Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

A propósito das comemorações do 25 de Abril, é de notar que este é dos feriados que o povo recebe com mais carinho e orgulho.

 

Com o fim da ditadura a população pode finalmente exprimir-se e democratizar o pais. 36 anos depois, podemos afirmar que vivemos em democracia e o Estado assegura os direitos mínimos aos cidadãos.

 

Mas ser cidadão não é só ter direitos e exigir medidas. É também cumprir obrigações como pagar os impostos, e viver de forma cívica, educando o próximo.

 

Comportamentos como os que se verificaram este fim de semana, em que se vandalizaram monumentos em praças tão carismáticas como a dos Restauradores e da Figueira, são inadmissíveis para um povo que se afirma cívico e culto. As pessoas têm de perceber que os maiores prejudicados são os cidadãos e que o poder político em nada é atingido com este tipo de vandalismo. O mesmo acontece com quem foge aos impostos ou não cumpre as suas obrigações, os prejudicados são os próprios, que no fim se deparam com a diminuição do poder de compra e com um Estado que não tem rendimentos para fazer face às despesas.

 

Tem de haver mais confiança na política e no Estado, mas para isso não se pode encarar os mesmos como adversários. O Estado serve a população e não o contrário. Por isso é tão importante o incentivo à participação política dos jovens, que devem ter desde logo formação escolar no modo de funcionamento das instituições.

 

O poder local deve tornar-se um meio de aproximação da população à política, porque a política e o Estado, mais do que compostos por partidos, são compostos por pessoas. A sociedade tem de se rever na política e assumir compromissos, cumprindo a sua parte, esperando que os outros cumpram a deles, não vale a pena esperar que o exemplo venha de cima, porque o exemplo nunca será perfeito e nunca todos irão concordar que aquele exemplo é o melhor.

 

Além da importância da política interna, é também essencial tomar posição relativamente à política internacional, que cada vez mais influencia e dirige a política interna.

 

A democracia deve então ser aproveitada para exigir mais e melhor dos governos e dos políticos. Para isso a população, hoje muito mais culta e instruída que outrora, deve participar activamente e educar os outros no sentido dessa participação.

 

Inês Mendes



Inês Mendes às 23:16 | link do post

Comentar:
De
  (moderado)
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Este Blog tem comentários moderados

(moderado)
Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres

 



O dono deste Blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

pesquisar...
 
Artigos recentes

Progressividade fiscal e ...

Cidadania europeia: o nov...

O progresso...

@ convidad@ da semana - J...

O Homem a fazer de Deus

O gineceu político do PSD

@ convidad@ da semana - C...

Os tiros nos pés do PS

A Democracia Hoje

NotíciasJS - 1.º Noticiár...

Jovem Socialista - Jornal...

Assim vai Cuba...

@ convidad@ da semana - P...

Jovem Socialista Poadcast...

JS em Entrevista - Progra...

Quid iuris?

@ convidad@ da semana - P...

Repugnante

Curtas

@ Convidad@ da Semana - J...

EUA: fez-se história

@ convidad@ da semana - M...

PSD... ou PCP ? ou o desn...

Democracia ao estilo do P...

A pérola II

A pérola

A Europa continua a ser v...

Futurália

"Virou-se o feitiço contr...

Lendo as notícias de hoje...

Frase do dia

MMG

Edições impressas do Jove...

Acompanhe todas as notíci...

Princípios da Administraç...

Da série "aos 10 anos já ...

Da série "aos 10 anos já ...

Da série "aos 10 anos já ...

Neda,

Mutilação Genital Feminin...

Orgulho em ser socialista

Dos EUA...

Por uma política com "P" ...

É da vida...

Notícias que interessam: ...

aCima & aBaixo

Ensino Superior com mais vagas

Começa amanha a primeira fase de
acesso ao ensino superior público
com mais 4% de vagasque em 2009.
Vão abrir mais 2068 vagas, sobretudo
nos horarios pós-laborais.
O Governo assinou em Janeiro
um “contrato de confiança” no qual
garante mais fundos com o
compromisso de que se aumentem
as oportunidades de
licenciatura e mestrados à
população activa.
É uma aposta no ensino superior
que não deixa de ter em conta a
produtividade e crescimento do país,
gerando mão-de-obra mais qualificada.

Deputados ausentes

Em nove meses de legislatura
podem ser contabilizadas 652 faltas.
Mesmo após o aviso do presidente
da Assembleia da República, Jaime
Gama, em que diz que não se aceitam
"deputados em part-time" contnua a
existir uma media elevada
de faltas, muitas delas injustificadas.
A assiduidade é um dos factores
que mais descredibiliza os deputados,
e toda a politica representativa.
A bancada com mais faltas é
a do PSD, que é responsável por cerca
de metade das faltas desde o início
da legislatura, seguida pelo CDS.
Os motivos apresentados são
variados mas as faltas continuam
a incidir sobre feriados com
pontes, como o 10 de Junho.
A assiduidade tem, contudo,
vindo a melhorar, com mais controlo
por parte do presidente da Assembleia.



Inês Mendes, 12/07/2010
links
Sotão

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

tags

todas as tags

blogs SAPO
subscrever feeds