Domingo, 9 de Maio de 2010

A nova liderança do PSD foi uma autêntica desilusão no que diz respeito à igualdade entre homens e mulheres. O novo Conselho Nacional tem cinquenta e quatro homens e uma mulher. O órgão nacional de jurisdição tem sete homens e uma mulher. A direcção do grupo parlamentar tem também uma só mulher. Quanto à Comissão Nacional, o órgão com mais presença feminina, tem quatro mulheres em dezoito dirigentes, ficando, ainda assim, abaixo de um terço. Mesmo no órgão com mais presença feminina, o PSD não consegue atingir o valor percentual de presença feminina previsto, para os órgãos políticos públicos, pela lei da paridade: um terço.

 

Isto é algo que não deve apenas desiludir aqueles que, não sendo do PSD, esperavam mais do maior partido da oposição. Isto também deve desiludir os próprios militantes do PSD, que certamente, espero, não se revêem neste machismo. O próprio Professor Marcelo Rebelo de Sousa, insuspeito de fazer críticas ao PSD infundadas, manifestou a sua desilusão quanto a este aspecto, numa conferência a que assisti na Faculdade de Direito de Lisboa.

 

Podemos concluir que, assumindo como certo que há mulheres com grande qualidade política no PSD, algo que acredito ser verdade, as mesmas são discriminadas, não tendo acesso, apesar das capacidades políticas que seguramente têm, aos cargos de direcção nacional.

 

Esta discriminação significa que enquanto o PS cumpre a lei da paridade porque acredita na igualdade de género , o PSD a cumpre simplesmente porque a isso é obrigado, já que onde não é legalmente obrigatório incluir mulheres o PSD não hesita em remetê-las para um imerecido e conservador gineceu político.  Todos apregoam a igualdade de género como ideal. Infeliz e claramente, apenas alguns a concretizam como realidade.

 



David Erlich às 15:34 | link do post | comentar

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Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
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