Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Quero assinalar e registar hoje, de forma sussinta, os cinco anos da morte de Fernando Valle. Nascido em Arganil, distrito de Coimbra, em 1900, estudou Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Mergulhado o interior do país na pobreza, em tempos ditatoriais, muitos lembram Fernando Valle em cima do seu burro distribuindo medicamentos gratuitos aos mais pobres. Aos 23 anos, ingressou no Grande Oriente Lusitano. Em 1949, participou na campanha presedencial do General Norton de Matos, e em 1958, esteve ao lado de Humberto Delgado para o mesmo efeito. Foi membro das listas da Oposição Democrática nas eleições de 1969. Acompanhado de António Arnaut, participou em 1973 no Congresso Socialista na Alemanha, como membro da Acção Socialista Portuguesa, que antecedeu a criação e formalização do Partido Socialista. Após o 25 de Abril, foi eleito Presidente Honorário do Partido Socialista e indicado como Governador Civil de Coimbra. Em 2004, foi o primeiro subscritor da Moção apresentada por Manuel Alegre a Secretário-Geral do PS, este mesmo, que em 2005, durante a campanha presidencial, afirmou ser Fernando Valle a sua "maior referência cívica".
 

Este foi um homem que procurou ao longo da sua vida o entendimento entre os homens, a dignificação da política, a dedicação à causa pública, à República e ao Socialismo. De boina basca, laço preto e sorriso na cara, deixou-nos a 27 de Novembro de 2004, entregando-nos a esperança, a amizade, o amor e a nobreza dos seus actos. A Fernando Valle dedico o poema que irei transcrever, já dedicado anteriormente ao mesmo por Manuel Alegre:

 

Este é tempo de sim
Tempo de cada um por si e para si
Carreira ordem unida orelha murcha
Vida vidinha medo miudinho
Tempo de chefe e chefezinho
Este é tempo outra vez de Portugal em inho

Eis senão quando vem Fernando Valle
Com seu cabelo branco e seu sorriso
Traz consigo a velha trilogia
Liberdade (diz ele) E há nos seus olhos
Uma bandeira a conduzir o povo
Igualdade (diz ele) E chegam guerrilheiros
Com suas armas e sua festa
Garrett desembarca no Mindelo
Antero fala nas Conferências do Casino
Tocam sinos
E chegam carbonários
Sonhadores
A Rotunda o Relvas a República
Fraternidade (diz) E aí estamos nós
De novo de mão na mão
Prontos para o combate
E para o não

Ouviremos o Torga
Seremos contra isto para ser por isto
Resistir é possível
Pela esperança lúcida
É possível começar de novo

Porque ainda há Fernando Valle
Algures em Coimbra ou Arganil
Há ainda um velho capitão do povo
Com ele é sempre Portugal
E é sempre Abril.

 

(Também publicado em www.maiactual.blogspot.com e www.politicacomcausas.com)



Rui Moreira às 16:52 | link do post | comentar | ver comentários (1)

 

 Sexta-feira, 27 de Novembro

 

14.30h – Conferência de Imprensa na Sede da Federação

 

15.15h – Visita às novas instalações da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Beja, acompanhados pelo director e estudantes

 

15.45h – Encontro com a Presidência do Instituto Politécnico de Beja

 

16.30h - Encontro com Jorge Pulido Valente, Presidente da Câmara Municipal de Beja

 

17.15h – Conversa no histórico café Luís da Rocha, com Eng. Loução Presidente da Concelhia do PS Beja, General Manuel Monge Governador Civil do Distrito de Beja e deputados eleitos no Distrito

 

18.30h - Recepção da Comitiva nos Paços de Concelho de Aljustrel com Nelson Brito, Ex-      Dirigente da JS e actual Presidente da Câmara Municipal 

 

20.00h – Jantar em Aljustrel

 

 Sábado, 28 de Novembro

 

10.30h – Lançamento da Concelhia da JS Serpa 

 

12.00h – Visita a Mértola com, Jorge Rosa Presidente da Câmara Municipal

 

12.30h – Almoço na zona histórica de Mértola, com a Concelhia da JS e do PS Mértola

 

15.00h – Visita a Ourique com a concelhia da JS e Pedro do Carmo, ex-dirigente da JS e Presidente da Câmara Municipal 

 

16.00h – Encontro com Ângelo Nobre da JS Ourique e Presidente da Junta de                Freguesia da Conceição

 

18.30h – Visita à Freguesia de Alfundão, com Vice-presidente Pedro Barroso da JS Ferreira do Alentejo

 

21.00h – Jantar Festa do PS Cuba, com intervenção do Secretário-geral Duarte Cordeiro

 

23.30h – Festa JS no bar ZION CLUB em Beja  

 

Domingo, 29 de Novembro

 

 11.00h – Visita á foz do Rio Mira, com a Concelhia da JS Odemira

 

12.30h – Encontro com a Concelhia do PS de Odemira 

 

13.30h – Almoço em Vila Nova de Milfontes, com JS Odemira, PS Odemira e José Alberto Guerreiro Presidente da Câmara Municipal de Odemira

 

Encerramento da Semana Federativa do Bx
 



Jovem Socialista às 00:55 | link do post | comentar

Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

 

“Um mundo onde alguns vivem em confronto e abundância, enquanto metade da raça humana subsiste com menos de dois dólares por dia, não é justo nem estável.”
Jeffrey Sachs
 

Algures no deserto, sobrevive um povo. Um povo que sofre e luta, já quase sem forças pela sua liberdade. A R.A.S.D. (República Àrabe Saharauí Democrática), contra as regras do Direito Internacional, viu a maior parte do seu território usurpado pelo expansionismo marroquino, que construiu um muro com 2700 km de comprimento, instalando-se do lado com mais riquezas e possibilidades de exploração, deixando ao povo Saharauí apenas deserto. Povo este que, depende quase exclusivamente de ajuda humanitária, aposta, assim, muito na juventude e na sua educação, mas que só a ela tem acesso pela solidariedade de outros países.
Povo que vive nas suas “haimas”( tendas ou casas de adobe), que se alimenta apenas do pouco que há, que sofre de escassez, de tudo menos de força de vontade - A fome e as doenças, atingem proporções de uma grave crise humanitária! Ainda assim persiste em reivindicar as suas liberdades, o direito a um território que é seu, a recursos e a uma riqueza que lhe pertencem e que continua a lutar pelo direito à autodeterminação, exigindo a realização de um referendo que há quase 20 anos foi decidido pela ONU! Tratado este que Marrocos rejeita, alegando ser composto por regras injustas e pouco transparentes…
É o povo ainda quem exige, a libertação dos seus presos, a possibilidade de circular em liberdade e saber onde se encontram os seus desaparecidos…

“Tem-se visto e vêem-se homens que na pobreza são ricos, na perseguição joviais e no desprezo estimados, porém, poucos se contam na boa fortuna ponderados”
Francisco Quevedo
 
Ali Salem Tamek, Brahim Dahan, Rachid Sghaïr, Nassiri Hamadi, Yehdih
Terruzi, Saleh Loubeihi - são estes os nomes dos 7 activistas dos direitos humanos saharauís, detidos pela polícia marroquina em Casa Blanca, aquando do seu regresso de uma visita aos acampamentos de refugiados saharauís em Tinduf (Argélia). A detenção foi justificada em nome de uma traição à pátria e de atentado contra a soberania e integridade territorial de Marrocos, ao serviço de outro país. Desde a visita aos campos de Tinduf, tem existido um aumento de relatos de perseguições a defensores e activistas saharauís dos direitos humanos.
 
A Amnistia Internacional está também preocupada com Indriss Chahtane, editor do seminário Almichaal, detido após publicar uma notícia sobre o rei.
 Os 8 “presos de consciência” encontram-se actualmente detidos na Prisão Civil de Salé. Os 7 activistas são acusados de pôr em causa a segurança interna e externa do Estado, incluindo o ataque à “integridade do território” tendo em conta os artigos 190, 191, 206 e 207 do Código Penal. Um detalhe sobre este artigos é que aqueles que foram condenados ao abrigo do Artigo 191 podem ser sentenciados à morte em tempo de guerra.
Uma vez que Marrocos está em guerra com a Frente Polisario, as autoridades marroquinas podem aplicar as sentenças previstas para tempo de guerra. É com essa justificação em mente, que existe o receio de que a sentença máxima seja aplicada nesta situação.
 Se tal se verificar, a AI irá contestar tal decisão, advogando que existe um cessar-fogo em vigor desde 1991, entre Marrocos e a Frente Polisario.
 
 Está estabelecido pelos princípios de Joanesburgo e aprovado pelo Relatório Especial da ONU sobre a Liberdade de Expressão e de Opinião que, uma restrição que se procure justificar por razões de segurança nacional não é legítima, a menos que a sua verdadeira finalidade e efeito demonstrável seja proteger a existência de um país ou a sua integridade territorial contra o uso ou ameaça de força, ou a sua capacidade de resposta ao uso ou ameaça de força, quer seja de uma fonte externa como uma ameaça militar, ou uma fonte interna, como a incitação a golpe de estado.

Mais de 140 organizações nacionais assinaram por uma mesma causa (Sendo A JS uma entre as várias!), a “Carta Aberta”, que a 6 de Novembro foi entregue na Embaixada do Reino de Marrocos, sitiada em Lisboa, em nome dos 7 activistas presos a 8 de Outubro.
Este é um grave caso de violação da liberdade de expressão, de reunião, associação, da possibilidade de manifestar livremente as opiniões e ideias!
Deve sim, ser defendido o direito à legitimidade e o fim do entrave ao objectivo de desenvolvimento de uma consciência cívica e universal que desejamos. 
Devemos unir-nos pela liberdade de expressão deste povo.
 
Assinas por esta causa?

 
Podes enviar a carta-tipo, disponível no site da Amnistia Internacional, ao Ministro dos Negócios Estrangeiros e à Embaixada de Marrocos em Portugal ou participar na petição a circular no site espanhol da Amnistia Internacional, dirigida ao Primeiro-Ministro marroquino.
 
Um ser humano tem o direito de viver com dignidade, igualdade e segurança. Não pode haver segurança sem uma paz verdadeira, e a paz precisa ser construída sobre a base firme dos direitos humanos.
 
Sérgio Vieira de Mello
 
 

 



Marta Martins Pereira às 22:26 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Terça-feira, 24 de Novembro de 2009

...ouvíssemos todos os dias o Presidente da República? Nas suas conversas mais privadas. Com a mulher. Com os amigos. Com os assessores. E se a ele acrescentássemos Paulo Portas, Francisco Louçã, ou Manuela Ferreira Leite? E chegávamos à conclusão que, no que à justiça diz respeito, nada de relevante era escutado. No entanto, tenho a certeza que algum ponto de interesse político ia aparecer e que a sociedade teria todo o gosto em ter conhecimento disso.

 

O que temos que reflectir é: estamos dispostos a abdicar dos princípios democráticos? Do direito à vida privada? Queremos mesmo transformar-nos num país de bufos? Suspender a democracia e instituir as escutas obrigatórias aos titulares de cargos públicos?

 

Quem defende que as escutas ao Primeiro-Ministro devem ser reveladas, defende isso. Defende que se deve atropelar mesmo dos mais fundamentais princípios democráticos pela necessidade mórbida de "cuscar". Defende as escutas e espionagem ao PR que tanta preocupação lhe causou. Eu partilho da preocupação do PR. Eu defendo que, independentemente do lugar que ocupamos, não nos podem ser negados direitos que me parecem fundamentais. Por muito que não gostem de nós...

 

...por muito ressentimento que tenham por continuarem a perder eleições.

 

O aproveitamento político destes casos é cada vez mais vergonhoso. Manuela Ferreira Leite levar este caso para a Assembleia da República, é sinal do populismo e de uma especialização na demagogia que atravessa a classe política. Cada vez mais se vive à custa de casos na actualidade política. Louçã cresceu assim.

 

Não sei de quem são os interesses que estas histórias defendem. O interesse da justiça e do povo português não me parece ser....



Luís Pereira às 01:31 | link do post | comentar

Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

 

 

Curioso povo este que faz mais “justiça” do que os próprios órgãos de soberania existentes para tal função.

Gostamos muito de expressões como: “inocente até prova em contrário” mas logo surgem frases como: “não há fumo sem fogo” ou no “melhor pano cai a nódoa”.

Vemos claramente neste momento, como em tantos outros, uma auto-exposição da privacidade fomentada por uns media em busca do maior escândalo possível.

É notório que isso externamente não nos favorece e era com espanto que o Times, a propósito de um caso muito mediático, afirmava que a investigação criminal em Portugal “ainda se baseava no princípio da auto-incriminação dos suspeitos: ou através de escutas ou através da confissão.” Pela atitude de “sem papas na língua” e de “detentores da verdade”, acabamos por confundir mediatização com fofoca, jornalismo com sensacionalismo e informação com opinião.

Dever-nos-íamos concentrar no essencial e deixar de lado o acessório, centrando-nos naquilo onde realmente podemos fazer a diferença para um Portugal mais competitivo, deixando aos competentes para tal função decidir sobre a justiça.

Mas não devemos confundir liberdade com inconsciência de expressão, pois podemos e devemos expressar a nossa opinião e reivindicar justiça sempre, só sugiro que aguardemos serenamente para poder comentar aquilo que é prova digna disso.

 



Marta Martins Pereira às 01:50 | link do post | comentar | ver comentários (6)

Domingo, 8 de Novembro de 2009

BE e PCP defendem a nacionalização do Sporting como fim de todo e qualquer problema. PSD quer reduzir ainda mais o investimento, controlar as contas e vender o melhor activo, o Moutinho, a preço acessível, nem que para isso vá jogar para a 3ª divisão. PP diz que a culpa é da lavoura, o mau estado dos campos inclinados para a baliza do SCP. Capa d'Abola - SCP iguala em golos Cardozo (Delegado da LPF apanhado em escuta). Marcelo diz que a culpa é das facções, os que queriam e os que não queria Paulo Bento. Pedro Passos Coelho assume-se 100% a favor da liberalização e privatização e quem sabe ir jogar para a Liga Inglesa.



Luís Pereira às 22:26 | link do post | comentar

Terça-feira, 3 de Novembro de 2009

         Parte do fax da investigação sobre o freeport, curiosamente abafado pela comunicação social

 

É incrível como em Portugal se vive da violação do segredo de justiça. Não se trata de investigação jornalística. As informações são servidas de bandeja, para quem quiser aproveitar, o que normalmente é quase toda a gente. Comunicação social e partidos na linha da frente. Uma não olha a meios para obter o fim de descredibilização da classe política, os partidos servem-se deste trabalho para obter ganhos em relação a outros partidos, não compreendendo que estão da mesma forma a prejudicar-se e, pior, a diminuir as instituições democráticas. E que tal os líderes partidários virem a público defender o tão ferido segredo de justiça? A vindicta privada acabou, mas o linchamento em praça pública fundamentado em casos de justiça, é uma actividade cada vez mais comum.



Luís Pereira às 00:39 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Domingo, 1 de Novembro de 2009

Marcelo Rebelo de Sousa vai ser vacinado contra a Gripe A.

 

Pedro Passos Coelho, que nem deputado é, não vai ser vacinado.

 

A culpa de Pedro Passos Coelho não ser deputado é de Manuela Ferreira Leite.

 

Manuela Ferreira Leite é a priori apoiante de Marcelo Rebelo de Sousa.

 

Pedro Passos Coelho corre o risco de constipar. Jogo sujo.

 

Enquanto isso uns dizem que Marcelo Rebelo de Sousa, entretanto em reflexão se vai

reflectir, não dá o passo em frente em direcção à liderança.

 

Outros dizem que Pedro Passos Coelho vai dar um passo maior que a perna.

 

Pacheco Pereira contínua situacionista e acusar tudo e todos.

 

Miguel Relvas diz que está parvo com isto tudo e que os causadores da derrota são os mesmos que agora apoiam Marcelo.

 

O "aparelho" começa a partir.

 

Uns preferem o poker e dizem que apoiam Marcelo Rebelo de Sousa. São os barrosistas.

Vamos ver se o "all in" não sai furado por ser um bluff arriscado.

 

Pacheco Pereira coça a barba e diz que promete uma nova "interpretação especial" para isto tudo para não causar grandes danos à imagem do PSD na opinião pública.

 

O Presidente da República mais uma vez não comenta.

 

E a barca afunda-se...

 

Nada muda, tudo se mantém igual. Mal, mas igual.



Luís Pereira às 22:01 | link do post | comentar | ver comentários (2)

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Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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