jovens que procuram trabalho, ou estágios.

 

Apesar de recente, a feira tem vindo a ser melhorada todos os anos e conta com uma participação activa do público-alvo. Este ano esperam-se cerca de 40 mil visitantes.


Também o Ministério da Educação está representado em seis espaços temáticos, que incluem recursos educativos digitais e informação sobre os seus serviços.

Serão realizados workshops com especialistas, que ajudam os visitantes a escolher as melhores soluções para os seus futuros, o que muitas vezes complementa a orientação dada aos alunos do 9.º ano e secundário.

Estas iniciativas são extremamente úteis para que todos possamos estar mais informados e são também uma óptima oportunidade de divulgação de cursos e oportunidades de emprego.

 

Para todos os estudantes que se confrontam com novas escolhas, ou com a entrada no mercado de trabalho: se a informação e as oportunidades não vêm até ti, procura-as.

 

 

 



Inês Mendes às 20:42 | link do post | comentar

Esta notícia de hoje merece referência.

 

Sobre ela, quatro reflexões:

 

- O atrito entre poder político e poder dos media é natural numa democracia;

- Ainda assim, são condenáveis atitudes de pressão, independentemente de que partido venham;

- A existência de pressões não é comparável a tempos em que a liberdade de expressão era inexistente;

- O PSD já protagonizou episódios de pressões a jornalistas ou de influência ilegítima sobre os media. Neste âmbito, podemos não só ver a notícia acima referida, mas também esta, e esta, e ainda esta.

 

 

 



David Erlich às 10:55 | link do post | comentar

Terça-feira, 9 de Março de 2010

Julgo pertinente referir duas.

 

Esta notícia faz-me pensar que, definitivamente, o micro-crédito facilitado, em conjunto com outras medidas de apoio ao empreendedorismo, têm de fazer parte de uma política de apoio ao desempregado. Isto é, há centenas de pessoas desempregadas mas que têm boas ideias para micro-empresas e apenas precisam de uma pequena ajuda. Esta é uma oportunidade na qual entidades estatais têm investido, mas nunca será demais. É que, como podemos ver na notícia, há pessoas com potencial suficiente para passarem directamente de desempregadas a patroas delas mesmas. O Estado Social, aqui, tem mesmo de dar uma ajuda.
A sondagem aqui referida, que situa o nível de opiniões desfavoráveis em relação aos republicanos seis pontos percentuais acima do nível de opiniões desfavoráveis em relação aos democratas, é prova de que os comentadores de direita que afirmam que Obama está terminado, que o povo já não o quer e que o sonho terminou, têm uma visão enviesada e incoerente sobre a matéria, já que não incluem, nessa equação, a opinião desfavorável que os americanos têm sobre a única alternativa existente. Ou seja, se bem que o ímpeto inicial viu o seu efeito moderado, a verdade é que o povo dos EUA continua a preferir a esquerda democrata no poder – e isso parece ser ignorado por muitos comentadores.


David Erlich às 01:33 | link do post | comentar

Sexta-feira, 5 de Março de 2010

"Poder judicial está empenhado em derrubar o primeiro-ministro", diz Marinho Pinto


sinto-me

João Correia às 18:47 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quinta-feira, 4 de Março de 2010

Foto: Público.pt

 

Manuela Moura Guedes mostrou-nos, tal como já havia sido feito por outros jornalistas, que nos dias de hoje a vitimização está do seu lado e não, ao contrário do que aduzem, do lado do Governo. Têm um poder infinito, julgam-se tribunais instituidos constitucionalmente e agora, pasme-se, agora andam à caça às bruxas...

 


sinto-me

João Correia às 09:01 | link do post | comentar

Segunda-feira, 1 de Março de 2010

Pode consultar, clicando aqui, todas as edições impressas do Jovem Socialista.



Inês Mendes às 16:40 | link do post | comentar

Pode acompanhar todas as notícias da JS no respectivo site institucional ou na versão impressa do Jovem Socialista.

 


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Inês Mendes às 16:30 | link do post | comentar

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Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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