Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Muitos de nós devemos ter cometido as traquinices próprias dos miúdos, durante as aulas (pelo menos eu cometi): usar o papel para fazer pequenas bolinhas e mandar aos colegas, às vezes com o auxílio de uma zarabatana improvisada, feita com a parte de fora de uma caneta; utilizar um papel e uma caneta não para copiar a lição mas sim para jogar ao jogo do galo; utilizar as tampas das canetas para simular, com uma bola de papel, um jogo de futebol no tampo da mesa; folhear os manuais escolares - especialmente os de história - não para estudar ou consultar, mas para pintar óculos escuros e barba nos indivíduos neles retratados. Isto é: mesmo na era da inexistência de tecnologia informática nas salas de aula, havia material didáctico a ser utilizado com outros fins.

 

Obviamente, tal como todos os materiais didácticos que citei acima, alguns miúdos, durante as aulas, estarão a jogar com o Magalhães/PC portátil sem o Professor reparar. Mas essa utilização puramente lúdica de um objecto que se quer pedagógico não é uma lacuna originada pelos Magalhães/PC's portáteis, ao contrário do que alguns parecem sugerir; é, ao invés, algo que acontece com os mesmos tal como antes acontecia com os papéis que eram bolinhas, as canetas que eram zarabatanas, o papel que era terreno de um jogo do galo, as tampas que eram jogadores de futebol, os livros que eram fonte de caricaturas. Atacar, por este lado, o programa de generalização da tecnologia no espaço escolar é ignorar que aquilo que se ataca sempre existiu, mesmo sem tecnologia. E é ignorar que, ao contrário do que se quer fazer crer, com o Magalhães/PC portátil o Professor poderá, como não podia antes, ver, em tempo real, dentro da sala de aula, o que cada estudante está a fazer com o seu próprio equipamento.



David Erlich às 00:00 | link do post | comentar

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

 

Dia 2 de Julho, na sala do Arquivo nos Paços do Concelho da CML, pelas 18 horas, António Costa vai fazer o balanço do mandato do executivo do Partido Socialista à conversa com as redes sociais (twitters, bloggers, etc). Numa iniciativa inédita, o Partido Socialista dá mais um importante passo na comunicação, naquela que se pretende uma política de proximidade, com importantes e modernas formas de comunicação.

 

Aparece!



Luís Pereira às 18:37 | link do post | comentar

A última sessão "Novas Fronteiras", dedicada à Juventude, foi um grande sucesso. Sobretudo porque permitiu um diálogo sincero, aberto, transparente e democrático entre José Sócrates e os jovens presentes. Durante o próprio decorrer da iniciativa, foram abertas inscrições - que consistiam apenas em levantar o braço e esperar pelo microfone - para se poder fazer perguntas directamente ao Secretário-Geral do PS; perguntas sem qualquer tipo de apreciação prévia ou selecção, e que poderiam vir tanto de militantes da JS / PS como de pessoas não filiadas, que estavam presentes também. Quando se fala da falta de democracia nos partidos, julgo que é um grande exemplo que o Secretário-Geral do PS, simultaneamente Primeiro-Ministro, responda, na presença da comunicação social, a questões difíceis, algumas delas críticas, colocadas livremente por jovens militantes e também independentes. Assim se funciona segundo o espírito democrático que, ao contrário do que muitos dizem, é ainda um dos valores essenciais pelos quais se pauta o Partido Socialista.



David Erlich às 16:20 | link do post | comentar

Sábado, 27 de Junho de 2009

Manuela Ferreira Leite, dirigindo-se à bancada parlamentar escolhida numa noite de nevoeiro, afirmou que, se chegar ao Governo, pretende “rasgar e romper com todas as soluções que têm estado a ser adoptadas em termos de política económica e social”.

Significa isto — portanto — que o PSD pretende “rasgar e romper”, por exemplo, com:

    • O Complemento Solidário para Idosos;
    • As escolas do 1.º ciclo do básico a funcionarem a tempo inteiro, até às 17:30, com inglês e refeições escolares;
    • O abono pré-natal;
    • A majoração do abono de família;
    • O apoio público à procriação medicamente assistida para casais com problemas de fertilidade;
    • O programa PARES, que tem financiado a criação de centenas de novos equipamentos sociais, nomeadamente assegurando um investimento sem precedentes na expansão do pré-escolar;
    • O cheque-dentista para grávidas e crianças e jovens;
    • As unidades de cuidados continuados integrados para idosos acamados e outros doentes prolongados;
    • O programa de cirurgia oftalmológica, que permitiu no último ano operar — no sistema nacional de saúde — milhares de pessoas que há anos esperavam por uma simples operação às cataratas;
    • O aumento da acção social escolar e o alargamento dos respectivos beneficiários;
    • Os programas e-escolas e e-escolinhas;
    • A reforma da segurança social, que assegurou a sua sustentabilidade e retirou Portugal do grupo de países de alto risco;
    • O investimento nas energias renováveis, que tornou Portugal um caso de sucesso e um exemplo elogiado a nível internacional;
    • A redução do IRC para empresas do interior e a criação de dois escalões (em que os primeiros 12.500 euros de matéria colectável são taxados a metade);
    • O incentivo fiscal à actividade empresarial de Investigação & Desenvolvimento.

É isto que Manuela Ferreira Leite pretende “rasgar”? Tenham medo, muito medo...

Via Corporações.



Luís Pereira às 01:42 | link do post | comentar

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009



Luís Pereira às 00:21 | link do post | comentar

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

    To show the way, I suggest the president take a look at a modest country across the Atlantic that's turning into the world leader in rethinking education for the 21st century.

    That country is Portugal. Its economy in early 2005 was sagging, and it was running out of the usual economic fixes. It also scored some of the lowest educational achievement results in western Europe.

    So President Jose Socrates took a courageous step. He decided to invest heavily in a "technological shock" to jolt his country into the 21st century. This meant, among other things, that he'd make sure everyone in the workforce could handle a computer and use the Internet effectively.

    This could transform Portuguese society by giving people immediate access to world. It would open up huge opportunities that could make Portugal a richer and more competitive place. But it wouldn't happen unless people had a computer in their hands.

    In 2005, only 31% of the Portuguese households had access to the Internet. To improve this penetration, the logical place to start was in school, where there was only one computer for five kids. The aim was to have one computer for every two students by 2010.

    So Portugal launched the biggest program in the world to equip every child in the country with a laptop and access to the web and the world of collaborative learning. To pay for it, Portugal tapped into both government funds and money from mobile operators who were granted 3G licenses. That subsidized the sale of one million ultra-cheap laptops to teachers, school children, and adult learners.

    Here's how it works: If you're a teacher or a student, you can buy a laptop for 150 euros (U.S. $207). You also get a discounted rate for broadband Internet access, wired or wireless. Low income students get an even bigger discount, and connected laptops are free or virtually free for the poorest kids. For the youngest students in Grades 1 to 4, the laptop/Internet access deal is even cheaper -- 50 euros for those who can pay; free for those who can't.

    That's only the start: Portugal has invested 400 million euros to makes sure each classroom has access to the Internet. Just about every classroom in the public system now has an interactive smart board, instead of the old fashioned blackboard.

    This means that nearly nine out of 10 students in Grades 1 to 4 have a laptop on their desk. The impact on the classroom is tremendous, as I saw this spring when I toured a classroom of seven-year-olds in a public school in Lisbon. It was the most exciting, noisy, collaborative classroom I have seen in the world.

     

    via Câmara Corporativa



Luís Pereira às 02:12 | link do post | comentar | ver comentários (1)

...que a direita esteja tão preocupada com a situação da TVI e com a sua linha editorial. Porque será?



Luís Pereira às 02:02 | link do post | comentar

- aumento em 10% das bolsas para estudantes, o que irá ajudar um em cada cinco num universo de 73 mil.

 

- aumento em 15% para as bolsas dos estudantes deslocados

 

- apoio no passe escolar para estudantes até 23 anos, que se traduz numa diminuição de 50 por cento no custo

 

- para os estudantes bolseiros da acção social que se encontrem em mobilidade internacional ao abrigo do programa Erasmus, o aumento será de 50 por cento.

 

- não vai haver qualquer aumento do preço mínimo das refeições e do preço de alojamento, para além da criação de um programa de reforço do investimento, em regime de concessão, em residências universitárias.

 



Luís Pereira às 01:54 | link do post | comentar

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Francisco CésarDecorreu no passado fim-de-semana, na ilha Terceira, o IX Congresso Regional da Juventude da Juventude Socialista/Açores. Terminei, por limite de idade, de 30 anos, todas as funções que exercia na organização regional que servi durante mais de 16 anos.

Numa altura em que o alheamento dos jovens da política está no centro das atenções dos media e em que alguns pseudo-intelectuais defendem o fim das juventudes partidárias, tenho reflectido com algum cuidado o papel da Juventude Socialista na sociedade portuguesa.

A história da Juventude Socialista está intimamente ligada à da Democracia portuguesa. A JS esteve presente nas lutas pela liberdade em 1975, foi líder na defesa de um ensino superior universal e gratuito, participou no combate por um sistema nacional de saúde universal e gratuito, foi a primeira a sair em defesa das mulheres que optassem por interromper as suas gravidezes, de uma forma voluntária, defendendo que elas não deviam ir para a cadeia. Foi a JS que propôs programas de mobilidade dos jovens como o cartão jovem ou o cartão interjovem, foi proponente da criação do estatuto trabalhador-estudante, defendeu nos anos 80 a aposta na formação profissional, propôs a criação da primeira lei do associativismo juvenil e estudantil, defendeu o credito à habitação bonificado e o arrendamento jovem, tem defendido o fim dos estágios remunerados, foi proponente do fim do serviço militar obrigatório, propôs que os toxicodependentes fossem tratados como doentes e não como criminosos e foi a primeira organização de índole partidária a propor a legalização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

São estas algumas das propostas da JS, em quase 35 anos de história. Nunca esta organização se propôs falar apenas de medidas específicas para juventude. O seu propósito foi e é sempre dar uma visão jovem e ideológica sobre todos os aspectos da nossa sociedade, quer estejamos a falar de emprego, de ambiente, de habitação ou de direitos humanos.

A JS esteve sempre presente em todos os grandes desafios da democracia portuguesa, nunca foi indiferente, nunca foi abstencionista, foi sempre irreverente, foi sempre de esquerda.

Nota: Parabéns ao Berto Messias e a todos os novos eleitos para os órgãos regionais da Juventude Socialista. Faço votos de que desenvolvam um bom trabalho nos próximos dois anos.

Por Francisco César, presidente da Comissão Nacional da JS, no Diário dos Açores de 18 de Junho.


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Jovem Socialista às 12:21 | link do post | comentar

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

A verdadeira política não é o poder pelo poder, é o poder para mudar. E a mudança reflecte-se sempre na vida das pessoas. Anteontem, na minha primeira aula de condução, falando com o instrutor, ele disse-me que agora, com as Novas Oportunidades, ia fazer o que nunca antes pensara fazer, já que, trabalhando, não consguiria frequentar a escolaridade normal: terminar o 12º ano (só tem o 9º ano) de forma a poder concorrer, futuramente, para examinador, o que era um salto qualitativo, com consequência a nível remuneratório, na sua carreira. Para uns são puro facilitismo, mera propaganda, um vácuo educativo. Para outros as Novas Oportunidades são isto mesmo: a oportunidade para que os cidadãos não vejam nas habilitações académicas um entrave inultrapassável, mas sim uma meta alcançável através do mérito.



David Erlich às 15:16 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Falando com um idoso da minha freguesia, que encontrei na rua e que participara numa iniciativa do núcleo da Juventude Socialista que coordeno, não pude deixar de sorrir: disse-me que votava PSD porque sempre vira que os partidos sociais-democratas Sueco e Alemão tinham conseguido, ao longo das décadas, sucesso para o seu País. Bem lhe tentei explicar que os representantes da social-democracia mundial em Portugal estão no PS, como a divisão dos grupos parlamentares na UE bem demonstra...



David Erlich às 15:15 | link do post | comentar

A definição de democracia apenas pode ser processual, não teleológica. Isto é, devemos, a meu ver, de forma a definir democracia, utilizar os sete critérios do politólogo Robert Dahl: cargos electivos para o controlo das decisões políticas; eleições livres, periódicas e imparciais; sufrágio universal; direito a ocupar cargos públicos; liberdade de expressão; existência e protecção, dada por lei, da variedade de fontes de informação; direito a constituir associações e organizações autónomas, partidos e grupos de interesse.

 

Esta definição de democracia prende-se com os meios e processos segundo os quais as decisões políticas são tomadas; e não com os fins e ideias que essas decisões políticas prosseguem. Qualquer ideal político - mesmo que dele discordemos - tem legitimidade democrática se respeitar, na teoria e na prática, esses sete critérios. É isto que define o pluralismo e o fair play democráticos: reconhecer que aqueles que têm ideias diferentes das nossas possuem, caso respeitem as regras do jogo democrático, tanta legitimidade para defender as suas ideias como nós temos para defender as nossas.

 

João César das Neves (JCN), no seu artigo de hoje no DN ("(...) venenos da democracia), dedica-se a defender a democracia ignorando totalmente o pluralismo e respeito que a mesma implica. Diz: "[na democracia portuguesa] os venenos antigos permanecem. (...) No liberalismo, era a expulsão das ordens religiosas. Hoje, o aborto e a eutanásia. Na república afonsista era a lei da separação, hoje, o divórcio dos casais e o casamento dos homossexuais."

 

É um desrespeito pelo pluralismo da democracia que alguém afirme, como JCN faz, que a defesa de causas opostas à sua é um "veneno" democrático. O respeito pelo sufrágio e pela vontade soberana dos cidadãos exige que os diferentes interlocutores, com ideias opostas, aceitem que - dentro do respeito pelos pilares da democracia que acima referi - tanto as ideias de uns como as de outros têm legitimidade democrática para tentarem singrar.

 

Por exemplo: defendo o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a legalização da IVG. Discuto os argumentos que se oponham a estas duas medidas. Mas não os apelido de "veneno da democracia". Muito menos o faria se o Não à IVG, porventura, tivesse ganho no último referendo. E, se a Direita ganhar nas legislativas - o que espero, a bem de todos nós, que não ocorra -, nunca direi que o facto de não virem a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo constitui um "veneno da democracia". Este é o caminho do respeito pelos adversários políticos, este é o caminho do convívio saudável em democracia.

 

Mas JCN não só desrespeita a legitimidade que outros têm para defender ideias diferentes, como também ignora - recomendo releitura de Rousseau - a própria ideia de vontade popular expressa nas urnas. Ora veja-se: "[os governantes actuais] ainda não aprenderam que a satisfação momentânea do ataque às convicções profundas do povo português destrói o futuro e arruina o País". Só o próprio povo português, através das urnas, pode afirmar quais são as suas "convicções profundas". A democracia não se coaduna com sujeitos - eleitos porta-vozes do povo sabe-se lá por quem -  que afirmam conhecer e transmitir "as convicções profundas" do povo, ignorando as decisões do mesmo. A legalização da IVG e a lei do divórcio constituem, na visão de JCN, "um ataque às convicções profundas do povo português". Pena que o povo português, quando pôde expressar as suas "convicções profundas", tenha aprovado a legalização da IVG em referendo e eleito a maioria que aprovou a lei do divórcio. Estranho conceito de democracia, o de JCN.

 



David Erlich às 14:20 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Domingo, 21 de Junho de 2009

flyer_frente



Luís Pereira às 02:39 | link do post | comentar

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Participarei, hoje, numa original e marcante iniciativa dos Núcleos da Ajuda, de Alcântara e Olivais-Encarnação da Juventude Socialista, que consiste numa distribuição de folhetos relativos à legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, em zonas de diversão nocturna. Aproveito para enunciar algumas respostas que contraponho aos argumentos daqueles que são contra esta medida defendida, nomeadamente, pelos socialistas.

 

1. Impossibilidade biológica de reprodução: se se proibirem todos as tipologias de casamento que registam impossibilidade biológica de reprodução, seriam proibidos os casamentos entre pessoas idosas, os casamentos em que um dos cônjuges tivesse uma doença terminal, os casamentos de pessoas estéreis, os casamentos de pessoas que simplesmente não se quisessem reproduzir.
 

2. Teoria do dominó: é costume no argumentário do Não dizer que a abolição de uma limitação ao casamento conduzirá inexoravelmente à rapida abolição de outras limitações (as limitações etária, monogâmica e familiar). A História prova o contrário: nos EUA, a limitação racial apenas foi abolida nos anos 60, em alguns Estados, e, neles, continuam, passados mais de 40 anos, a vigorar todas as outras limitações.

 

3. A limitação heterossexual do casamento tem o mesmo cariz que as outras limitações (já referidas) e, se se termina com a primeira, deve-se, eticamente, proceder à abolição das segundas: o que este argumento ignora é que cada uma das limitações ainda existentes no casamento, para além da que se prende com a orientação sexual, não são discriminações identitárias. Isto é, a poligamia ou o incesto não são traços essenciais e inalteráveis da personalidade, como a orientação sexual. Ninguém é incestuoso: comete incesto. Ninguém comete homossexualidade; é-se homossexual. A discriminação – o casamento vive de discriminações, isto é, de diferenciações dos casados em relação aos demais – da poligamia e do incesto é circunstancial, já que estes dois fenómenos não constituem a identidade inalterável da pessoa. O limite da idade tem a sua justificação própria: refere-se a uma idade, que varia de ordem jurídica para ordem jurídica, abaixo da qual se considera que o indivíduo ainda não atingiu a plena capacidade de discernimento. O limite do incesto tem a sua justificação própria: o casamento não pressupõe a procriação mas, caso a mesma possa existir, convém diminuir os efeitos clínicos para a descendência, caso esta exista. O limite da poligamia assenta na característica do casamento que é o dever legal de fidelidade. Ora, a justificação de cada um destes limites está longe de ser incontestável, independentemente de concordarmos com eles; estes limites são valorativos, subjectivos. Pode-se perguntar: porquê 18 anos e não 17, ou 19, ou 21? Se todas as vidas humanas valem o mesmo, e duas pessoas da mesma família querem voluntariamente casar, e arriscar ter um filho com deficiências, porque não deixá-los ter esse filho, já que a sua vida será tão importante como as outras? Se três pessoas têm uma concepção diferente de fidelidade, porque não deixá-las ter um “casamento a três”? A grande resposta está na questão da identidade. Pode-se discordar desses pressupostos/limites valorativos do casamento (maioridade, relacionamento não-incestuoso e monogamia), mas uma pessoa pode escolher esperar ser maior de idade para poder casar, uma pessoa pode esperar e escolher explorar um relacionamento amoroso que não seja incestuoso e uma pessoa pode, da mesma forma, escolher apenas uma pessoa para casar. São limites que se reportam aos actos do indivíduo e não ao próprio indivíduo. Ao invés, nenhuma pessoa homossexual pode escolher ser heterossexual.
 

4) O casamento homossexual viola os/as fins/funções do casamento. O casamento não tem fins ou funções. Não se trata de algo passível de ter essas concepções teleológicas. O fim/função do casamento é aquele/a que as pessoas lhes quiserem dar.

 

 



David Erlich às 22:30 | link do post | comentar | ver comentários (1)

 

 
Venho aqui deixar as primeiras de algumas breves reflexões sobre as passadas eleições europeias do dia 7 de Junho, e sobre algumas mudanças que julgo que devem ser implementadas no Partido Socialista, tendo em vista a vitória, nas eleições que se avizinham, do progressismo e da solidariedade social.
 
1.       Melhoria da aposta nas novas tecnologias. Não abordarei, pois é tema já conhecido de todos e de todas, a importância das novas tecnologias como veículo de aproximação dos representantes e executantes políticos aos cidadãos. Limitar-me-ei a duas sugestões que, embora óbvias e da maior importância, não têm sido postas em prática: a) maior divulgação, nomeadamente através de folhetos em escolas, implantação consequente em comunidades on-line e referência no discurso diário dos agentes políticos, do sítio na internet socrates2009.pt, uma plataforma inovadora e transparente, onde qualquer aderente pode até – sem censura alguma – fazer perguntas directas, num chat, a diversos governantes e dirigentes nacionais; b) renovação, ou implementação, da presença on-line das estruturas: bastar-nos-á dizer que inúmeras secções não têm presença na internet e que estruturas políticas fulcrais como a concelhia de Lisboa ou o grupo parlamentar na Assembleia da República têm sítios na Internet que, manifestamente, podem e devem tornar-se mais atractivos.
2.       Maior divulgação de medidas fulcrais, populares, mas mediaticamente abandonadas. Há medidas históricas que o Partido Socialista levou a cabo e que não são incluídas tanto como deviam no discurso socialista perante a sociedade. Dou o exemplo: quando, designadamente aquando das discussões em torno do provedor de justiça, se disse que o PS queria controlar os cargos públicos, devia-se ter respondido com o facto de que foi o PS que terminou com a nomeação política dos dirigentes intermédios da administração pública, passando a designação destes para concurso público; sendo frequentes as acusações contra os privilégios dos titulares de cargos políticos, o PS deve referir mais vezes, quando recapitula o que foi feito nestes quatro anos, a sua iniciativa bem sucedida de reduzir esses mesmos privilégios – redução feita, nomeadamente, através do término das subvenções vitalícias e do subsídio de reintegração e através da limitação à acumulação de vencimentos com reformas.
3.       Ausência de duplas candidaturas. Julgo que a estruturação dos órgãos do poder político deve sofrer uma profunda mudança no seu enquadramento jurídico, orientada por três princípios, referentes à caracterização do corpo político: a) profissionalização: um vogal de uma junta de freguesia com milhares de habitantes não pode continuar a trabalhar de forma parcamente remunerada e, consequentemente, maioritariamente em part-time, sob pena da sua respectiva área sectorial não ser bem gerida. A profissionalização da política é algo que a torna mais transparente, mais bem executada e mais acessível. Os próprios gregos introduziram as mistoforias, de forma a que os cargos públicos pudessem ser ocupados mesmo pelos cidadãos que não tinham outro rendimento senão o do seu trabalho diário; b) redução: a multiplicidade de freguesias e de concelhos baseia-se, muitas vezes, em imagens históricas superadas, que contradizem claramente as necessidades práticas, mais bem servidas com a junção de entidades locais limítrofes. Por outro lado, o corpo de assessores políticos, para cada membro de um determinado órgão, deve ser legalmente limitado, sob pena de termos freguesias, como ocorre na que resido, em que há um assessor por cada membro do executivo. Neste âmbito, também as designações de titulares de cargos públicos administrativos e reguladores devem caminhar no sentido da sua não nomeação política; c) exclusividade: não há tempo para tudo, e não há actividade política séria sem tempo dedicado a ela – ou se é vereador de um município, contactando todos os dias com a realidade local, ou se é eurodeputado. Ora, voltando ao título desta alínea, é no quadro destes três princípios que sou contra as duplas candidaturas, que violam o princípio da exclusividade. O fenómeno das duplas candidaturas pode ser combatido com o primeiro princípio – profissionalização –: actualmente, ser vereador da oposição a tempo inteiro, ou ser membro da assembleia municipal a tempo inteiro, só se adequa a quem não precisa de trabalhar para poder pagar a renda ao fim do mês, já que são actividades não remuneradas. Este lapso democrático, das duplas candidaturas, é comum a todos os partidos. Já que a comunicação se fixou sobretudo no PS, fixemo-nos, a título de exemplo, no caso de Ilda Figueiredo: foi eleita eurodeputada; será, novamente, candidata a vereadora em Gaia; imaginemos, hipoteticamente, que vence – no seu caso específico é quase impossível mas noutros casos análogos a hipótese é real –; aí, torna-se presidente do município e, naturalmente, abandona o cargo de eurodeputada, defraudando as expectativas que milhares de eleitores que viram na sua pessoa uma das razões do seu voto; imaginemos, pelo contrário, que perde, e se torna vereadora da oposição: nesse caso, não se estará a dedicar, quotidianamente e de forma principal, a essa oposição, visto que se manterá como eurodeputada. O Partido Socialista deve, nas eleições legislativas e autárquicas que se avizinham, reduzir o fenómeno das duplas candidaturas, que em nada beneficiam a democracia. E os outros partidos também. Algum dia, espero, os três princípios que referi deixarão de depender de uma opção e passarão a veicular-se através de uma obrigatoriedade legal.
 
Bom, continuarei, brevemente, aquilo que me propus a fazer neste post.
 
A todos um abraço e bom trabalho.


David Erlich às 22:12 | link do post | comentar



Luís Pereira às 00:08 | link do post | comentar

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Candal acusa PS de má política

Carlos Candal, fundador do Partido Socialista.

Obrigado!



Jovem Socialista às 13:00 | link do post | comentar

 

Ontem o Dr. Paulo Rangel não apareceu no debate parlamentar com o Primeiro-ministro. As justificações foram dadas, mas mesmo assim sentiu-se um incómodo na bancada do PSD. No próprio twitter algumas figuras ligadas ao PSD mostraram esse desconforto. Mas, quando não o meu espanto quando pelas 23 horas vejo o mesmo Paulo Rangel a entrar pela SIC Notícias dentro como comentador de uma entrevista ao mesmo Primeiro-ministro. Comentador onde? Num programa de cariz económico. Mas o senhor já é economista? Ou é um comentador político isento?
Devia justificar-se Dr. Paulo Rangel. Assim como alguém da SIC Notícias devia justificar a escolha. Ou a Entidade Reguladora é só uma arma de arremesso político quando interessa ao PSD?
 


Hugo Costa às 12:35 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Caros camaradas e/ou frequentadores da blogosfera: começarei, brevemente, a postar neste blogue. Este é um post para verificar se já estou apto - tecnologicamente - a deixar aqui alguns pensamentos.

 

Espero que dentro de segundos este post já esteja on line. Daqui a poucos minutos seguir-se-lhe á um segundo post, já com conteúdo político.



David Erlich às 04:26 | link do post | comentar

A OCDE considerou que Portugal é um caso "preocupante" para as "carreiras e vidas profissionais dos professores" por falta de um sistema de avaliação de desempenho dos docentes.

A conclusão faz parte do relatório TALIS (Teaching and Learning International Survey) da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que fez um estudo comparativo das condições de trabalho e do ambiente de ensino e aprendizagem em escolas de 23 países, que decorreu entre Março e Maio de 2003 e Março e Maio de 2008.



Luís Pereira às 02:41 | link do post | comentar

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

E se... O Shrek fosse Portas e o Burro o PSD?


sinto-me

João Correia às 18:53 | link do post | comentar

Intervenção do Primeiro-Ministro, José Sócrates Debate da Moção de Censura

17.06.2009

 

 

 

1. A responsabilidade democrática

 

Senhor Presidente, senhoras e senhores Deputados:

 

A três meses de eleições legislativas, a direita decidiu patrocinar uma moção de censura ao Governo. Esta iniciativa é, com certeza, formalmente legítima, mas é uma iniciativa politicamente sem sentido. Em primeiro lugar, é uma iniciativa totalmente inútil e inconsequente: todos sabem que a legislatura está no seu termo e que muito em breve os eleitores serão chamados a pronunciar-se, então sim, sobre o futuro da governação. Em segundo lugar, nem sequer se pode dizer que se destina a suprir uma eventual ausência de debate político: pelo contrário, estava justamente marcado para hoje mais um debate quinzenal, que teve de ser adiado uma semana precisamente por causa desta moção. Verdadeiramente esta iniciativa tem um único mérito: recordarão País a política de truques e de expedientes, em que o CDS se tornou especialista.


 


 

Mas o pior é a total falsidade do pressuposto político em que assenta esta moção de censura. Querer retirar dos resultados das eleições para o Parlamento Europeu conclusões sobre a legitimidade do Governo nacional é pura e simplesmente desrespeitar a democracia. Digamo-lo com todas as letras: é um abuso e uma precipitação transformar eleições europeias em eleições legislativas. E é um abuso que raia a arrogância quando se pretende assumir, em nome do eleitorado, uma legitimidade que o eleitorado manifestamente não conferiu.

 

Uma coisa é compreender os sinais dos eleitores – e eu estou bem atento a esses sinais. Outra coisa, bem diferente, é instrumentalizar os resultados, pretendendo confundir eleições europeias e eleições legislativas!

 

Nunca, como hoje, o Parlamento português dispôs de tantos instrumentos de fiscalização política do Governo. E isto graças à iniciativa do Partido Socialista, que usou a sua maioria, não para conferir mais poder ao Governo, não para abusar do poder, mas sim para garantir mais centralidade à Assembleia da República e mais poder e mais direitos à Oposição!

 

Esta foi a atitude de probidade e responsabilidade democrática que sempre caracterizou, na legislatura, o Governo e a Maioria do PS.

 

Mas o agendamento desta moção de censura vem apenas acentuar, por contraste, o oportunismo político daqueles que não hesitam em instrumentalizar, de forma inconsequente, as figuras regimentais do Parlamento penas para obter ganhos mediáticos de ocasião.

 

Os Portugueses registarão esta diferença de atitudes. Do lado do Governo, total concentração no seu trabalho e responsabilidade, que é combater os efeitos da crise económica mundial, promovendo o investimento, o emprego e a protecção das famílias; e prosseguir a agenda reformista e modernizadora, focada nos factores que podem melhorar os indicadores de qualificação e de competitividade. Mas, do lado da Oposição, há uma única motivação, dizer mal do Governo; e há uma única proposta: parar o País!

 

É isto, no fundo, o que a Oposição propõe: que o Governo deixe de governar, deixe de tomar decisões, deixe de ter iniciativa, e que a administração pública fique paralisada. Ora, é exactamente o contrário aquilo de que o País precisa: o País precisa que se combata a crise, que os investimentos públicos prossigam, que sejam apoiadas as empresas que investem e criam ou mantêm emprego, que as pessoas e famílias em maior dificuldade beneficiem de mais protecção social. O tempo não é de desistir, é de lutar. O tempo não é de dizer mal, é de fazer bem. O tempo não é de parar; pelo contrário, o tempo é de agir! 

2. Prosseguir o rumo

 

Senhor Presidente, senhoras e senhores Deputados:

 

A agenda do Governo é clara, porque se fundamenta na força das convicções.

 

Nós acreditamos que é nos momentos como este, de grave crise económica internacional, que a acção do Estado é mais necessária. Quando as empresas naturalmente se retraem é que o Estado mais deve investir. Nós acreditamos que é nos momentos de incerteza que os governos devem ser corajosos na tomada de decisões. Recuar, adiar, não decidir é que hipotecaria o futuro, atirando os custos de não fazer nada para a próxima geração. Nós acreditamos que é no momento em que as famílias atingidas pelo drama do desemprego passam especiais dificuldades que o Estado social deve estar mais presente, apoiando mais quem mais precisa.

 

E foi justamente para isto que trabalhámos, foi para isto que fizemos a consolidação orçamental. Se hoje estamos a apoiar o investimento e a proteger mais as famílias, é porque soubemos pôr, no momento certo, as contas públicas em ordem. Esse, que foi, aliás, um dos maiores falhanços da direita, foi, pelo contrário, um dos principais méritos deste Governo.

 

O Governo está, pois, empenhado em prosseguir o rumo, um rumo fundado na força das convicções e no nosso compromisso com os Portugueses. Ouvindo as pessoas. Explicando melhor as políticas. Mobilizando as energias de todos. Mas com a atitude de sempre: determinação na acção, defesa do interesse público, sentido das responsabilidades.

 

Não estamos disponíveis nem para a desistência, nem para a resignação, nem para a paralisia. Não estamos disponíveis para a desculpa fácil do “não é possível”, ou do “é melhor adiar”, ou “é melhor não fazer”. Muito menos estamos disponíveis para pôr em causa o muito que o País já conseguiu, em reformas que eram urgentes, que estavam prometidas há muito - mas que só este Governo e esta Maioria tiveram a coragem de levar a cabo.

 

Falo, senhores Deputados, da reforma da segurança social, que a tirou da situação de alto risco. Da convergência entre os regimes de pensões da função pública e do sector privado, que promoveu a igualdade entre os trabalhadores. Da modernização da legislação laboral, que combate a precariedade, dinamiza a negociação colectiva e favorece a adaptabilidade das empresas. Da reforma da administração pública e da simplificação e modernização administrativa. Falo da aposta nas energias renováveis, da reforma dos cuidados de saúde e da política do medicamento, da reforma na educação.

 

Qualificação, sustentabilidade do Estado social, consolidação orçamental, tecnologia, energia: é assim que se constrói um Portugal melhor, é assim que se prepara o futuro.

 

Falo ainda, senhores Deputados, dos novos passos que o País deu, em direcção à igualdade de oportunidades e à coesão social. Falo de novos direitos sociais. Das novas medidas sociais, para as quais canalizámos todas as margens de manobra orçamental que fomos conquistando.

 

pelos vistos quem pretenda censurar o Governo que lançou o Complemento Solidário para Idosos, as unidades de saúde familiar, a rede de cuidados continuados, o programa Novas Oportunidades, o computador Magalhães. Há quem queira censurar o Governo que criou o abono pré-natal e os empréstimos para o ensino superior; o Governo que assegurou a gratuitidade dos medicamentos genéricos para os pensionistas de mais baixos rendimentos. Querem censurar o Governo que mais do que duplicou o número de beneficiários da acção social escolar; o Governo que garantiu a escola a tempo inteiro e a colocação plurianual dos professores, que alargou a licença de parentalidade ou que pôs em marcha o maior investimento de sempre em creches e lares. Também já houve quem achasse que o aumento do salário mínimo era uma irresponsabilidade. Pois eu digo que irresponsáveis são aqueles que querem que o Estado recue na protecção social e revelam uma tão gritante insensibilidade face aos problemas reais dos Portugueses.

 

Por isso digo que há, sim, uma censura política a fazer.

 

Essa censura dirige-se àqueles que, à direita, escondem mal o seu programa de enfraquecimento do Estado social, cuja doutrina é o recuo das funções sociais do Estado e a privatização da segurança social, e que nada mais têm a propor, na crise actual, senão parar o investimento público. Mas censura também, porque o que esta direita oferece ao País não é o que o País quer - a discussão séria sobre os problemas nacionais - mas aquilo que o País bem dispensaria, mas toda a gente vê: a criação artificial de incidentes parlamentares, que visam apenas disputar protagonismos na liderança da direita.

 

 

3.Combater a crise, servir o País

 

Senhor Presidente, senhoras e senhores Deputados:

 

A hora é de responsabilidade e competência, não é de tacticismos fáceis. A hora é de determinação, não é de hesitações nem de desistências. Quero dizê-lo sem nenhuma ambiguidade, olhos nos olhos dos Portugueses.

 

Compreendo, com humildade democrática, os sinais de insatisfação e dúvida. Procuro interpretá-los e corresponder-lhes. Tenho bem a consciência de que as medidas difíceis que tivemos de tomar, para vencer a crise orçamental, e a necessidade que tivemos de fazer tantas reformas em tão pouco tempo, terão provocado, em certos sectores, algumas feridas e descontentamentos. Sei também que os efeitos da crise económica mundial trouxeram dificuldades adicionais às famílias e às empresas, prolongando um tempo de exigência e diminuindo a visibilidade dos progressos que o País, de facto, alcançou.

 

Interpreto os sinais de insatisfação sobretudo como um apelo a fazermos mais e melhor – é esse o nosso compromisso. Mas não subordinarei a nenhum interesse táctico e circunstancial de última hora a minha responsabilidade, como primeiro-ministro de Portugal. Os tempos difíceis requerem um rumo certo, uma autoridade clara e o empenhamento na acção. Exigem exactamente o contrário da resignação e da desistência – exigem vontade e exigem determinação.

 

O Governo definiu, em consonância com a União Europeia, uma linha política de combate à crise. Essa linha assenta em quatro pilares fundamentais. O primeiro foi a estabilização do sistema financeiro e a retoma do financiamento à economia. O segundo é promoção do investimento público. O terceiro é o apoio às empresas e à defesa do emprego. O quarto é a protecção das famílias e dos grupos mais vulneráveis.

 

As medidas estão em execução. A intervenção conjugada a nível europeu favoreceu a descida das taxas de juro, de que beneficiam hoje centenas de milhar de famílias com empréstimos bancários à habitação. Os fluxos de crédito tendem a ser repostos, e hoje cerca de 30 mil empresas acedem a linhas de crédito bonificadas. Foram lançados programas de investimento em áreas-chave para o futuro do nosso País, na eficiência energética e nas energias renováveis, nas redes de banda larga, na agricultura, nos equipamentos sociais, nos centros escolares e nas escolas secundárias. Dezenas de milhar de empresas e centenas de milhar de trabalhadores beneficiam das medidas de apoio à manutenção de emprego. Dezenas de milhar de jovens beneficiam de estágios profissionais e de incentivos à contratação. As instituições que recrutam pessoas estão também a ser fortemente apoiadas pelo Estado.

 

Estas são as iniciativas que o momento exige. Combate à crise, apoio ao investimento e ao emprego, protecção às famílias. Não é, senhores Deputados, o tempo de desprestigiar a democracia com expedientes sem sentido. Nem é tempo de brincar aos truques políticos.

 

Para o Governo, é tempo de trabalhar. É tempo de concentrar todos os esforços na recuperação economia e na protecção social. Este é o tempo de servir, com dedicação e competência, Portugal. Este é o tempo de dar aos Portugueses razões de esperança num futuro melhor.

 



Luís Pereira às 18:21 | link do post | comentar

O CDS-PP apresentou uma moção de censura ao Governo porque, para além da história das sondagens pouco mais tem a dizer ao país!

 

De facto, para além dos chavões de extrema-direita relativos à segurança e a fúria de Nuno Melo na Comissão de Inquérito que investiva o BPN, pouco mais há a acrescentar neste partido conservador que, pouco a pouco, vai ser substiuídos por outros na cena política nacional.


sinto-me

João Correia às 10:53 | link do post | comentar | ver comentários (2)


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João Correia às 10:50 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Afinal, de quem é a culpa da abstenção nos Açores? E no Continente? "Todos somos responsáveis por este nível de abstenção e temos de trabalhar no sentido de resolver essa situação", defendeu Hélder Silva.

 

Só o PSD/Açores é que não quer ver...


sinto-me

João Correia às 22:17 | link do post | comentar

 

Na Lituânia o Parlamento aprovou uma lei  para a “protecção de menores” que proíbe toda a “publicidade” de relações homossexuais, bissexuais e poligâmicas.

 

A extrema-direito começa a tomar conta da Europa e, é caso para se dizer, é preciso ter medo! É que da última vez que isto aconteceu, também tinha havido uma crise económica mundial e criticava-se os passos que estavam a ser dados no sentido de uma sociedade mais tolerante e progressista. A recrudescência deste pensamento e destes movimentos é preocupante....

 


sinto-me

João Correia às 21:17 | link do post | comentar | ver comentários (1)


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João Correia às 21:15 | link do post | comentar

Durante todo o ano, ouvimos as mais variadas vozes a defenderem e a elogiarem os professores, com uma enorme disponibilidade para os ouvirem. Com uma excepção: a época de exames.

 

Não é difícil de encontrar na blogosfera, em artigos de opinião, várias pessoas a acusar de facilitismo estes exames por motivos eleitorais.

 

Não deixa de ser curioso ler o que dizem e pensam os professores:

 

A Associação de Professores de Português (APP) considera que o exame nacional realizado hoje por mais de 70 mil alunos do 12º ano está de acordo com os conteúdos que devem ser avaliados nesta disciplina. E que a prova privilegia "acertadamente as competências de leitura literária e, em especial, de produção escrita".

 

Será que agora também vão ouvir os professores?



Luís Pereira às 17:18 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Perguntam no Blasfémias.

 

Vicent Kessler/Reuters

 

Durão Barroso espera que empresas, universidades e centros de inovação portugueses tirem o maior partido do TGV

 

 

Declarações do primeiro-ministro

Projecto TGV irá estimular economia em até 1,7 por cento do PIB

Por Lusa

12.01.2004

O primeiro-ministro afirmou hoje que os mais de dez mil milhões de euros a investir no projecto de ferrovia de alta velocidade, TGV, em Portugal vão estimular a economia em até 1,7 por cento do PIB (Produto Interno Bruto).

 

Durão Barroso, que falava no Porto, indicou que o projecto permitirá gerar um valor acrescentado bruto de 14.500 milhões e que cerca de 90 por cento será da responsabilidade da indústria portuguesa.

Para o primeiro-ministro, o TGV deverá aumentar a quota de mercado do modo ferroviário dos actuais quatro para 26 por cento em 2025 e diminuir os custos ambientais de transportes em mais de dois mil milhões de euros.

De acordo com o chefe de Governo, os estudos efectuados apontam também para a criação, pelo projecto, de cerca de 90 mil novos postos de trabalho directos e indirectos.

Os mesmos estudos referem ainda a participação dos subsistemas mais ricos em inovação e tecnologia na ordem dos 30 a 40 por cento.

Segundo salientou, a futura rede ferroviária de alta velocidade ligará os principais aglomerados populacionais portugueses, onde se concentra 87 por cento do produto interno bruto (PIB) e onde habita mais de 80 por cento da população.

Trata-se por isso, frisou, de um "projecto estruturante para o país" que "moldará o perfil e a estrutura do país e de toda a Península Ibérica", alterando a ocupação do território, a proximidade entre regiões e a mobilidade de pessoas e bens e corrigindo as assimetrias entre litoral e interior.

"É por isso que a concretização de uma Rede de Alta Velocidade para Portugal foi tratada como um desígnio nacional para as próximas duas décadas", acrescentou.

Para Durão Barroso, o acordo alcançado com Espanha sobre o traçado do TGV foi "bom para os dois países", já que "permite ligações rápidas entre as principais cidades portuguesas e entre estas e as mais relevantes cidades espanholas".

Um traçado definido com a condicionante das decisões já tomadas em Espanha e sem consensos absolutos, admitiu, mas que é "o ideal" por que o que "melhor defende os interesses portugueses".

"Parece que havia quem quisesse fazer uma ligação por terra à Europa que não passasse por Espanha, mas não apresentaram soluções concretas nesse sentido", gracejou Barroso.

Destacando a importância da inclusão do projecto nos chamados projectos prioritários da União Europeia, o primeiro-ministro sublinhou a importância de Portugal acompanhar o ritmo dos principais parceiros europeus, que "têm já construída, em construção ou em projecto mais de 50 por cento da sua rede de Alta Velocidade".

"Uma nova rede interoperável e integrada na rede ibérica e europeia é uma das peças-chave para o fortalecimento da competitividade do país, assegurando uma melhor integração da nossa economia no espaço europeu", considerou.

Segundo acrescentou, dará ainda "um contributo determinante para a sustentabilidade ambiental do sistema de transportes, através da enorme redução dos custos ambientais, e para o combate à sinistralidade rodoviária".

De acordo com Durão Barroso, caberá agora às empresas portuguesas "saber tirar partido" do projecto de Alta Velocidade que, acredita, "terá elevada aptidão para estimular fortemente o tecido empresarial nacional, universidades e centros de investigação".

É que, defendeu, o projecto do TGV "será um incubador e indutor de projectos de excelência com possibilidade exportadora de conhecimento e serviços a nível europeu e mundial" e poderá ser o ponto de partida para "aventuras empresariais fora de portas".

 



Luís Pereira às 21:46 | link do post | comentar

Parece que se prepara uma coligação das forças conservadoras do país. Primeiro vão ressuscitar o Santana Lopes ao seu “caixão” político e recandidatam o senhor à câmara que endividou. Agora vão reeditar a dupla fotocópias no mar e mãe do défice.
Portas e Ferreira Leite – Conservadorismo ao extremo para todos!


 



Hugo Costa às 21:22 | link do post | comentar | ver comentários (1)


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João Correia às 16:10 | link do post | comentar


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João Correia às 16:05 | link do post | comentar

Domingo, 14 de Junho de 2009

 ATT1478675.jpg image by teddie82


 

"São más notícias para o país e boas para o PSD."

 

Série inspirada por este post.



Luís Pereira às 20:40 | link do post | comentar

 

Movimento pela igualdade


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Luís Pereira às 00:24 | link do post | comentar

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Não, por favor, estava apenas a brincar. Depois de três anos no poder, deixaram trapalhadas para o equivalente de muitos mais. Governar por governar. Governar sem ideias, sem projecto. Governar. Não, a tudo isso. Quatro anos depois das trapalhadas, as mesmas caras, o mesmo populismo. É mau de mais para ser verdade. Manuela Ferreira Leite, Paulo Portas e Santana Lopes? Tenho uma ideia: e se convidassem um verdadeiro homem de direita para cabeça de lista? Um verdadeiro liberal! Tipo Oliveira e Costa.

 

 

PS: Paulo Portas, porque até já há quem fale numa nova Aliança Democrática. Com as mesmas caras de sempre...



Luís Pereira às 16:29 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Portugal vai finalmente entrar nos eixos. Acabaram-se as malfeitorias de Sócrates e iremos voltar a ter calma e tranquilidade. Para começar, em resultado das eleições e tal como exigiu Paulo Rangel, o Governo não deve fazer mais nada. Deve parar totalmente a sua actividade, pelo menos, até final do ano. Parece-me bem.

 

Pode ser que entretanto a crise passe e lá para o Natal os portugueses acordem cheios de prendas na respectiva árvore. Se não for assim, logo se verá.

Nessa lógica, e dado o notável crescimento do Bloco, fica também desde já proibido qualquer despedimento, sendo que a empresa que o faça será imediatamente encerrada pela polícia.

Na mesma linha doutrinária bloquista, os desempregados deverão ser admitidos, compulsivamente, pelas empresas com grandes lucros, mesmo que não tenham nada para fazer ou sem aptidões. Esta medida irá diminuir drasticamente a taxa de desemprego e salvar a segurança social. As empresas que se recusarem a fazê-lo serão igualmente encerradas.

As pequenas e médias empresas, principalmente as falidas e obsoletas, serão altamente financiadas pelo Estado. Pouco importando se o dinheiro vai para a modernização ou para comprar BMW's. Todos os economistas do PSD, PCP, Bloco e CDS garantem que é assim que se estimula a economia.

Serão distribuídos avultados subsídios aos pescadores, os quais poderão doravante pescar tudo o que quiserem sem qualquer restrição. Quando o peixe acabar logo se vê. A agricultura será também totalmente subsidiada protegendo-se assim os produtos nacionais, mesmo os de baixa qualidade ou sem consumidores. Esta medida será acompanhada da proibição da venda de produtos agrícolas e piscícolas oriundos de outros países.

Considerando também a expressiva votação nos partidos contra a Europa - Bloco, PCP e CDS -, e dada a pouca convicção do PSD actual sobre o assunto, deverá dar-se início às negociações para abandonarmos a Comunidade Europeia. Portugal ganhará deste modo a plena soberania, o que, entre tanta coisa extraordinária, dará toda a legitimidade para se reclamar o importante território de Olivença que nos foi vilmente roubado pelos espanhóis.

Todos os programas "na hora" e de desburocratização serão abandonados para se regressar às velhas e serenas rotinas. Pedir uma qualquer certidão terá forçosamente que demorar no mínimo três meses.

Os professores deixarão de ser avaliados. A progressão na carreira voltará a ser rigorosamente automática não distinguindo, sob nenhuma forma, a prestação individual que será sempre excelente. De forma a repor a autoridade dos docentes na sala de aula voltarão as reguadas.

Medida urgente será a apreensão de todos os computadores Magalhães e, em vez deles, distribuídos lápis e borrachas, o que muito estimulará estas importantes indústrias. A Internet será fortemente censurada e só poderá ser usada entre as 16 e as 18 horas aos sábados, sob estrito controlo parental, já que aos domingos as televisões passarão todo o dia futebol.

A ASAE será extinta.

Todos os projectos, como o TGV e o aeroporto, serão cancelados. Não será construído nem mais um centímetro de estradas. Isto trará de volta o famoso "orgulhosamente sós" de tão boa memória para muitos portugueses. As corridas com touros de morte serão legalizadas em todo o território nacional. Esta medida terá um enorme impacto no crescimento do turismo, atraindo bárbaros de todo o mundo para Portugal.

Os polícias terão ordem para disparar à vontade, bater nos presos e forjar provas, desde que garantam condenações. Será encomendado um estudo, ao grupo parlamentar do CDS, para reintrodução da pena de morte em Portugal.

Marinho Pinto será imediatamente destituído. Será também terminantemente proibida qualquer crítica às decisões de juízes e magistrados, considerando-se uma forma de pressão intolerável e fortemente punível, tudo o que não seja vénia e subserviência. Todos os estrangeiros serão expulsos do País, repondo-se deste modo a pureza da raça latina.

Só serão permitidos casais de um homem e uma mulher, os quais tendo em vista a doutrina desenvolvida por Manuela Ferreira Leite, terão obrigatoriamente que procriar. Também nesta linha de promoção da ordem na família os maridos poderão voltar a bater nas mulheres.

Por fim dada a consonância de posições entre os quatro partidos da actual oposição, PCP, Bloco, PSD e CDS irão juntos formar o próximo governo de Portugal. Assim temos futuro.
 

Leonel Moura


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Luís Pereira às 15:30 | link do post | comentar

Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

 

Li no CC uma reflexão bem interessante e que toca no essencial. Perdemos uma "batalha", mas estamos longe de perder a guerra" e penso que é o momento de começarmos a discutir ideias, propostas, posicionamentos para as eleições que se aproximam. Não é o momento de desanimar, é o momento de elevar o espírito de missão para os combates que se aproximam. Vou deixar o meu pequeno contributo.

 

Começa Rui Paulo Figueiredo por se referir à actual situação de crise. Neste ponto, acho que o país atravessa uma fase engraçada, se assim se pode dizer - se da direita vemos um lavar de mãos, uma fuga às responsabilidades, dizendo que é uma falácia que foram as políticas neoliberais a provocarem a crise e que isso é comprovado pelo apoio dos eleitores nesta eleição europeia, por outro lado, à nossa esquerda ouvimos BE e PCP dizer que a culpa é das políticas neoliberais e que o actual governo praticou essas políticas. Posicionamento engraçado, a culpa não é de ninguém senão do Partido Socialista, o que falando em populismo comprova bem o que nos disse...

 

Não foram as políticas do Partido Socialista que criaram esta crise, bem pelo contrário, até sermos afectados em 2007 pela crise mundial, o país demonstrava sinais de recuperação.

 

Concordo que quem vai votar, vota nos mais credíveis e naqueles que pelas suas propostas representam da melhor forma os eleitores. E face a esta crise mundial, é importante passar da melhor forma a mensagem do Partido Socialista para as pessoas. Acho que foi isso que falhou com Vital Moreira. Como já por aqui disse, falta melhor comunicação com a população, uma melhor explicação das reformas que se têm feito para aumentar a sensibilidade das pessoas para com estas e que passe a mensagem.

 

Na parte seguinte, não sei se concordo consigo. Acho que não devemos abdicar das nossas linhas programáticas e devemos defendê-las com unhas e dentes até porque também é aí que nos diferenciamos da direita. Questões como a Educação Sexual ou Casamento entre pessoas do mesmo sexo, apenas por exemplo e por serem mais recentes, são questões que dizem muito à juventude e à esquerda, que importa não esquecer e lutar pelas mesmas. E não me parece que seja por isso que o Partido Socialista vá perder eleitores ao "centro".

 

Esta diferenciação é aliás bastante importante, em contraste com a política do passado, os mesmos rostos descredibilizados, a política a preto e branco e do século XIX, como lhe chamou Duarte Cordeiro. Não me parece que os portugueses já se tenham esquecido da governação de Santana Lopes, Paulo Portas ou de Manuela Ferreira Leite.

 

A imagem que coloquei acima não é inocente. Estamos a falar do Partido Socialista mas acho que muito se deve jogar com a Juventude Socialista. Vamos pôr as nossas ideias a mexer, apostar nas causas de esquerda, da juventude. Como já disse, política para jovens mas também de jovens. É preciso apostar em jovens quadros qualificados com muito potencial e não me parece que isso falte. O Partido Socialista tem de dar atenção à juventude.

 

Acredito no rumo que tem seguido o governo. É preciso consolidar este rumo e tenho a certeza que se fizermos um bom trabalho nos próximos meses os portugueses vão voltar a confiar no Partido Socialista para mais 4 anos no governo.

 

De uma coisa estou certo - o contributo da Juventude Socialista para essa vitória vai ser enorme.

 


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Luís Pereira às 21:43 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Contra as sondagens, marchar marchar!



Luís Pereira às 20:54 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Eu diria que não mas... há muita gente, infelizmente, que me desmente!


sinto-me

João Correia às 18:19 | link do post | comentar | ver comentários (5)

 

 

Se é verdade que no novo mapa político europeu a direita parece ter uma nova maioria, há alguns pontos que são importantes para reflexão:

 

- a excepção portuguesa que confirma a regra. Se em Portugal foi a extrema-esquerda quem cresceu, no resto dos países europeus o mesmo se aplica à extrema-direita, em vários casos. A direita cresceu, mas a extrema-direita também e isso é uma coisa que deve preocupar e não apenas os socialistas.

 

- ainda no caso português, a vitória da direita nem se pode considerar especial, uma vez que PSD + PP, acabam por ter menos percentagem de votos do que a esquerda junta.

 

- lembro-me perfeitamente de ler, num livro sobre Direito da União Europeia do prof. Fausto Quadros, onde aborda a história da integração europeia, que é normal que em tempos de crise, as pessoas estão mais predispostas a apostar na direita, que sem dúvida tem um discurso mais apelativo, talvez mais "proteccionista", o que por vezes tende mesmo a travar a evolução da integração europeia. A ideia de menos impostos e menos imigrantes, ajuda.

 

- por aí se pode compreender um pouco do que se passou. Se a maioria dos governos socialistas acabaram por ser algo penalizados, os governos de direita acabaram por passar algo impunes.

 

- o tratado de Lisboa também pode ter o seu peso. Temos o exemplo do governo de Brown, que do outro lado tinha os Conservadores contra a aprovação do tratado.

 

Há muitos tópicos que podem ajudar a explicar o resultado surpreendente. Desde os "eurocépticos", à penalização dos governos no poder, ou a ideia de políticas mais proteccionistas. São tudo importantes reflexões e muito interessantes. A verdade é que só poderemos confirmar se existe mesmo uma tendência à direita nas legislativas, e nem falta assim tanto tempo.



Luís Pereira às 16:32 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Elucidativo, votou a favor, mas era contra. Durante algum tempo, quando ouvia o Dr. Rangel, ficava sempre com uma dúvida: como é que tinha feito parte do Governo de Santana Lopes? Começa a perceber-se melhor e há uma coisa que fica claro: estamos perante alguém que vai longe. Não tenham dúvidas.



Luís Pereira às 15:19 | link do post | comentar

Tem piada ler o Insurgente. Onde já se conspira a vitória do PSD nas legislativas e o que fazer depois disso, vejam lá que, face ao actual estado do país, até já dizem que vão ter que criar descontentamento na população devido às reformas que vão ter que implementar e quem sabe aumentar os impostos. Ena, se calhar isto faz-me lembrar a situação em que o PS encontrou o país, depois de uma ruinosa administração PSD/PP, sendo precisamente essa a forma de actuação do Partido Socialista: pôr as contas em ordem e pôr em prática várias reformas. E, se bem se recordam, pensem lá quem é que se foi aproveitando de todas essas medidas para tirar proveito desse descontentamento?

 

O melhor ainda não chegou (agora na caixa dos comentários). Argumento contra a maioria absoluta de José Sócrates: não a pode pedir, tem é que respeitar a vontade do eleitorado. Argumento curioso, não fosse eu ler o que por lá escreve e que já chega a este ponto: se não obtiverem a maioria absoluta, têm que dramatizar e mandar o governo abaixo até a conseguirem. Contraditório? Não mais do que a postura de Rangel sobre o imposto europeu ou a lei do financiamento dos partidos... Pelo menos já sabemos o que esperar da direita portuguesa.

 

Continuando no Insurgente. É incrível como continuam a querer fazer entender que o PS domina a comunicação social. Acreditar que a TVI, o Público ou o Sol, por exemplo, são todos meios socialistas, só me leva a concluir que não devem viver no mesmo mundo que eu.

 

Esta conversa parece-me mais conversa de "mau pagador" do que outra coisa qualquer. Ainda nem lá chegaram, já estão a dar desculpas para uma possível saída. O único meio de comunicação que conheço ao PS, é o Acção Socialista. Está nos links, podem visitar.

 

PS: pensar em PSD e governo na mesma frase...a imagem que me vem à cabeça é má de mais.



Luís Pereira às 14:25 | link do post | comentar | ver comentários (4)

 

Esquecendo as particularidades das eleições em Portugal (não vou falar delas neste post).  O centro-esquerda e o Partido Socialista Europeu (PSE) tiveram resultados baixos nas Europeias dos 27 estados membros o que sublinha a necessidade de repensar políticas e ideologias.
Nunca fui um fã do New Labor e sempre acreditei que a Terceira Via de Giddens estaria condenada no médio prazo. A crise económica que atingiu gravemente o Reino Unido veio demonstrar a necessidade de termos um Partido Trabalhista diferente. Um partido mais social e menos agarrado aos dogmas do mercado. Brown não é Blair. O resultado de 15% entre escândalos e uma condução política deficitária era o esperado. Ergue-te Labor, a esquerda europeia precisa de ti!
Muitos nas últimas semanas falaram em Bloco Central. Os resultados eleitorais dos partidos do PSE na Europa demonstram que os eleitores não compreendem e não desejam ver progressistas com conservadores. O resultado nas Europeias do SPD Alemão e dos Trabalhistas Holandeses ambos muito fracos demonstram isso. Blocos centrais são incompreendidos pela população e mesmo no caso Austríaco onde os sociais-democratas (PSE) são maioritários o resultado eleitoral não foi positivo.
Na Espanha e na Hungria os governos foram castigados pela crise. No caso Húngaro a má gestão política colocou a derrota em números muito mais expressivos. Contudo e estranhamente a mesma crise deixa impunes Sarkozy, Merkel ou Berlusconi que representam a ideologia e os princípios que criaram a falência do sistema financeiro. Como isto é possível? Populismo?
As vitórias dos Sociais-democratas na Suécia e Dinamarca, dos Trabalhistas em Malta e do PASOK na Grécia são muito pouco para o PSE. Numa altura de crise e onde o neoliberalismo saiu como derrotado, o centro-esquerda tem de se mostrar como alternativa à política conservadora e liberal que conduziu o mundo ao estado em que está. Os partidos do PSE têm de ser afirmar como a solução para uma Europa mais social. Só assim pudemos ter o caminho do combate à crise na Europa.

 



Hugo Costa às 01:40 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

 

Há um problema na teoria de PPM. Quando houve dinheiro, era Cavaco primeiro-ministro, então é que Portugal se tornou num circo porque vinha dinheiro aos montes da União Europeia e serviu, em grande parte, para comprar jipes. Com a devida vénia ao senhor Presidente da República, qual seria a sua "moral" para fazer tal juízo?



Luís Pereira às 22:40 | link do post | comentar | ver comentários (1)



Luís Pereira às 21:27 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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