Segunda-feira, 27 de Julho de 2009

Já a seguir, a partir das 17:30 com muitos blogs conhecidos, aqui.

 

Lista de participantes:

  1. Certamente! (Paulo Querido) http://pauloquerido.pt
  2. Blasfémias (a confirmar) http://blasfemias.net
  3. Tiago Moreira Ramalho http://oafilhado.blogs.sapo.pt
  4. País Relativo (João Jesus Caetano) http://paisrelativo.net
  5. O Valor das Ideias (Carlos Santos) http://ovalordasideias.blogspot.com
  6. Ad confessionem (João Ribeiro) http://adconfessionem.blogspot.com
  7. Rua Direita (Tomás Belchior) http://ruadireita.blogs.sapo.pt
  8. Câmara dos comuns (João Maria Condeixa) http://camaradecomuns.blogs.sapo.pt
  9. A Linha (Carlos Leone) http://clube-a-linha.blogspot.com
  10. Politiqueiro (Cláudia Köver) http://politiqueiro.wordpress.com
  11. Loja de Ideias (José Reis Santos) http://lojadeideias.blogspot.com
  12. A barbearia do senhor Luís (Luís Novaes Tito) http://barbearialnt.blogspot.com
  13. Miúdos Seguros na Net (Tito de Morais) http://miudossegurosnanet.blogs.sapo.pt
  14. Portugal dos pequeninos (João Gonçalves) http://portugaldospequeninos.blogspot.com
  15. Simplex (Tomás Vasques) http://simplex.blogs.sapo.pt
  16. Crónicas para mais tarde recordar (Raquel Silva) http://cronicasparamaistarderecordar.blogspot.com
  17. Bibliotecário de Babel (José Mário Silva) http://bibliotecariodebabel.com

Suplentes

  1. Estado Sentido (Samuel de Paiva Pires) http://estadosentido.blogs.sapo.pt
  2. Jamais (blogger a confirmar) http://jamais.blogs.sapo.pt
  3. Pinguins Magicos (Paulo Trezentos) http://pinguinsmagicos.blogs.sapo.pt
  4. Designerferro http://www.ferro.cc
  5. Bonae Fidei (Filipe Nascimento Lopes), http://bonaefidei.blogspot.com
  6. A Minha Gazeta (João Carlos Correia), http://www.joaoferreiracorreia.net
     
  7. Fliscorno (Jorge do Fliscorno), http://fliscorno.blogspot.com
     
  8. Interactic 2.0 escola com tic social (José Paulo Santos), http://interactic.ning.com

 



Luís Pereira às 17:12 | link do post | comentar

 

Um blog a seguir - www.simplex.blogs.sapo.pt



Luís Pereira às 12:55 | link do post | comentar

Sexta-feira, 24 de Julho de 2009

A campanha eleitoral está aí. As hostes do PS mobilizam-se na captação dos votos perdidos à esquerda. A tarefa é simples. Afinal, não defende Manuela Ferreira Leite a redução do Estado às suas funções de soberania (justiça, defesa, segurança pública)? Bem, a tarefa é mais complicada. MFL não vai fazer campanha apoiada na revolucionária privatização total dos serviços públicos. Seguirá uma estratégia mais «reformista». Ainda assim, é fácil prever o que será o seu neoliberal hipotético governo:

 

- Na economia, voltará a obsessão do défice e a defesa cega da ortodoxia monetarista do BCE. As ruinosas parcerias público-privadas serão promovidas como forma de desorçamentação e, ainda assim, o mais provável é o investimento estagnar (com um ligeiro aumento em período pré-eleitoral). As sobrantes participações públicas em indústrias estratégicas, onde a competição é impossível, como a energia, serão privatizadas. A legislação laboral será «flexibilizada» e o governo fechará os olhos aos abusos e ilegalidades (ex. recibos verdes) que proliferam no nosso mercado de trabalho.

 

- Na protecção social, um governo PSD promoverá o modelo assistencialista. A protecção dos desempregados será reduzida em nome do incentivo à busca de trabalho. As prestações sociais serão condicionadas ao entorno familiar dos potenciais beneficiários. A segurança social transferirá competências e recursos para o “terceiro sector”, numa espécie de «outsourcing social», promotor da concorrência entre prestadores, resultando na degradação de serviços e aumento da precariedade laboral.

 

- Na educação, a democracia será eliminada das escolas. Escolas municipalizadas, geridas como empresas por um director todo poderoso, competirão entre si e o sector privado, cada vez mais subsidiado pelo Estado. No ensino superior, o mais provável é a introdução de um modelo de gestão privada das universidades ao mesmo tempo que se reduzem as transferências do orçamento e se aumentam as propinas.

 

- Na saúde, um governo do PSD introduzirá preços em todos os serviços e promoverá a empresarialisação dos hospitais. Num gesto ousado, poderia mesmo introduzir vouchers neste sector para serviços actualmente inexistentes no SNS. O sector privado florescerá, com a consequente sangria de recursos humanos do sector público.

 

Em suma, MFL procurará mimetizar ou introduzir tout court o funcionamento de mercado nos serviços públicos. O núcleo neoliberal. Como certamente o PSD argumentará em sua defesa, a despesa social não diminuirá. No entanto, esta servirá sobretudo para encher os bolsos de uns tantos grupos económicos.

 

Face a este cenário, não será difícil ao PS captar o voto útil. Ninguém de esquerda quer um governo assim, pois não?...



Luís Pereira às 14:35 | link do post | comentar

Segunda-feira, 20 de Julho de 2009

O novo estudo da RAVE mostra que o TGV Lisboa--Porto vai dar um prejuízo de dois mil milhões. Mas os benefícios para a economia suplantam os prejuízos.

 

A linha ferroviária de alta velocidade entre Lisboa e o Porto deverá gerar um benefício líquido para a economia nacional entre 5,4 e 5,8 mil milhões de euros ao longo dos 40 anos do prazo de concessão prevista para o projecto. Esta é a principal conclusão da última análise custo-benefício a esta linha do TGV, a que o Diário Económico teve acesso.

 

"Esta análise custo-benefício concluiu que a linha de alta velocidade Lisboa-Madrid proporciona uma TIR [taxa interna de rentabilidade] de 10,8% e um VAL [valor actualizado líquido] económico, isto é a diferença entre custos e receitas de cerca de três mil milhões de euros, descontado a uma taxa de 5% ao ano, como obriga a União Europeia, apenas para os 40 anos previstos da concessão, e não para o prazo de vida da infra-estrutura, que será muito superior", revela Carlos Fernandes, administrador da RAVE, ao Diário Económico.

 

A nova ponte para comboios e carros entre Chelas e o Barreiro deverá gerar benefícios económicos de quase 10 mil milhões de euros, segundo a RAVE.

 

Com a divulgação do estudo sobre a linha Lisboa-Porto, o conjunto das análises custo-benefício do projecto de alta velocidade ferroviária em Portugal está agora totalmente disponível ao público, sendo o grande destaque o projecto da TTT - Terceira Travessia do Tejo, analisada nas vertente ferroviária (convencional e alta velocidade) e rodoviária.



Luís Pereira às 11:29 | link do post | comentar

Domingo, 19 de Julho de 2009



Luís Pereira às 22:32 | link do post | comentar

Sexta-feira, 17 de Julho de 2009


Luís Pereira às 14:40 | link do post | comentar

Finalmente Manuel Alegre veio a público defender um acordo entre Helena Roseta e António Costa e esse bom sinal concluiu-se com um acordo quase histórico. Afinal, ainda há soluções de governo à esquerda, pelo menos em Lisboa, pessoas que colocam os interesses da cidade acima dos pessoais.

 

António Costa conseguiu juntar num projecto duas importantes figuras de esquerda da cidade, José Sá Fernandes e Helena Roseta. Um facto político importante, quando do outro lado temos uma direita que se juntou com único objectivo de voltar a levar Santana Lopes ao poder.

 

Um senhor tão interessado e comprometido com Lisboa, que quando perder a primeira coisa que vai fazer é ir embora...nem assume a responsabilidade pessoal e política de ficar como vereador.



Luís Pereira às 13:40 | link do post | comentar

...impressionante do Presidente da República sobre esta questão da Madeira. Mais uma vez, afecta o PSD, Cavaco Silva mantém-se em silêncio.



Luís Pereira às 13:39 | link do post | comentar

Pacheco Pereira diz que não se deve levar as palavras de Manuela Ferreira Leite a sério, que se deve interpretar o que a senhora diz com cautela.

 

PSD a promover novos dicionários: Manuela Ferreira Leite, publicações Pacheco Pereira



Luís Pereira às 13:36 | link do post | comentar

Portugal encontra-se entre os melhor classificados no ranking dos estados mais viáveis do mundo, ficando à frente de países como Estados Unidos, França e Reino Unido. Os resultados são apresentados por duas instituições internacionais, uma norte-americana e outra turca.

 

Portugal encontra-se no 24º lugar no ranking dos estados mais viáveis do mundo, depois de já ter ocupado uma posição bem mais baixa, estando agora à frente de muitos países desenvolvidos, como França, Alemanha, Espanha e Reino Unido.

 

O Estado português não regista conflitos étnicos ou religiosos, oferece um vasto leque de serviços aos cidadãos, destacando-se também o respeito dos direitos humanos e a legitimidade das forças da ordem.

 

Portugal poderia ter ficado melhor classificado se não fosse a forte quebra da economia portuguesa, as desigualdades sociais e a baixa taxa de natalidade.

Noruega, Finlândia, Suécia, Suíça, Irlanda, Dinamarca Nova Zelândia e Austrália encontram-se entre os países mais funcionais.

 

Por outro lado, o índice dos estados mais falhados do mundo é liderado pela Somália, onde nada funciona devido a dissolução do estado e onde impera a insegurança. Zimbabué, Sudão, Chade, Congo, Iraque e Paquistão são outros países que estão no topo desta lista.



Luís Pereira às 13:35 | link do post | comentar

Quarta-feira, 15 de Julho de 2009



A BBC mostra-se rendida aos esforços feitos pelo país nas energias renováveis: "Portugal is investing heavily in renewable energy sources. This wind farm is expected to become Europe's biggest when work is complete."

[via Manuel Cintra]



Luís Pereira às 18:55 | link do post | comentar | ver comentários (1)

...se o PSD chegasse ao governo e viabilizasse o TGV só por engano...



Luís Pereira às 18:54 | link do post | comentar | ver comentários (2)



 

    Finanças: Governo decidiu terminar a operação no final de 2008

    Citigroup ganhou 290 milhões

    O Citigroup vai ganhar com a cedência de créditos fiscais e da segurança social , efectuada quando Manuela Ferreira Leite era ministra das Finanças do Governo PSD/CDS, quase 290 milhões de euros. O valor, referente a juros e encargos com a montagem da operação, representa 16,4 por cento do preço inicial pago pelo Citigroup, de 1,76 mil milhões de euros, que permitiu cumprir o défice público de três por cento exigido no Pacto de Estabilidade e Crescimento .

    Ao que o CM apurou, o Ministério das Finanças, na sequência do diagnóstico da Direcção-Geral de Contribuições e Impostos (DGCI), já informou o Citigroup p que, do total de 11,4 mil milhões de euros cedidos em 2003, o Estado pagará os 1,76 milhões de euros, acrescidos dos encargos e juros. Ao todo, a operação irá custar ao erário público cerca de 2,1 mil milhões de euros.

    Para já, o Estado já entregou ao Citigroup 1,9 mil milhões de euros. E tudo indica que os restantes cerca de 150 milhões de euros, correspondentes a juros e encargos, serão pagos, "previsivelmente, até ao primeiro semestre de 2010".

    A portaria 1375-A, de 18 de Dezembro de 2003, estabelece que "os créditos do Estado e da segurança social são cedidos mediante o pagamento de um preço inicial, no montante de 17,6 milhões de euros, e de um eventual preço diferido, cujo montante é determinado após o pagamento integral das quantias devidas aos titulares das obrigações titularizadas, deduzidas as despesas e os custos da operação de titularização".

    Por causa de dúvidas na interpretação desta norma, o Ministério das Finanças decidiu, no final de 2008, terminar o contrato com o Citigroup. A operação foi polémica desde o início, dado que o Governo de então comprometeu o direito dos governos seguintes àquelas receitas fiscais. O CM tentou obter um comentário de Manuela Ferreira Leite mas, até ao fecho desta edição, tal não foi possível.

    CRÉDITOS TOTALIZARAM 15 MIL MILHÕES

    O total de créditos do Estado cedidos ao Citigroup ascendeu a 15,1 mil milhões de euros. No contrato está prevista a cedência de 11,44 mil milhões de euros mas, como os serviços públicos não conseguiram cobrar uma parte dos créditos cedidos, foi necessário substituir os créditos incobráveis por outros de igual montante, no valor de 3,74 mil milhões de euros.

    Os créditos foram substituídos em quatro anos: 534 milhões de euros, em 2004; 1,31 mil milhões de euros, em 2005; 695 milhões de euros, em 2006; e 1,19 mil milhões de euros, em 2007.

    O parecer do Tribunal de Contas à conta do Estado de 2004 detectou, entre outras falhas, "a integração de dívidas que já se encontravam pagas, anuladas ou prescritas na mesma data". A maior fatia dos créditos cedidos eram fiscais.

    TRIBUNAL DIRIGIU FORTES CRÍTICAS À OPERAÇÃO

    O Tribunal de Contas (TC) não poupou críticas à venda de créditos ao Citigroup. No essencial, depois da crítica feita em 2003, o parecer do Tribunal de Contas à Conta Geral do Estado de 2004 frisa que "a operação de cessão de créditos para efeitos de titularização teve, em termos líquidos, um efeito positivo sobre as receitas em 2003, mas tem um efeito negativo sobre as receitas de 2004 e anos seguintes".

    A portaria 1375-A diz que os créditos referem-se "à cobrança coerciva de processos de execução instaurados entre 1 de Janeiro de 1993 e 30 de Setembro de 2003", mas o TC detectou falhas.

    PORMENORES

    CESSÃO DE CRÉDITOS
    Os créditos foram cedidos à Sagres - Sociedade de Titularização de Créditos (Citigroup).

    OBRIGAÇÕES
    Após a compra dos créditos, foram emitidas seis classes de obrigações: cinco indexadas à Euribor a 6 meses, mais spread, e uma com taxa de juro de 7%.

    RECEITA EXTRAORDINÁRIA
    Sendo a titularização uma venda, foi registada como receita. Por isso, os 1,76 mil milhões de euros puderam ser usados na redução do défice orçamental.


Luís Pereira às 18:50 | link do post | comentar

Sobre matéria de política social. Manuela Ferreira Leite, 68 anos. Preocupada, desde que sabe que vai ser candidata.



Luís Pereira às 00:24 | link do post | comentar

Vejam isto e perguntem-se: até quando vamos permitir que nos enganem a nós?



Luís Pereira às 00:10 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Na minha estreia neste blogue evitar falar sobre cultura seria impensável para mim. Porque nunca desisti e porque nunca tive dúvidas das potencialidades deste sector, fui contribuindo aqui e ali com paixão e algum devaneio, mas sempre com responsabilidade e com os pés bem assentes na terra. Não basta defendermos as nossas posições se não tivermos a certeza se as mesmas fazem sentido, se as mesmas são prioritárias e quando é o momento certo para as sustentar. Fui escrevendo, fui lendo, fui estando atenta e sabia que era chegado o momento. Sempre me debati e sempre defendi que a cultura era uma área potencial e predominante no desenvolvimento das sociedades a diversos níveis. Sempre considerei o sector cultural um sector estratégico, porque ao mesmo tempo que contribui para o crescimento e enriquecimento do indivíduo, traz benefícios económicos para as cidades. Com uma aposta efectiva neste sector, voltada para os cidadãos, mas, também, para os agentes culturais seria possível dar aos portugueses aquilo que de melhor eles podem ter que é qualidade de vida. Assim cumpriríamos, mais uma vez, o desígnio – desenvolvimento sustentável – que tanto tem caracterizado a actuação do nosso governo através das suas políticas progressistas, no sentido de repensar o presente permitindo às gerações futuras uma melhor qualidade de vida.

 

Penso que foi chegado o momento do sector cultural se afirmar numa altura em que a Crise imposta afecta, inevitavelmente, o nosso pais. Foi com prazer que ouvi, ontem, no Fórum Novas Fronteiras, no Porto, o secretário-geral do nosso partido afirmar, que à semelhança da "aposta do Governo no conhecimento, na ciência, na tecnologia e na inovação" ao longo deste mandato, a Cultura deve ser agora "uma prioridade", e que pretende "valorizar o que é hoje um elemento essencial na dinâmica do país" e "na dinâmica económica", como também "para o enriquecimento individual" dos indivíduos.

 

Uma política cultural consertada deve estar voltada, em primeiro lugar, para a educação e sensibilização dos jovens para a cultura. O meu contributo pretende seguir essa linha de pensamento. Defendo, por isso, a criação de um cartão cultural que funcionasse de acordo com o actual cartão jovem “Euro 26” e que permitisse aos jovens o acesso gratuito e/ou descontos em espaços culturais diversos, como monumentos, museus, galerias e descontos em espectáculos performativos, entre outros. Com esta medida cumpríamos objectivos distintos: educar para a cultura, aproximar os jovens dos conteúdos artísticos e culturais e, por último, reforçar a identidade e a memória que a nossa herança cultural permite de tão rica que é.

Termino desejando a este blogue e a toda a equipa do Jovem Socialista o continuar do excelente trabalho que têm desenvolvido em prol de algo importante e que nos mobiliza a todos que é o amor à camisola.

Ana Leite

 

[Também publicado em http://politicacomcausas.com/]



Jovem Socialista às 13:38 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

...vejamos se vem a público comentar esta notícia sobre Fernando Ruas. E o que dirá o PSD e os outros partidos...



Luís Pereira às 17:20 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Manuel Alegre mostrou-se muito rápido a comentar e a criticar a situação de Elisa Ferreira no Porto e de Ana Gomes em Sintra. Comentário aliás que nada acrescentou ao debate político, para além de mais uma vez prejudicar o Partido Socialista ao fazer manchetes com assuntos que neste momento deveriam ser secundários.

 

A campanha nestes dois concelhos do Partido Socialista de certeza que dispensaria este tipo de atenção e comentário de um ilustre e histórico camarada. Este tipo de pensamento só beneficiará a campanha demagógica e de ataque pessoal que outras forças políticas têm conduzido às duas candidatas, preferindo o ataque «ad-hominem» à discussão das ideias e políticas por si só.

 

Se este comentário é legítimo, afinal nunca no PS se proibiram opiniões contrárias ou divergentes, em contraste por exemplo a um PSD que riscou Pedro Passos Coelho das suas listas apenas por não seguir a linha de Manuela Ferreira Leite, em mais uma amostra de um tique ditatorial, era necessário e urgente que Manuel Alegre tivesse a coragem e a limpeza de alma para esclarecer e assumir a sua opinião noutra questão.

 

Em Lisboa, a esquerda vai dividindo votos. Continuam a preferir atacar outro Partido de esquerda, como o PS, abrindo o flanco para a direita. É esta a esquerda curiosa que temos em Portugal e que nunca foi responsabilizada - preferem o combate ao PS e abrir caminho à direita. Este facto até tem uma fácil e óbvia explicação. Tanto Bloco de Esquerda como Partido Comunista fogem à responsabilidade governativa. Não querem assumir responsabilidades de reformas que normalmente e bem mais facilmente são bem mais criticáveis pela sociedade. Ao invés disso sentem-se confortáveis como partidos de protesto, cuja única função é "mandar vir".

 

Hoje, mais do que nunca, urge propor e procurar soluções de esquerda. Em Lisboa, particularmente, precisamente até pela abertura que António Costa tem demonstrado para com estes partidos de esquerda, ou extrema-esquerda, como a muitos dá a entender.

 

Posto isto, temos em Lisboa uma candidatura especial. Helena Roseta. Representativa, na esquerda, de uma ex-militante do Partido Socialista e especial seguidora de Manuel Alegre. Nas sondagens até este momento, tem tido uma expressão residual, de apenas 6%, mas bem importante, já que pode significar o futuro da Câmara Municipal de Lisboa, podendo desequilibrar à esquerda dando uma vitória injustificável e incompreensível a uma direita demagógica e populista de Lisboa.

 

Face a isto, devia também Manuel Alegre prestar declarações sobre a situação em Lisboa e assumir-se perante o eleitorado. Apoia uma candidatura independente e que poderá retirar o poder à esquerda lisboeta, ou apoia o seu Partido, o Partido Socialista e outro ilustre e histórico camarada como António Costa?

 

É uma questão de coerência e em tudo importante, que até poderá ser demonstrativo de como encara Manuel Alegre os combates políticos que se seguem proximamente e se está, como assumiu à pouco tempo, efectivamente solidário com o Partido Socialista.

 

Seria de todo desejável que se conseguisse um acordo e um sentido de apoio político de esquerda para Lisboa ( até mesmo para o país com situação quase idêntica ). Helena Roseta pode ter aqui um papel essencial. Se quer continuar com esta cavalgada sem sentido e entregar o poder à direita e Pedro Santana Lopes, ou arranjar uma solução governativa de esquerda para Lisboa.

 

Também postado em www.blogjsfaul.blogspot.com



Luís Pereira às 16:51 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Domingo, 12 de Julho de 2009

Num debate recente, proporcionado pela minha condição de comentador do programa Vice-Versa na RTPN, o Deputado Jorge Neto (PSD), meu opositor de ocasião, comentou com grande seriedade o episódio que levou à demissão de Manuel Pinho, chamando à atenção para o “Big Brother” permanente em que se transformou a política nacional nos dias de hoje e para a crueldade que daí resulta.

De facto, um gesto irreflectido de Manuel Pinho marcou o debate do Estado da Nação. Por muito que me custe constatar esse facto, sei que é essa a percepção imediata dos portugueses. Uma percepção que se acalmará com o tempo.

O debate do Estado da Nação foi um confronto entre políticas e propostas do Governo, discutíveis mas concretas, com um apagão táctico das oposições, temendo que qualquer ideia lhe perturbe a acumulação de descontentamentos difusos com que planeiam vencer as eleições que se aproximam.

Tirando o incidente que marcou o debate, a essência da discussão marcou o fim do Estado de Graça de Paulo Rangel e do PSD, conseguidos com o resultado das eleições europeias. Além do mais a situação criada pelo momento infeliz de Manuel Pinho foi debelada com dignidade por todos os intervenientes e resolvida com rapidez e ponderação por José Sócrates.

Mas mais importante do que tudo isso é sublinhar que a forma não pode esconder a substância. Manuel Pinho pode ter tido momentos de menos auto controlo na comunicação e na expressão, mas fez obra meritória no desempenho do seu cargo. Foi visionário na forma como colocou, com a sua equipa, Portugal na fronteira tecnológica em sectores chave, de que as energias renováveis são o melhor exemplo. Foi pragmático na maneira como traduziu essa visão em oportunidades de negócio para as empresas portuguesas e em âncoras para a internacionalização da nossa economia.

No dia a seguir à demissão de Manuel Pinho muitas foram as vozes que não se coibiram de afirmar que o legado deste Ministro da Economia vai muito para além da imagem caricata que a parafernália mediática espalhou pelo mundo. É também essa a minha opinião.

Mas a análise deste episódio conduz-nos a reflexões mais profundas. Qual é a hoje a fronteira entre o público e o privado na vida política. Qual o peso relativo entre o que se faz e o que se aparenta. Será a política um palco e uma encenação onde só sobrevivem os bons actores. Quais as consequências deste contexto de exposição permanente para o exercício da politica como acção persistente de mudança?

Tenho sobre isto uma opinião clara. Os políticos hoje não podem ignorar que a casa da democracia é escrutinada sem fronteiras entre a transparência pública e o direito à privacidade. Não podem ignorar isso, mas têm que actuar como se não fosse assim e fazer as mudanças estruturais que forem necessárias, confrontando interesses e fazendo escolhas. Só assim marcarão a sua passagem pela “casa” com dignidade, independentemente da forma como dela forem levados a sair.



Luís Pereira às 01:03 | link do post | comentar | ver comentários (2)

 

 

Para quando um cartaz com um nariz de mentirosa que dá a volta ao mundo de Manuela Ferreira Leite?

 

Ou Oliveira e Costa...ou mesmo Dias Loureiro. Fica a sugestão.



Luís Pereira às 00:57 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sábado, 11 de Julho de 2009

 

O PSD enquanto governo viu a taxa de desemprego subir enquanto a média europeia descia. Curiosamente, com o PS no poder, foi descendo até à crise internacional chegar, para valores perto da média europeia.



Luís Pereira às 23:07 | link do post | comentar

Primeiro, tanto se falou de facilitismo nos exames nacionais, coisa curiosa, os chumbos aumentaram para o dobro a Matemática. E agora?

 

Segundo, são curíosas estas preocupações com a educação. Quando se opõe a um aumento da exigência na educação, falam depois em facilitismo, quando se pretende uma sociedade mais qualificada e preparada para o emprego, não aprovam o ensino obrigatório até ao 12º ano e criticam em alta medida o programa Novas Oportunidades.

 

Onde anda o rumo desta gente?



Luís Pereira às 23:00 | link do post | comentar

Para mim, a educação sexual tem de ser obrigatoriamente uma realidade nas escolas. Numa realidade em que o sexo é promovido de todas as formas, veja-se a televisão e mesmo séries populares como "Morangos com Açúcar", negar isto é virar a cara à realidade.Toda a gente o faz. Dos animais às pessoas.

 

A abstinência não é solução. Nomeadamente num país como o nosso que aparece à frente no caso das doenças sexualmente transmitidas. A melhor solução só pode ser educar, consciencializar os jovens para esta realidade. Não se trata de promover, trata-se de precaver, prevenir. Esta deve ser a preocupação do Estado. Não quaisquer motivos religiosos...



Luís Pereira às 20:41 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sócrates é muito mais importante para a nossa vida de hoje do que Dias Loureiro e o “negócio” que ele tentou ocultar para aparecer como facto consumado é muito mais perigoso do que as aventuras dos offshores de Porto Rico.

 

 

Vale a pena ler este texto todo, de que cito apenas a frase obscena. Faz parte da contínua, espectacular, campanha de destruição do carácter de Sócrates, na qual o Pacheco é um dos mais activos e virulentos agentes. Foi a esta miséria que se reduziu a estratégia da oposição à direita desde o fracasso de Marques Mendes; o qual tem agora, face ao que aconteceu ao seu partido depois de ter saído, o distinto mérito de ter ensaiado uma qualquer alternativa. Até o PCP e BE se aliam ao PSD e CDS para denegrir a pessoa em vez de respeitar a função, como acontece no caso BPN. O que se tem dito contra Constâncio não passa de um flanqueamento a Sócrates. A intenção é a de que um alvo de suspeitas que põem em causa a sua honorabilidade apareça à opinião pública como protector de alguém considerado culpado, assim reforçando as suspeitas que lhe têm sido lançadas. Pretende-se deixar a imagem de que o Governador do Banco de Portugal foi, de alguma forma, co-responsável pelos actos danosos dos responsáveis da SLN e do BPN. E que na origem dessa passiva, ou activa, cumplicidade estaria uma incompetência técnica ou falha ética. Caso se atinja o objectivo de colocar na supervisão o mal maior, estará feito um decisivo branqueamento das causas que levaram à nacionalização do BPN. A diminuição moral de Constâncio, ou o descrédito do Banco de Portugal, tem directos beneficiários: os prevaricadores que lucraram e deram a lucrar.


A frase do Pacheco, supra, emana de um caldeirão de veneno. Afirma que Sócrates pretendeu ocultar o negócio PT-TVI para que aparecesse como facto consumado. Ora, isso é operacional e legalmente impossível. O negócio teria de passar por fases de avaliação variadas, todas elas públicas e passíveis de o anular. Este negócio jamais poderia ser ocultado fosse por quem fosse, evidentemente. Mas o Pacheco é como o Vilarinho: está-se cagando para o Estado de direito porque faz parte de um clube, o JPP. Nessa soberba, avança para a insídia, nem sequer explicando qual o perigo do negócio supostamente ocultado. Contudo, atreve-se a dizer que a aquisição de uma parte do capital da TVI pela PT é algo muito mais perigoso do que as actividades de Dias Loureiro em offshores. Ou seja, informa que todos os envolvidos no eventual negócio PT-TVI, considerado unanimemente legítimo no plano comercial e de mercado, são muito mais perigosos do que os envolvidos nos negócios da SLN e BPN em investigação. Esta declaração é espantosa, quase tão espantosa como o silêncio que teve como resposta. E ainda tem esse elemento pícaro de fazer de Moniz mais um mentiroso e conspirador ao serviço do Governo, um vero aliado de Sócrates (pasme-se e engulam o paradoxo), posto que ele apoiou a possibilidade de compra. De facto, a paranóia não é uma raça em extinção na Marmeleira. E se não for paranóia, é porque é algo pior. Muito pior.

Agora, atente-se nesta maravilha da falta de vergonha: aventuras dos offshores de Porto Rico. É assim que se caracteriza o problema Dias Loureiro. Afinal, apenas um aventureiro em terras distantes, tropicais, exóticas. Que mal tem? Os aventureiros arriscam. Uma vezes corre bem, outras nem por isso. Mas é lá com eles, é apenas dinheiro, não representa perigo algum. Ou seja, e desta forma debochada, o Pacheco escolhe ocultar, por completo, o sofisticado e poderosíssimo papel de Dias Loureiro, peça central do PSD durante todo o cavaquismo e muitos anos seguintes, adentro dessa máquina financeira organizada para burlar particulares, empresas e autoridades. Este mesmo Pacheco — a quem nunca ninguém tinha lido uma linha, in illo tempore, contra a frouxidão do regulador — parece ignorar o que está em causa quando nomes como Dias Loureiro, Oliveira Costa, Daniel Sanches, Rui Machete, Amílcar Theias, Joaquim Coimbra, Lencastre Bernardo, Arlindo de Carvalho e Cavaco Silva enriquecem numa instituição metodologicamente vocacionada para o logro. Eis um ponto a precisar de higiénico contraponto.

 

Aspirina B



Luís Pereira às 20:33 | link do post | comentar

• Fernanda Câncio, O Presidente fracturante:

    (…) as declarações do Presidente só podem ser entendidas, não como uma advertência prática resultante de uma preocupação genuína, mas como um manifesto de campanha. Numa altura em que a proximidade de umas eleições que se prefiguram muito disputadas, nas quais um dos principais contendores é o partido que chefiou liderado por uma sua alegada discípula, deveria levar o Presidente a um maior cuidado nas suas intervenções públicas se queria manter pelo menos os mínimos na aparência de equidistância, Cavaco Silva decidiu rasgar o seu pressuposto de árbitro institucional e lançar-se no calor da refrega. Decidiu, afinal, fracturar.


Luís Pereira às 20:17 | link do post | comentar


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A Dr.ª Manuela caiu em si: “rasgar, ninguém vai rasgar nada”. Deixemo-la explicar-se: “Não há nenhuma medida anunciada por este Governo com a qual eu discorde. Eu nunca disse que rasgaria políticas sociais. Não há nenhuma medida a que o PSD se tenha oposto ou que tenha criticado sequer”. É evidente que a Dr.ª Manuela está a mentir: “Vamos rasgar e romper com todas as soluções que têm estado a ser adoptadas em termos de política económica e social”, disse num discurso aos deputados do PSD no dia 25 de Junho, no jantar de final da legislatura.

Mas o aspecto mais interessante das palavras da Dr.ª Manuela nem é a súbita cambalhota que se traduz no “rasga/ não rasga”. É que das suas palavras decorre que a política do Governo está certa, mas, ainda assim, mais uma vez a Dr.ª Manuela volta a mentir: o PSD nunca apoiou as políticas ou medidas do Governo, nunca deu contributos ou sequer incentivou a sua adopção.

Há um outro aspecto nas declarações da Dr.ª Manuela que vale a pena realçar. É quando diz: “Se as medidas que o engenheiro Sócrates anunciou tivessem execução na prática o país não estaria como está”. Será que a Dr.ª Manuela percebeu finalmente que o mal crónico do país não é esforçar-se para que os processos avancem, mas sim uma triste e forte inércia que impede que algumas reformas saiam do papel?



Luís Pereira às 20:16 | link do post | comentar | ver comentários (1)



Ainda sobre este post no blogue da Dr.ª Manuela:

2. As questões suscitadas

O défice e o endividamento externo são, de facto, dos principais desequilíbrios económicos do país. Mas, ao contrário do que se apregoa, não são responsabilidade do Estado, são do país como um todo: 50 por cento da dívida externa portuguesa diz respeito a financiamento que os nossos bancos obtiveram para conceder empréstimos às famílias para adquirir casa ou às empresas para investir. E são um desafio estrutural que tem de ser corrigido de forma estrutural.

É por isso que uma aposta na internacionalização (aumento de exportações) e redução da dependência energética (quase 50 por cento do défice de bens e serviços diz respeito à dependência energética) são determinantes. Pensar que se corrige o endividamento externo de outra forma é uma falácia — provoca-se uma crise e uma recessão sem que se atinjam as causas estruturais do défice.

Por outro lado, referir o peso do Estado em si como um problema é claramente demagógico. Não há nenhuma teoria que aponte uma dimensão óptima do Estado. Há países com um Estado muito maior que o português e que registam níveis de crescimento elevados e há países com um Estado muito mais fraco e que revelam níveis de crescimento muito fracos.

Na actual crise, aliás, muitos dos países que eram apontados como exemplo por terem Estados diminutos são dos que estão a sofrer mais na crise actual, não tendo instrumentos para proteger os cidadãos e as empresas.

 

Corporacoes



Luís Pereira às 20:14 | link do post | comentar

A propósito deste post no blogue da Dr.ª Manuela, veja-se:

1. A falácia da não convergência

Ao contrário do que é senso comum, se compararmos o PIB per capita em Portugal em paridades de poder de compra com a média da União Europeia a 15, verificamos que Portugal convergiu… Só em 2004, andava por aí o Governo PSD-CDS/PP, é que essa trajectória foi interrompida.

A comparação com a média EU-15 é a comparação que faz sentido, uma vez que foi a convergência com os então membros da UE que foi eleita como objectivo aquando da adesão à CEE. Ter agora como termo de comparação outros referenciais (Zona Euro ou EU-27), é como se a meio de uma corrida a meta mudasse de lugar.

É que esses outros referenciais são afectados pela inclusão de novos Estados-membros que, tal como aconteceu com Portugal quando aderiu à então CEE, estão a registar um período de crescimento acelerado. Se, por absurdo, a China aderisse à UE e todos os países mantivessem as suas taxas de crescimento, eles começariam a registar divergências face à média…

Veja-se como se está a processar a convergência:

    • PIB pc PT UE15=100

    • 1997 — 65,9
    • 1998 — 66,4
    • 1999 — 67,9
    • 2000 — 67,6
    • 2001 — 67,3
    • 2002 — 67,4
    • 2003 — 67,5
    • 2004 — 65,9
    • 2005 — 68,2
    • 2006 — 68,0
    • 2007 — 68,1
    • 2008 — 67,9


 




Importa sublinhar que Portugal foi, de facto, dos países da EU mais afectados por choques adversos associados ao alargamento da UE e à entrada na cena económica mundial de novos players, como a China e a Índia, que concorreram directamente com os tradicionais sectores de especialização da economia portuguesa, o que contribuiu para níveis de crescimento baixo. Portugal tinha conseguido atrair investimento directo estrangeiro muito importante e passou a ter dificuldade em competir com estes países, que beneficiaram claramente de uma localização geográfica mais central (países do centro da Europa) ou vantagens relevantes de dimensão e de custos.

Não estamos perante uma questão de curto prazo: quase 20 anos após a adesão, Portugal não estava preparado em 2004 para enfrentar estes desafios. Só uma agenda de modernização e transformação da estrutura produtiva permitirá recuperar níveis de crescimento mais elevados. Era essa situação que se estava a verificar desde 2005 com a aposta na internacionalização e na modernização da economia.

 

Corporacoes



Luís Pereira às 20:13 | link do post | comentar

 

 

Este pessimismo, falta de ambição de fazer e evoluir é o espelho de um pobre PSD, que pretende subir ao poder arrasando a moral de qualquer português. A estratégia é semelhante a muitas de uma direita conservadora e retrôgrada. Note-se o caso de George W. Bush. Eram públicos e notórios os anúncios de calamidade para poder pôr em prática medidas que restringiam liberdades e direitos.

 

Este PSD não é solução para Portugal, nem Isabel Meirelles é solução para Oeiras sequer...



Luís Pereira às 20:09 | link do post | comentar

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

...Manuela Ferreira Leite volta a mentir aos portugueses agora ainda mais descaradamente.

 

 

25 de Junho - MFLeite “Nós vamos repudiar todas as receitas que o PS tem estado a adoptar para o país”.

 

Hoje - MFL políticas sociais: “Não há nenhuma medida anunciada por este Governo com a qual eu discorde.".

 

Muito coxo está o país com a confusão que vai na cabeça destas pessoas...

 



Luís Pereira às 22:37 | link do post | comentar | ver comentários (5)

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

A tónica do investimento público e o ataque ao mesmo tem sido a tónica desta pré-campanha das legislativas. O PSD parece “cego” na sua busca de poder. Quer “rasgar tudo” esquecendo o desenvolvimento do país, mas a História Económica Contemporânea demonstra que foi com investimento público que as crises económicas e sociais foram combatidas no mundo. Mas ao PSD o combate à mesma crise parece não interessar, entretidos que estão na demagogia “conservadora” de uma ideologia que condenou o mundo à crise com as suas teses anti-estado.

Vamos começar pelo ponto talvez mais polémico. O transporte ferroviário de alta velocidade vulgarmente conhecido pela sua sigla francófona de TGV. Num mundo em que vivemos as comunicações globais são de extrema importância e para um país periférico como o nosso tudo o que nos aproxime do centro são mais-valias. Não será importante colocarmos pessoas e bens rapidamente em Madrid, Berlim, Paris ou Bruxelas? Não é importante competirmos com o resto da Europa?

Não duvido que o TGV é um traço de modernidade para um país periférico e acredito que se o Investimento não for feito agora, o atraso estrutural de Portugal irá continuar. Que acontecia quando no Século 19 aquando da primeira ligação ferroviária tivéssemos ficado parados no passado ouvido as vozes “dos velhos do Restelo” que eram contra os comboios? Mas aqui a posição do PSD é ridícula. Durante a sua governação foram lançados cinco troços do TGV, agora são dois. Não é que a Ministra das Finanças que assinou tal coisa era Ferreira Leite? O PSD desta forma ataca o que defendeu na sua ânsia de “rasgar” tudo e não se preocupa minimamente com os acordos assinados com Espanha sobre a matéria, pensado que acordos internacionais são como “papel higiénico”.

Outro assunto muitas vezes badalado é do novo Aeroporto de Lisboa. Toda a gente sabe da importância do mesmo para o futuro do país. Mas que faz o PSD? Ataca o que anteriormente defendia. Com que critério? Somente eleitoral! A nível de estradas, como já disse em anteriores artigos o ataque baseia-se na suposta terceira auto-estrada Lisboa - Porto. Alguém já viu o circuito da mesma? E como vai servir inúmeras zonas do país mal servidas do ponto viário. E auto-estrada para Bragança também não é importante?

Mas nem só de investimentos públicos em grandes obras estamos a falar. E os grandes investimentos na educação através da recuperação e construção de Escolas também são para deitar para o lixo?

Ainda faltam alguns meses para as eleições e estes quase três meses são essenciais para explicar a demagogia barata que existe no PSD. Rasgar políticas não é o futuro. Rasgar acordos é irresponsabilidade. Rasgar posições passadas é eleitoralismo. É isto que o PSD oferece, “rasgar tudo”.

 



Hugo Costa às 14:22 | link do post | comentar

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Francisco CésarUma sociedade economicamente sustentável necessita de ter obrigatoriamente um Estado moderno, equilibrado financeiramente, que providencie uma rede social para os mais carenciados, que promova a igualdade de oportunidades, mas que ao mesmo tempo seja impulsionador estratégico de investimento público e privado. Por outro lado, não há desenvolvimento económico sem um tecido empresarial competitivo, que crie riqueza e emprego, com capacidade para crescer e se regenerar todos os dias.

Temos hoje milhares de jovens a terminar a sua formação, que em breve incorporarão a crescente população activa nos Açores. Estes jovens, na sua totalidade, terão dificuldades, em ser absorvidos pelo nosso mercado de trabalho por diversos motivos. Em primeiro lugar pelo facto do sector público estar a aumentar a sua produtividade e a instalar uma política de rigor ao nível do controle das suas despesas, pelo que a margem para a contratualização de novos quadros será muito reduzida. Em segundo lugar, devido à crise económica internacional, o tecido empresarial açoriano tem sentido algumas dificuldades que obrigam, também a uma reestruturação que implicará, certamente, uma contenção de custos e de contratação de novos postos de trabalho.
Uma das soluções preconizadas pela Juventude Socialista tem a ver com o desenvolvimento da capacidade empreendedora da nossa população e pelo reforço dos programas existentes de apoio ao empreendedorismo. De forma a que os jovens criem o seu próprio emprego ou façam uma pequena empresa com sucesso.
As escolas devem ter neste campo um papel fundamental. A criação de uma cultura de aproveitamento de ideias novas e de saber lidar com risco devem ser incutidas nos adolescentes e crianças, para que as próximas gerações tenham melhores instrumentos para enfrentar a vida activa.
Ao nível dos instrumentos já existentes, como o Gabinete do Empreendedor e o Programa Empreende Jovem, para além do mérito e qualidade dos mesmos, penso que devem ser feitos pequenos ajustamentos para os adequar à actual conjuntura. Ao nível do Gabinete do Empreendedor deve ser feito o reforço da sua acção de promoção do empreendedorismo, nomeadamente, junto das escolas, escolas profissionais, base de dados de estudantes açorianos do universitário e politécnico, associações juvenis e câmaras de comércio. Deve ser criado também a figura do Gestor de Processo, cuja função é ser um desburocratizador e facilitador de todos os processos que estão inerentes à criação de uma empresa, desde a ideia inicial até ao negócio.
No programa Empreende Jovem, na minha opinião, devem continuar a ser feitos todos os esforços para desburocratizar e agilizar os processos de candidatura, sendo que devemos, por um lado, abrir os critérios de candidatura a jovens com outro tipo de qualificações que não sejam exclusivamente a formação profissional ou formação superior. Por outro lado, penso que devemos reflectir, se não devemos alargar o âmbito dos projectos apoiados, para mais áreas que se coadunem com a maioria da formação dos nossos jovens.

Numa altura de uma tão forte crise internacional não basta falar de desemprego para que ele desapareça. É preciso falar a verdade e ser sério nas propostas que fazemos. Não se pode pedir baixas de impostos e pedir que o Governo adjudique mais obras, seria intelectualmente desonesto. É preciso sim, imaginação e coragem. Foi isso que o PS e a JS teve e fez. Fica aqui o meu contributo.

Por Francisco César, presidente da Comissão Nacional da JS, no Diário dos Açores de 3 de Julho.


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Jovem Socialista às 12:47 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Domingo, 5 de Julho de 2009

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Luís Pereira às 22:46 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

...Cavaco Silva veio hoje condenar o gesto de Manuel Pinho. Daí nada de mal vem ao mundo. O mal da questão é  o sr. Presidente da República, lembro que é de todos os portugueses, não se lembrar de todos os dias vir condenar as atitude de Alberto João Jardim.

 

A Madeira já não é Portugal? O laranjismo exacerbado de Cavaco fica-lhe muito mal.

 

 



Luís Pereira às 15:53 | link do post | comentar | ver comentários (2)

...Alberto João Jardim. Esse exemplo democrático. É triste, mas é verdade.



Luís Pereira às 00:07 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Um ilustre dirigente do PSD disse às 21:30 na SICN que o PSD e Manuela Ferreira Leite não eram contra o negócio da PT com a TVI. Não eram contra o negócio, mas não evitaram todos os dias virem a público dar a entender que era um mau negócio e que tinha outros objectivos. E esta a política do engana do PSD. O discurso da tanga...



Luís Pereira às 23:36 | link do post | comentar

A vida política não é fácil. Diga-se o que se disser, há boas pessoas e más pessoas como em todo o lado, com uma diferença: o nível de responsabilidade, visibilidade e sentido de estado com que todo e qualquer político vive.

 

Servir a causa pública deve ser uma coisas mais fascinantes que conheço, mas assumo que começa a ser cada vez mais difícil. Não propriamente no objectivo ou substância vontade, mas antes pela vontade. Esta é um reflexão interessante e que partilho com Manuel Pinho. Admito que podem olhar para esta reflexão como algo tendenciosa, por causa do momento em que a faço, mas acreditem que é uma reflexão que partilho com algumas pessoas há algum tempo.

 

Para além de todo o tempo que consome uma função política, principalmente ministerial, onde se está 24/7 ao serviço, para além dos insultos ( sim, porque a critica é facilmente compreendida e sem dúvida aceitável, agora o que se assiste muitas vezes ultrapassa o aceitável ), seja por outros políticos ou por um qualquer cidadão, temos muitas vezes uma verdadeira caça ao homem e à vida privada por parte dos meios de comunicação.

 

Acredito, sem dúvidas, que isto pode levar qualquer um a perder a paciência. Isto é tudo verdade, mas uma pessoa nunca deve baixar ao nível dos que aqui critico. Devem-se encarar todos estes factos com uma tranquilidade de santo. Posto isto, acho perfeitamente possível um político perder a paciência e ter um acto menos digno. Como se diz, todos somos humanos, logo podemos errar. Porque se criticas são algo naturais, até pelo sistema democrático em que vivemos, criticas injustas e muitas vezes ofensas pessoais, são coisas que qualquer um não suporta, ou por outro lado, suporta até o dia, já que a paciência tem limites.

 

Se um político muitas vezes tem mais capacidade de encaixe, face aos anos de experiência, acredito que seja muito mais difícil a uma pessoa, que não é profissional da política, viver com este constante desafio. O que nos leva a uma reflexão: se as pessoas são assim tão mal tratadas, como se espera que excelentes quadros profissionais, a trabalhar para privados afastados de todos estes desafios, aceitem cargos públicos para defender os melhores interesses do país?

 

Hoje Manuel Pinho errou. Teve a decência de o reconhecer e de o tentar emendar. A atitude é em tudo criticável. Os motivos são compreensíveis. José Sócrates e o Governo reconheceram o erro. Merecem o meu aplauso.

 

Aplauso, leu bem e não me enganei. Reconhecer um erro é hoje muito mais do que qualquer outro faz. Ninguém assume responsabilidades pela herança que deixou ao país.

 

Seja desastrosos negócios com o citigroup ou rede fixa da PT, que Manuela Ferreira Leite nega e não assume. Mais do que o interesse do país, preferiram usar artifícios para esconder o défice com deixavam o país.

 

Seja uma enormíssimo investimento em submarinos que servem não se sabe bem quem, se é que com tamanho investimento já serviu para alguma coisa.

 

Seja o assumir de compromissos como o TGV ou a terceira auto-estrada, no caso do TGV a nível internacional,  e agora negar esses compromissos e pior, criticá-los como se não tivessem relacionados com eles. E a questão não passa tanto pela sua viabilidade, muito mais a cedência ao populismo da critica fácil e o receio que outros partidos criem obra fundamental para o país.

 

Seja as políticas desastrosas que deixaram o país num estado ruinoso depois da governação com que Manuela Ferreira Leite, Santana Lopes, Paulo Portas, Paulo Rangel e pares brindaram o país.

 

Seja um partido não condenar a atitude de várias pessoas que foram destacados militantes e fizeram das maiores fraudes que já se viram em Portugal. Preferiram esconder-se em vergonha.

 

Seja um partido que não assume responsabilidade nas ofensas físicas consumadas numa rua pública, justificando-se com opiniões políticas diferentes que podiam ser vistas como ofensivas.

 

Face a isto tudo, como posso deixar de aplaudir um político que assume o seu erro? Como posso deixar de aplaudir um Partido que assume o erro de um político do Governo da sua cor?

 

Atitude nobre e humilde assumiram hoje Manuel Pinho, José Sócrates, Governo e Partido Socialista.

 

Atitude nobre que, por exemplo, na oposição não se vê. Manuel Pinho não conversa sozinho. Houve quem o provocasse, e essas provocações vieram do Partido Comunista.

 

Atitude nobre que Paulo Rangel não teve. Depois de meses a fazer campanha a criticar figuras do PS, mal foi eleito para o Paralamento Europeu rapidamente se mostrou disponível para abandonar para vir para o governo. Por falar em duplas candidaturas...

 

Atitude nobre que o próprio PSD não teve. O tal partido que se julga único detentor da verdade, sendo todos os outros mentirosos ( facto curioso, MFL foi há bem pouco tempo apanhada numa mentira), não demonstrou tanto interesse em condenar publicamente as atitudes de um seu deputado, só por acaso vice-presidente da bancada parlamentar, que a alto e bom som já ofendeu Primeiro-Ministro e ameaçou fisicamente um deputado do Partido Socialista em pleno parlamento.

 

Uma atitude rara, merece ainda mais aplausos pelo seu mérito. Acabo desejando as maiores felicidades ao Manuel Pinho e a toda a sua família. Com todas as contrariedades, fez um bom trabalho na defesa da causa pública e será sempre recordado pela importância que teve a manter muitos postos de trabalho e a criar condições para o desenvolvimento futuro do país. Um exemplo: as energias renováveis são fruto de uma enorme visão estratégica de futuro deste governo e, em especial, de Manuel Pinho.

 

Tenho dito.

 



Luís Pereira às 22:47 | link do post | comentar

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009


Luís Pereira às 00:16 | link do post | comentar

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Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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